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          Esta página tem como objectivo dar a conhecer a região do litoral alentejano, através de um roteiro turístico, para que possa ficar a saber um pouco sobre a sua história, conheça locais com vistas magníficas, museus, restaurantes, alojamentos, ...

          Alguns dos textos e imagens presentes nesta página não são da autoria do GLA. Se alguém se sentir ofendido, agredido ou vir os seus direitos de autoria aqui lesados; se encontrar informações erradas ou omissas, é favor entrar em contacto connosco.

Alvalade         Cercal do Alentejo            Grândola          Ilha do Pessegueiro

Melides            Porto Covo             Sines

         Santiago do Cacém        

   


Sines
          
Cidade e baía virada a sul, a cidade de Sines dista 17 km para nor-noroeste de Santiago do Cacém e 168km de Lisboa.

          A ocupação humana do território do concelho de Sines é muito antiga, pois remonta à pré-história, com continuidade até à chegada dos Romanos. Invadida por povos germânicos e pelos Árabes, permaneceu nas mãos destes últimos até que, em 1217, foi conquistada pelos Cavaleiros de Sant'Iago. Foi elevada a vila por D Pedro I em 1362 e recebeu foral de D Manuel I em 1512. Sines, terra natal do navegador e descobridor do caminho marítimo para a Índia, Vasco da Gama.

          Sines é um importante porto de Pesca, o porto mais fundo de Portugal. Mas no concelho, que cobre 168 km², a principal actividade económica é a indústria, logo em seguida a pesca e a agricultura.

          Dia 4 de Junho de 1997 a Assembleia da República aprova e no fim de 16 dias o Presidente da República promulga a sua elevação à categoria de Cidade.

          A Câmara Municipal de Sines e a Assembleia Municipal de Sines deliberaram iniciar um processo com vista à elevação da Vila de Sines à categoria de cidade. Sines, vila desde 1362, entende estarem presentes as condições para a sua elevação a cidade.

          Muitas foram as mudanças que produziram aquilo que Sines hoje é, mas nenhuma terá sido tão marcante como a implantação do Complexo de Sines, projecto de 1972, que marcou profundas transformações, e que não pode portanto deixar de ser uma referência nesta apresentação.

          Sines era, anteriormente ao empreendimento industrial do Gabinete da Área de Sines, uma vila piscatória e um centro de veraneio, receptor de um grande volume de população flutuante da época de Verão.

          A vila de Sines, face às disponibilidades habitacionais que apresentava, registou um crescimento acentuado, sobretudo até 1976, devido ao empreendimento e consequente localização de novas unidades industriais.

          A partir de então, atingiu um ponto de saturação, tendo abrandado o ritmo de crescimento, enquanto a procura se fazia de forma mais premente em outros locais do território, nomeadamente Porto Covo.

          A Vila foi estruturalmente alterada pelo complexo de Sines cujo desenvolvimento comporta três vectores integrados fundamentais: centro urbano, porto e indústria.

          Depois de uma situação transitória onde o grosso da actividade foi a construção das instalações industriais e portuárias, executados à custa de transferências exteriores da região, nomeadamente do Orçamento do Estado, não reflectindo riqueza gerado no local, nem tendo os salários pagos origem em valor acrescentado aí formado, pode considerar-se a situação actual, com as indústrias do complexo em funcionamento, como aproximativa da estrutura produtiva que virá a ser a da cidade de Sines.

          Simultaneamente, Sines consegue ter uma importante vertente turística, associada ao único porto de recreio entre Lisboa e o Algarve e também a uma área de costa preservada, onde começa o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

          Sines, uma pequena cidade e muito para se ver. Quem visita Sines, pode marcar na sua agenda a ida ao castelo com uma excelente vista sobre a baia, as igrejas, matriz e a da Nossa Sra. das Salvas, museus e entre muitas outras coisas.

          Castelo de Sines, uma obra da Idade Moderna construída no século XV. Uma construção a rogo do procurador do povo Francisco Neto Chaínho Pão Alvo, com a finalidade de refúgio aos habitantes contra as invasão dos corsários.

          Uma construção da Idade Média, com a presença dos estilos gótico e maneirismo, com características planimétricas e estruturais medievais. Com a torre de menagem adoçada a um dos vértices, antes era reforçado por uma torre semicircular, a meio e no vértice das paredes do Paço.

          A poucos passos do castelo, encontramos a Igreja Matriz de S. Salvador e a Capela da Misericórdia.

          A Igreja Matriz de S Salvador, é uma igreja barroca do século XVIII, com um forte implante à tradição chã, como demonstra a grande solidez e austeridade dos elementos arquitectónicos de pendor classicista.

          O edifício particulariza-se pela qualidade da concepção global e pelo rigor do desenho dos elementos de cantaria, merecendo igualmente destaque a abundância de azulejaria, talha, pintura e imaginária.

          Obras de recuperação foram feitas após o terremoto de 1969, incluindo a substituição da cobertura, dos pavimentos, dos rebocos e caixilharias, a remoção da teia, a criação de infra-estruturas e a construção do segundo piso sobre a sacristia.

          Nesse mesmo largo, também se encontra a Capela da Misericórdia

          Nesse mesmo largo, também se encontra a Capela da Misericórdia, uma construção do Séc. XVI de uma arquitectura maneirista e barroca. Do período maneirista data a concepção geral do edifício, de aspecto nitidamente chã, muito ao gosto da interpretação regional do tardo-maneirismo. O retábulo do altar-mor marca uma etapa caracteristicamente barroca, já a apontar a transição para as primeiras manifestações do rococó.

          A capela distingue-se pelo seu porte austero e eminentemente funcional, próprio do derradeiro maneirismo regionalmente implantado, com destaque para pormenores notáveis como o brasão sobre o portal principal, os azulejos sevilhanos colocados nos vãos das janelas que ladeiam o portal, a pia de água benta com a forma de vieira e o retábulo da capela-mor.

          Em 1980, obras de conservação geral, incluindo a execução da cobertura e dos rebocos exteriores; em 1996, restauro do retábulo-mor, substituição do soalho e reposição da tribuna dos mesários.

          Se for hora de almoço, ou se a fome aperta, não vá longe, aí perto existe o "Ponto de Encontro", um espaço para qualquer Sineense e turista, quem sai do castelo para a igreja Matriz de S Salvador, cuja especialidade é Bife no barro, Bife com pimenta, Lulas grelhadas.

          Para quem quer conhecer um pouco mais de Sines, pode ir ao Centro Cultural Emmerico Nunes, ver exposições de pintura, escultura,...

          Desloque-se para ver o monumento da padroeira de Sines, Capela da Nossa Sra. Das Salvas, do séc. XVI e em 1517 já se encontrava concluída, Vasco da Gama manda construir a igreja junto à primitiva capela ducentista, que, segundo a tradição fora mandada erguer por D. Vetaça, dama da corte da Rainha Santa Isabel, que aqui desembarcou durante um temporal. Na 2ª metade do séc. XVIII realizaram-se obras de reconstrução da fachada, aplicação do revestimento azulejar.

          Perto da Capela temos o Forte da Nossa Sra. Das Salvas com a esplêndida vista para a baia, da segunda metade do séc. XVI de época maneirismo. Forte de defesa da costa, rectangular, com casamata e bateria, com o parapeito que envolve a bateria e o terraço da casamata já não mostra canhoeiras.

          Existe uma vasta gama de restaurantes onde se pode comer bem e pratos típicos da zona. Tais como o restaurante "Varanda do Oceano", "O Migas", "O Sitio", entre outros.

 

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Baia

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Vasco da Gama, descobridor do caminho marítimo para a Índia

Igreja Matriz de Sines

Igreja Matriz

IGREJASRADASSALVAS

Capela da Nossa Sr.ª das Salvas

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Interior da Capela da Nossa Sr.ª das Salvas

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Forte da Nossa Sr.ª das Salvas

   

 

          No quadro que se segue há uma vasta lista de restaurantes de Sines com as suas especialidades.

NOME

MORADA

TEL.

ESPECIALIDADES

A Restinguinha

Rua Vasco da Gama, 48

269634690

 

Adega dos Penedos

Largo 5 de Outubro, 3

269862181

 

Casa Quinta das Flores

Rua Marquês de Pombal, 9

269634981

 

O Guia

Cova do Lago

269632647

 

A Caravela

Rua Marquês de Pombal, 32

269632298

 

A Nau

Rua Marquês de Pombal, 103 B

269633912

Feijoada; Bacalhau à Brás; Bife à Nau

A Palmeira

Rua Marquês de Pombal, 41

269634170

Bife de Atum; Camarão à Palmeira

 Adega de Sines

Rua Gago Coutinho, 40

269632595

 

 Baía de Sines

Rua António Aleixo, 22

269634245

 

O Búzio

Rua 25 de Abril, nº. 21

269633749

Cataplana de Cherne; Cabrito à Pastora; Borrego no Forno

Chinês Dragão Dourado

Largo Afonso de Albuquerque, 1

269633056

 

Esplanada Alentejana

Praça da Republica

269632294

Caldeirada; Cataplanas, Espetadas, Arroz de Marisco

Estrela do Norte

Estrada da Costa do Norte

269634033

Búzios com feijão branco; Arroz de Marisco

O Castelo

Rua João de Deus, nº. 22

269632758

Peixe Grelhado; Carne Grelhada no carvão

O Churrasco

Estrada do Farol – Parque de Campismo

269632969

Grelhados

O Coq

Rua Marquês de Pombal, 103

269632208

Bifinhos à Casa; Camarão à Casa

O Cozinheiro

Bairro 1º. de Maio

269633313

Cozido à Portuguesa

O Mexilhão

Rua Sacadura Cabral, 30

269632242

Feijoadas de Marisco, Sopa rica do mar, Mexilhão à TiConceição

O Migas

Rua Pero de Alenquer, 17

269636767

Folhado de perdiz, Linguados fritos com açorda de ovas, Migas de espigos com bacalhau assado

O Sitio

Rua Francisco Luis Lopes, nº. 39

269633652

Bacalhau à conde da Guarda, Migas com lombo de porco, Massinhas do mar

Varanda do Oceano

Rua da rampa, 1

269632303

Arroz de marisco, Arroz de lagosta, Arroz de lavagante

Cervejaria A Lota

Av. Vasco da Gama

269636962

 

Pizza Volante

Largo do Mercado

269633631

 

Churrasqueira A Brasa

Av. General Humberto Delgado, 30 r/c - E

269862419

Grelhados no churrasco, Choco frito

Churrasqueira de Sines

Rua Gago Coutinho, 18

269633070

 

À Coca

Rua Teófilo  Braga, 29

269632707

Bife à Coca, Arroz de marisco, Bacalhau com natas

Ponto de Encontro

Largo do Poeta Bocage, 3-B

269862123

Bife no barro, Bife com pimenta, Lulas grelhadas

O Cantinho do Paraíso

Rua Marquês do Pombal

269633094

 

Fredemar

Rua Cândido dos Reis, 31

269632122

 

A Gaivota

Rua Teófilo Braga, 25

269634188

 

Cantinho Alentejano

Rua Pedro Alvares Cabral, 38

269635743

Grelhados no Carvão

Rest. Vasco da Gama

Rua Luís de Camões

269632080

 

Rest./Cerv. Portas de Sines

Av. D. Pedro I
Lote B - R/c b

 

 

 

          Ao fim de 9km a sul de Sines, encontram-se alguns restaurantes e alguns deles à beira mar.

NOME

MORADA

TEL.

ESPECIALIDADES

Restaurante

O Mano Zé

Morgavel - São Torpes

269633962

Arroz de Tamboril, Arroz de Marisco, Caldeirada

Restaurante

D. Luís

Praia da Plangana

269635635

 

Café - Restaurante São Torpes

São Torpes

269632506

Caldeirada de peixe, Arroz de marisco 

Restaurante

O Repa

São Torpes

269636582

 

Restaurante

O Bom Petisco

Praia de Morgável

269632469

Caldeirada, Peixe Grelhados

Restaurante

Vieirinha

Pedra da Casca

269632385

 

Restaurante

Trinca Espinhas

São Torpes

269636379

 

Restaurante

A Herdade

Monte das Várzeas

269905329

Borrego à Herdade, Bacalhau à herdeiro, Sopa de cação, açorda de bacalhau

 

 


Santiago do Cacém


           
                             
Fica situado a 17 km de Sines. Foi elevada a cidade em 20 de Junho de 1991. Sede de concelho desde 1510, situada a 150 km de Lisboa, implantada numa região habitada desde tempos remotos. Tem foral novo concedido por D. Manuel I, embora o foral antigo seja de D. Dinis.

    É o concelho mais meridional do distrito de Setúbal e ocupa uma área de 1058,62 Km2 (2º maior concelho do país), com uma população cerca de 30 000 habitantes, segundo os dados do PDM de 1985. É formado por onze freguesias: Abela, Alvalade, Cercal do Alentejo, Ermidas do Sado, Santiago do Cacém, Santo André, S. Bartolomeu, Santa Cruz, S. Domingos, S. Francisco e a recém criada freguesia de Vale de Água.

    A norte é limitado pelo concelho de Grândola, a nascente pelos concelhos de Ourique, Odemira, Ferreira e Aljustrel. A poente confina com o concelho de Sines e o Oceano Atlântico.

          Para quem vem de Lisboa ou outras localidades mais a Norte, nada mais fácil do que apanhar a A2 sentido Sul, sair na primeira saída de Grândola, seguir pelo IP 8 virando mais a frente á direita para a EN 261 e estará logo em Santiago do Cacém.

          Existem outras alternativas, uma delas turística, que passa por Setúbal, atravesse o rio Sado através de Ferry-boat até Tróia depois segue pela EN 253-1 na Carrasqueira vire á direita seguido então pela EN 261   logo a seguir ao Torroal volte a virar á direita novamente passando por Pinheiro da Cruz, seguido de Melides, Deixa o Resto, Santo André virando depois á esquerda encontrará  então Santiago do Cacém.

          Para quem vem de Sul tem também duas alternativas, a primeira é pela IP 1 até Alvalade virando ai à esquerda para apanhar a EN 261 que vai directamente a Santiago do Cacém.

          A segunda alternativa é a chamada Rota Dourada que vem desde Lagos ( IC 4) passando por, Aljezur, Odemira, Cercal, Sines e finalmente Santiago do Cacém este é na minha opinião um excelente passeio.

          Quanto ao relevo, as que estão situadas perto das cumeadas, têm o terreno acidentado e o solo é argiloso, calcário ou xistoso nomeadamente as freguesias de: Santiago do Cacém, S. Francisco, Santa Cruz, S. Bartolomeu e parte da Abela e Cercal do Alentejo. São planícies, ou ligeiramente onduladas com solo arenoso as freguesias de Alvalade Sado, Ermidas Sado, S. Domingos, Cercal e Santo André. As maiores elevações encontram-se na Serra do Cercal com 346 metros de altitude e nas serras do Martinel e da Senhora do Livramento na freguesia de São Francisco.

          A respeito de depressões, ou seja aquilo a que chamamos terrenos baixos, existem no concelho numerosos vales e várzeas muito produtivas principalmente as que ficam situadas nas margens das ribeiras. Das elevações, podem avistar-se lindas paisagens para quem goste de apreciar as coisas belas da Natureza.

          O clima é temperado nas freguesias que ficam no litoral ou mais próximas do mar, mas nas freguesias do interior o clima é muito quente no Verão e muito frio no Inverno. Isto acontece porque os ventos marítimos têm dificuldade em chegar a estas freguesias, por estarem abrigadas pelas cumeadas das serras de Grândola e do Cercal.

          Desde que a agricultura deixou de fazer-se por processos primitivos e passou a ser mecanizada, as produções tornaram-se mais rentáveis.

          Nos terrenos irrigados faz-se a cultura do tomate em larga escala, o que deu origem ao aparecimento de uma fábrica de concentrados em Alvalade.

          Quanto à cultura de árvores frutíferas, devemos salientar a oliveira, que se encontra em todo o concelho, os laranjais e a vinha.

          Relativamente ao consumo, pode considerar-se muito pouco desenvolvido o processo de culturas protegidas, na região.

          No que diz respeito à criação de gado, existe a criação de porcos e vacas em regime de estabulação, ovelhas e vacas em regime de pastorícia.

          Em Santiago do Cacém, destaca-se o seu castelo por se localizar no alto de um monte. Castelo, que hoje é o cemitério municipal da cidade, embora de origem Árabe, terá sido refeito pela Ordem de Sant'lago, que aqui se instalou no séc. XIII. Situado na fronteira entre cristãos e muçulmanos, mudou sucessivamente de mãos entre 1157 (conquista pelos Templários) e 1217 (retomada definitiva pelos cavaleiros de Sant'lago). O castelo, de forma poligonal devido a sua implantação parece dominar a cidade, contudo este castelo esconde uma grande surpresa, a vista, por isso convém dar uma volta pelas muralhas do castelo onde poderá observar uma excelente vista sobre a cidade de Santiago do Cacém. Capela de São Pedro do séc. XVI situada na encosta do Castelo, passeio panorâmico em torno do Castelo e Capela de São Pedro, locais que não pode deixar de visitar. Excelente miradouro sobre a cidade até ao Oceano Atlântico.

 

          Igreja Matriz, uma construção da época gótica do séc. XIII reconstruída no séc. XVI e nos sécs. XVIII / XIX.

          O cismo de 1755, que destruiu grande parte da fortificação e que afectou a povoação de Santiago do Cacém, deu origem a reconstruções e alterações em muitos edifícios, sendo de destacar a Igreja Matriz, dedicada a S. Tiago Maior. De raiz medieval, vê no século XVIII a planta ser invertida, passando a sua fachada a ter um cariz barroco e a ocupar o lugar da antiga capela-mor. Aí se encontra uma peça de grande valor escultórico, a encomenda da Rainha D. Isabel, um alto-relevo do séc. XIV, com 2m x 1,5m, que representa o Sant'Iago a cavalo combatendo os mouros, e que foi fonte de inspiração para as actuais armas, selo e brasão do Município.

          O "Pórtico do Sol", cujos capitéis apresentam uma enorme riqueza ornamental zoomórfica e fitomórfica, poderá ter-se devido às reconstruções efectuadas entre 1520 e 1530, que deram ao edifício um cunho gótico-manuelino, bem patente nas três naves abobadas.

          Centro histórico, situado na encosta Este do Castelo, constitui um valioso património arquitectónico, com as suas ruas estreitas e casas brasonadas como o palácio dos Condes de Avillez e a Praça Conde do Bracial, onde pode ser visto um pelourinho datado de 1845, tendo por fundo várias casas brasonadas e o antigo hospital com uma lápide com inscrições romanas.


 

 

 

 

          O Museu Municipal de Santiago do Cacém está situado em frente aos Paços do Concelho, tendo de permeio o Jardim Público. De arquitectura oitocentista, e projecto de Chiapa Monteiro foi concebido na segunda metade do séc. XIX, tendo funcionado como cadeia comarcã de 1884 até 1968. No entanto a criação do Museu reporta-se a 1934, graças ao contributo valioso de uma figura impar de Santiago do Cacém, Dr. João Gualberto da Cruz e Silva (1881-1948), fundador e director do Museu Municipal, que ao longo de décadas foi reunindo um diversificado espólio de Arqueologia e Numismática, doado ao Município. Ao longo de décadas a esta colecção, outras se juntaram que viriam a valorizar o espólio do museu, nomeadamente o legado proveniente do Gabinete da Área de Sines, constituído pelo recheio da família dos Condes de Avillez, entre muitas outras de carácter particular mas igualmente importantes nas áreas de Etnografia e Artesanato Local.

          No R/C poderá ver colecções de arqueologia de Miróbriga, numismática e uma cozinha alentejana, que a par do artesanato local salienta e valoriza as raízes mais tradicionais da região. No 1º piso poderá ver dois quartos, Quarto Popular e o quarto Burguês, dos finais do séc. XIX, inícios do séc. XX e Sala Avillez, cujo valioso espólio de família (do retracto á faiança), testemunha o gosto burguês dos finais do séc. XX. Os ofícios tradicionais também aqui marcam presença com as salas de Alfaiataria e Barbearia, cuja sua reconstituição procura salientar a importância destes no tempo dos nossos pais e avós. Poderá ver também neste piso como eram as celas quando o edifício era uma prisão.

          A par de outros equipamentos municipais de natureza cultural, o Museu Municipal afirma-se como espaço de Animação Polivalente, dando a conhecer a História da ocupação humana no Concelho ao longo dos tempos, bem como as tradições, constituindo um valioso repositório da memória colectiva e identidades locais.

Museu Municipal

Cozinha Alentejana, situada no rc do Museu Nacional

 

Quarto Popular, situado no 1º andar do Museu Nacional

          Moinho Municipal, localizado  nas Cumeadas, numa zona elevada próxima das ruínas de Miróbriga, encontra-se num moinho de vento tradicional da região, onde poderá com sorte assistir à moagem de trigo.

          Moinhos de vento, espalhados por quase todo o território nacional, estes guardiões da paisagem são uma presença emblemática, à semelhança dos seus congéneres holandeses, podendo constituir um excelente contributo para o desenvolvimento do turismo nacional.

          Os primeiros moinhos de vento foram construídos provavelmente na Pérsia, e o seu sistema, mais tarde aproveitado pelos Árabes, foi trazido para a Europa pelos Cruzados no seguimento das suas incursões ao Oriente,  entre os séculos XI e XIII mas em Portugal a primeira referência histórica à sua existência data do século XIV.

          No Continente Europeu o moinho de vento foi sofrendo adaptações e alterações, variáveis de região para região consoante as características geográficas e as características culturais de cada povo.

          O Concelho de Santiago do Cacém, devido em grande parte à sua geomorfologia, sempre foi pródigo na existência de Moinhos de Vento, com especial incidência para as freguesias de Santiago do Cacém e Cercal do Alentejo.

          Segundo registos do Padre António de Macedo e Silva no seu livro "Anais do Município", no início do séc. XIX (1840) existiam no Concelho 9 moinhos de vento. No entanto em 1868, o número elevava-se para 35.

          O Moinho de Vento das Cumeadas, em Santiago do Cacém, foi adquirido por este Município em 1970 e beneficiou de várias obras de restauro, a última das quais muito recente.

          É um dos exemplares em bom estado de conservação que se pode visitar no sul do país.

          Quando as condições climatéricas o permitem, os visitantes podem observar o processo de moagem tradicional dos cereais, da qual se encarrega um antigo moleiro. Este moinho municipal é procurado por um grande número de interessados e turistas, sendo também objecto de visitas de estudo promovidas pelos mais variados estabelecimentos de ensino.

Moinho Municipal

Ruinas Miróbriga

          Não pode deixar ir às ruínas romanas, à saída de Santiago do Cacém. Ruínas Miróbriga, classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1940, afecto ao Instituto Português do Património Arquitectónico desde 1982, situa-se nas proximidades de Santiago do Cacém, sede de concelho com o mesmo nome, mais propriamente na Herdade dos Chãos Salgados.

          Em 1989 os trabalhos arqueológicos conheceram um novo impulso devido à sua integração no programa "Itinerários Arqueológicos do Alentejo e do Algarve". Ocupa uma área de 2 Km² incluem restos de edifícios de habitação, ruas pavimentadas, Hipódromo, Termas, Ponte e um Fórum. A sua localização privilegiada tornou Miróbriga num centro de comércio. Os vestígios arqueológicos indicam um gradual abandono do lugar a partir do séc. IV d.C. A visita das ruínas romanas inicia-se junto da capela de S. Brás, pequeno templo rural, seguindo a calçada veja várias habitações construídas desde o séc. I até ao IV, algumas com pinturas murais.

           Continue a descer a calçada romana até a zona das termas, irá depois subir por uma estrada rodeada de ciprestes até onde se situa a hospedaria e uma zona de comércio. Ainda se podem observar os frescos com motivos geométricos. Continuará a subir até à Acrópole conhecida por "Castelo Velho". Ai fica o fórum e a praça pública à volta da qual ficavam os edifícios do centro político-administrativo. No eixo da Praça ficam o templo dedicado ao culto imperial e outro dedicado a Vénus. Ao fundo na planície mas difícil de se ver, o circo ou hipódromo. Trata-se do único edifício deste tipo que se conhece em Portugal.

          Podemos ver e visitar ainda os seguintes monumentos:

          Palácio dos Condes de Avillez - séc. XIX (não se encontra aberto ao público)

          Igreja Espírito Santo - Situada na Praça Conde do Bracial remonta ao séc. XIII/XIV, tendo sido reconstruída no séc. XVIII. Anexo  à Igreja do Espírito Santo situa a Torre do Relógio que remonta ao séc. XVII

           Palácio da Carreira - Palácio dos finais do séc. XVIII, princípios do XIX, pertenceu ao Capitão - Mor J. J. Salema de Andrade, tio do 2º conde de Avillez.

           Estação  Ferroviária - Inaugurada em 1934. O seu interesse reside nos 14 painéis de azulejaria de autoria de Gilberto Renda.

          A estação Ferroviária de Santiago do Cacém constitui um exemplar interessante da arquitectura tradicional portuguesa e é um dos edifícios notáveis desta cidade. Inaugurada no dia 21 de Junho de 1934.

          O seu interesse reside nos 14 painéis de azulejaria de autoria de Gilberto Renda, constituem o seu elemento decorativo, sendo igualmente um registro documental dos valores etnográficos e patrimoniais da nossa região.

          Hoje a estação está transformada num bar.

           

Torre do Relógio

Azulejo de Gilberto Renda, localizado na Estação Ferroviária

Biblioteca Municipal

 

 


 

Alvalade

A Vila de Alvalade fica situada no planalto que separa o Vale de Campilhas do Vale do Sado.  A freguesia tem cerca de 162 km2 de área com mais de 2300 habitantes. Pertence ao Concelho de Santiago do Cacém desde 18 de Abril de 1871.  Em 1995, a pedido da freguesia e da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Alvalade recupera o título de "Vila", que tinha perdido por causa da implantação do Liberalismo em 1836 .

Os principais núcleos urbanos da Freguesia de Alvalade são, a Mimosa, e a Vila de Alvalade.  

Alvalade deve o seu nascimento à ocupação muçulmana, provavelmente no século IX. O nome de Alvalade provém do vocábulo árabe al-balad que significava "lugar murado" ou "lugar protegido".

A presença humana na freguesia de Alvalade está documentada arqueologicamente a partir do Neolítico. Desse período o achado mais importante verificou-se em Gaspeia, onde, nos anos oitenta do século passado, foi encontrado um povoado de grandes dimensões datado do V Milénio a.C.

Ao longo das últimas décadas têm sido também feitos achados e registos do Calcolítico, da Idade do Bronze, da Época Romana e do Período Visigótico

A fertilidade dos solos, os cursos de água existentes, e a caça abundante que estas terras hospedavam (javalis, veados, lebres, coelhos, lobos, raposas, ginetos e texugos) fizeram da actual freguesia um território muito apetecido e disputado desde os tempos mais remotos.

Desse interesse e ocupação humana resultariam sucessivos vestígios de povoamentos.

Em maior abundância encontram-se os achados e testemunhos da colonização romana, de que são exemplo os diversos vestígios e estruturas de villae existentes um pouco por toda a freguesia.   Na área de influência e sob a jurisdição da civitas Miróbriga, as produções das terras de Alvalade asseguravam uma boa parte dos produtos agrícolas e pecuários necessários ao consumo e comércio da velha cidade romana.

Beneficiando da sua excelente localização geográfica, Alvalade foi sempre um ponto  importante, regionalmente, no trânsito de pessoas e mercadorias.

Durante a reconquista, só após a tomada da praça de Aljustrel aos mouros, em 1234 por D. Sancho II, é que Alvalade viria a ser definitivamente terra portuguesa. Em 1273, entre outros domínios, a Ordem Militar de Santiago da Espada recebe Alvalade pela pena do rei D. Afonso III. Nos Estabelecimentos de D. Pero Escacho, Mestre da Ordem de Santiago, promulgados a 26 de Maio de 1327 na sequência da ruptura e independência dos espatários portugueses em relação a Castela, surge a primeira referência conhecida à comenda de Alvalade, e são regulamentadas as rendas que o respectivo comendador poderia usufruir.

Em 20 de Setembro de 1510 o rei D. Manuel I concede foral a Alvalade, conferindo-lhe o estatuto de concelho e alguma independência administrativa e judicial. Algum tempo depois é construído e erguido o pelourinho no centro da actual Praça D. Manuel I.

A primeira contagem da população de Portugal efectuada por ordem do rei D. João III, que decorreu entre 1527 e 1533, dá conta que existiam no concelho de Alvalade, cerca de 600 habitantes. Nos inícios de 1755 a vila possuía 1208 habitantes, mas o megassismo de 1 de Novembro do mesmo ano provocaria a derrocada de grande parte dos edifícios públicos e habitações, deixando a povoação semi-destruida.

Mais demolidores  que o terramoto foram os efeitos provocados pela Revolução Liberal...

Na região era conhecida a simpatia política das instituições Alvaladenses pelo regime absolutista, posição oficialmente assumida em 9 de Outubro de 1831, data em que o concelho  jura fidelidade ao rei D. Miguel I.  Considerado um pequeno bastião miguelista, tal circunstância  obrigaria o Duque da Terceira a entrar na vila a 18 de Julho de 1833 afim de converter o concelho à causa liberal.  A câmara e as principais instituições Alvaladenses são chamadas aos velhos paços do concelho, convocadas pelo Duque, onde são coagidas a renunciar o apoio a D. Miguel, e acabam por aclamar D. Maria II também como sua rainha e soberana. Contrariar e enfrentar o Duque da Terceira e o seu contingente militar, poderia, naquela conturbada época, pagar-se com a própria vida. Eram assim os tempos da Guerra Civil de 1832/34...

Após a vitória militar do Partido Liberal, e convencionados os acordos de Évoramonte, D. Miguel pernoita em Alvalade a 31 de Maio de 1834. Apesar de deposto e fortemente contestado em grande parte do país, D. Miguel é recebido e acolhido na vila com grande respeito e deferência. Assim Alvalade fica registada como a terra onde em vida o Rei Absoluto passaria a sua última noite em território português.

A implantação do Liberalismo provoca uma nova divisão administrativa do território e dita a extinção do concelho de Alvalade em 6 de Novembro de 1836. Em resultado desta decisão Alvalade é incorporada como freguesia no vizinho concelho de Messejana. Em 24 de Outubro de 1855 Alvalade transita para o concelho mineiro de Aljustrel, tendo 620 habitantes.

A 18 de Abril de 1871, Alvalade passa a pertencer ao concelho de Santiago do Cacém e melhora em todos os apectos do ponto de vista político, administrativo e social,  assiste a um ligeiro aumento da sua população residente e à normalização dos trabalhos e produções agrícolas. Em 1995, a pedido da freguesia e da Câmara Municipal de Santiago do Cacém Alvalade ganha o título de " Vila ", que havia perdido.

Actualmente a freguesia caminha para algum desenvolvimento, com uma economia baseada ainda fortemente no sector agrícola, mas também já sustentada nas áreas do pequeno comércio, em alguma indústria, e na prestação de serviços.

Nos Censos efectuados em 2001, a freguesia de Alvalade registou 2305 habitantes.

 

Património

Igreja Matriz de Alvalade

É o maior ex-libris do património arquitectónico de Alvalade, tem Nossa Senhora da Conceição da Oliveira como orago principal.

 De uma só nave a Igreja Matriz de Alvalade nasce da reconstrução e ampliação de uma pequena capela medieval existente no local. No seu interior destaca-se o arco-cruzeiro manuelino, a capela-mor abobadada, de cruzaria de ogivas com mísulas e chaves de cantaria com apurada decoração vegetalista e algumas pinturas murais. Porém, um dos elementos mais interessantes da capela-mor é sem dúvida o seu  espectacular retábulo de talha dourada e policromada de estilo nacional datado dos finais do século XVII e inícios do século XVIII, com camarim e trono, e encerrado por tela com representação da Nossa Senhora da Conceição.

No templo destaca-se ainda o arco-cruzeiro ogival de cantaria sobre colunas torsas, ladeadas por colunas de fuste cilíndrico, com capitéis de elaborada e apurada decoração vegetalista.

Na frontaria apresenta um bom portal ogival de cantaria, manuelino, rematado em cogulho tronco-cónico decorado com meias esferas. A encimar o portal foi colocada uma lápide com a cruz da Ordem de Santiago, amparada em cima por duas vieiras, e em baixo por dois bordões de peregrino (simbologia e esquema que mais tarde seriam adoptados como brasão do concelho de Alvalade). Sobre o brasão observa-se uma janela com moldura de cantaria, em arco quebrado, para iluminação ao coro alto.

Na robusta torre sineira, podemos apreciar um extraordinário relógio de Sol, seiscentista, talhado a partir de um bloco de pedra de Trigaches, exemplar único no concelho de Santiago do Cacém e considerado como um dos melhores da região.  

Ainda no exterior, o adro da igreja proporciona-nos uma agradável e surpreendente vista panorâmica sobre o Vale de Campilhas.

 

 

Igreja da Misericórdia

Custeada em boa parte pelo ilustre Alvaladense Fructuoso Pires a construção da igreja da Misericórdia de Alvalade terá sido concluída em 1570. De linhas maneirista e com uma configuração pouco comum entre os templos das Misericórdias alentejanas, a sua excelente construção permitiu-lhe sobreviver ao terramoto de 1755 que apesar de ter destruído boa parte da vila não lhe causou danos de vulto, mantendo ainda a sua traça original. Mais tarde, em 1861, a extinção da Santa Casa ditou o fim da sua função e importância como lugar de culto, tendo na mesma altura perdido também o seu acervo.

O edifício destaca-se exteriormente pela fachada voltada para a praça principal, onde estão duas inscrições, uma referente a uma passagem do

Antigo Testamento e outra com a data de 1570. Dos elementos arquitectónicos exteriores destacam-se os robustos contrafortes em escorço, a platibanda vazada e a cúpula hemisférica com lanternim. Na frontaria, centrado com o portal, o campanário exibe ainda o sino primitivo. No interior podemos ainda observar o arco triunfal de volta perfeita, a capela-mor abobadada e a lápide sepulcral de Fructuoso Pires.

 

Capela Nova de Nª Srª do Roxo

Construída em meados do século passado, a pequena capela está inserida num dos edifícios do conjunto do monte da herdade.

No interior destacam-se uma pia baptismal, um forro de azulejos com motivos cristãos e alegóricos, um painel de azulejos com uma cena da Sagrada Família, e ao centro outro painel com a imagem de Nossa Senhora da Conceição da Azinheira do Roxo, orago da capelinha. No exterior o destaque vai para a reutilização de algumas cantarias da extinta igreja do Roxo, nomeadamente duas estelas com cruzes espatárias de diferentes cronologias, adossadas no rodapé da frontaria, a ladear a porta, e um fecho de abóbada manuelino com simbologia da Ordem de Santiago incrustado na secção superior do frontão.

 

Arquitectura Civil

Antiga Casa da Câmara

De traça simples, o edifício dos velhos paços do concelho viveu momentos dramáticos da vida social, política e administrativa de Alvalade.

O piso superior era o espaço nobre do edifício, no qual estavam instalados os serviços de administração do concelho, e existia também uma sala para reuniões e actos solenes. O piso térreo era ocupado, parcialmente, por uma pequena cadeia, de cela única, que se manteve após a extinção do concelho, em 1836, e que chegou a "conviver", lado a lado, com a escola primária masculina local.

Actualmente o edifício é maioritariamente aproveitado pela paróquia que o utiliza como Residência e Sede Paroquial.

Casa dos Juízes

É actualmente a habitação mais antiga de Alvalade. Edifício de linhas simples, onde ainda se reconhecem alguns vestígios de traça mourisca foi, durante muito tempo, a residência dos juízes e escrivães do concelho. Mais tarde foi também residência do morgado José Joaquim Moreira, sargento-mor da vila. 

Até meados do século passado tinha um brasão em estuque, na frontaria, com simbologia da região e encimado pela coroa real, que ainda pode ser observado em fotografias dessa época.

Arte Pública

Fonte da Bica

Edificada pelos Caminhos de Ferro Portugueses em 1918, representou durante muitos anos um benefício importante para a população local, e ainda hoje é muito utilizada, especialmente o lavadouro público nela adossado. Do conjunto arquitectónico tem especial importância o frontão, do qual se destaca um friso de azulejos da Arte Nova de extraordinária qualidade, com representação de flores policromas em relevo e desenho algo geometrizado.

No S. João, para além do arraial, cumpre-se anualmente a tradição da ida à Fonte da Bica para a recolha simbólica da Água Santa.

Em Agosto destacam-se as Festas em Honra de Nossa Senhora da Conceição da Oliveira, padroeira local.

Fonte da Fome

Construída em 1935 na Herdade das Borbolegas, destacam-se na frontaria três pequenas e curiosas caras, em relevo, emolduradas por uma decoração cordiforme. Do conjunto faz parte também um bebedouro de razoáveis dimensões, destinado ao gado e outros animais da herdade.

Pelourinho Manuelino

Instrumento e símbolo de autonomia administrativa e judicial, foi erguido em frente dos antigos Paços do Concelho em data ao redor da outorga do foral, ou seja um pouco depois de 1510. É constituído por um soco de 4 degraus de planta rectangular, base, fuste de coluna cilíndrica, lisa, capitel incompleto em forma de tronco de prisma invertido com 2 rebordos terminais, e rematado com coruchéu.  É muito forte a possibilidade de o fuste ter sido construído a partir de uma coluna romana retirada de Miróbriga. Inicialmente tinha base e capitel ornamentados com decoração fitomórfica, mas o terramoto de 1755 que provocou a sua derrocada mutilou-lhe várias secções. Após algumas vicissitudes que sofreu ao longo dos tempos o pelourinho de Alvalade foi restaurado e recolocado em Setembro de 2000.

Ponte Romana

Esta velha ponte é um dos monumentos mais emblemáticos e importantes da freguesia de Alvalade e do concelho de Santiago do Cacém.  Consiste numa ponte de origem romana edificada em alvenaria de tijolo e pedra, rebocada, reconstruída no século XVI. É formada por um tabuleiro relativamente estreito, com guardas, que assenta em cinco arcos abatidos com quebra-correntes boleados e contrafortes rompantes. Localizada em espaço periurbano, no antigo leito da ribeira de Campilhas, próximo do local onde esta entrega as suas águas ao rio Sado, esta ponte esteve em tempos inserida numa via romana muito importante que estabelecia a ligação entre Miróbriga e Pax Julia (Beja) passando por Aljustrel (Vipasca), e cuja utilização se prolongou até aos inícios do século XX. 

Sofreu obras de conservação e restauro em 2001 a cargo da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais  e da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, com o apoio do IPPAR.  Obras essas que trouxeram à luz do dia um marco de propriedade da Ordem de Santiago do século XVII, que se encontrava junto à ponte, e um bloco de pedra adossado na parte superior de um muro de suporte lateral, que terá sido usado pelos utilizadores da ponte (viandantes, pastores, etc) para aguçar instrumentos.

 

GASTRONOMIA

O pão alentejano cozido em forno de lenha, o azeite produzido no lagar, o queijo de ovelha da Mimosa, os vinhos tintos e brancos de Conqueiros, as produções pecuárias locais com destaque para o porco e o borrego, são os produtos da freguesia que maior importância assumem na gastronomia local. Dos manjares típicos Alvaladenses destacam-se o Ensopado de Borrego, as Migas com Carne de Porco, as Favas com Chouriço, o Cozido Alentejano, o Jantarinho de Grão, e as Sopas de Tomate.  

A gastronomia de Alvalade inclui também a utilização de

ervas aromáticas na confecção de alguns pratos típicos como as Açordas de Coentros, de Poejo, e de Beldroegas, onde o principal elemento é o nosso pão de trigo. A época de caça proporciona também a possibilidade de saborear alguns pratos. Da nossa Doçaria destacamos as Popias Caiadas, os Folhados de Gila, e as Filhós.

 

Fonte: www.alvalade.info

 


 

Cercal do Alentejo

A vila de Cercal do Alentejo situa-se entre Vila Nova de Milfontes e Sines (a sul e a norte) e a 29 km da sua sede (Santiago do Cacém). Vila tipicamente alentejana, rodeada por muitas quintas de pequena dimensão (designadas por cercas) e de montes, situa-se próximo da barragem de Campilhas e da Quinta da Mandorelha, local de grande beleza natural.

O mar fica a poucos kilómetros e por isso é uma terra muito procurada no Verão. A cerca de 4 km existe a serra do Cercal e que proporciona uma excelente panorâmica sobre as águas do Atlântico e a Serra da Mina.

Não se sabe ao certo a origem da povoação mas pelos achados arqueológicos, pensa-se que os primeiros povoadores terão sido Fenícios e posteriormente os Romanos ter-se-ão fixado aqui, interessados na exploração dos minérios. O mais antigo documento que menciona a localidade data de 1274 e pertence aos arquivos da Ordem de Santiago.

O nome Cercal virá do termo latino "Quercal", devido à existência de muitos carvalhos, ou, talvez, de "Cerca", por existirem muitas cercas, pequenas propriedades.

Da ocupação romana do território existem muitas escórias que evidenciam exploração mineira, nomeadamente cobre e ferro. Na Idade Média e época da reconquista o Cercal estava sob o domínio da Ordem de Santiago. A Aldeia do Cercal, cuja primeira referência escrita data de 1274, constituiu-se como núcleo populacional de trabalhadores rurais, ao contrário do que é habitual o núcleo urbano primitivo não se desenvolve à volta da igreja, só mais tarde rodeada pelo povoado formado por edificações de carácter mais urbano e burguês.

Em 1836 foi criado o concelho de Cercal do Alentejo deixando o concelho de Vila Nova de Milfontes, extinto no ano de 1855 em que passou a pertencer como freguesia ao concelho de Odemira e em 1875, por decreto régio, passou para o concelho de Santiago do Cacém.

Após o terramoto de 1755, habitavam 810 pessoas. A população congregava-se em quatro irmandades, todas com assento na igreja matriz, da invocação de Nossa Senhora da Conceição onde cada uma dispunha de um altar.

No século XIX deu-se um desenvolvimento potenciado pela nova estrada de ligação a Santiago do Cacém, pelo incremento na exploração mineira, de que aparecem os primeiros registos em 1874, referentes à descoberta de novos minérios como barita, manganês e manganite. A maior exploração foi contudo de ferro, havendo cinco minas nesta freguesia - Cerro da Fonte, Santa de Cima, Toca do Mocho, Serra da Mina, Serra das Tulhas e Serra de Rosalgar. As minas cessaram a sua actividade em 2000, lançando no desemprego os seus trabalhadores.

Em 1904 contava O Cercal com um total de 2774 habitantes. Cercal exportava cortiça e fruta. Uma fábrica de moagem dava o seu contributo para o desenvolvimento da terra. Pelo Censos de 1920 continha 3885 moradores.

O Núcleo Histórico da vila do Cercal do Alentejo apresenta um traçado sinuoso formando vias de comunicação directas às terras de cultivo, onde se foram implantando as construções em banda. Os quintais, tão importantes para guardar alfaias, animais ou para a horticultura, desenvolvem-se radialmente e são confluentes em pontos de encontro, como o entroncamento ou o largo.

Em 1991 Cercal do Alentejo foi elevado à categoria de vila, e contem 3882 habitantes pelos Censos de 2001.

 

 

PATRIMÓNIO

Igreja Matriz de N. Sr.ª da Conceição

Igreja Matriz do séc. XVIII, destaca-se a fachada principal, o portal em cantaria — onde se observa a cruz da ordem se Santiago e a torre sineira, com um interessante cata-vento.

No interior da única nave, destaca-se os altares laterais com as imagens, o baptistério com revestimento em azulejos pombalinos e recocós e o retábulo-mor joanino. A igreja recebeu alguns melhoramentos, nomeadamente com a pintura da abóbada da nave com a representação de N. S. da Conceição, pintada em 1889 pelo pintor F.A. Flamengo.

Arte Pública

 

Chafariz da rua Aldegalega

 

 

O pequeno chafariz datado de 1921, constitui um interessante testemunho da rede de abastecimento público de água às populações.

A sua construção utiliza um conjunto de elementos arquitectónicos neoclássicos interessantes arco de volta perfeita assente sobre pilastras, ático seguido por frontão triangular onde se inscreve a data de 1921, dois apainelados laterais e duas aletas toscas.

Chafariz do largo Augusto Funchini

Construído em 1947, o Chafariz do largo do mercado, desactivado presentemente, relembra ainda aos mais antigos o abastecimento público de água à população.

A barragem de Campilhas, construída em 1954, aproveita o troço da Ribeira de Campilhas desaguando igualmente no Rio Sado. A sua albufeira é partilhada pela freguesia do Cercal do Alentejo e de Vale de Água. É também uma barragem de terra com 35 m de altura e 417 ha de área. Aí pode-se praticar natação, remo, vela e também pesca, onde se encontra mais variedade de pescado como a achigã, o barbo, a boga, o bordalo, a carpa, a perca e o pimpão.

 

Ponte Romana no Cercal

A chamada "Ponte Romana" do barranco do Burdo, constitui uma construção medieval praticamente desconhecida. Apresenta um único arco formado por lajes de xistos ligados por argamassa e um chão de pesadas lajes, cintadas por um travamento vertical, de grande robustez. Está ameaçada por um vão recente que lhe foi adossado.

 

 

Barragem de Campilhas

 

A barragem de Campilhas, construída em 1954, aproveita o troço da Ribeira de Campilhas desaguando igualmente no Rio Sado. A sua albufeira é partilhada pela freguesia do Cercal do Alentejo e de Vale de Água. É também uma barragem de terra com 35 m de altura e 417 ha de área. Aí pode-se praticar natação, remo, vela e também pesca, onde se encontra mais variedade de pescado como a achigã, o barbo, a boga, o bordalo, a carpa, a perca e o pimpão.

Fonte: www.eb23-cercal-alentejo.rcts.pt

 

 

Porto Covo

          A 15 km de Sines, situa-se esta pequena e atraente aldeia turística.

          Tudo começou no séc. XVII, local onde fora edificada uma cabana destinada à capela de Nossa Senhora da Queimada, que fora arrasada pelo terramoto de 1755.

          Após o terramoto, a povoação de Porto Covo, teve um plano de urbanização inspirado no da baixa lisboeta. Porto Covo esta "pequena terra" com características de uma povoação piscatória com gente afável e acolhedora, as suas praias de areia branca e fina e águas transparentes, a sua costa agreste e altas falésias, o seu largo Pombalino completamente preservado, a Igreja Matriz, o Forte do Pessegueiro e a Ilha do mesmo nome, fazem naturalmente de Porto Covo, um importante pólo de desenvolvimento turístico do Litoral Alentejano.

          O visitante pode maravilhar-se com os famosas portas e janelas das casas típicas. É de encher os olhos e derrete qualquer impressão de tradição em extinção, a praça Marquez Pombal, da era pombalina, com a sua geometria regular, a harmonia dos seu cantos rematados com torrões, o encanto das suas casas brancas todas iguais, brancas com barras azuis, portas de postigo e cortina de renda nas janelas, a frescura das suas árvores e canteiros, é um exemplo raro da preservação do urbanismo e da cultura popular. Não perder, por nada,