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Prezados
senhoras e senhores, moças e rapazes, meninas e meninos:
Talvez a pergunta que mais perturbe o vosso coração neste instante seja quem é essa turba de G7+Henricanos. Pois bem, convidamos vossa senhoria a dispor um copo de água sobre o vosso
computador e, No princípio, só havia o caos e a desordem. Então Deus disse: "Faça-se a luz." E a luz foi feita. E Deus achou por bem chamar a luz de dia, e a escuridão de noite. No sexto dia, Deus achou que todo Sua obra estava muito abandonada, e então, do barro, Ele criou um ser a quem deu vida com o Sopro Divino, e achou por bem chamá-lo de homem. E o tempo passou por milênios a fio, até os dias de hoje, quando reuniram-se alguns estudantes de comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (para que fique bem claro: a UFRGS, sim, sim, aquela do vestibular mais difícil, aquela em que só entram os melhores). Sim, sim, e esses melhores somos nós (sem emoções, mulheres. Para maiores informações, entrem em contato com a nossa secretária para fatos sexuais, Janete, aquele que rima com boicote, de olhos azuis ou verdes, depende o dia, alta ou baixa, depende, loira e morena, e com outras qualidades e posições não permitidas de serem divulgadas neste meio e a esta hora). Acontece que, num determinado dia, um dos nossos colegas, o Carioca (alguns dizem que o apelido dele era Sergio, sem acento), se mudou para Campinas (epa!) para uma casa rosa (ah, sei...) onde só tinha homem (bah, que chato, hein?) depois de ter suado muito (hum...) para passar nos testes (nem precisa dizer quais...). Enfim, lá se foi ele ao encontro dos seus milicos, deixando-nos cagalhados com a sua ausência. Em um desses dias, sete das criaturas supracitadas, exultantes por conhecimento, encontraram-se em uma sala de aula fria e barulhenta da tão escondida e debilitada Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (vulgo Fabico). E então, naquele ambiente propício ao desvelamento de questões nunca dantes feitas (pra que serve a arquivologia? O que são relações públicas?), tomado de seminários em todas as suas mais simples disciplinas, eles acharam por bem compor um grupo coeso e preciso para a elaboração de tais malditas tarefas. E assim foi feito, e eles acharam por bem, em homenagem aos países mais industrializados do mundo (a saber: Japão, Alemanha, Itália, França, Estados Unidos, Inglaterra e Canadá), também chamar esse grupo de G7, mas dessa vez composto por: Auto-Escola (vulgo Eduardo), Fernando (o amigo do Hemingway inglês), Josué (habitante da Lan House mais próxima), Moisés (o Sbroadcasting), Pedro (o Drunk Mariner), Rovani (o domador de cães selvagens, estilista de cores e colorado) e Zé (of the Jungle). Mas eis que de repente, não mais que de repente, o G7 deu-se conta que o número ímpar de integrantes fatalmente causaria discórdia na formação de futuros grupos para os malditos seminários. Mas também notou que havia alguém mais rodeando seu ambiente. Um Henrique, um ser músico de outro semestre que estava sendo fagocitado pelo ambiente saudável e elitista daquele grupo superior. Havia sido descoberta, enfim, a existência entre nós do maior e mais famoso assoviador de ônibus. Ele, que deixava qualquer um impressionado, estressado e mal-intencionado com suas canções assobiadas no São Manoel! Decidimos chamá-lo para completar o segundo grupo num trabalho que seria feito em grupos de quatro. Na realidade, sempre achamos que de 4 é melhor (principalmente se é com a tua mãe, leitor malicioso que já pensou em besteiras!!!) (aos outros nossos leitores, seres humanos com coração, ética e pensamentos puros, nossas sinceras desculpas pelo impulso nervoso). A partir de então, o G7 mais o Henrique passou a chamar-se, oficialmente, G7+HENRIQUE. |