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direitos de autoria aqui lesados; se encontrar informações erradas ou omissas, é
favor entrar em contacto connosco.
Alvalade
Cercal do Alentejo
Grândola
Ilha do Pessegueiro
Sines A ocupação humana do território do concelho de
Sines é muito antiga, pois remonta à pré-história, com continuidade até à
chegada dos Romanos. Invadida por povos germânicos e pelos Árabes, permaneceu
nas mãos destes últimos até que, em 1217, foi conquistada pelos Cavaleiros de
Sant'Iago. Foi elevada a vila por D Pedro I em 1362 e recebeu foral de D Manuel
I em 1512. Sines, terra natal do navegador e descobridor do caminho marítimo
para a Índia, Vasco da Gama. Sines é um importante porto de Pesca, o porto mais
fundo de Portugal. Mas no concelho, que cobre 168 km², a principal actividade
económica é a indústria, logo em seguida a pesca e a agricultura. Dia 4 de Junho de 1997 a Assembleia da República
aprova e no fim de 16 dias o Presidente da República promulga a sua elevação à
categoria de Cidade. A Câmara Municipal de Sines e a Assembleia
Municipal de Sines deliberaram iniciar um processo com vista à elevação da Vila
de Sines à categoria de cidade. Sines, vila desde 1362, entende estarem
presentes as condições para a sua elevação a cidade. Muitas foram as mudanças que produziram aquilo que
Sines hoje é, mas nenhuma terá sido tão marcante como a implantação do Complexo
de Sines, projecto de 1972, que marcou profundas transformações, e que não pode
portanto deixar de ser uma referência nesta apresentação. Sines era, anteriormente ao empreendimento
industrial do Gabinete da Área de Sines, uma vila piscatória e um centro de
veraneio, receptor de um grande volume de população flutuante da época de Verão. A vila de Sines, face às disponibilidades
habitacionais que apresentava, registou um crescimento acentuado, sobretudo até
1976, devido ao empreendimento e consequente localização de novas unidades
industriais. A partir de então, atingiu um ponto de saturação,
tendo abrandado o ritmo de crescimento, enquanto a procura se fazia de forma
mais premente em outros locais do território, nomeadamente Porto Covo. A Vila foi estruturalmente alterada pelo complexo
de Sines cujo desenvolvimento comporta três vectores integrados fundamentais:
centro urbano, porto e indústria. Depois de uma situação transitória onde o grosso da
actividade foi a construção das instalações industriais e portuárias, executados
à custa de transferências exteriores da região, nomeadamente do Orçamento do
Estado, não reflectindo riqueza gerado no local, nem tendo os salários pagos
origem em valor acrescentado aí formado, pode considerar-se a situação actual,
com as indústrias do complexo em funcionamento, como aproximativa da estrutura
produtiva que virá a ser a da cidade de Sines. Simultaneamente, Sines consegue ter uma importante
vertente turística, associada ao único porto de recreio entre Lisboa e o Algarve
e também a uma área de costa preservada, onde começa o Parque Natural do
Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Sines, uma pequena cidade e muito para se ver. Quem
visita Sines, pode marcar na sua agenda a ida ao castelo com uma excelente vista
sobre a baia, as igrejas, matriz e a da Nossa Sra. das Salvas, museus e entre
muitas outras coisas. Castelo de Sines, uma obra da Idade Moderna
construída no século XV. Uma construção a rogo do procurador do povo Francisco
Neto Chaínho Pão Alvo, com a finalidade de refúgio aos habitantes contra as
invasão dos corsários. Uma construção da Idade Média, com a presença dos
estilos gótico e maneirismo, com características planimétricas e estruturais
medievais. Com a torre de menagem adoçada a um dos vértices, antes era reforçado
por uma torre semicircular, a meio e no vértice das paredes do Paço. A poucos passos do castelo, encontramos a Igreja
Matriz de S. Salvador e a Capela da Misericórdia. A Igreja Matriz de S Salvador, é uma igreja barroca
do século XVIII, com um forte implante à tradição chã, como demonstra a grande
solidez e austeridade dos elementos arquitectónicos de pendor classicista. O edifício particulariza-se pela qualidade da
concepção global e pelo rigor do desenho dos elementos de cantaria, merecendo
igualmente destaque a abundância de azulejaria, talha, pintura e imaginária. Obras de recuperação foram feitas após o terremoto
de 1969, incluindo a substituição da cobertura, dos pavimentos, dos rebocos e
caixilharias, a remoção da teia, a criação de infra-estruturas e a construção do
segundo piso sobre a sacristia. Nesse mesmo largo, também se encontra a Capela da
Misericórdia Nesse mesmo largo, também se encontra a Capela da
Misericórdia, uma construção do Séc. XVI de uma arquitectura maneirista e
barroca. Do período maneirista data a concepção geral do edifício, de aspecto
nitidamente chã, muito ao gosto da interpretação regional do tardo-maneirismo. O
retábulo do altar-mor marca uma etapa caracteristicamente barroca, já a apontar
a transição para as primeiras manifestações do rococó. A capela distingue-se pelo seu porte austero e
eminentemente funcional, próprio do derradeiro maneirismo regionalmente
implantado, com destaque para pormenores notáveis como o brasão sobre o portal
principal, os azulejos sevilhanos colocados nos vãos das janelas que ladeiam o
portal, a pia de água benta com a forma de vieira e o retábulo da capela-mor. Em 1980, obras de conservação geral, incluindo a
execução da cobertura e dos rebocos exteriores; em 1996, restauro do
retábulo-mor, substituição do soalho e reposição da tribuna dos mesários. Se for hora de almoço, ou se a fome aperta, não vá
longe, aí perto existe o "Ponto de Encontro", um espaço para qualquer Sineense e
turista, quem sai do castelo para a igreja Matriz de S Salvador, cuja
especialidade é Bife no barro, Bife com pimenta, Lulas grelhadas. Para quem quer conhecer um pouco mais de Sines,
pode ir ao Centro Cultural Emmerico Nunes, ver exposições de pintura,
escultura,... Desloque-se para ver o monumento da padroeira de
Sines, Capela da Nossa Sra. Das Salvas, do séc. XVI e em 1517 já se encontrava
concluída, Vasco da Gama manda construir a igreja junto à primitiva capela
ducentista, que, segundo a tradição fora mandada erguer por D. Vetaça, dama da
corte da Rainha Santa Isabel, que aqui desembarcou durante um temporal. Na 2ª
metade do séc. XVIII realizaram-se obras de reconstrução da fachada, aplicação
do revestimento azulejar. Perto da Capela temos o Forte da Nossa Sra. Das
Salvas com a esplêndida vista para a baia, da segunda metade do séc. XVI de
época maneirismo. Forte de defesa da costa, rectangular, com casamata e bateria,
com o parapeito que envolve a bateria e o terraço da casamata já não mostra
canhoeiras. Existe uma vasta gama de restaurantes onde se pode
comer bem e pratos típicos da zona. Tais como o restaurante "Varanda do Oceano",
"O Migas", "O Sitio", entre outros.
Baia
Vasco da
Gama, descobridor do caminho marítimo para a Índia
Igreja
Matriz
Capela da
Nossa Sr.ª das Salvas
Interior da
Capela da Nossa Sr.ª das Salvas
Forte da
Nossa Sr.ª das Salvas NOME MORADA TEL. ESPECIALIDADES A Restinguinha Rua Vasco da Gama, 48
269634690 Adega dos Penedos Largo 5 de Outubro, 3 269862181 Casa Quinta das Flores Rua Marquês de Pombal, 9 269634981 O Guia Cova do Lago 269632647 A Caravela Rua Marquês de Pombal, 32 269632298 A Nau Rua Marquês de Pombal, 103
B 269633912 Feijoada; Bacalhau à Brás;
Bife à Nau A Palmeira Rua Marquês de Pombal, 41 269634170 Bife de Atum; Camarão à
Palmeira Adega de Sines Rua Gago Coutinho, 40 269632595 Baía de Sines Rua António Aleixo, 22 269634245 O Búzio Rua 25 de Abril, nº. 21 269633749 Cataplana de Cherne;
Cabrito à Pastora; Borrego no Forno Chinês Dragão Dourado Largo Afonso de
Albuquerque, 1 269633056 Esplanada Alentejana Praça da Republica 269632294 Caldeirada; Cataplanas,
Espetadas, Arroz de Marisco Estrela do Norte Estrada da Costa do Norte 269634033 Búzios com feijão branco;
Arroz de Marisco O Castelo Rua João de Deus, nº. 22 269632758 Peixe Grelhado; Carne Grelhada no
carvão O Churrasco Estrada do Farol – Parque de
Campismo 269632969 Grelhados O Coq Rua Marquês de Pombal, 103 269632208 Bifinhos à Casa; Camarão à Casa O Cozinheiro Bairro 1º. de Maio 269633313 Cozido à Portuguesa O Mexilhão Rua Sacadura Cabral, 30 269632242 Feijoadas de Marisco, Sopa rica do
mar, Mexilhão à TiConceição O Migas Rua Pero de Alenquer, 17 269636767 Folhado de perdiz, Linguados fritos
com açorda de ovas, Migas de espigos com bacalhau assado O Sitio Rua Francisco Luis Lopes, nº. 39 269633652 Bacalhau à conde da Guarda, Migas
com lombo de porco, Massinhas do mar Varanda do Oceano Rua da rampa, 1 269632303 Arroz de marisco, Arroz de lagosta,
Arroz de lavagante Cervejaria A Lota Av. Vasco da Gama 269636962 Pizza Volante Largo do Mercado 269633631 Churrasqueira A Brasa Av. General Humberto Delgado, 30 r/c
- E 269862419 Grelhados no churrasco, Choco frito Churrasqueira de Sines Rua Gago Coutinho, 18 269633070 À Coca Rua Teófilo Braga, 29 269632707 Bife à Coca, Arroz de marisco,
Bacalhau com natas Ponto de Encontro Largo do Poeta Bocage, 3-B 269862123 Bife no barro, Bife com pimenta,
Lulas grelhadas O Cantinho do Paraíso Rua Marquês do Pombal 269633094 Fredemar Rua Cândido dos Reis, 31 269632122 A Gaivota Rua Teófilo Braga, 25 269634188 Cantinho Alentejano Rua Pedro Alvares Cabral, 38 269635743 Grelhados no Carvão Rest. Vasco da Gama Rua Luís de Camões 269632080 Rest./Cerv. Portas de Sines Av. D. Pedro I Ao fim de 9km a sul de Sines, encontram-se alguns
restaurantes e alguns deles à beira mar.
NOME
MORADA
TEL.
ESPECIALIDADES Caldeirada
de peixe, Arroz de marisco É o concelho mais
meridional do distrito de Setúbal e ocupa uma área de 1058,62 Km2 (2º
maior concelho do país), com uma população cerca de 30 000 habitantes,
segundo os dados do PDM de 1985. É formado por onze freguesias: Abela,
Alvalade, Cercal do Alentejo, Ermidas do Sado, Santiago do Cacém, Santo
André, S. Bartolomeu, Santa Cruz, S. Domingos, S. Francisco e a recém
criada freguesia de Vale de Água.
Existem outras
alternativas, uma delas turística, que passa por Setúbal, atravesse o rio
Sado através de Ferry-boat até Tróia depois segue pela EN 253-1 na
Carrasqueira vire á direita seguido então pela EN 261 logo a seguir ao
Torroal volte a virar á direita novamente passando por Pinheiro da Cruz,
seguido de Melides, Deixa o Resto, Santo André virando depois á esquerda
encontrará então Santiago do Cacém. A segunda alternativa é
a chamada Rota Dourada que vem desde Lagos ( IC 4) passando por, Aljezur,
Odemira, Cercal, Sines e finalmente Santiago do Cacém este é na minha
opinião um excelente passeio. Quanto ao relevo, as que
estão situadas perto das cumeadas, têm o terreno acidentado e o solo é
argiloso, calcário ou xistoso nomeadamente as freguesias de: Santiago do
Cacém, S. Francisco, Santa Cruz, S. Bartolomeu e parte da Abela e Cercal
do Alentejo. São planícies, ou ligeiramente onduladas com solo arenoso as
freguesias de Alvalade Sado, Ermidas Sado, S. Domingos, Cercal e Santo
André. As maiores elevações encontram-se na Serra do Cercal com 346 metros
de altitude e nas serras do Martinel e da Senhora do Livramento na
freguesia de São Francisco. A respeito de
depressões, ou seja aquilo a que chamamos terrenos baixos, existem no
concelho numerosos vales e várzeas muito produtivas principalmente as que
ficam situadas nas margens das ribeiras. Das elevações, podem avistar-se
lindas paisagens para quem goste de apreciar as coisas belas da Natureza. Desde que a agricultura
deixou de fazer-se por processos primitivos e passou a ser mecanizada, as
produções tornaram-se mais rentáveis. Nos terrenos irrigados
faz-se a cultura do tomate em larga escala, o que deu origem ao
aparecimento de uma fábrica de concentrados em Alvalade. Quanto à cultura de
árvores frutíferas, devemos salientar a oliveira, que se encontra em todo
o concelho, os laranjais e a vinha. No que diz respeito à criação de gado,
existe a criação de porcos e vacas em regime de estabulação, ovelhas e
vacas em regime de pastorícia.
Centro histórico,
situado na encosta Este do Castelo, constitui um valioso património
arquitectónico, com as suas ruas estreitas e casas brasonadas como o
palácio dos Condes de Avillez e a Praça Conde do Bracial, onde pode ser
visto um pelourinho datado de 1845, tendo por fundo várias casas
brasonadas e o antigo hospital com uma lápide com inscrições romanas.
O
Museu Municipal de Santiago do Cacém está situado em frente aos Paços do
Concelho, tendo de permeio o Jardim Público. De arquitectura oitocentista,
e projecto de Chiapa Monteiro foi concebido na segunda metade do séc. XIX,
tendo funcionado como cadeia comarcã de 1884 até 1968. No entanto a
criação do Museu reporta-se a 1934, graças ao contributo valioso de uma
figura impar de Santiago do Cacém, Dr. João Gualberto da Cruz e Silva
(1881-1948), fundador e director do Museu Municipal, que ao longo de
décadas foi reunindo um diversificado espólio de Arqueologia e
Numismática, doado ao Município. Ao longo de décadas a esta colecção,
outras se juntaram que viriam a valorizar o espólio do museu, nomeadamente
o legado proveniente do Gabinete da Área de Sines, constituído pelo
recheio da família dos Condes de Avillez, entre muitas outras de carácter
particular mas igualmente importantes nas áreas de Etnografia e Artesanato
Local.
No R/C
poderá ver colecções de arqueologia de Miróbriga, numismática e uma
cozinha alentejana, que a par do artesanato local salienta e valoriza as
raízes mais tradicionais da região. No 1º piso poderá ver dois quartos,
Quarto Popular e o quarto Burguês, dos finais do séc. XIX, inícios do séc.
XX e Sala Avillez, cujo valioso espólio de família (do retracto á
faiança), testemunha o gosto burguês dos finais do séc. XX. Os ofícios
tradicionais também aqui marcam presença com as salas de Alfaiataria e
Barbearia, cuja sua reconstituição procura salientar a importância destes
no tempo dos nossos pais e avós. Poderá ver também neste piso como eram as
celas quando o edifício era uma prisão. A par
de outros equipamentos municipais de natureza cultural, o Museu Municipal
afirma-se como espaço de Animação Polivalente, dando a conhecer a História
da ocupação humana no Concelho ao longo dos tempos, bem como as tradições,
constituindo um valioso repositório da memória colectiva e identidades
locais.
Museu Municipal
Cozinha Alentejana,
situada no rc do Museu Nacional Quarto Popular, situado
no 1º andar do Museu Nacional Moinho Municipal,
localizado nas Cumeadas, numa zona elevada próxima das ruínas de
Miróbriga, encontra-se num moinho de vento tradicional da região, onde
poderá com sorte assistir à moagem de trigo. Moinhos de vento,
espalhados por quase todo o território nacional, estes guardiões da
paisagem são uma presença emblemática, à semelhança dos seus congéneres
holandeses, podendo constituir um excelente contributo para o
desenvolvimento do turismo nacional. Os primeiros moinhos de
vento foram construídos provavelmente na Pérsia, e o seu sistema, mais
tarde aproveitado pelos Árabes, foi trazido para a Europa pelos Cruzados
no seguimento das suas incursões ao Oriente, entre os séculos XI e XIII
mas em Portugal a primeira referência histórica à sua existência data do
século XIV. No Continente Europeu o
moinho de vento foi sofrendo adaptações e alterações, variáveis de região
para região consoante as características geográficas e as características
culturais de cada povo. O Concelho de Santiago
do Cacém, devido em grande parte à sua geomorfologia, sempre foi pródigo
na existência de Moinhos de Vento, com especial incidência para as
freguesias de Santiago do Cacém e Cercal do Alentejo. Segundo registos do
Padre António de Macedo e Silva no seu livro "Anais do Município", no
início do séc. XIX (1840) existiam no Concelho 9 moinhos de vento. No
entanto em 1868, o número elevava-se para 35. O Moinho de Vento das
Cumeadas, em Santiago do Cacém, foi adquirido por este Município em 1970 e
beneficiou de várias obras de restauro, a última das quais muito recente. É um dos exemplares em
bom estado de conservação que se pode visitar no sul do país. Quando as condições
climatéricas o permitem, os visitantes podem observar o processo de moagem
tradicional dos cereais, da qual se encarrega um antigo moleiro. Este
moinho municipal é procurado por um grande número de interessados e
turistas, sendo também objecto de visitas de estudo promovidas pelos mais
variados estabelecimentos de ensino.
Moinho Municipal
Ruinas Miróbriga
Não pode deixar ir às ruínas romanas, à
saída de Santiago do Cacém. Ruínas Miróbriga, classificada como Imóvel de
Interesse Público desde 1940, afecto ao Instituto Português do Património
Arquitectónico desde 1982, situa-se nas proximidades de Santiago do Cacém,
sede de concelho com o mesmo nome, mais propriamente na Herdade dos Chãos
Salgados.
Em 1989 os trabalhos arqueológicos
conheceram um novo impulso devido à sua integração no programa
"Itinerários Arqueológicos do Alentejo e do Algarve". Ocupa uma área de 2
Km² incluem restos de edifícios de habitação, ruas pavimentadas,
Hipódromo, Termas, Ponte e um Fórum. A sua localização privilegiada tornou
Miróbriga num centro de comércio. Os vestígios arqueológicos indicam um
gradual abandono do lugar a partir do séc. IV d.C. A visita das ruínas
romanas inicia-se junto da capela de S. Brás, pequeno templo rural,
seguindo a calçada veja várias habitações construídas desde o séc. I até
ao IV, algumas com pinturas murais.
Continue a descer a calçada romana até a
zona das termas, irá depois subir por uma estrada rodeada de ciprestes até
onde se situa a hospedaria e uma zona de comércio. Ainda se podem observar
os frescos com motivos geométricos. Continuará a subir até à Acrópole
conhecida por "Castelo Velho". Ai fica o fórum e a praça pública à volta
da qual ficavam os edifícios do centro político-administrativo. No eixo da
Praça ficam o templo dedicado ao culto imperial e outro dedicado a Vénus.
Ao fundo na planície mas difícil de se ver, o circo ou hipódromo. Trata-se
do único edifício deste tipo que se conhece em Portugal.
Palácio dos Condes de Avillez - séc. XIX (não se encontra
aberto ao público)
Igreja Espírito Santo
- Situada na Praça Conde do Bracial remonta ao séc. XIII/XIV, tendo sido
reconstruída no séc. XVIII. Anexo à
Igreja do Espírito Santo situa a Torre do Relógio que remonta ao séc. XVII
Palácio da Carreira - Palácio
dos finais do séc. XVIII, princípios do XIX, pertenceu ao Capitão - Mor J.
J. Salema de Andrade, tio do 2º conde de Avillez.
Estação Ferroviária - Inaugurada em
1934. O seu interesse reside nos 14 painéis de azulejaria de autoria de
Gilberto Renda. A estação Ferroviária de
Santiago do Cacém constitui um exemplar interessante da arquitectura
tradicional portuguesa e é um dos edifícios notáveis desta cidade.
Inaugurada no dia 21 de Junho de 1934. O seu interesse reside
nos 14 painéis de azulejaria de autoria de Gilberto Renda, constituem o
seu elemento decorativo, sendo igualmente um registro documental dos
valores etnográficos e patrimoniais da nossa região. Hoje a estação está transformada num bar.
Torre do Relógio
Azulejo de Gilberto
Renda, localizado na Estação Ferroviária
Biblioteca Municipal A Vila de
Alvalade fica situada no planalto que separa o Vale de Campilhas do Vale do
Sado. A freguesia tem cerca de 162 km2 de área com mais de
2300 habitantes. Pertence ao Concelho de
Santiago do Cacém desde 18 de Abril de 1871. Em 1995, a pedido da freguesia e
da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Alvalade recupera o título de
"Vila", que tinha perdido por causa da implantação do Liberalismo em 1836 . Os principais
núcleos urbanos da Freguesia de Alvalade são, a Mimosa, e a Vila de Alvalade.
Alvalade
deve o seu nascimento à ocupação muçulmana, provavelmente no século IX. O nome
de Alvalade provém do vocábulo árabe al-balad que significava "lugar
murado" ou "lugar protegido".
A presença humana na freguesia de Alvalade
está documentada arqueologicamente a partir do
Ao longo das últimas décadas têm sido também
feitos achados e registos do Calcolítico, da
A fertilidade dos solos, os cursos de água
existentes, e a caça abundante que estas terras hospedavam (javalis, veados,
lebres, coelhos, lobos, raposas, ginetos e texugos) fizeram da actual
freguesia um território muito apetecido e disputado desde os tempos mais
remotos.
Desse interesse e ocupação humana resultariam
sucessivos vestígios de povoamentos.
Em maior abundância encontram-se os achados e
testemunhos da colonização romana, de que são exemplo os diversos vestígios e
estruturas de villae existentes um pouco por toda a freguesia. Na
área de influência e sob a jurisdição da civitas Miróbriga, as
produções das terras de Alvalade asseguravam uma boa parte dos produtos
agrícolas e pecuários necessários ao consumo e comércio da velha cidade
romana.
Beneficiando da sua excelente localização
geográfica, Alvalade foi sempre um ponto importante, regionalmente, no
trânsito de pessoas e mercadorias.
Durante a reconquista, só após a tomada da
praça de Aljustrel aos mouros, em 1234 por D. Sancho II, é que Alvalade viria
a ser definitivamente terra portuguesa. Em 20
de Setembro de 1510 o rei D. Manuel I concede
foral a
Alvalade, conferindo-lhe o estatuto de concelho e alguma independência
administrativa e judicial. Algum tempo depois é construído e erguido o
pelourinho
no centro da actual Praça D. Manuel I. A primeira
contagem da população de Portugal efectuada por ordem do rei D. João III, que
decorreu entre 1527 e 1533, dá conta que existiam no concelho de Alvalade,
cerca de 600 habitantes. Nos inícios de 1755 a vila possuía 1208 habitantes,
mas o megassismo de 1 de Novembro do mesmo ano provocaria a derrocada de
grande parte dos edifícios públicos e habitações, deixando a povoação
semi-destruida.
Mais demolidores que o terramoto foram
os efeitos provocados pela Revolução Liberal...
Na região era conhecida a simpatia política
das instituições Alvaladenses pelo regime absolutista, posição oficialmente
assumida em 9 de Outubro de 1831, data em que o concelho jura fidelidade ao
rei D. Miguel I. Considerado um pequeno bastião miguelista, tal
circunstância obrigaria o
Duque da Terceira a
entrar na vila a 18 de Julho de 1833 afim de converter o
concelho à causa liberal. A câmara e as principais instituições Alvaladenses
são chamadas aos velhos paços do concelho, convocadas pelo Duque, onde
são coagidas a renunciar o apoio a D. Miguel, e acabam por aclamar D. Maria II
também como sua rainha e soberana. Contrariar e enfrentar o Duque da Terceira
e o seu contingente militar, poderia, naquela conturbada época, pagar-se com a
própria vida. Eram assim os tempos da Guerra Civil de 1832/34...
Após a vitória militar do Partido Liberal, e
convencionados os acordos de Évoramonte,
D. Miguel pernoita em
Alvalade a 31 de Maio de 1834. Apesar de deposto e fortemente
contestado em grande parte do país, D. Miguel é recebido e acolhido na vila
com grande respeito e deferência. Assim Alvalade fica registada como a terra
onde em vida o Rei Absoluto passaria a sua última noite em território
português.
A implantação do Liberalismo provoca uma nova
divisão administrativa do território e dita a extinção do concelho de Alvalade
em 6 de Novembro de 1836. Em resultado
desta decisão Alvalade é incorporada como freguesia no vizinho concelho de
Messejana. Em 24 de Outubro de 1855
Alvalade transita para o concelho mineiro de Aljustrel,
tendo 620 habitantes.
A 18 de Abril de 1871,
Alvalade passa a pertencer ao concelho de Santiago do
Cacém e melhora em todos os apectos do ponto de vista
político, administrativo e social, assiste a um ligeiro aumento da sua
população residente e à normalização dos trabalhos e produções agrícolas.
Em 1995, a pedido da freguesia e da Câmara
Municipal de Santiago do Cacém Alvalade ganha o título
de " Vila ", que havia perdido.
Actualmente a freguesia caminha para algum
desenvolvimento, com uma economia baseada ainda fortemente no sector agrícola,
mas também já sustentada nas áreas do pequeno comércio, em alguma indústria, e
na prestação de serviços.
Nos Censos efectuados em 2001, a freguesia de
Alvalade registou 2305 habitantes. Património Igreja Matriz de Alvalade
É o maior ex-libris do património
arquitectónico de Alvalade, tem Nossa Senhora da Conceição da Oliveira
como orago principal.
De uma só nave a Igreja Matriz de
Alvalade nasce da reconstrução e ampliação de uma pequena capela medieval
existente no local. No seu interior destaca-se o
arco-cruzeiro manuelino, a
capela-mor
abobadada, de cruzaria de ogivas com mísulas e chaves de cantaria com
apurada decoração vegetalista e algumas pinturas murais. Porém, um dos
elementos mais interessantes da capela-mor é sem dúvida o seu
espectacular
retábulo
de talha dourada e policromada de estilo nacional datado dos finais do
século XVII e inícios do século XVIII, com camarim e trono, e encerrado
por tela com representação da Nossa Senhora da Conceição.
No templo destaca-se ainda o arco-cruzeiro
ogival de cantaria sobre colunas torsas, ladeadas por colunas de fuste
cilíndrico, com capitéis de elaborada e apurada decoração vegetalista.
Na frontaria apresenta um bom
portal
Na robusta torre sineira, podemos apreciar um
extraordinário
Ainda no exterior, o adro da igreja
proporciona-nos uma agradável e surpreendente vista panorâmica sobre o Vale de Campilhas.
Igreja da Misericórdia
Custeada em boa parte
pelo ilustre Alvaladense Fructuoso Pires a construção da igreja da
Misericórdia de Alvalade terá sido concluída em 1570. De
linhas
maneirista e com uma configuração pouco comum entre os templos das
Misericórdias alentejanas, a sua excelente construção permitiu-lhe
sobreviver ao terramoto de 1755 que apesar de ter destruído boa parte da
vila não lhe causou danos de vulto, mantendo ainda a sua traça original.
Mais tarde, em 1861, a extinção da Santa Casa ditou o fim da sua função e
importância como lugar de culto, tendo na mesma altura perdido também o
seu acervo.
O edifício
destaca-se exteriormente pela fachada voltada para a praça principal, onde
estão duas inscrições, uma referente a uma
passagem do
Antigo Testamento e outra com a data de 1570.
Dos elementos
arquitectónicos exteriores destacam-se os robustos contrafortes em escorço, a
platibanda vazada e a
cúpula hemisférica com lanternim. Na
frontaria, centrado com o portal, o campanário exibe ainda o sino primitivo.
No
interior podemos ainda observar o arco triunfal de volta perfeita, a
capela-mor abobadada e a
lápide sepulcral de Fructuoso Pires.
Capela Nova de Nª Srª do Roxo
Construída em meados do século passado, a
pequena capela está inserida num dos edifícios do
conjunto do monte da herdade.
No interior destacam-se uma pia baptismal,
um forro de azulejos com motivos cristãos e alegóricos, um painel de
azulejos com uma cena da Sagrada Família, e ao centro outro painel com a
imagem de Nossa Senhora da Conceição da Azinheira do Roxo, orago da
capelinha.
Arquitectura Civil Antiga Casa da Câmara
De traça simples, o edifício dos velhos
paços do concelho viveu momentos dramáticos da vida social, política e
administrativa de Alvalade.
O piso superior era o espaço nobre do
edifício, no qual estavam instalados os serviços de administração do
concelho, e existia também uma sala para reuniões e
actos solenes. O piso térreo era ocupado, parcialmente, por uma pequena
cadeia, de cela única, que se manteve após a extinção do concelho, em
1836, e que chegou a "conviver", lado a lado, com a escola primária
masculina local.
Actualmente o edifício é maioritariamente
aproveitado pela paróquia que o utiliza como Residência e Sede Paroquial. Casa dos Juízes
É actualmente a habitação mais antiga de
Alvalade. Edifício de linhas simples, onde ainda se reconhecem alguns
vestígios de traça mourisca foi, durante muito tempo, a residência dos
juízes e escrivães do concelho. Mais tarde foi
também residência do morgado José Joaquim Moreira, sargento-mor da vila.
Até meados do século passado tinha um
brasão em estuque, na frontaria, com simbologia da região e encimado pela
coroa real, que ainda pode ser observado em fotografias dessa época.
Arte Pública Fonte da Bica
Edificada pelos Caminhos de
Ferro Portugueses em 1918, representou durante muitos anos um benefício
importante para a população local, e ainda hoje é muito utilizada,
especialmente o lavadouro público nela adossado. Do conjunto arquitectónico
tem especial importância o frontão, do qual se destaca
um friso de azulejos da Arte Nova de
extraordinária qualidade, com representação de flores policromas em relevo e
desenho algo geometrizado.
No S. João, para além do arraial, cumpre-se
anualmente a tradição da ida à Fonte da Bica para a recolha simbólica da Água
Santa.
Fonte da
Fome
Construída em 1935
na Herdade das Borbolegas, destacam-se na frontaria três pequenas e
curiosas caras, em relevo, emolduradas por uma decoração cordiforme. Do
conjunto faz parte também um bebedouro de razoáveis dimensões, destinado ao
gado e outros animais da herdade. Pelourinho
Manuelino
Instrumento e símbolo de autonomia administrativa e judicial, foi erguido
em frente dos antigos Paços do Concelho em data ao redor da outorga do
foral, ou seja um pouco
depois de 1510. É constituído por um soco de 4 degraus de planta
rectangular, base, fuste de coluna cilíndrica, lisa, capitel incompleto em
forma de tronco de prisma invertido com 2 rebordos terminais, e rematado
com coruchéu. É muito forte a possibilidade de o fuste ter sido
construído a partir de uma coluna romana retirada de Miróbriga.
Inicialmente tinha base e capitel ornamentados com decoração fitomórfica,
mas o terramoto de 1755 que provocou a sua derrocada mutilou-lhe várias
secções. Após algumas vicissitudes que sofreu ao longo dos tempos o
pelourinho de Alvalade foi restaurado e recolocado em Setembro de 2000. Ponte Romana
Esta velha ponte é um dos monumentos mais
emblemáticos e importantes da freguesia de Alvalade e do concelho de
Santiago do Cacém. Consiste numa ponte de origem romana edificada em
alvenaria de tijolo e pedra, rebocada, reconstruída no século XVI. É
formada por um tabuleiro relativamente estreito, com guardas, que assenta
em cinco arcos abatidos com quebra-correntes boleados e contrafortes
rompantes. Localizada em espaço periurbano, no antigo leito da ribeira de
Campilhas, próximo do local onde esta entrega as suas águas ao rio Sado,
esta ponte esteve em tempos inserida numa via romana muito importante que
estabelecia a ligação entre Miróbriga e Pax Julia (Beja) passando por
Aljustrel (Vipasca), e cuja utilização se prolongou até aos inícios do
século XX.
Sofreu obras de conservação e restauro em 2001
a cargo da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais e da Câmara
Municipal de Santiago do Cacém, com o apoio do IPPAR. Obras essas que
trouxeram à luz do dia um
marco de propriedade da
Ordem de Santiago do século XVII, que se encontrava junto à ponte,
e um
bloco de pedra
adossado na parte superior de um muro de suporte lateral, que terá sido usado
pelos utilizadores da ponte (viandantes, pastores, etc) para aguçar
instrumentos. GASTRONOMIA
O pão alentejano cozido em forno de lenha,
o azeite produzido no lagar, o queijo de ovelha da Mimosa, os vinhos
tintos e brancos de Conqueiros, as produções pecuárias locais com destaque
para o porco e o borrego, são os produtos da freguesia que maior
importância assumem na gastronomia local. Dos manjares típicos
Alvaladenses destacam-se o Ensopado de Borrego, as Migas com
Carne de Porco, as Favas com Chouriço, o Cozido Alentejano,
o Jantarinho de Grão, e as Sopas de Tomate.
A gastronomia de Alvalade
inclui também a utilização de
ervas aromáticas na confecção de alguns pratos típicos como as Açordas
de Coentros, de Poejo, e de Beldroegas, onde o principal
elemento é o nosso pão de trigo.
Fonte:
www.alvalade.info
A vila de Cercal do Alentejo situa-se entre
Vila Nova de Milfontes e Sines (a sul e a norte) e a 29 km
da sua sede (Santiago do Cacém). Vila
tipicamente alentejana, rodeada
por muitas quintas de pequena dimensão (designadas
por cercas) e de montes, situa-se próximo da
barragem de Campilhas e da Quinta da Mandorelha, local de grande beleza
natural.
O mar fica a poucos
kilómetros
e por isso é uma terra muito procurada no Verão. A cerca de 4 km existe a serra
do Cercal e que proporciona uma excelente panorâmica sobre as águas do
Atlântico e a Serra da Mina.
Não se sabe ao certo a origem da povoação
mas pelos achados arqueológicos, pensa-se que os primeiros povoadores
terão sido Fenícios e posteriormente os Romanos ter-se-ão fixado aqui,
interessados na exploração dos minérios. O mais antigo documento que
menciona a localidade data de 1274 e pertence aos arquivos da Ordem de
Santiago.
O nome Cercal virá do termo latino "Quercal",
devido à existência de muitos carvalhos, ou, talvez, de "Cerca", por
existirem muitas cercas, pequenas propriedades.
Da ocupação romana do território existem muitas escórias que
evidenciam exploração mineira, nomeadamente cobre e ferro. Na Idade Média e
época da reconquista o Cercal estava sob o domínio da Ordem de Santiago. A
Aldeia do Cercal, cuja primeira referência escrita data de 1274, constituiu-se
como núcleo populacional de trabalhadores rurais, ao contrário do que é
habitual o núcleo urbano primitivo não se desenvolve à volta da igreja, só
mais tarde rodeada pelo povoado formado por edificações de carácter mais
urbano e burguês.
Em 1836 foi criado o concelho de Cercal do Alentejo deixando o concelho de
Vila Nova de Milfontes, extinto no ano de 1855 em que passou a pertencer como
freguesia ao concelho de Odemira e em 1875, por decreto régio, passou para o
concelho de Santiago do Cacém.
Após o terramoto de 1755, habitavam 810 pessoas. A população congregava-se em
quatro irmandades, todas com assento na igreja matriz, da invocação de Nossa
Senhora da Conceição onde cada uma dispunha de um altar.
No século XIX deu-se um desenvolvimento potenciado pela nova estrada de
ligação a Santiago do Cacém, pelo incremento na exploração mineira, de que
aparecem os primeiros registos em 1874, referentes à descoberta de novos
minérios como barita, manganês e manganite. A maior exploração foi contudo de
ferro, havendo cinco minas nesta freguesia - Cerro da Fonte, Santa de Cima,
Toca do Mocho, Serra da Mina, Serra das Tulhas e Serra de Rosalgar. As minas
cessaram a sua actividade em 2000, lançando no desemprego os seus
trabalhadores.
Em 1904 contava O Cercal com um total de 2774 habitantes. Cercal exportava
cortiça e fruta. Uma fábrica de moagem dava o seu contributo para o
desenvolvimento da terra. Pelo Censos de 1920 continha 3885 moradores.
O Núcleo Histórico da vila do Cercal do Alentejo apresenta um traçado sinuoso
formando vias de comunicação directas às terras de cultivo, onde se foram
implantando as construções em banda. Os quintais, tão importantes para guardar
alfaias, animais ou para a horticultura, desenvolvem-se radialmente e são
confluentes em pontos de encontro, como o entroncamento ou o largo.
Em 1991 Cercal do Alentejo foi elevado à categoria de vila, e contem 3882
habitantes pelos Censos de 2001.
PATRIMÓNIO Igreja
Matriz de N. Sr.ª da Conceição
Igreja Matriz do
séc. XVIII, destaca-se a fachada principal, o portal em cantaria — onde se
observa a cruz da ordem se Santiago e a torre sineira, com um interessante
cata-vento.
No interior da única
nave, destaca-se os altares laterais com as imagens, o baptistério com
revestimento em azulejos pombalinos e recocós e o
retábulo-mor joanino. A igreja recebeu alguns melhoramentos, nomeadamente
com a pintura da abóbada da nave com a representação de N. S. da
Conceição, pintada em 1889 pelo pintor F.A. Flamengo. Arte Pública Chafariz da rua Aldegalega
O pequeno chafariz
datado de 1921, constitui um interessante testemunho da rede de
abastecimento público de água às populações.
A sua construção
utiliza um conjunto de elementos arquitectónicos neoclássicos interessantes
arco de volta perfeita assente sobre pilastras, ático seguido por frontão
triangular onde se inscreve a data de 1921, dois apainelados laterais e duas
aletas toscas. Chafariz do largo Augusto
Funchini
Construído em 1947, o
Chafariz do largo do mercado, desactivado presentemente, relembra ainda aos
mais antigos o abastecimento público de água à população.
A barragem de Campilhas, construída em 1954, aproveita o troço da Ribeira de
Campilhas desaguando igualmente no Rio Sado. A sua albufeira é partilhada
pela freguesia do Cercal do Alentejo e de Vale de Água. É também uma
barragem de terra com 35 m de altura e 417 ha de área. Aí pode-se praticar
natação, remo, vela e também pesca, onde se encontra mais variedade de
pescado como a achigã, o barbo, a boga, o bordalo, a carpa, a perca e o
pimpão. Ponte Romana no Cercal
A chamada "Ponte Romana"
do barranco do Burdo, constitui uma construção medieval praticamente
desconhecida. Apresenta um único arco formado por lajes de xistos ligados por
argamassa e um chão de pesadas lajes, cintadas por um travamento vertical, de
grande robustez. Está ameaçada por um vão
recente que lhe foi adossado.
Barragem de Campilhas
A barragem de Campilhas, construída em 1954, aproveita o troço da Ribeira de
Campilhas desaguando igualmente no Rio Sado. A sua albufeira é partilhada
pela freguesia do Cercal do Alentejo e de Vale de Água. É também uma
barragem de terra com 35 m de altura e 417 ha de área. Aí pode-se praticar
natação, remo, vela e também pesca, onde se encontra mais variedade de
pescado como a achigã, o barbo, a boga, o bordalo, a carpa, a perca e o
pimpão.
A 15 km de Sines, situa-se esta pequena e atraente aldeia
turística. Tudo começou no séc. XVII, local onde
fora edificada uma cabana destinada à capela de Nossa Senhora da Queimada,
que fora arrasada pelo terramoto de 1755.
O visitante pode maravilhar-se com os famosas portas e janelas das casas
típicas. É de encher os olhos e derrete qualquer impressão de tradição em
extinção, a praça Marquez Pombal, da era pombalina, com a sua geometria regular, a harmonia
dos seu cantos rematados com torrões, o encanto das suas casas brancas todas
iguais, brancas com barras azuis, portas de postigo e cortina de renda nas
janelas, a frescura das suas árvores e canteiros, é um exemplo raro da
preservação do urbanismo e da cultura popular. Não perder, por nada,
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