UM MALUCO COM A BOCA NO TROMBONE                            

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O Editorial permanente foi transferido para o fim da página. Agora as notícias mais fresquinhas ficam no topo.

Ultima atualização: domingo, 18 de novembro de 2007

Comentários e réplicas e  serão colocadas junto ao artigo original. Participe pelo contato.

 

A INTELIGÊNCIA TEM LIMITES.  A BURRICE NÃO.

                              

Este não é um blog. Atualizo artigos antigos. E reconheço erros.

 
 
MEGA-POÇO: SUGESTÕES AOS JORNALISTAS

1. NÃO DEIXE O ASSUNTO MORRER. TEM MUITA COISA MAL EXPLICADA

Quando tiver oportunidade, pergunte à especialistas na exploração de petróleo:

2. Desde quando a Petrobrás sabe da existência de petróleo abaixo da camada de sal? É verdade a afirmação de Alexandre Garcia de que esta notícia sobre o MEGA POÇO DE PETRÓLEO foi divulgada e publicada no jornal O GLOBO em julho de 2006? Tem fundamento a outra notícia que corre na Internet, que a primeira notícia data de 1999?

3. É por causa do custo ou da dificuldade de ultrapassar a camada de sal, que não se perfurou antes? Existe certeza da possibilidade de retirar petróleo de forma técnica e segura, sem provocar desastres ambientais, e sem causar prejuízo financeiro à Petrobrás?

4. Já existe uma estimativa de QUANTO ($) custará o petróleo que será retirado abaixo da camada de sal? Em outras palavras, é economicamente viável? Em termos ainda mais simples: dá para vender com lucro?    (Não esquecer de colocar nas despesas os custos de proteção aos poços, como submarinos nucleares - um só não basta, bombas atômicas, se é que alguma coisa dessas protegerá o país de uma invasão do Império, como ocorreu no Iraque. Eu sou mais pelo estilingue.)

5. Acredita na afirmação de Dona Dilma Perdigoto e do nosso culto presidente, sobre a transformação do Brasil em exportador de petróleo em 2010?  Ou acha que o digno democrata e presidente da Venezuela estava rindo na cara do presidente do Brasil, quando o chamou para associar-se a ele em uma empreitada para exportar petróleo?

6. Saindo (sem sair) do assunto, por que será que - enquanto quase todos os países que têm petróleo são exportadores, o mais rico bombeia petróleo PARA DENTRO dos poços que possui? E ainda compra mais? Será mesmo bom negócio para uma nação VENDER PETRÓLEO?

Poderão sair  bons artigos a partir daí.

           Gil Almeida, engenheiro. 19 de novembro de 2007 

Como capturar porcos selvagens      (recebido por e-mail)


Você sabe como capturar porcos selvagens?

Havia um professor de química em um grande colégio com alunos de intercâmbio em sua turma. Um dia, enquanto a turma estava no laboratório, o professor notou um jovem do intercâmbio que continuamente coçava as costas e se esticava como se elas doessem.

O professor perguntou ao jovem qual era o problema. O aluno respondeu que tinha uma bala alojada nas costas, pois tinha sido alvejado enquanto lutava contra os comunistas de seu país nativo que estavam tentando derrubar seu governo e instalar um novo regime, um "outro mundo possível".

No meio da sua história ele olhou para o professor e fez uma estranha pergunta: "O senhor sabe como se capturam porcos selvagens?"

O professor achou que se tratava de uma piada e esperava uma resposta engraçada. O jovem disse que não era piada. 

"Você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e colocando algum milho no chão. Os porcos vêm todos os dias comer o milho de gratuito. Quando eles se acostumam a vir todos os dias, você coloca uma cerca, mas só em um lado do lugar em que eles se acostumaram a vir. Quando eles se acostumam com a cerca, eles voltam a comer o milho e você coloca um outro lado da cerca. Mais uma vez eles se acostumam e voltam a comer. Você continua desse jeito até colocar os quatro lados da cerca em volta deles com uma porta no último lado. Os porcos que já se acostumaram ao milho fácil e às cercas começam a vir sozinhos pela entrada. Você então fecha a porteira e captura o grupo todo."

 “Assim, em um segundo, os porcos perdem sua liberdade. Eles ficam correndo e dando voltas dentro da cerca, mas já foram pegos. Logo, voltam a comer o milho fácil e gratuito. Eles ficaram tão acostumados a ele que esqueceram como caçar na floresta por si próprios, e por isso aceitam a servidão."

O jovem então disso ao professor que era exatamente isso que ele via acontecer neste país. O governo ficava empurrando-os para o comunismo e o socialismo e espalhando o milho gratuito na forma de programas de auxílio de renda, bolsas isso e aquilo, impostos variados, estatutos de "proteção", cotas para estes e aqueles, subsídio para todo tipo de coisa, pagamentos para não plantar, programas de "bem-estar social",  medicina e medicamentos "gratuitos", sempre e sempre novas leis, etc., tudo ao custo da perda contínua das liberdades, migalha a migalha.

Devemos sempre lembrar que "Não existe esse negócio de almoço grátis" e também que "não é possível alguém prestar um serviço mais barato do que seria se você mesmo o fizesse".

Finalmente, se você percebe que toda essa maravilhosa "ajuda" governamental é um problema que se opõe ao futuro da democracia em nosso país, você vai mandar esta mensagem para seus amigos. 

Mas se você acha que políticos e ongueiros pedem mais poder para as classes deles tirarem liberdades e dinheiro dos outros para beneficiar *você* ou "os pobres" então você provavelmente vai deletar este e-mail, mas que Deus o ajude quando trancarem a porteira! 

          ZéMaria mandou. Infelizmente não constava o nome do autor. 

Enquanto não aparece, subscrevo-o com prazer

Gil (18 de novembro)

AMAZÔNIA ESTÁ A VENDA... VOCE SABIA?

Observem abaixo a página pag.76 do livro didático norte-americano "Introdução à Geografia", do autor David Norman, utilizado na Junior HighSchool (equivalente à 6ª série do 1º grau brasileira). Depois, faça o download da apresentação de slides que explica em português, e de uma forma muito didática, como o jovem americano está sendo condicionado a aceitar como natural a invasão desses "países atrasados"...

Se preferir, faça o dowload do filme MPEG zipado da ARKHOS, onde seu diretor sênior de marketing ALLEN PERRELL discursa para recolher dólares para COMPRAR A AMAZÔNIA. 

(Eu já sei quem é o corretor. Mas o pagamento será a quem?)

                            Artigos relacionados:

Meu protesto

Iraque

Guarani

Aniversário

Plano de seqüestro

AMAZÔNIA À VENDA

 

Quanta falta o PT faz ao país...
Ricardo Noblat, Blog do Noblat (13/11/07)

Imagine só o barulho que o PT não teria feito no Congresso, nas Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais se o presidente da República, seu adversário, tivesse celebrado a compra de 20 aviões por uma empresa que quebraria menos de três meses depois, desempregando mais de mil funcionários e deixando milhares de passageiros com bilhetes pendurados na broxa?

Quantos dos passageiros sem assento não compraram seus bilhetes confiados no aval dado pelo presidente à empresa? Será que a precária situação financeira da empresa era ignorada pelo governo a menos de três meses de sua falência? E que governo é esse que não sabe o que se passa com uma empresa de aviação prestigiada pelo presidente da República?

Isso poderia configurar crime de responsabilidade. E ser objeto de uma ação popular.

Para infernizar a vida do seu adversário, o PT não deixaria passar uma ocasião assim por nada deste mundo.

Pois bem: Lula visitou a fábrica da Embraer de São José dos Campos em 21 de agosto último. E lá comemorou a compra de 20 jatos pela BRA. Alguns trechos do discurso dele:

(...) Há pouco mais de 3 anos estive aqui para o lançamento da Família Embraer 170-190, que é um sucesso extraordinário da indústria nacional. Hoje, comemoramos a assinatura de um contrato entre a empresa BRA e a Embraer para a compra de 20 jatos Embraer 195, no valor de 730 milhões de dólares, ou cerca de 1 bilhão e meio de reais. O contrato se refere a mais de 20 opções do mesmo modelo, o que pode elevar o seu valor a 1 bilhão e 460 milhões de dólares.

(...) Este é um fato muito importante. Na verdade, e por várias razões, um marco na aviação brasileira. E, aqui, eu queria dizer à direção da BRA que possivelmente hoje ficará marcado como o dia em que as empresas aéreas brasileiras descobriram a Embraer.

(...) Pois bem, eu penso que a BRA está dizendo claramente o seguinte: nós temos uma empresa de ponta, que produz um produto de ponta e que atende plenamente os desejos do mercado nacional, com autonomia para voar de Porto Alegre ao Ceará em vôo direto e com conforto. E, possivelmente, o gesto que a BRA está fazendo neste momento será repetido por outras empresas.

(...) Então, essa combinação que a BRA está fazendo nesse instante [compra de aviões de médio porte e vôos regionais] pode significar uma novidade extraordinária e uma revolução no conceito da aviação brasileira. Eu tenho certeza de que nesses próximos anos a BRA vai colher com o lucro e com o crescimento do número de clientes pela aposta certa que está fazendo de acreditar cada vez mais na aviação regional.

(...) A BRA está dando uma demonstração de que não é apenas o coração que é brasileiro ou a cabeça que é brasileira, ela é uma empresa que acredita no crescimento da oferta de passageiros neste País para cumprir a demanda que eles vão oferecer.

Ontem à tarde, no Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI) contou que no último sábado foi abordado por um homem em desespero no aeroporto de Brasília. Ouviu dele que comprara sete passagens da BRA para viajar de férias no fim do ano com toda a sua família.

- Por que o senhor comprou com tanta antecipação passagens de uma companhia de terceiro nível para uma viagem de férias? - perguntou Heráclito.

- Por um motivo muito simples: há um mês e meio, eu vi o presidente da República sendo fotografado ao lado do presidente dessa companhia e anunciando o financiamento de vinte aviões pelo BNDES. O Presidente, ali, avalizava. Era o garoto-propaganda não só da companhia aérea, mas também daquela negociação - respondeu o homem aflito.

A história contada por Heráclito não sensibilizou a maioria dos seus pares, ocupada com manobras de última hora para a votação amanhã na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado da emenda que prorroga a cobrança da CPMF.

Cadê o PT, gente?

Quanta falta ele faz ao país...

      QUANDO AFIRMO QUE O PIOLHO DE COBRA É PÉ-FRIO, 

VOCÊS DIZEM QUE EU SOU CHATO E SUPERSTICIOSO...

Gil, em 15/11/2007

CALE A BOCA, PRESIDENTE!

Se é que devo te chamar de presidente.  Pelo menos com P maiúsculo, não posso, você não tem estofo sequer para ser tratado pelo nome.  E ainda se mete a defender outro candidato a ditador? Quem é você, para defender ou acusar alguém? Você é um pulha, um nada, um zero à esquerda. Quer ser rei, mas não o será. Nem sequer rei dos piolhos-de-cobra.

Não sei se você vai se encolher de medo e colocar o rabo entre as pernas, como mau covarde que é. Do mesmo jeito que quando expulsaram daquele país a mais querida empresa de teu povo e você se agachou e lambeu os pés do mesmo patife que agora finge defender.  Não se preocupe, não sou ninguém a quem você daria alguma importância.  Não tenho o poder de te correr a pontapés. Não tenho dinheiro para te apear desse cargozinho que você tornou medíocre. E não sujaria minhas mãos na tua cara ou na água suja que corre em tuas veias. Nem o faria com teu amigo que emporcalhou mais o nosso Senado do que Incitatus poderia, ainda que lá pastasse por toda sua existência. 

Vocês são todos da mesma laia. Continuarão a enganar, a mentir, a extorquir, a remeter divisas para fora do país, a criar e engordar filhotes que prossigam nessa interminável tarefa de tornar-se cada vez mais ricos, mais canalhas, mais sem honra. E a empobrecer o povo marcado com o ferrete da ignorância em que vocês o mantém.

Breve, seus canalhas, vocês terão de prestar contas. A vida é curta. E não haverá vacas de presépio para votar uma absolvição. O buraco é muito mais em baixo do que pensam. Não são sete palmos, são muito mais que os sete mil metros do mega-poço da mentira.

Gil, em 15 de novembro de 2007

MAIS UMA “BOUTADE” DA DILMA.           E ESSA É CASCUDA!

Acordei, liguei o telejornal e assisti a noticia de ontem: PETROBRÁS DESCOBRE UM MEGA-POÇO DE PETROLEO! Ações subiram 14% da noite para a manhã seguinte.

Em seguida a super-ministra enche a sala de perdigotos ao babar: braziu ziuziu passa de importador a exportador de petróleo! A partir de 2010 o petróleo e GÁS em abundância inundarão o braziu ziu ziu...

Suspeitei imediatamente da conveniência da descoberta. Pôxa, logo na hora em que falta gás no País... Não estranhei quando logo depois o honesto e bem informado Alexandre Garcia esclareceu: ESSE POÇO JÁ FOI NOTICIADO EM 11 de JULHO DE 2006. E mostrou o O Globo daquela data...

A mais cruel forma de mentir é usar uma verdade para induzir ao erro. Brincar desta forma com falta de memória das pessoas é crime, ministra. A flutuação das ações deve estar enriquecendo e empobrecendo muita gente! Isso é, no mínimo, IRRESPONSABILIDADE CRIMINOSA.

CLIQUE AQUI PARA VER O VIDEO DO ALEXANDRE GARCIA NO G1  

OBSERVAÇÃO: Recebi um e-mail informando que antes, já havia sido noticiado o mesmo poço. Quando? Em 1999, na gestão daquele outro -digamos assim- hum - presidente.

Do Blog do Reinaldo Azevedo

Acho chato ter de desmentir a ministra Dilma Rousseff numa questão tão primária. Chato, mas muito necessário. Ela está tentando dar um truque em muita gente e se aproveita do fato de que a imprensa, na média, não sabe fazer conta. Leia trecho de reportagem de Sérgio Dávila na Folha desta terça. E depois vejam uma conta óbvia. Tão óbvia e simples, e, até onde sei, sou o primeiro a fazê-la. Demonstro como a CPMF tributa um mesmo dinheiro muitas vezes e provo por que Dilma conta uma inverdade quando diz que apenas 18 milhões de brasileiros pagam a contribuição. É mentira! Todo mundo paga. E muitas vezes. Antes, um trecho da reportagem:

"Primeiro, eles venderam a robustez da economia brasileira para uma platéia de investidores, analistas e empresários norte-americanos em Washington. Então , em encontros separados com jornalistas, os ministros Guido Mantega e Dilma Rousseff disseram que a rejeição da prorrogação da CPMF no Senado será um "constrangimento" e "um grande problema" para as finanças do país. Para a ministra-chefe da Casa Civil, a oposição "sabe perfeitamente" que não pode derrubar a prorrogação. "Principalmente a oposição responsável que existe no Brasil, que não pode alegar que não tem experiência, porque tem, governou esse país até 2002." Tirar a CPMF das contas públicas, disse, "vai significar um grande problema". A CPMF, segundo a ministra, é um imposto interessante por ter característica claramente não regressiva. "Você cobra de 18 milhões de pessoas e beneficia 200 milhões de pessoas." Mesmo tom alarmista adotou Mantega - ambos participavam da "2007 Brazil Economic Conference", promovida pela Câmara de Comércio Brasil-EUA. "Ninguém quer radicalizar", disse. "A radicalização significa perdermos dezenas de bilhões, aí estaremos em sérias dificuldades, que eu nem quero pensar em como resolver."

"Oposição responsável", vocês sabem, ou é aquela que sempre concorda com o governo ou, na versão benigna, é aquela que vota pensando no que é melhor para o país. O PT jamais foi uma "oposição responsável", certo? Votou sistematicamente contra o governo FHC e sempre pensou em si mesmo, na sua própria escalada. Dilma espera que o PSDB não faça com o PT o que o PT sempre fez com o PSDB. Dilma espera um PSDB responsável porque a irresponsabilidade, deve achar, tem de continuar como monopólio do seu partido.

É uma baba corrigi-la, quase exercício primário, mas tenho de fazê-lo. Essa história de que se cobra a CPMF apenas de 18 milhões de brasileiros é mentirosa. Todos pagam. Porque o imposto vai parar nos preços. E um mesmo dinheiro é tributado muitas vezes, daí a soma fabulosa que ele arrecada. Já demonstrei aqui. Acompanhem o destino de R$ 100, para ficar num número simples:

1) A empresa "X" recebe R$ 100 por um serviço prestado. A empresa Y pagou a fatura. Se foi "por dentro", recolheu 0,38% para o governo: ou R$ 0,38.

2) Os mesmos R$ 100 entram na caixa da empresa B. Ela faz a folha de pagamentos e o deposita da conta do Seu Zé: recolhe mais R$ 0,38.

3) O Seu Zé vai mexer com o dinheiro, emitir cheque ou sacar para pagar o supermercado: recolhe mais 0,38%;

4) Os R$ 100 que ele deixou no supermercado em cheque ou no pagamento em cartão serão usados pela empresa: lá vão para a turma de Dilma mais R$ 0,38

E a cadeia recomeça, num ciclo interminável. Mas reparem: no fim desse percurso simples, muito plausível, os mesmos R$ 100 foram tributados quatro vezes. Não 0,38%, mas 1,52%.

As três empresas que aparecem aí têm como se defender — e é justo que o façam, né? Seus respectivos departamentos financeiros se encarregarão de pôr no preço final da mercadoria ou do serviço o peso da CPMF.

Quem é obrigado a pagar sem chiar e sem ter a quem repassar? O Seu Zé. Atenção: mesmo que ele não tenha conta em banco. Mesmo que tenha recebido o seu salário em dinheiro vivo. A qualquer operação que fizer, estará pagando indiretamente o imposto.

      É preciso parar de mentir  

A ministra Dilma quer mesmo ser candidata à Presidência da República? Deve começar por não mentir. Sei que ela pode dizer que a mentira rende e que o meu conselho é desmentido pelos fatos. É que sou um moralista. Não um político. A CPMF é paga pelos quase 200 milhões de brasileiros, sim! E o imposto incide muitas vezes sobre o mesmo dinheiro. Dilma, na juventude, estava empenhada em mudar o regime e não deve ter estudado matemática. Querem a prova?

Quanto o governo espera arrecadar com a CPMF de 0,38%? Algo em torno de R$ 40 bilhões, certo? Vamos fazer uma regra de três?

Se R$ 40 bilhões correspondem a 0,38%, que valor corresponderia a 100%?

Assim ensinou a nossa professorinha:

R$ 40.000.000.000 ,00........ 0,38%

x .............................. ....................100%

Multiplica-se em cruz e faz-se a divisão:
0,38x = R$
40.000.000.000 ,00 X 100

x = 4.000.000.000.000,00  /  0,38

x = 10.526.315.789.473,68

E você chegará à conclusão, leitor amigo, que os R$ 40 bilhões correspondem à aplicação da alíquota de 0,38% sobre, atenção!: R$ 10.526.315.789.473,68. Se você tiver dificuldade de ler, eu ajudo: dez trilhões, quinhentos e vinte e seis bilhões, trezentos e quinze milhões, setecentos e oitenta e nove mil, quatrocentos e setenta e três reais e sessenta e oito centavos.

É isso aí. A CPMF incide no correspondente A QUASE CINCO PIBs BRASILEIROS em um único ano. Eis aí! Trata-se da prova material, escancarada, evidente, de que o imposto tributa muitas vezes um mesmo dinheiro e de que TODOS PAGAM, ministra Dilma. E muitas vezes.

(enviado por minha amiga Sandra Pi)

Preciso comentar? Não.  Tio Rei, você disse tudo.

O Brasil precisa acordar e sair desse berço nem tanto esplêndido.

AS AÇÕES DA PETROBRÁS VALORIZARAM 14% DE ONTEM PARA HOJE, POR CAUSA DE  UMA FALSIDADE. (Uma pequena imprecisão de datas...)

Muitos enriqueceram, muitos quebraram com isso. 

ESSA  IRRESPONSABILIDADE É CRIMINOSA.

FALSIDADE IDEOLÓGICA É CRIME

    Essa irresponsável ministra tem de ser defenestrada e pegar CADEIA.    

Bom Dia Brasil
Alexandre Garcia comenta a descoberta de reservas de petróleo na Bacia de Santos
Comentarista afirma que governo apostou na divulgação de notícia antiga para melhorar a imagem em momento de crise no abastecimento de energia. Ele também fala sobre os desdobramentos do caso BRA

ASSISTA O VÍDEO

UMA ORAÇÃO NÃO ENGAJADA.

Meu amigo JC, disse uma vez: ninguém chega lá senão por Mim. 
Os surdos que não o queriam ouvir afirmaram que ele disse o contrário: só por Ele.
Até hoje não entenderam, nem compreendem o que Ele falou.
E continuam, cegos a conduzir outros cegos, caindo juntos nos buracos.

Ninguém vive a vida de outro, aprende a lição de outro, dá o passo de outro.
Eu só chego lá, se Eu der cada passo. Mim só aprende, se Mim fizer o esforço para aprender. Não há segredo. Tudo foi dito com clareza. 

Quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece. Antes, não. Porque ele e o Mestre são um só. Tudo o mais é repetição. E complicação. 

Olha os lírios nos campos, ô pá. Ninguém se veste com tamanha elegância. Mesmo encravados na lama, são puros e limpos. Ainda que no meio do esterco, tem um desenvolvimento maior que o teu. Com todo o respeito, ô meu.

Desenvolver, o que é? Tirar o que envolve.  Tirar o manto que esconde a verdade. Simplificar. Deixar o lixo e o contrapeso, ficar mais leve. Crescer. Olha o lírio de novo, cara.

Será que mudei de assunto? Acho que não. Estou tocando a mesma música, em outro tom. 

Gil, em 7 de novembro de 2007

O que fez a CPMF pelo Brasil? Nada!
por Félix Maier

Resumo: Desde 1997, a CPMF já destinou cerca de R$ 121 bilhões ao Ministério da Saúde, em valores corrigidos. Porém, o grosso da arrecadação da contribuição provisória que virou definitiva, o governo destina a outros fins, desvirtuando totalmente o projeto inicial.

Quando a CPMF foi criada em 1996, o então ministro da Saúde, Adib Jatene, afirmou que o dinheiro da contribuição serviria para:

1) erradicar a dengue;

2) reduzir a incidência de malária para 100.000 casos por ano;

3) cortar pela metade a taxa de mortalidade infantil, que era de 41 óbitos por 1.000 nascidos vivos;

4) elevar o valor pago pelo SUS por consulta ambulatorial.

O que aconteceu 10 anos depois? Vejamos:

1) Os casos de dengue aumentaram 88%, passando de 183.800 casos em 1996 para 345.000 casos em 2006;

2) Os casos de malária aumentaram 24%, passando de 441.500 casos para 549.200 casos em 2006;

3) a taxa de mortalidade infantil não atingiu a meta pretendida, pois passou de 41 óbitos em 1996 para 30 óbitos em 2006 (uma queda de apenas 27%);

4) O aumento do valor pago aos médicos do SUS é insuficiente, passando de R$ 4,1 em 1996 para R$ 7,6 em 2006.

“Para piorar a situação, moléstias já controladas ou até mesmo erradicadas em países desenvolvidos continuam a matar no Brasil. É o caso da doença meningocócica, uma infecção bacteriana que provocou 706 óbitos em 2005, e da tuberculose, com 78.000 casos registrados no páis, praticamente o mesmo índice da década de 80” (revista Veja in “O que a CPMF não fez pela saúde no Brasil”, de 26/09/2007, pg. 76).

Desde 1997, a CPMF já destinou cerca de R$ 121 bilhões ao Ministério da Saúde, em valores corrigidos. Porém, a parte do leão, o grosso da arrecadação da contribuição provisória que virou definitiva, o governo destina a outros fins, desvirtuando totalmente o projeto inicial. E mesmo aquela pequena parcela destinada à Saúde fica trancada no cofre do Tesouro Nacional, a título de “contingenciamento”. E o que se vê, p. ex., no Nordeste? Há meses que pacientes são tratados como cachorros na rede hospitalar, morrendo nas filas e em cima de macas e mesas jogadas nos corredores dos hospitais, já que não há remédidos, nem médicos, que estão em greve, e só agora o ministro José Gomes Temporão prometeu liberar uma verba um pouco superior a R$ 1 bilhão!

Convém acrescentar, ainda, que há suspeita de casos de meningite no Nordeste, uma doença tida como erradicada há décadas do Brasil. O fato teria sido encoberto pelo governo durante as férias de julho deste ano, para não diminuir o fluxo turístico, segundo denúncia feita na Internet por uma senhora.

Outra tragédia ocorrida durante o governo Lula foram as duas dezenas de óbitos de crianças indígenas no Mato Grosso, ocasionados por absoluta falta do que comer. Lula gasta muito mal os bilhões de reais destinados ao Bolsa-Família, que tem por único objetivo angariar votos para si e para os petistas, já que é, escancaradamente, uma versão moderna do antigo voto de cabresto.

No dia 11 de setembro, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, entregou um abaixo-assinado com mais de 1,1 milhão de assinaturas contra o tributo à comissão da Câmara dos Deputados que então debatia a possibilidade de prorrogação da CPMF. Depois de o governo realizar as maracutais de sempre, segundo manchete publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo (“Lula entrega cargos, libera verbas e CPMF é aprovada”), a prorrogação da CPMF foi aprovada com folga de 30 votos na Câmara. Agora, o governo quer repetir a proeza no Senado.

Por isso, gritemos todos bem alto para os congressistas: fora CPMF, já!

Enviado por Ermindo G. Rocio em 31 de outubrode 2007

A MATEMÁTICA DO REUNI e a CPMF

O MEC pretende investir cerca de R$ 2 bilhões até 2010. (Deu no www.g1.com.br no dia 29 de outubro)

Estamos no final de 2007. Quer dizer, até 2010 teremos 2008 e 2009.
Esqueçamos os meses que ainda faltam de 2007, não contam porque não pode ser
aplicado nada que não tenha sido previsto no orçamento anterior, e o atraso de 2009, esqueça também o que vai ficar faltando e não chegará em 2010 e o que será desviado para cumpanheros e cuecas. Arredondemos para dois anos.

Quer dizer, será um bilhão por ano.  *2,5% DO LUCRO DA CPMF*.  Mas não é a
CPMF que pagará isso, ela é só para a saúde. Sim, cara pálida!  Ela foi criada só para atender à saúde.  LEMBRA? SÓ PARA A SAÚDE!  COM AVAL DO JATENE!!
Mas parece que é a saúde dos petralhas, dos piolhos de cobra, porque o dinheiro não chegou à Saúde!  Se tivesse chegado, teriam sido diminuídas as filas dos hospitais, a dengue teria sido erradicada. Pergunte qual a porcentagem de aumento no número de médicos desde que a CPMF existe. Quanto os médicos tiveram de aumento real em seus salários. Pergunte quanto aumentou a compra de remédios e equipamentos de diagnose... Aproveite para perguntar por que médicos trabalham além dos seus horários e utilizam ferramentas de marceneiro em operações de neurocirurgia... Pergunte o quanto diminuiu a taxa de mortalidade nos hospitais públicos com a existência da CPMF. Não pergunte pelo número de novas unidades de atendimento, porque contam como nova toda vez que transferem outra: fecham uma em silêncio, e inauguram outra com fogos de artifício e banda de música. O próprio PIOLHO DE COBRA declarou: sem a CPMF terão de aumentar OUTROS
IMPOSTOS, sem ela o governo não pode fazer nada. E como pôde o governo sobreviver desde o Império, passando por presidentes ruins e outros piores, e por várias ditaduras, sem ela?  Criada por um cafajeste tucano, sob as vaias petistas, agora é renovada pelos cafajestes petralhas, sob a vaia tucana?

Mais umas continhas: Um bilhão por ano. É menos, mas arredondei. É dinheiro á beça.  Suponhamos que seja dividido igualmente entre as (54 ou 53?)Universidades Federais. Isso dá, supondo 53, uns 18,8 milhões por Universidade, por ano. Pouco mais de um e meio milhão por mês. Tá barato. É um preço muito barato a pagar pela perda de qualidade dos profissionais formados por todas as MELHORES UNIVERSIDADES DO PAÍS*, que têm, além do mais, ensino não pago.  E com a APROVAÇÃO (QUE SERÁ  OBRIGATÓRIA) DE NOVENTA POR CENTO DOS ALUNOS, oficializa-se a perda de qualidade. Nunca dantes neste país, um ataque ao ensino gratuito foi tão bem urdido.  Com a perda de qualidade das Federais, as Faculdades particulares PARECERÃO ter melhorado. Esclareço que me baseei em hipótese falha. É EVIDENTE que a distribuição desses trocados não será eqüitativa: as Universidades que já são grandes, receberão muito, as pequenas, como a nossa, receberão muito menos. E não estou aventando hipóteses de desvio de dinheiro para a compra de parlamentares, despesas de transporte em cuecas, malas, etc.

Quando no Brasil aparecerá um Gandhi que lute pela igualdade da oportunidade, não oportunista, que conduza o povo à libertação desses canalhas que dizem falar em nome dele e que só vivem para encher os próprios bolsos, e cuecas e malas? E para agarrar-se ao poder, uns muito, outros mais ainda? Como esperar que algum dia o povo terá olhos para ver e percepção para parar de ser enganado, se a maior massa pensante do país  se recusa a fazer contas, acredita em discursos bonitos e embarca  em canoas furadas como essa?

Não excluí a USP e as PUCs  de minha lista das melhores universidades do país. Estava apenas mencionando as que serão diretamente afetadas pela DESUNI. Perdão, escrevi errado. Eles dizem que é reuni...

 Gil Carvalho Paulo de Almeida, 31 de outubro.

Oxímoro

Você sabe o que significa a palavra "oxímoro"?

Oxímoro, segundo o dicionário Houaiss, é uma figura de retórica, na qual se combinam palavras de sentido oposto que parecem excluir-se  mutuamente mas que, no contexto, reforçam uma expressão.

Por exemplo: "o grito do silêncio", "silêncio ensurdecedor", "obscura claridade", "ilustre desconhecido" e por aí vai.

Noutro exemplo, "Escola Superior de Guerra" é um oxímoro, na opinião de Millor Fernandes. Segundo ele, sendo de guerra não poderia ser superior.

Pois é. O Brasil, além de tudo, é mesmo um país oximoroso. O autor da descoberta é o professor de português Sérgio Rodrigues.

Há, pois, um tremendo oxímoro que não sai das manchetes dos jornais nos   últimos dias:

Conselho de Ética no Senado

Enviado pelo José Maria

CUIDADO, SENHORES SENADORES:

Não é Renam que está sendo julgado! SÃO VOCÊS! 

E a decisão de vocês não afeta apenas o destino dele. Afeta a própria existência do senado.  

Não será esquecida, não deixaremos ninguém esquecer, a  atitude que assumirem.  

Como inesquecível ficou a dança de Ângela  

Gil Carvalho Paulo de Almeida, em 23 de outubro de 2007

Deu no g1.globo.com (links para lá) 

Mesa do Senado paralisa sexta acusação contra Renan

Nova representação só será enviada ao Conselho após conclusão de outros casos.
Acusação feita contra senador Eduardo Azeredo foi arquivada.

Roberto Maltchik

A Mesa Diretora do Senado decidiu nesta terça-feira (23) paralisar a representação apresentada pelo PSOL, na semana passada, contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e arquivou a denúncia, também do PSOL, contra Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

A cúpula do Senado resolveu que a sexta representação contra Renan só será remetida ao Conselho de Ética, após a conclusão dos outros quatro processos que tramitam contra o alagoano no órgão disciplinar. Três senadores votaram pelo sobrestamento (paralisação), dois defenderam o arquivamento da denúncia e outros dois integrantes da Mesa votaram pelo encaminhamento da representação ao Conselho de Ética.

Neste caso, o presidente licenciado da Casa é acusado de liberar emendas ao orçamento, que supostamente beneficiaram uma empreiteira ´fantasma´, cujo endereço declarado à Receita Federal é falso e o dono seria um ex-assessor do gabinete de Renan.

A empresa teria recebido recursos da União para construir 28 casas no município de Murici (AL), comandado pelo filho do senador, Renan Calheiros Filho (PMDB). O contrato foi firmado entre a prefeitura da cidade e a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA).

Mensalão

O tucano Eduardo Azeredo escapou do processo disciplinar pelo suposto envolvimento com o chamado ´mensalão mineiro´ por decisão unânime. O esquema, investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, é semelhante ao mensalão, que beneficiou parlamentares da base aliada do governo no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva e foi operado pelo empresário Marcos Valério.

Azeredo e outros políticos mineiros, no entanto, teriam se beneficiado do esquema operado por Marcos Valério para arrecadar recursos de caixa dois na campanha de 1998. De acordo com a Polícia Federal, parte do dinheiro utilizado no esquema teria sido fruto de desvio de órgãos públicos de Minas Gerais.

A Mesa Diretora da Casa argumentou que os fatos denunciados se referem ao ano de 1998, portanto, são anteriores ao início do atual mandato do parlamentar, eleito em 2002.

O mesmo critério foi utilizado pela Mesa Diretora, presidida à época por Renan Calheiros, para arquivar a denúncia de quebra de decoro apresentada pelo PSOL contra o senador Gim Argelo (PTB-DF), acusado de desvio de recursos públicos. Neste caso, no entanto, a decisão foi pelo arquivamento.

Os leitores irão me desculpar. Por ter escrito pouco (operei-me de catarata) e por não defender o fuzilamento. Minha formação religiosa o impede. Ao final das contas, culpada é a religião.  

Não fora ela, os pais dessa corja poderiam tê-los evitado ou abortado,  E teríamos, talvez um país melhor.

Recebi por e-mail

Mas, que bom, Renan! Fez-se justiça!

Não que os demais senadores, em sua grande maioria, tivessem medo que você “desse uma de Hitler” e, ao perder as cidades conquistadas, “pusesse fogo no circo”, ou seja, “entregasse” os “cumpinchas”, “farinhas do mesmo saco”...

Não!

A verdade é que “as provas não foram consistentes”....

Aliás, das centenas de processos que atingiram políticos no Brasil, nenhum resultou em punição; alguns, mais espertos do que você, renunciaram para depois, voltar por cima.

 

Você, Renan, enobrece a casa (“c” minúsculo) que preside.

Você é digno dos seus pares, como seus pares são dignos de você.

São feitos da mesma massa. 

Vários senadores estão, neste instante, fazendo discursos emocionados, congratulando-se pelo justo resultado, comemorando a vitória da democracia e da sua persistência...! 

 

Foram 40 votos a seu favor.

O Senado já se orgulha de, com este, completar 40 processos sem nenhuma condenação!!!

 

Jamais foi tão oportuna a lenda de Ali Babá e os 40 ladrões....

 

Parabéns a você e seus comparsas, surdos face à indignação de milhões de brasileiros! 

 

QUE PAIS É ESTE, ONDE TIVE MEUS FILHOS E NETOS?

 

Réquiem ao Senado.

 

Celso Colonna Cretella

eng. civil

 

A DERRAMA ESTÁ DE VOLTA E SE CHAMA CPMF. 

ONDE ESTÃO OS MINEIROS ???

 G R ALMEIDA

 Atente bem para o que traduz a imagem e as palavras desta publicidade.

(Foto pescada no site www.twango.com )

 

Eles perderam o pudor, a prudência e ficaram só com a ousadia?
Nada como um segundo mandato para botarem as garras de fora!
Isto se prega livremente nas escolas do  MST, para a meninada.
Empresa pública divulgando a ideologia de Chavez é imoral e ilegal.

 

 Quando quem manda perde a vergonha, quem obedece perde o respeito.

Enviado pelo Malafaia em 11 de outubro de 2007

TOLERÂNCIA ZERO

O Brasil não admitirá mais que seus SENADORES sejam chantageados por um calhorda que os ameaça em público.

Se CHANTAGEM não for QUEBRA DE DECORO, não sei mais o que possa sê-lo.

Quando um canalha é capaz de colocar o Senado de joelhos, é hora de exigir mudanças.

Para que o Senado continue a ter razão para existir, não pode mostrar-se burro. E é burrice manter um chantagista, corrupto e corruptor em seu quadro. 

Ou o alijam do Senado, ou o povo expulsará todos e cada um dos senadores.

EXIJO O VOTO ABERTO.

QUERO SABER SE O SENADOR EM QUE VOTEI É PESSOA HONRADA.

Gil Carvalho Paulo de Almeida

  Do anarquista russo do século 19, Mikhail Bakunin (1814-1876):

"Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. 

Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e pôr-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo.

Quem duvida disso, não conhece a natureza humana." 

 

 

 

Qualquer semelhança com o piolho-de-cobra não é mera coincidência.

Enviado pelo José Frederico em 09 de outubro de 2007(sem comentários)

ESTA PÁGINA SOFRERÁ REFORMA EM BREVE. 

ESTÁ MUITO PESADA.

DEU CHILIQUE

Veado pensa que é vaca e se recusa a sair do rebanho  

(Esta notícia do http://g1.globo.com/  não se refere ao Renangate) Em 8 de outubro de 2007

RENANGATE:

O jogo sujo de Renan Calheiros

O senador manda espionar a vida de adversários do PSDB e do DEM

Policarpo Junior e Otávio Cabral para Veja   (pinçado no Jornal Extra de Alagoas)

Para salvar seu mandato, o senador Renan Calheiros já usou a tática de constranger e ameaçar colegas do Parlamento com a divulgação de informações supostamente comprometedoras. Fez isso com dois respeitáveis senadores, Pedro Simon e Jefferson Peres, transformando-os em alvos de boatos sórdidos. Repetiu a fórmula com os petistas Tião Viana e Ideli Salvatti, aliados fiéis que pensaram em se rebelar contra a permanência dele no cargo e acabaram acuados por denúncias de irregularidades. Às vésperas de enfrentar três outros processos no Conselho de Ética, Renan Calheiros é flagrado em outro movimento clandestino e espúrio: a espionagem de senadores. VEJA apurou que Calheiros montou um grupo de arapongas e advogados para bisbilhotar a vida de seus adversários. Na mira estão dois dos principais oponentes do presidente do Congresso: o tucano Marconi Perillo e o democrata Demóstenes Torres. Ambos tiveram a vida privada devassada nos últimos três meses. A ousadia chegou ao ponto de, há duas semanas, os arapongas planejarem instalar câmeras de vídeo em um hangar de táxi aéreo no Aeroporto de Goiânia para filmar os embarques e os desembarques dos parlamentares. O objetivo era tentar flagrar os senadores em alguma atividade ilegal para depois chantageá-los em troca de apoio. O plano só não foi em frente porque o dono do hangar não concordou em participar da operação.

Francisco Escórcio: o assessor de Renan tentou instalar câmeras em hangar do aeroporto de Goiânia O grupo de espionagem é comandado pelo ex-senador Francisco Escórcio, amigo, correligionário e assessor direto de Renan Calheiros. No dia 24 passado, o assessor se reuniu em Goiânia com os advogados Heli Dourado e Wilson Azevedo. Discutiram uma estratégia para criar uma situação que comprometesse os senadores Perillo e Demóstenes. "Vamos ter de estourá-los", sentenciou Escórcio.

Um dos advogados disse que a melhor maneira de constranger os senadores oposicionistas era colher imagens deles embarcando em jatos particulares pertencentes a empresários da região. Um dos presentes lembrou que os vôos eram feitos a partir do hangar da empresa Voar, cujo proprietário é o ex-deputado Pedro Abrão, um ex-peemedebista. Na mesma noite, Abrão foi convidado a ir a um escritório no centro de Goiânia. Lá, na presença dos advogados, ouviu a proposta diretamente de Francisco Escórcio: "Nós precisamos de sua ajuda para resolver um problema para Renan", disse Escórcio. Os dois já se conheciam do Congresso Nacional. "Queremos instalar câmeras de vídeo para gravar Perillo e Demóstenes usando seus aviões." E completou: "Quero ver a cara deles depois disso, se eles (os senadores) vão continuar nos incomodando". Abrão ouviu a proposta e ficou de estudar. Depois, preocupado, narrou o estranho encontro a um amigo.

Marconi Perillo: virou alvo depois de defender o voto aberto. Ex-governador de Goiás, Perillo está em seu primeiro mandato. Na reta final do processo que investigava o envolvimento de Calheiros com o lobista de empreiteira, foi Perillo que apresentou a tese vencedora de que o voto no Conselho de Ética deveria ser aberto. Já Demóstenes Torres, ex-promotor público, é hoje um dos mais destacados parlamentares da oposição. Não é a primeira vez que ele, titular do Conselho de Ética, é vítima de arapongas. Em junho passado, logo depois das primeiras denúncias contra Calheiros, Demostenes foi um dos primeiros a defender com veemência a instalação do processo por quebra de decoro. Os arapongas de Renan passaram a investigá-lo desde então. Sem cerimônia, estiveram na cidade de Rio Verde, no interior de Goiás, onde moram pessoas próximas a Demóstenes. Lá, procuraram amigos e amigas que já fizeram parte da intimidade do senador. Uma dessas pessoas chegou a receber uma oferta para gravar um depoimento. Os arapongas se apresentavam como advogados, tinham sotaque carregado e, ao que parece, estavam muito interessados em fazer futrica. Não escondiam que o objetivo era intimidar o senador.

Na semana passada, Demóstenes Torres e Marconi Perillo foram procurados por amigos em comum e avisados da trama dos arapongas de Renan. Os senadores se reuniram na segunda-feira no gabinete do presidente do Tribunal de Contas de Goiás, onde chegaram a discutir a possibilidade de procurar a polícia para tentar flagrar os arapongas em ação. "Essa história é muito grave e, se confirmada, vai ser alvo de uma nova representação do meu partido contra o senador Renan Calheiros", disse o tucano Marconi Perillo. "Se alguém quiser saber os meus itinerários, basta me perguntar. Tenho todos os comprovantes de vôos e os respectivos pagamentos." Demóstenes Torres disse que vai solicitar uma reunião extraordinária das lideranças do DEM para decidir quais as providências que serão tomadas contra Calheiros. "É intolerável sob qualquer critério que o presidente utilize a estrutura funcional do Congresso para cometer crimes", afirma. 

Francisco Escórcio foi contratado em novembro do ano passado pelo senador Calheiros como assessor técnico da Presidência. Antes, trabalhou com o ex-ministro José Dirceu no cargo de assessor especial da Casa Civil. Despacha em uma sala a poucos metros de Renan e ganha um salário de 9.301 reais. O que ele faz? "Faço o que Renan me mandar fazer", disse a VEJA. Escórcio, o advogado Heli Dourado e seu sócio Wilson Azevedo foram ouvidos simultaneamente sobre o plano para bisbilhotar os senadores. Escórcio afirmou que esteve em Goiânia no dia 24 "para pegar umas fotos", que se reuniu com o advogado Heli Dourado e "outras pessoas" num escritório e que, por acaso, o empresário Pedro Abrão "apareceu por lá e eu até disse que ele estava bem magrinho". Heli Dourado confirma que esteve reunido com Escórcio "para discutir um processo judicial de interesse da família Sarney" e garante que "Pedro Abrão não participou da conversa". Wilson Azevedo, seu sócio, diz que "esteve com Escórcio há uns dez dias num encontro informal" e que não vê Pedro Abrão "há uns seis anos". Pedro Abrão, por sua vez, confirma que os senadores usam seu hangar, que conhece os personagens citados, mas que não participou de nenhuma reunião. O empresário, que já pesou mais de 120 quilos, fez uma cirurgia de redução de estômago e está bem magrinho, como disse Escórcio. Renan Calheiros não quis falar.

Assunto: Gasolina

Litro da gasolina custa 97 bolivares na Venezuela, que correspondem a R$ 0,09 (nove centavos), enquanto no Brasil, custa R$ 2,50.

Acredite, encher com gasolina o tanque de um carro de família (com capacidade para 50 litros) num posto de Caracas custa R$ 5,00.

Veja como é feita a composição do preço da gasolina no Brasil (país dos otários):

Gasolina ("A") 800ml (pura, vendida pela Petrobrás) = R$ 0,80
Álcool Anidro 200 ml (20% misturado à gasolina) = R$ 0,24
Total = R$ 1,04 / Litro
+
CIDE - PIS/COFINS (Imposto Federal) = R$ 0,44
ICMS (Imposto Estadual) = R$ 0,64
Total de impostos (104% do Preço Bruto) = R$ 1,08
Total (custo + imposto) = R$ 2,12
+
Lucro da distribuidora (Média por Litro) = R$ 0,08
Frete (Média por Litro) = R$ 0,02
Lucro do posto (Média por Litro) = R$ 0,25

Finalizando:

Valor na bomba com impostos = R$ 2,47
Valor na bomba sem impostos = R$ 1,39

Se você consome 200 litros de gasolina por mês, o bolo fica dividido assim:

Dono do carro (otário 01 - você, no caso) gasta: R$ 494,00
Dono do posto (otário 02) ganha: R$ 50,00
Dono do caminhão (otário 03) ganha: R$ 4,00
Petrobrás (gente que rala…) ganha: R$ 16,00
GOVERNO (nem um pouco otário…) GANHA: R$ 216,00

Enviado pela Jane

Pinçado no Blog do Reinaldo Azevedo

O Senado chafurda mais um pouco: cangaço destitui Jarbas e Simon da CCJ

Por Cida Fontes, da Agência Estado. 

Os senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Pedro Simon (PMDB-RS) foram destituídos da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) por determinação do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), que orientou o líder Valdir Raupp (PMDB-RO), a tomar essa decisão. Os requerimentos retirando os dois parlamentares da CCJ foram lidos nesta quinta-feira, 4, minutos antes do encerramento da sessão plenária do Senado. No lugar dos senadores- considerados radicais do PMDB- irão ocupar as vagas na CCJ aliados do presidente da Casa, os senadores Paulo Duque(PMDB-RJ) e Almeida Lima (PMDB-SE). Paulo Duque assumiu o mandato de senador como suplente do atual governador do Rio de janeiro, Sérgio Cabral.

O senador Christovam Buarque (PDT-DF) protestou e, surpreso, pediu providências. O senador Valter Pereira (PMDB-MS) considerou a decisão truculenta e disse que aconselhou Raupp a não tomar a atitude. O senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) afirmou que o PMDB não é importante pelos empregos que tem no governo por homens públicos da categoria de Simon e Jarbas. Segundo ele, essa decisão mostra o ambiente de incerteza e truculência que vive o Senado. Depois de passar pelo Conselho de Ética, os processos contra Renan Calheiros serão encaminhados à CCJ. Com essa decisão, o senador Pedro Simon disse que vai votar contra a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) em plenário.

Deu no Veja on line:

Sexta-feira, 05 de Outubro de 2007

Política
Aliado de Renan teria desviado R$ 12 milhões
05 de Outubro de 2007 | 07:51

O senador Wellington Salgado (PMDB-MG), um dos notórios aliados do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deve ser ouvido em breve pela Polícia Federal, a pedido do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza. A exemplo de seu colega, que insiste em permanecer à frente da Casa, mesmo diante de incontáveis evidências de negociações suspeitas com lobistas, cervejarias e empresas de comunicação, Salgado também é suspeito de envolvimento em irregularidades.

De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta sexta-feira, o procurador-geral pediu ao Supremo Tribunal Federa (STF) que Salgado seja ouvido pela polícia depois de tomar conhecimento que o senador teria desviado quase 12 milhões de reais de dinheiro público entre 2000 e 2005. No período, Salgado dirigia a Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura (Asoec), entidade educacional que administra os negócios da família Salgado de Oliveira – uma rede de universidades espalhadas por 11 cidades em sete estados.

Segundo o diário paulista, existem duas investigações em curso apurando a participação do senador num esquema de sonegação do Imposto de Renda. Elas foram abertas depois que a Receita Federal em Niterói (RJ) descobriu que a Asoec descontava o IR de professores contratados e prestadores de serviço – mas não repassava o dinheiro recolhido ao fisco. A Receita, então, autuou a associação. Não demorou para que, a partir do trabalho do fisco, a Polícia Federal em Niterói abrisse inquérito para apurar as irregularidades.

Também a exemplo de Renan, o senador está arriscado a sofrer um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado. O PSOL promete analisar as denúncias contra ele. Conforme relata a Folha, Salgado afirmou que "seria demais" alguém querer investigar o assunto no Conselho de Ética, porque "é um fato empresarial e anterior ao mandato".

24 horas - Wellington Salgado ganhou notoriedade em junho, quando, nomeado relator do primeiro processo que corria contra Renan Calheiros no Conselho de Ética, permaneceu menos de 24 horas no cargo. O senador é na verdade suplente do ministro das Comunicações, Hélio Costa, que ao ser nomeado ministro, teve de deixar o posto. Salgado doou, sozinho, 686.000 reais à campanha de Costa ao Senado. Por ter foro privilegiado, a investigação teve necessariamente de ser encaminhada ao Supremo.

Agora falta descobrir como o Renan controla o Almeida Lima.

Previsões de Nostradamus.   (humor muito negro)

Em suas Centúrias, Nostradamus escreveu com tanta exatidão, que nos faz acreditar que conhecia o Piolho de Cobra.

Fragmentos de um texto de Nostradamus:
 
..."e próximo do terceiro milênio uma besta (seria Elle?) barbuda (céus,é ele!!!) descerá triunfante sobre um condado do hemisfério sul (Brasil?); 

...espalhando desgraça e a miséria ..." (censurado. Excesso de citações).

"...Será reconhecido por não possuir seus membros superiores totalmente completos." (epa!!! Cadê o dedinho?)  "

...Trará com ele uma  horda (faz sentido...Palhoça, Zédirsseu, Durci, Genuíno e etc. 
...que dominará e exterminará as aves  bicudas (já tô ficando assustado. Tucanos=ave bicuda!);

...e implantará a barbárie por muitas datas (Ai meu Deus !!!)
...sobre um povo tolo e leviano.."
(Socorro,   é nóiiiiiiis !!!)...

Enviado pelo Malafa. Citações explicitas foram censuradas, para evitar processos. 

Uma pergunta insiste em tirar meu sono:

Por que interessa ao partido do governo a permanência de Renan no senado e na presidência do senado? É um aliado ou um cúmplice? Ou realmente não é um blefe e ele sabe demais?

Quousque tandem abutere, Catilina, patientia nostra?

Publius, citando Cícero *

"Até quando, ó, Catilina, abusarás da nossa paciência? 

Por quanto tempo ainda há de zombar de nós essa tua conduta? 

A que extremos se há de precipitar a tua audácia sem freios? 

Nem a guarda do palatino, nem a ronda noturna da cidade, nem os temores do povo, nem a afluência de todos os homens de bem, nem este local, tão bem protegido para a reunião do Senado, nem o olhar e o aspecto desses Senadores, nada disso conseguiu perturbar-te? 

Não sentes que os teus planos estão à vista de todos? 

Não vês que a tua conspiração todos aqui a conhecem? 

Quem dentre nós, pensas tu, que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, em que local estiveste, a quem convocaste, que deliberações foram as tuas? 

Oh, tempora, oh mores.  (Oh tempos, oh costumes!) ’ "

* Cícero, patrono dos chatos, é o meu ídolo. Continua atual.

Gil, em 05 de outubro de 2007.  Meu latim deve estar errado. 

 E o texto foi pescado de um comentário no blog do Reinaldo Azevedo.

QUEIRAM EXAMINAR O DIÁLOGO ABAIXO.
Se verdadeiro, mostra um chantagista em plena ação. 

Apenas isso, e sem precisar de nada mais, já não é suficiente para configurar CHANTAGEM e provar falta de decoro parlamentar?

Renan intimidou senadores
Do Blog do Noblat              (extraído do site do Gabeira)

- Senadora Heloísa Helena. A senhora sonegou o pagamento de impostos em Alagoas. Deve mais de R$ 1 milhão. Tenho um documento aqui que prova isso. E nem por isso eu o usei contra a senhora - disparou Renan Calheiros ao se defender da tribuna do Senado pouco antes de ser absolvido pela maioria dos seus pares.

- É mentira, mentira - gritou a presidente do PSOL sentada no meio do plenário. Pouco antes, ela subira à tribuna para atuar como advogada de acusação.

Renan não deu bola para a reação de Heloísa. Em seguida, virou-se para Jefferson Perez (PDT-AM) e comentou:

- Veja bem, senador Jefferson Perez. Eu poderia ter contratado a Mônica [Veloso, ex-amante dele] como funcionária do meu gabinete. Mas não o fiz.

Perez nada disse. Ouviu calado.

Então foi a vez do senador Pedro Simon (PMDB-RS). Renan disse olhando diretamente para ele:

- Senador Pedro Simon, Vossa Excelência sabe que eu nunca usei qualquer produtora para fazer trabalho algum para mim e pendurei depois a despesa na conta do Senado.

Simon ouviu calado.

SE AS INSINUAÇÕES DO RENAN FOREM VERDADEIRAS, AINDA ASSIM CONFESSAM SEU CONHECIMENTO E CONSEQÜENTE RESPONSABILIDADE POR OMISSÃO. OU CUMPLICIDADE.

TERÁ ELE PROVAS CONTRA QUARENTA OUTROS?

SE ESSES DOIS E TODOS OS OUTROS QUARENTA FICAREM CALADOS, É UMA CONFISSÃO COLETIVA E PÚBLICA, MESMO QUE DE PECADOS QUE NEM DE LONGE SE COMPAREM COM OS DE QUEM LANÇOU A DÚVIDA.

PROPOSTA DE LEI:

Os senhores deputados e senadores devem pedir em breve a criação de mais um órgão público, destinado a colocar um pouco de ordem nas chantagens da casa:

RENAM = REGISTRO NACIONAL DE MARACUTAIAS

Um candidato natural à chefia do órgão, seria o nobre senador Almeida Lima.  Welington Salgado corre por fora. Ideli Salvati também é forte concorrente. 

Quem você pensou  primeiro dificilmente seria reeleito.

Gil, em 03 de outubro de 2007

VERGONHA NACIONAL

Confira no Google: algum dispositivo de filtro foi colocado, de forma a não mais apontar para o SENADO FEDERAL  quando se procura "VERGONHA NACIONAL

Mas VERGONHA NACIONAL continuará sendo quase um sinônimo de SENADO, e a expressão VERGONHA NACIONAL continuará, em milhares ou milhões de sítios da Internet, escrita ao lado da sigla do SENADO FEDERAL.

Numa demonstração matemática simples:

"VERGONHA NACIONAL" = RENAN

RENAN = "SENADO FEDERAL"   (segundo declaração do próprio)

"VERGONHA NACIONAL" = "SENADO FEDERAL" 

q.e.d.

Repetindo, para que não esqueçam:

SENADO = VERGONHA NACIONAL

A VERGONHA NACIONAL CONTINUA 

Deu no  http://g1.globo.com/ 

02/10/2007 - 13h49 - Atualizado em 02/10/2007 - 22h02

(Ajudando a divulgar)

Conselho de Ética rejeita unificação de processos contra Renan

Decisão foi do presidente do conselho, Leomar Quintanilha.
O senador Almeida Lima fica com uma das representações.

ROBERTO MALTCHIK Do G1, em Brasília

O presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), revisou a decisão de unificar as representações três e quatro, que denunciam o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), por quebra de decoro.(links para o G1)

"Eu entendo que é prerrogativa do presidente a união das representações. Vou reformar a decisão de reunião das representações três e quatro. Mantenho o senador Almeida Lima como relator de um e indicarei amanhã o nome do terceiro relator", anunciou Quintanilha.

 A decisão contraria anúncio feito na segunda-feira (1) pelo presidente do conselho. Ele desejava que o senador Almeida Lima (PMDB-SE) relatasse ambas representações.

Quintanilha disse que escolherá no momento oportuno o nome para relatar uma das duas representações. Almeida Lima ficará com a relatoria de um dos casos, mas a decisão só será anunciada nesta quarta-feira (3).

Lima passou a sessão atirando. "Vossa Excelência já fala pela opinião pública brasileira? Vossa Excelência tem a capacidade de auscultar a opinião pública brasileira? Ou Vossa Excelência chega com base em algum item. Vossa Excelência não tem a representação nacional. O resultado das urnas não lhe foi favorável", questionou Lima ao senador Cristovam Buarque, que defendia a escolha de outro relator e disputou às eleições presidenciais de 2006 sendo derrotado no primeiro turno.
As duas representações que seriam relatadas por Almeida Lima foram apresentadas pela oposição. Na primeira, impetrada pelo Democratas e pelo PSDB, Renan é acusado de ter utilizado laranjas para adquirir empresas de comunicação em Alagoas. Em outra denúncia, de autoria do PSOL, o presidente do Senado é suspeito de ter participado de um esquema de arrecadação de recursos em ministérios liderados por seu partido, o PMDB.

ESTÁ NA HORA DE INVESTIGAR ALMEIDA LIMA. 

Sem acusar, mas "DIGA-ME COM QUEM ANDAS
...que te direi da vaca onde ordenhas.

02/10/2007 - 22h17 Do G1, com informações do Jornal Nacional

(Ajudando a divulgar)

Ricos têm três vezes mais anos de estudo do que pobres

Educação diminui diferenças sociais, segundo especialistas.
Desigualdade aumentou no Nordeste, onde tempo na escola é menor.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), divulgada na semana passada, mostrou que a desigualdade entre os cidadãos está diminuindo no Brasil. Mas os números mostram também que os 20% mais ricos da população têm quase três vezes mais anos de estudo que os 20% mais pobres. Os ricos passam 10,2 anos na escola e os pobres, 3,9. 

Veja o site do Jornal Nacional

Para o sociólogo Simon Schwartzman, é preciso melhorar a qualidade do ensino. “Criança que tem uma boa educação, vai ter muito mais chance de se educar bem depois. No Brasil, cresceu muito a educação escolar, mas ninguém sabe a qualidade que ela tem. E a qualidade aparentemente é muito ruim”, explicou o sociólogo.
Na última década, a desigualdade veio caindo no país. Mas no Nordeste aumentou, justamente onde o tempo na escola é menor e os trabalhadores têm menos qualificação.

Na opinião do economista Cláudio Frischtak, o Brasil já sente a escassez de mão-de-obra qualificada. “Do ponto de vista da desigualdade, nós podemos ter uma regressão. Isso porque, havendo essa escassez, nós vamos ter uma massa de pessoas não-qualificadas que vão ganhar relativamente menos e um número bastante menor de pessoas, altamente qualificadas, que vão ganhar muito mais”.

Pela garantia de  recursos para a educação  

Sem DRU não precisa CPMF

Milú  Villela *             

Na mesma  controversa emenda que prorroga a cobrança da PMF até 2011, que tramita na Câmara dos Deputados, está também a prorrogação  de outro mecanismo que, embora não desperte a Mesma atenção da  opinião pública, é decisivo para a qualidade da educação  brasileira e, portanto, para o futuro do País. Trata-se da  Desvinculação de Recursos da União (DRU).

Pais, mães,  educadores, autoridades educacionais, líderes de organizações  da sociedade civil e todas as pessoas interessadas na melhoria  do ensino público do País devem ficar atentos ao movimento que  se desenrola no Congresso para estender esse mecanismo por  mais quatro anos, uma vez que ele subtrai recursos de uma área  que deveria ser a prioridade número 1 do Brasil.

Para  melhor compreensão do problema vale destacar que a  Constituição federal obriga a União a investir em educação um porcentual mínimo de 18% do total de impostos arrecadados em  um ano. Acontece que esse valor não tem sido integralmente  aplicado na educação. Para flexibilizar a administração das  receitas o governo criou, em 1994, a emenda da DRU, visando a  utilizar mais livremente 20% dos impostos carimbados para áreas específicas, como saúde e educação. Isso significa, na  prática, que a quinta parte do investimento que seria  destinado à educação é desvinculada dessa área pela DRU,  permitindo ao  governo aplicar esse montante em projetos e  ações de outras áreas que julgue mais convenientes, urgentes  ou necessárias.

Evidentemente, uma emenda como essa  beneficia o gestor, na medida em que amplia sua autonomia na  definição de prioridades e na aplicação de receitas para  atender a elas. Mas, por outro lado, desobriga o uso pleno de  recursos num setor crítico, historicamente desprezado e, mais recentemente, considerado estratégico para a construção de um  novo modelo de País, mais justo e mais equânime na  distribuição de oportunidades de desenvolvimento para todos os  seus cidadãos.

Com a DRU - é bom que se frise - a  educação perde, sim, recursos importantes que poderiam ser  investidos, por exemplo, na melhoria das instalações  escolares, na construção de bibliotecas, na compra de equipamentos ou na capacitação de professores. Os números dão  bem a medida do rombo. E devem ser analisados com elevado  espírito cívico.

Estima-se que, por causa da DRU, entre 1998 e  2007 algo em torno de R$43,5 bilhões tenha sido retirado do  financiamento da escola pública no Brasil.

O  investimento em educação básica corresponde hoje a 3,2% do PIB nacional. Educadores, especialistas e organizações da sociedade civil, como o Todos Pela Educação, defendem que  alcance o patamar mínimo de 5%.

Mais recursos significam, a  rigor, maior fôlego para promover o salto educacional de que o  País necessita.

Apenas para se ter uma idéia do tamanho  do desafio, hoje o Brasil investe US$ 870 per capita/ano nas  quatro primeiras séries do ensino fundamental. O México aplica  o dobro disso. A Coréia do Sul, cinco vezes  mais.

Impossível tratar de desenvolvimento social,  portanto, sem abordar a educação de qualidade. Impossível  imaginar mais qualidade na educação sem orçamento compatível  com a necessidade gerada pelo histórico déficit da área.  Embora não seja o único fator relevante - a gestão adequada  dos recursos também tem peso significativo -, o investimento  inferior ao que
seria necessário explica, em alguma medida,  por que os alunos brasileiros aparecem sempre nas últimas  posições do ranking mundial de aprendizagem em Língua  Portuguesa, Matemática e Ciências.
Na semana passada, o  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)  divulgou resultados de sua Pesquisa de Orçamento Familiar 2003/2004 que apontam uma clara relação entre o número de anos  de estudo de uma pessoa e a renda familiar. Nas famílias em  que há, por exemplo, um integrante com ensino superior, a  renda média salta de R$ 1.215,24 para
R$ 3.817,96. Esses  números reforçam a tese de especialistas de diferentes  formações que atribuem à educação o status de instrumento mais  eficaz na diminuição das desigualdades do País. O desafio da  universalização, na faixa etária de 7 a 14 anos, foi  praticamente superado nos últimos 15 anos. Resta agora  oferecer uma educação que assegure à criança e ao jovem
 condições de aprender para valer. E não de  faz-de-conta.

Pela lei, a DRU deveria extinguir-se em  2007, mas o governo já encaminhou emenda para a sua  prorrogação. E espera que ela seja votada na Câmara dos  Deputados ainda neste mês de setembro. Felizmente, está em  curso um movimento de reação liderado pela Comissão de  Educação e Cultura da Câmara, com a participação ativa dos  deputados Gastão Vieira (PMDB-MA) e
Raquel Teixeira (PSDB-GO).  Ao Congresso Nacional caberá analisar uma proposta de emenda à  Constituição (PEC) que defende a revinculação progressiva dos  recursos destinados constitucionalmente à educação.

Oportuna e  bem-vinda, a PEC, de autoria do deputado Rogério Marinho (PSB-RN), propõe a redução dos 20% da DRU em 5% ao ano até a  sua completa extinção em 2011. Com essa medida se prevê um  acréscimo de R$ 17 bilhões de investimentos para a educação  brasileira nos próximos quatro anos. Se passar a emenda do  governo, R$ 28 bilhões serão retirados da escola pública, com  enorme prejuízo para a sua qualidade, no mesmo  período.

Fique de olho, mobilize-se, cobre do deputado  em quem votou e esteja atento para o que vai ser decidido nos  próximos dias.

O fim da DRU é uma vitória da cidadania,  um gesto importante em defesa da educação e do futuro do País.

*Milú Villela, embaixadora da Boa Vontade da  Unesco, membro fundador e coordenadora da Comissão de  Articulação do compromisso Todos pela Educação, é presidente  do Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo e do Instituto  Itaú Cultural

         Enviado ao UFJFLivre por Alvaro Quelhas

INVERSÃO DE VALORES

Uma psicóloga que assistiu o filme Cazuza escreveu o seguinte texto:

"Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisa estarrecedora. As pessoas estão cultivando ídolos errados.
Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza? Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo, inadmissível.
Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado. No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta.
São esses pais que devemos ter como exemplo?
Cazuza só começou a gravar pois o pai era diretor de uma grande gravadora.
Temos vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante.
Cazuza era um traficante, Como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não.
Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme. Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas,  participar de bacanais, beber até cair e outras coisas fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou.
Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria?
Como no comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor.
Devo lembrar aos pais que a morte de Cazuza foi conseqüência da educação errônea a que foi submetido. Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissesem NÃO quando necessário? Lembrem-se, dizer NÃO é a prova mais difícil de amor. Não deixem seus filhos à revelia para que não precisem se arrepender mais tarde. A principal função dos pais é educar. Não se preocupem em ser amigo de seus filhos. Eduque-os e mais tarde eles verão que você foi a pessoa que mais os amou e foi, é, e sempre será, o seu melhor amigo, pois amigo não diz SIM sempre."

Karla Christine
Psicóloga Clínica

Cancelando a conexão...

Quando descobri quem era o presidente de honra da NET, pedi o cancelamento de minha ligação à Internet, via cabo.  Já não andava satisfeito com o atendimento: um pagamento feito em duplicata não foi devolvido, o suporte técnico não sabia ligar um Macintosh à Internet e minha conta estava cada vez mais cara, muito mais que as contas novas.  E ajudar a financiar assassinato de iraquianos seria demais para minha consciência. O cancelamento foi antológico:

Liguei para a NET em Juiz de Fora:  "Não fazemos cancelamento,  ligue para Niterói, numero X".

Liguei para o tal número: "Se seu assunto é  TV, digite 1, se for banda larga, digite 2" -  disquei 2.

"Se é  cliente novo, digite 1, se quer tratar de sua conta, digite 2, se ... se... se quiser ser atendido por um de nossos funcionários, digite 9" -  digitei 9 - estava ocupado. Caiu a ligação depois de uns dois minutos.  Liguei de novo.

"Se seu assunto é  TV, digite 1, se for banda larga, digite 2" -  disquei 2.

-"Se é um cliente novo, digite 1, se quer tratar de sua conta, digite 2, se ... se... " . Desta vez, optei por discar 2. Atendeu uma telefonista fanha: "Ômos â NET, Eseja?" -

-Senhorita, eu quero cancelar minha conta: Meu nome é CXCXCX,  meu endereço é JHJHJH, o que devo fazer?   "ual é o êeu cêpêéfe ?" -989898989, respondi. "ual é o êu úmero di códi di êgistro di âncelamento?" -Não sei, senhorita.  Nem sabia que tinha algum código. Com os dados que dei você não consegue me identificar como cliente? -"iim, jhá ishtou um hua fisha, mash hêssizo do úmero de códi di êgisto di âncelamento."

-Senhorita, se a ficha já está na sua frente, basta que leia o código. Eu já disse que não sei.    "Ou ânsferir sua liação"    -  pim-pirim-pirim pirim....pirim. Atendeu outra telefonista. Nada, era a mesma. Estatisticamente impossível duas telefonistas fanhas em série. "Imm? NET. Ô í eseja?"

-Eu quero cancelar minha conta: Meu nome é CXCXCX,  meu endereço é JHJHJH, o que devo fazer? -"Ou âsnsferir para o êtôr di ânsselamentos". pim-pirim-pirim pirim....pirim. -"ôis não?? êtor di ansselamentos di contas.  êseja??"  (Será que tem de ser fanho para trabalhar lá?)

Senhorita, meu nome é CXCXCX,  meu endereço é JHJHJH,, já cancelei o pagamento para a NET no banco, já fui transferido 3 ou 4 vezes de um telefone para outro, quero que desliguem o  cabo de internet, este telefonema é interurbano, e eu tenho de ir trabalhar. Já não estou ligado fisicamente ao cabo da NET, estou com conexão por rádio por outra empresa. O que preciso fazer para cancelar a minha conta? -"U ênhor hér ancelar a conta ur kê?"

Senhorita, eu não preciso dar explicações dos motivos pelos quais eu quero cancelar a conta. Meu tempo é curto, não estou usando o cabo de vocês, já me desliguei e já cancelei o pagamento no banco. O QUE PRECISO FAZER PARA CANCELAR ESTA BENDITA CONTA? -"Nada, senhor, vou lhe dar o número de protocolo, ou código de cancelamento de conta (incrivelmente, a fanhice desapareceu! deve ter sido um milagre de são bento!) Anote: é 16375XX. Muito obrigado por sua ligação. Sua conexão será desligada no próximo dia 30. Esse contato foi muito importante para nós. Boa tarde"

O tempo total para conseguir o maldito número foi de 17minutos e 14 segundos. O desligamento físico do cabo... Colocarei aqui a data - se e quando  for efetuado. 

Lembram-se do garoto símbolo da revista MAD? Parece que aquele menino cresceu... e virou presidente de honra da NET. Além de enorme (se não for O MAIOR) acionista da indústria bélica nos esteites... Será por isso que o atendimento é assim?        (As iniciais são: G W B)

Gil, em 28 de setembro de 2007

Crise no Senado 

Acordo pode abrir caminho para votar CPMF Governo e oposição devem decidir sobre voto secreto para liberar pauta. Nada é votado na Casa desde a absolvição de Renan.

Estou com preguiça para comentar... 

Para isso, eles devem usar os intestinos outra vez... 

Leia lá no G1, meu rei... 25 de setembro de 2007

Aprenda a chamar a polícia


Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.

Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro. Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranquilamente.

Liguei baixinho para a polícia informei a situação e o meu endereço.
Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.

Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma:
- Oi, eu liguei há pouco porque tinha  alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!

Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.

Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado.  Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da  Polícia.

No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:
- Pensei que tivesse dito que tinha matado o  ladrão.

Eu respondi:

- Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível.

Luís  Fernando Veríssimo.

Enviado pela Marize, por e-mail, em 21 de setembrode 2007

NOTA DE FALECIMENTO...


Faleceu em 12 de Setembro de 2007 em Brasília o Senado Federal,
acometida por infecção ética e moral generalizada. A Instituição
não resistiu à sessão secreta dos ilustres senadores e morreu longe
do povo, por falência múltipla dos órgãos institucionais.

Que Deus nos dê forças para bradarmos a nossa indignação e nos
ilumine para revertermos tamanha tragédia.


(a) População Brasileira. 

Enviado pelo Ique Rangel em 18 de setembro de 2007 

CRIME ANUNCIADO

A ITÁLIA NÃO TEM TRATADO DE EXTRADIÇÃO COM O BRASIL. Se você pretende cometer um crime financeiro, providencie cidadania italiana. Valerá também para seus filhos. É isso que se chama crime anunciado, com impunidade garantida. Não pode é se distrair, e ir jogar naqueles grandes cassinos pensando que ainda está na Itália. Tem de saber Geografia...

Escute quem não é surdo. Veja quem não é míope. Ter olhos e ouvidos não basta.

Gil, o Profeta, em 17 de setembro de 2007

ENQUANTO OLHAMOS PARA O FUTEBOL E PARA O FALECIDO SENADO, NÃO VEMOS O QUE FAZEM O PIOLHO-DE-COBRA, E SEU PARTIDO. NESSE MEIO TEMPO, É APROVADA A PRORROGAÇÃO DA CPMF, E VEM MAIS IMPOSTOS POR AÍ. Os camelos estão sedentos.

Vergonha Nacional no Google é sinônimo de Senado Federal

Um movimento está se espalhando pelo país. Toda vez que alguém pesquisa a expressão "vergonha nacional" no Google ( clique aqui para pesquisar) vai aparecer na primeira linha do resultado da pesquisa o site do SENADO FEDERAL.

Sem dúvida alguma é uma forma inteligente de fazer uma corrente virtual política, explorando uma característica do maior motor de busca do mundo, o Google. Com certeza esta moda vai pegar e provavelmente vai fazer com que o Google tente mudar seu famoso e eficiente método de classificação de páginas web.

A idéia funciona porque o mecanismo que o Google usa está baseado, entre outros, no método bem conhecido da academia: a citação . Como se sabe, um artigo científico é tão mais importante quanto mais for citado por outros artigos, principalmente se for citado por artigos também importantes. Lembrem-se que os ex-meninos do Google eram universitários quando tiveram essa grande sacada e montaram uma micro empresa que hoje é uma potência adquirindo dezenas de empresas pelo mundo afora, inclusive no Brasil.

Sabendo disso, milhares de blogueiros e sites brasileiros colocaram nas suas páginas a expressão " vergonha nacional" apontada para a página do Senado. Desta forma existem, hoje, milhares de páginas com citações deste tipo. Os robôs do Google detectam estas citações, sem saber, entretanto, que elas foram fabricadas propositalmente para marcar uma posição política.

A conseqüência disso é que toda vez que alguém pesquisar "vergonha nacional" no Google, irá aparecer a página do Senado como primeiro resultado da busca.

Um aviso, neste momento (23 h de domingo, 16 de setembro), o site do Senado está fora do ar. Isto pode ser por uma sobrecarga de acessos ou mesmo propositalmente.

Paulo Villela

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LUTO

Não foi um senador o julgado, nesta tarde de 12 de setembro. Foi o senado. Esta data passará à História como o Dia da Infâmia. 

Gil, em 12 de setembro, às 17h45min

 

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Proponho o BOICOTE a todas as empresas que promovem o número entre o dois e o quatro, 

e que faz ou ajuda a fazer propaganda subliminar. Estudem a idéia.

TÁ EXPLICADO... Créditos para o http://OVOAZUL.ZIP.NET 

Se não fosse tão triste, seria uma excelente anedota:

 

Em 1964 corria como piada que o falecido DOPS premiava com mil cruzeiros cada delação. Uma pessoa perguntou:
- "Se eu delatar 30 subversivos ganho 30.000 cruzeiros?"
O agente do DOPS respondeu:
- "Quem conhece 30 comunistas vai preso, pois é do ramo!"

O que se pode dizer de um sujeito que está rodeado por 40 indiciados, corruptos e corruptores, que ele conhece tão bem que até os convidou para elevados cargos de confiança?
Não tenha dúvidas:

- "O companheiro é do ramo...".

Gil, em 12 de setembro de 2007

Deu na Folha on-line

Japão
Primeiro-ministro Shinzo Abe renuncia a cargo

12 de Setembro de 2007 | 07:27

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, anunciou nesta quarta-feira, em discurso transmitido pela televisão, que deixará o cargo. No governo há apenas um ano, Abe diz que o país precisa de um novo líder para "combater o terrorismo". O premiê vinha sendo pressionado a renunciar desde que seu partido, o Liberal Democrata, foi derrotado numa eleição parlamentar em julho. O mesmo partido escolherá o novo premiê em reunião marcada para a próxima quarta.

Abe tentou permanecer no governo depois da derrota eleitoral, dizendo que precisava levar adiante as reformas prometidas pelos liberais-democratas. Com seus índices de aprovação em queda, porém, não resistiu às pressões. "Na situação atual, seria difícil levar adiante políticas eficazes que conquistariam o apoio e a confiança do público", disse Abe. "Decidi que precisamos mudar essa situação. As pessoas precisam de um líder que podem apoiar e confiar."

Abe não marcou data para sair do governo, mas disse que seu partido deve começar a procurar um novo líder -- quando ele for escolhido, a saída será consumada. Para os analistas políticos japoneses, o favorito para o cargo é o secretário-geral de seu partido, Taro Aso, aliado próximo de Abe. A escolha do novo líder do partido, daqui a uma semana, indicará automaticamente o novo primeiro-ministro -- quem substituir Abe no partido também assumirá o governo.

O primeiro-ministro, de 52 anos, foi o mais jovem líder japonês desde o fim da II Guerra. Sua popularidade despencou depois de uma disputa sobre reformas previdenciárias e uma série de escândalos financeiros envolvendo ministros de estado. A renúncia pegou o Japão de surpresa. A bolsa de valores de Tóquio fechou em baixa depois do seu anúncio. A oposição considerou que Abe foi "irresponsável" ao deixar o governo agora, ao invés de ter saído já em julho.

O Japão é um país que tem de ser respeitado: os japoneses são cultos, bem-informados, e seus dirigentes tem o conceito de HONRA. Gil, em 12 de setembro de 2007

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RECLAMES E PROPAGANDAS

A cada dia fico mais convencido que todos os esquemas de lavagem de dinheiro passam por agências de propaganda.
Já notaram que sempre tem uma nos escândalos? É carequinha no Mensalão, dudinha paz e amor nas maiores movimentações, por que? Como diria a falecida Carmem na declaração do Imposto de Renda, "puta não dá recibo". Nem eles, e os fiscais - se é que existe alguém que fiscalize - não sabem quantificar o valor das porcarias de reclames que fingem vender a preço de ouro.

Perceberam que não há como estabelecer um preço para a péssima propaganda eleitoral com que somos massacrados? Tem de ser caríssima, pois se estivessem em outra área qualquer, atores e autores morreriam de fome. Mais mereciam era fossem defenestrados do último andar do prédio mais alto. A tortura para a eleição do ano que vem já começou. E quem paga essa conta somos nós, ou agora, ou quando alguns desses canalhas forem eleitos.

O esquema é tão porco que nem mais se dão ao trabalho de fingir que fazem propaganda. A que fazem só empurra a votar nos outros, o que dá na mesma. Vote em, mim sou o zé da cachorra. Quero me arrumar. Com teu dinheiro, trouxa. Aí você vota no outro, por que não o viu dizendo a mesma merda. Ou não entendeu, pois ele falou com outras palavras.

Não importa mais qual seja o eleito, o esquema já está formado há muito tempo.  Ninguém mais indaga quanto custa a poluição visual pregada na parede, o papel moeda transportado em malas, a GXXXkorp, o Dudinha, a cachoeira de dinheiro nas propagandas oficiais do governo, dos partidos, do piolho-de-cobra ou dos governadores. Putas não dão recibo. O dinheiro trafega e é traficado com nomes como caixa dois, sobras de campanha. E a resposta continuará sendo: EU NÃO SABIA DE NADA, NÃO SEI, NINGUÉM ME INFORMOU, FUI TRAÍDO, MAS NÃO CONTO POR QUEM...

Depois de algum tempo, os crimes prescrevem, e os caras aparecem em suas cidades de origem, compram duas ou três fazendas, ganham algumas vezes na loteria, tudo lavado e brilhante como anúncio de sabão em pó. Pagam em dólar e/ou usam laranjas,  não precisam explicar nada, são cidadãos de primeira linha, acima de qualquer suspeita. Ou fogem para a Itália, de onde não poderão ser extraditados porque tem cidadania... ou são filhos de quem tem. E se você desconfiar e gemer, será processado por difamação, nunca por calúnia, que daria muito mais lucro se fosse mentira, mas nenhum lucro se v. provar que é verdade.

Aí, você finge que acredita. Eu também. E continuamos a pagar a conta, pois os IDIOTAS somos nós. E em terra de burro, se anuncia o golpe que vai ser dado, para que eles façam fila para serem enganados.

E por falar em burrice, qual foi o gênio financeiro que colocou aquela linda menina com a camiseta com o numero TRÊS na propaganda que está no site do BANCO DO BRASIL? Conhece propaganda sub-liminar? É por isso que estou aos poucos diminuindo meus investimentos nesse banco. Antes que ele se torne deficitário, como o BANCO DE CRÉDITO REAL, que também se tornou uma casa da mãe joana com presidentes e diretores politicamente nomeados. Vou empatar em imóveis. Dá prejuízo, mas fica muito difícil perder tudo de uma vez. E não vai ser em propriedades em Miami, nem na Itália, porque eu tenho honra. Mesmo envergonhado, continuo sendo brasileiro.

Para quem sabe, os grifos são referencias diretas. Mas não cito nomes, que não sou trouxa. Ser pedra é bom, mas ser vidraça é uma merda.

Gil, 10 de setembro de 2007

(fonte: http://tourolouco.blogspot.com/ )

PERGUNTAR NÃO OFENDE: 

Todos os 260.000 pagarão dízimo ao partido? 

Quem  pagará tantos salários?

ZELITES

Recentemente, fui acusado de pensar como as elites, ou talvez de pertencer à elite. Estranhei o termo, usado hoje de forma tão depreciativa, e que era elogio na época em que eu era jovem. Assim, fui consultar o “Pai dos Burros”.   

No Dicionário Escolar de Francisco da Silveira Bueno, elite tem significado único: “escol, nata, fina flor”.

No Aurélio, aparece como “o que há de melhor em uma sociedade, ou num grupo; nata, flor, fina flor, escol”. Com significado sociológico, surge “minoria prestigiada e dominante no grupo, constituída de indivíduos mais aptos e/ou mais poderosos”.

No Koogan-Houaiss: 1:o que há de melhor em uma sociedade, o escol, a flor.” 2: “minoria mais culta ou mais forte, dominante no grupo.”.  

Parei minha pesquisa aí. De tanto ouvir uma elite de canalhas vociferar contra “azelite” que não deixa que o hômi trabalhe, contra “azelite” que critica inocentes só por usaram milhões de reais para subornar parlamentares, contra “azelite” que comete o pecado de produzir e gerar empregos reais , também cheguei a pensar que ELITE fosse um termo depreciativo.

Não é! Elite é o maior dos elogios que se pode fazer a alguém. Tive a felicidade de estudar e lecionar com uma elite de alunos e professores em universidades elitistas, porquê  exclusivamente por mérito se passava no vestibular! Sei que nesse convívio tornei-me um ser humano melhor do que se tivesse crescido ao lado dos piolhos-de-cobra que infestam o meio político deste país.

Amigo, obrigado pelo elogio. Ainda não o mereço. Quem sabe, um dia...

Gil Carvalho Paulo de Almeida, em 4 de setembro de 2007

"Meritíssimo, eu só enfiei a faca. Quem matou foi Deus." 

 E assim, o católico juiz (que também era senador) absolveu-o...

Estava no http://br.noticias.yahoo.com/ 

Já que perguntar não ofende...

Brecha jurídica pode beneficiar 5 deputados do Mensalão                

Dom, 02 Set, 08h39

Uma brecha jurídica pode dar aos cinco deputados réus no processo do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura o mensalão a chance de suspender os julgamentos enquanto exercerem os mandatos. Os parlamentares, quando modificaram a Constituição para facilitar a abertura de processos contra deputados e senadores pelo Supremo, deixaram uma espécie de salvaguarda para evitar, segundo eles, 'perseguição' ou 'exploração política' do Judiciário.

O artigo da Constituição, modificado em 2001, acabou com a exigência de autorização do Legislativo para que o STF abrisse processo contra deputados e senadores, mas, ao mesmo tempo, incluiu a possibilidade de a Câmara e o Senado sustarem os processos a qualquer tempo até o julgamento do tribunal.

(Estaria tudo planejado desde 2001?)

A possibilidade de suspender o processo contra os deputados já é tema de discussão, ainda sem provocação formal, por assessores e consultores jurídicos da Câmara. Há os que defendem que a suspensão só é possível se o processo referir-se a eventual crime cometido no mandato atual. Porém, há quem entenda que os réus exerciam mandato, exceto José Genoino (PT-SP), quando o fato que motivou o processo ocorreu e que, portanto, houve renovação de mandato, persistindo assim a situação do suposto crime. Os deputados João Paulo Cunha (PT-SP), Paulo Rocha (PT-PA), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT) já estavam na Câmara em 2005, quando estourou o escândalo.

Defensores das duas linhas de interpretação concordam que há espaço para os deputados se protegerem. Argumentam ainda que o assunto deve provocar discussão sobre prerrogativas de Poderes. A Câmara, segundo esse entendimento, não vai querer abrir mão da possibilidade de sustar processos contra seus deputados se considerar conveniente. 'O Supremo não pode impedir que a Câmara, caso queira, suspenda o processo', argumentou um assessor jurídico. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Mas se a Câmara suspender qualquer processo, não estará confessando CONIVÊNCIA?

Recebi por e-mail. Leia. 

È questão de nossa sobrevivência como gente, como cultura, como nação.

PATRIMÔNIO MORAL

Você já pensou no que faria se alguém tentasse invadir ou roubar os bens materiais que lhe pertencem? As pessoas, de um modo geral, lutam para defender seu patrimônio, mesmo que para isso seja necessário se expor de forma perigosa. No entanto, muitos são os que permitem que outro patrimônio, bem mais valioso e efetivo, seja saqueado com facilidade. 

Trata-se do patrimônio moral.

Enquanto os bens materiais não nos pertencem de fato, pois a qualquer momento podemos deixá-los aos herdeiros, por ocasião da morte, ou perder por um motivo qualquer, o patrimônio moral é o único tesouro que realmente nos pertence.

Mas, de que forma nosso patrimônio moral pode ser dilapidado? Isso ocorre de uma maneira tão sutil que quase não nos damos conta.

Quando, num restaurante, por exemplo, o garçom nos pergunta se queremos uma nota de valor maior para usar em alguma prestação de contas, está nos convidando a ser desonesto. E, no caso de aceitarmos, a diferença entre a despesa e o valor da nota será o preço pelo qual vendemos um pedaço do nosso patrimônio moral. E geralmente é muito barato. Nesse caso vemos o quanto barateamos esse tesouro.

Outro exemplo é quando tentamos substituir uma multa qualquer, seja fiscal ou de trânsito, por uma propina. Nesse caso não somente estamos empobrecendo nosso patrimônio moral, como também sugerindo o mesmo ao profissional que nos autua.

Quando arranjamos um atestado médico falso para justificar uma falta ao trabalho, estamos dilapidando nosso tesouro moral.

Quando fazemos uma compra e o caixa se engana, dando-nos o troco a maior, e não devolvemos essa quantia, ficamos um pouco mais pobres moralmente.

Quando o comerciante adultera a balança ou a mercadoria para vender menos e cobrar mais, está desvalorizado seu patrimônio real.
Quando o eleitor empenha seu voto em troca de um benefício qualquer, está comercializando seu bem mais precioso.

Isso sem falar naqueles que utilizam bens ou valores de terceiros, ou do erário público, para saquear a moral alheia. Nesse caso, ficam ainda mais empobrecidos moralmente, pois desconsideram a confiança que lhes foi depositada.

Enfim, são tantas as maneiras de vender ou desperdiçar nosso patrimônio moral, que é preciso ficar atento para não nos tornarmos mendigos morais em pouco tempo.

Como podemos perceber, o cuidado com os bens materiais é válido, mas não podemos deixar de preservar o patrimônio moral, o único que poderemos levar conosco pela eternidade afora. Era a esse tesouro que Jesus se referia, dizendo que nem a traça nem a ferrugem consomem e ladrão nenhum pode roubar.

Você sabia? Você sabia que muitos empresários já estão atentos para as qualidades  morais das pessoas que desejam contratar? Depois que várias empresas foram à falência por causa da desonestidade de funcionários que ocupavam cargos de confiança, o fator moralidade passou a > ter maior peso dentre os pré-requisitos dos candidatos ao emprego.

Por essas e outras razões, vale a pena garantir a integridade desse bem de  valor inestimável, pois ele é o nosso passaporte para a conquista de um mundo melhor.

Abraços, Gisele.

            Contribuição do Walfredo, em 2 de setembro de 2007

LENÇOL CURTO

Essa discussão sobre voto aberto ou fechado está parecendo lençol curto. Quanto mais se tenta esconder a cara, mais aparece a bunda.

                      Gil, 31 de agosto de 2007

Se concordo e acho justo, ajudo a divulgar. (Gil, em 30 de agosto de 2007)

Carta aberta para Renato Aragão

           RIO,  27 DE AGOSTO DE 2007

            Querido Didi, há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras.

          Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu nome para colar nas correspondências).

          Achei que as cartas não deveriam sem endereçadas a mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta.

            Não foi por "algum" motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos). Você diz, em sua última carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.

            Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas, mas comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula. A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da família. Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não mata ninguém. Estudei na escola da zona rural, fiz  supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma microempresária.

             Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos impostos embutidos em cada alimento, em cada produto que preciso comprar para minha família.

            Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na  escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem.

            Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais.

            O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa dinheirama toda não têm a educação como prioridade. O dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal. Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda?

            Você diz em sua carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele é "o cara". Ele tem a chave do cofre. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para  melhorar a  qualidade de vida das pessoas.

            No último parágrafo da sua carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da "minha" doação, que a "minha" doação faz toda a diferença. Lamento discordar de você Didi. Com o valor da doação de R$15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias.

            Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar. Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.

           Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.

            Outra coisa Didi, mande uma carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os professores. Só escolher quem de fato tem vocação para o ensino. Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação. Peça para ele, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas, possam desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.

            Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando...

            Eliane Sinhasique - Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari

PS: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal educada: vou rasgá-la antes de abrir.

Creio que perceberão: entra governo, sai governo, os problemas são os mesmos. Não se agüenta mais o rodízio de canalhas e imbecis que desprezam a educação e só se preocupam com os próprios bolsos. Povo ignorante elege ignorantes. Pensa eleger pobres como ele, e fabrica chupins milionários. E com isso continuará faminto, de conhecimento e de trabalho e de comida e de teto e de saúde. Está faltando um Cincinatus, que tinha honra.

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Cincinatus

Citação (conscientemente errada - Há dois erros na última frase)

Os Quarenta já estão sendo processados. 

Quando irá Ali Baba à barra do tribunal?

Gil, em 29 de agosto de 2007

CETERUM CENSEO BRASILIA DELENDA EST

A incúria no trato da coisa pública (“res publica”), a negligencia contra a cidadania, o peculato contra o erário público, A carga tributária confiscatória, o campo minado de multas nas ruas e estradas, a corrupção generalizada em todos os níveis de poder, e outras mazelas dos políticos brasileiros e membros dos três poderes parece um PESADELO sem fim! Não será através da justiça apenas que conseguiremos dar um fim em todo isto, necessitamos de uma catarse contínua para depurar o CORPO DO ESTADO BRASILEIRO.

CETERUM CENSEO BRASILIA DELENDA EST é apenas a síntese de uma idéia para a catarse. Se esperarmos os processos “transitarem e julgarem” todos os acusados dos crimes acima, eles continuaram a usufruírem dos produtos dos crimes. A frase latina poderá ser substituída por CETERUM CENSEO HOMO POLITICUS BRASILIENSIS DELENDA EST, mas precisa ser algo muito forte para impor respeito e medo no político brasileiro.

Vamos trabalhar mais a idéia de “NÃO VOTAR MAIS EM POLÍTICO QUE TENHA EXERCIDO QUALQUER CARGO PÚBLICO OU REPRESENTATIVO”. Para começar podemos pensar em fazer um projeto de lei dando a praça dos três poderes o nome de PRAÇA CINCINATO, já indicando para todos que ali estiverem em cargos públicos (mas também em todas filiais de Brasília), que eles devem se comportar como CINCINATO e não terão segundo ou outros mandatos. Afinal, Política não é meio de vida, mas apenas um serviço que se presta a Pátria. Meio de vida deve ter a finalidade de manutenção da vida do homem e garantir aumento do produto interno bruto.

Vá pensando nisto ! quem sabe podemos aprimorar a idéia e encontraremos um chance de criar um futuro para as próximas gerações.  

Geraldo Roberto de Almeida, em 27 de agosto de 2007

Lucius Quincius Cincinatus,(519- 439 a .C.) foi general, cônsul e por um certo período, ditador romano, por determinação de Senado. Conta-se que fora designado pelo Senado, enquanto cônsul, para apaziguar uma contenda entre os tribunos e os plebeus, a respeito da Lei Terentilia Arsa, ao que, cumprida tal tarefa, retornou à sua vida pastoril. No ano de 458 a .C.,fora de novo sugerido como alternativa para a salvação romana, quando da ocasião da invasão de Roma por tribos bárbaras, dever para o qual contou com poderes absolutos,já nomeado dictator.

TRÊS É PODRE !    BOICOTE JÁ!!

NÃO ao 3 !     TRÊS É PODRE! 

A partir de agora, você começará a ver em propagandas meio sem sentido, sem nexo, falando vagamente sobre:   Decida pelo 3. Escolha o 3. Prefira o 3.

Em psicologia, chamamos isso de mensagem subliminar, isto é, algo aparentemente sem importância e sem sentido, que passa como um relâmpago diante de nossos olhos e de nossas mentes, sem dizer muito claramente a que veio, mas que vai deixando seu rastro e sua marca, lá no fundo, em nosso inconsciente... Essa técnica foi largamente utilizada na 2ª. Grande Guerra, por ambos os lados e servia como preparação e introdução prévia para recados mais explícitos que chegavam mais tarde.

Os publicitários são doutores nessa história da indução subliminar e, creio eu, parece que até existem algumas limitações para a utilização desse recurso, por parte do código de ética da publicidade. Afinal : que história é essa do 3 ?

Os estrategistas da perpetuação do PT no poder, algo que só não vê quem não quer, já Estão sutilmente preparando a grande jogada do 3º mandato de seu chefe maior, o presidente Lula. A realidade de hoje, não deixa outra alternativa ao PT, nesse seu projeto à la Fidel e à la Hugo Chavez ; afinal, quem poderia ser o outro candidato para manter o partido eternamente no poder, como planejam seus líderes?

São todos extremamente fracos e sem representatividade perante a população brasileira, o que já estaria definindo à priori, a derrota e o desmoronamento do sonho de continuidade. Opções de alianças com alguém fora do Partido nem pensar : afinal a turma do PT correria riscos e isso, jamais seria aceito pela militância exclusivista do PT.

Nas próximas semanas será realizado um mega encontro dos petistas, onde a palavra chave será a realização de um plebiscito restrito-nacional, envolvendo somente o voto dos políticos do País ( governadores, prefeitos, senadores, deputados, vereadores, etc. ) aos quais será colocada a opção básica-única: Você apóia a Emenda Constitucional que permitiria o 3º Mandato ?

É claro, conhecendo como conhecemos nossos políticos, facilmente "cooptáveis" por favores e emendas do sistema de poder, já sabemos exatamente como será a resposta a esse "plebiscito de araque". Entendeu agora da onde saiu aquela história do 3 ? Foi dada a largada para a perpetuação no poder do PT.

O Banco do Brasil saiu na frente: está circulando sua nova propaganda, bem ao estilo da mais pura mensagem subliminar: O Planeta é todo seu ! Tome 3 atitudes por ele todo dia !

(*Vejam no site  http://www.bb.com.br/portalbb/home/geral/index.bb *)
Engraçado : por que não tomar 5, 10, 20 atitudes para salvar nosso Planeta ? Por que somente 3 atitudes ? . . .

Na propaganda acima, além do texto, o número 3 aparece em tamanho ampliado na camisa de uma doce meninha com cara de anjo ! Não fique parado ! Desde agora, vamos matar no nascedouro essa história do 3!

Converse com seus amigos, comente, opine. NÃO ao 3 !

Enviado pelo Vitório, em 28 de agosto de 2007

Podem me chamar paranóico, mas tenho o poder de escolher. 

Que pena, sempre fui muito bem tratado nesse banco.Aos poucos, para não ter prejuízo, investirei em outros bancos. Evitarei negociar com quem participar desta palhaçada.  Gil

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Sam Walton

Pedido de cassação de Renan se apóia no patrimônio  

26 de agosto de 2007

Por Josias de Souza (*)

Depois de toda a controvérsia provocada pelos supostos negócios agropecuários de Renan Calheiros (PMDB-AL), a venda de carne será mencionada no relatório final do Conselho de Ética do Senado em posição secundária. O principal fundamento do pedido de cassação do mandato do presidente do Senado será extraído do cruzamento de sua renda com a evolução de seu patrimônio.

Concluiu-se que Renan imobilizou praticamente tudo o que recebeu. Não dispunha de sobra financeira para bancar os cerca de R$ 395 mil repassados, entre 2004 e 2005, à jornalista Mônica Veloso, com quem o senador teve uma filha. Como se recorda, o que levou Renan ao Conselho de Ética foi a suspeita de que a pensão à filha foi paga com dinheiro da Mendes Júnior, entregue à ex-amante do senador por um dos diretores da empresa, Cláudio Gontijo.

O relatório recomendando que o mandato de Renan seja passado na lâmina será assinado apenas por dois dos relatores do Renangate: Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS). Almeida Lima (PMDB-SE), o terceiro relator, redige um voto paralelo. Na próxima terça-feira (28), às 15h, haverá uma reunião da trinca de relatores. O encontro será conduzido pelo dissenso.

Os dois relatórios – um pedindo o escalpo de Renan, outro recomendando a sua absolvição — vão a voto na quinta-feira (30). Estima-se que o texto de Casagrande e Marisa Serrano prevalecerá sobre o de Almeida Lima no Conselho Ética. Até o presidente do Senado já conta com isso. Há 15 votos em jogo.  Prevê-se um placar mínimo de oito a sete a favor da cassação.

Os dados do relatório anti-Renan estão sendo extraídos da perícia feita pelo Instituto de Criminalística da Polícia Federal. Há uma análise das declarações de Imposto de Renda do senador. Aponta um “alto índice de imobilização” da renda. Descontando-se dos rendimentos de Renan todo o dinheiro que ele transformou em patrimônio, sobrou muito pouco para o pagamento das despesas pessoais.

Em 2002, por exemplo, o IR de Renan indica que ele dispunha do equivalente a R$ 2.320 para cobrir os gastos do dia-a-dia. Em 2004, R$ 8.570 mensais. Menos do que os cerca de R$ 12 mil que diz ter repassado a Mônica Veloso. Em 2005, o quadro revelou-se ainda mais dramático: Renan imobilizou mais do que toda a renda que teve no ano. Restou um buraco de R$ 24.570. É como se o senador tivesse vivido de brisa. Não lhe sobraram recursos nem para as despesas mais comezinhas: alimentação, roupas, água, luz, telefone, etc.

Ao notar que a perícia da PF triturara a versão que sustentara em sua defesa, Renan tirou da cartola um coelho extemporâneo. Depois que o relatório dos peritos já estava redigido, o senador saiu-se com a novidade de que contraíra um empréstimo de R$ 178 mil. Apresentou um contrato de mútuo e notas promissórias. Quem emprestou? A empresa de locação de automóveis Costa Dourada, de Maceió.

A firma pertence a Tito Uchôa, primo do senador e laranja dele na aquisição de empresas de comunicação em Alagoas. A Costa Dourada extrai o grosso de seus lucros de contratos que mantém com órgãos públicos de Alagoas. O empréstimo não foi registrado em cartório. Tampouco foi declarado à Receita Federal. Só existe no universo financeiro de Renan Calheiros.

Por que tanto sigilo? Renan alega que foi compelido a optar pela discrição porque precisava preservar sua privacidade. Mas não explica por que se esquivou de exibir o tal empréstimo depois que já não havia privacidade a ser preservada, quando sua relação extraconjugal e as suspeitas de que bancara a pensão da filha com verbas alheias já havia ganhado o noticiário.

(*) Fonte: http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/index.html  

Sem querer julgar o julgador: seria o conceito de ética de Almeida Lima semelhante ao de Renan? Caberia, quem sabe, conferir também as contas desse Senador? Desculpem-me, não quero lançar dúvidas, mas impedir que elas tomem corpo. Acabo de passar uma semana entristecido, por ter visto na Folha de segunda feira, a foto do presidente da República rindo, ao lado do senador suspeito.

RINDO DE QUEM, O PÁ?

Gil, o neurótico, em 26 de agosto de 2007

O foro não deu privilégio      

Por Dora Kramer (*)

26 de agosto de 2007                               

Dê no que der, demore o tempo que demorar, prescrevam os crimes que tiverem de ser prescritos, salve-se quem puder, os três primeiros dias de análise pelo Supremo Tribunal Federal da denúncia oferecida pelo procurador-geral da República contra os acusados no escândalo do mensalão já cumpriram importante função na defesa do Estado Democrático.

O Poder Judiciário declarou esgotada sua capacidade de contemporizar com malfeitorias de agentes públicos na manipulação do dinheiro idem.

Deu um sinal, na forma de ato exemplar, não apenas ao PT, não somente ao governo Lula, mas ao mundo político de um modo geral, que via no Supremo Tribunal Federal, notadamente em sua condição de foro privilegiado, um esconderijo seguro.

Até sexta-feira à noite o Supremo havia aceitado - de forma acachapante e incontestável - os argumentos do procurador Antonio Fernando de Souza no tocante à existência de indícios de que um esquema político-financeiro-publicitário se organizou nas entranhas do Estado com vistas a manter e fortalecer as estruturas dos atuais ocupantes do poder.

Sem deixar de observar os princípios jurídicos que norteiam esse tipo de questão, o STF surpreendeu ao não se deixar levar por tecnicalidades e, ao menos parcialmente, derrubar a tese de que a denúncia do procurador era obra de ficção, aceitando examinar o formidável quebra-cabeça montado pelo procurador-geral e habilmente redesenhado pelo ministro-relator, Joaquim Barbosa, sob a ótica do processo criminal.

Com isso, o Supremo disse a todos os partidos, todos os políticos, todos os agentes e autoridades públicas que se sentiam livres para cometer quaisquer barbaridades, confiantes de que sairiam impunes caso não aparecesse escritura lavrada em cartório para comprovar atos de corrupção, que não está mais disposto a dar guarida a práticas delituosas por mais tradicionais que sejam, por mais arraigadas que estejam no sistema político, eleitoral e partidário vigente.

Disse que a presunção de malfeitorias é suficiente para pôr gente grande no banco dos réus, fazer essa mesma gente ouvir o que não quer. Mandou também o seguinte recado: se quiserem fazer o que bem entendem, façam, mas não o farão ao abrigo liminar da Justiça.

Sem medo de exagerar no otimismo, nos três últimos dias da semana passada o Supremo Tribunal Federal deu uma espécie de basta naquilo que o ministro Marco Aurélio Mello chamou, em seu discurso de posse na presidência do Tribunal Superior Eleitoral no ano passado, de 'rotina de desfaçatez e indignidade que parece não ter limites'.

O posicionamento do STF não resolve as questões, não assegura uma viravolta nos procedimentos de elogio à impunidade, mas ajuda a sociedade a enxergar uma luz, porque põe no cenário, onde só se enxergava o perdão a despeito das evidências, a figura do castigo em seguida ao crime. O caminho é longo, mas está aberto.

Ainda que não sejam transformados em réus todos os acusados, ainda que os processados sejam todos absolvidos, ainda que a sentença leve anos para ser proferida, o Supremo já passou a quem de direito a mensagem: acabou a trégua, esgotou-se a paciência, o foro privilegiado não necessariamente é sinônimo de leniência, porque a sensação de desmantelo de parâmetros chegou a níveis insuportáveis.

Como se a Justiça dissesse: não se trata mais de constatar, com indignação, a que ponto chegamos, mas de puxar o freio da ladeira abaixo antes que se perca a noção sobre o ponto a que podemos chegar.

       
(*)Fonte: http://www.estado.com.br/editorias/2007/08/26/pol-1.93.11.20070826.1.1.xml

Meus aplausos são para Dora, para o STF e para todo o  Judiciário. E de pé!

A esperança renasceu.

 

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O foro não deu privilégio(Dora Kramer)

 

Deu no Estadão, em 24 Abr 2003

Noticia antiga. Mas não é velha...Mudam as datas, repetem-se as situações.

Espero que não siga o exemplo daquele ministro do futuro, que "mudou de idéia"...

Pasmem, olhem a data. Nada mudou desde então.

 ESSE JUIZ DE DIREITO É DIREITO E  DIRETO !!!  

Mensagem ao presidente

    Estimado presidente, assisti na televisão, anteontem, a trecho de seu discurso criticando o Poder Judiciário e dizendo que V. Exa. e seu amigo Márcio, ministro da Justiça, há muito tempo são favoráveis ao controle externo do Poder Judiciário, não para "meter a mão na decisão do juiz", mas para abrir a "caixa-preta" do Poder. Vi também V. Exa. falar sobre "duas Justiças" e sobre a influência do dinheiro nas decisões da Justiça. Fiquei abismado, caro presidente, não com a falta de conhecimento de V. Exa., já que coisa diversa não poderia esperar (só pelo fato de que o nobre presidente é leigo), mas com o fato de que o nobre presidente ainda não se tenha dado conta de que não é mais candidato. Não precisa mais falar como se em palanque estivesse; não precisa mais fazer cara de inconformado, alterando o tom da voz para influir no ânimo da platéia. Afinal, não é sempre que se faz discurso na porta da Volks. Não precisa mais chorar. O eminente presidente precisa apenas mandar, o que não fez até agora. Não existem duas Justiças, como V. Exa. falou. Existe uma só. Que é cega, mas não é surda e costuma escutar as besteiras que muitos falam sobre ela. Basta ao presidente mandar seu amigo Márcio tomar medidas concretas e efetivas contra o crime organizado. Mandar seus demais ministros exercer os cargos para os quais foram nomeados. Mandar seus líderes partidários fazer menos conchavos e começar a legislar em favor da sociedade. Afinal, V. Exa. foi eleito para isso. Logo depois, sr. presidente, no mesmo canal de televisão, assisti a uma reportagem dando conta de que, em Pernambuco (sua terra natal), crianças que haviam abandonado o lixão, por receberem R$ 25 do Bolsa-Escola, tinham voltado para aquela vida (??) insólita, simplesmente porque desde janeiro seu governo não repassou o dinheiro destinado ao Bolsa-Escola. E a Benedita, sr. presidente? Disse ela que ficou sabendo dos fatos apenas no dia da reportagem. Como se pode ver, sr. presidente, vou tentar lembrá-lo de algumas coisas simples. Nós, do Poder Judiciário, não temos caixa-preta. Temos leis inconsistentes e brandas (que seu amigo Mário sempre utilizou para inocentar pessoas acusadas de crimes do colarinho-branco). Temos de conviver com a Fazenda Pública (e o sr. presidente é responsável por ela, caso não saiba), sendo nossa maior cliente e litigante, na maioria dos casos, de má-fé. Temos os precatórios que não são pagos. Temos acidentados que não recebem benefícios em dia (o INSS é de sua responsabilidade, sr. presidente). Não temos medo algum de qualquer controle externo, sr. presidente. Temos medo, sim, de que pessoas menos avisadas, como V. Exa. mostrou ser, confundam controle externo com atividade jurisdicional (pergunte ao seu amigo Márcio, ele explica o que é). De qualquer forma, não é bom falar de corda em casa de enforcado. Evidente que V. Exa. usou da expressão "caixa-preta" não no sentido pejorativo do termo.     

Juízes não tomam vinho de R$ 4 mil a garrafa. Juízes não são agradados com vinhos portugueses raros quando vão a restaurantes. Juízes, quando fazem churrasco, não mandam vir churrasqueiro de outro Estado. Mulheres de juízes não possuem condições financeiras para importar cabeleireiros de outras unidades da Federação, apenas para fazer uma "escova". Cachorros de juízes não andam de carro oficial. Caixa-preta por caixa-preta (no sentido meramente figurativo), sr. presidente, a do Poder Executivo é bem maior do que a nossa. Meus respeitos a V. Exa. e recomendações ao seu amigo Márcio.

    P.S.: Dê lembranças a "Michelle".     

    Ruy Coppola, juiz do 2.º Tribunal de Alçada Civil do Estado de São Paulo, São Paulo  

Retifico: A cadelinha Michelle já morreu. Não sei de que. Talvez de vergonha. Não se tentou conseguir cidadania italiana para ela.

Recebi como e-mail. Transformo em ENQUETE

SAIBA A DIFERENÇA ENTRE APLICAR 100 REAIS E DEVER 100 REAIS PELO MESMO TEMPO AO BANCO.

  Se um correntista tivesse depositado R$ 100,00 (Cem Reais) na poupança em qualquer banco, no dia 1º de julho de 1994 (data de lançamento do real), teria hoje na conta a FANTÁSTICA QUANTIA de R$374,00 (Trezentos Setenta e Quatro Reais).

Se esse mesmo correntista tivesse sacado R$ 100,00(Cem Reais) no Cheque Especial, na mesma data, teria hoje uma pequena dívida de R$ 139.259,00 (Cento e Trinta e Nove Mil e Duzentos Cinqüenta e Nove Reais), no mesmo banco. Ou seja: com R$ 100,00 do Cheque Especial, ele ficaria devendo 9 Carros Populares,e com o da poupança, conseguiria comprar apenas 3 pneus.

Não é à toa que o Bradesco teve quase R$2.000.000.000, 00 (Dois Bilhões de Reais) de lucro líquido somente no 1º semestre,seguido de perto do Itaú e etc... Dá para comprar um outro banco por semestre! E os juros exorbitantes dos cartões de crédito?

VISA cobra 10,40 % ao mês, CREDICARD cobra 11,40 % ao Mês.
Em contrapartida a POUPANÇA oferece 0,62 % ao mês.

O presidente mandou você tirar a bunda da cadeira,lembra? Detalhe: O Ministro Mantega deve apresentar a proposta hoje ao Congresso, querendo mais 04 (quatro) anos de prorrogação para a cobrança da CPMF(contribuição PROVISÓRIA sobre movimentação financeira). E mais: Congresso Nacional acaba de conceder aumento de salário de 28,5% para eles, o Presidente da República e o Vice-Presidente.

Vamos tirar a bunda da cadeira!

Vamos protestar contra essa situação!

Se você passar para a frente esta informação, já estará contribuindo.

COMENTÁRIO DO GIL, de Juiz de Fora:
SIM, É UM ABSURDO. NÃO É CASO DE APENAS PROTESTAR.
A PERGUNTA CORRETA É: 

QUE TIPO DE ATITUDE, QUE TIPO DE AÇÃO PODEMOS FAZER?
QUE SUGESTÃO VOCÊ FAZ PARA CORRIGIR ISSO?

Exceto palavrões ou ilegalidades, publicarei aqui as suas  SUGESTÕES

-1--------------------

Todas as grandes revoluções tiveram inicio por causas de impostos confiscatórios como aqueles de nosso Pais. Estamos um pouquinho velhos para liderar algum movimento de desobediência civil, ou pegar em armas contra esta tirania fiscal (Quem diria! as GERAIS se levantou contra o Rei de Portugal porque pagava 1/5 de tributos, agora paga 2/5 para o (censurado) e não fazemos NADA!). Mas podemos fazer uma coisa que eles (os políticos!) morrem de medo. Perder a boquinha! Não serem reeleitos! Sugiro ao TROMBONE liderar uma campanha (que nem é sui  generis, tá moda ser erudito!), para não se votar mais em político que tenha já cumprido algum MANDATO (Tenha sido Bom ou Ruim! Se é que exista esta possibilidade!). Se eles não tiverem medo! (de perder a boquinha!) não haverá jeito de melhorar o Pais num prazo que seja razoável na vida de um cidadão comum.  Geraldo, de S. Paulo.    CETERUM CENSUM BRASILIA DELENDA EST!

-2--------------------------

A minha sugestão é que todos façam como eu e me marido. Não usamos cartão de crédito, não usamos cheque especial, ainda que ter cartão de crédito e cheque especial seja a única condição para que nós tenhamos uma conta para receber o  salário. Pagamos no dinheiro. Só utilizamos os serviços bancários quando não tem outro jeito. Se todos fizessem assim, talvez as coisas começassem a mudar. Preocupo-me com coisas como a questão do aquecimento global. Jamais jogo lixo na rua e ensino minha filha a fazer assim. Ainda vejo pessoas ao meu lado deixando a torneira aberta sem necessidade, para não lavar nada, enquanto ficam conversando ou fazendo outras coisas, não falo nada, eu fecho. Um abraço. Marize, de Juiz de Fora.

-3-----------------

Estou checando suas informações, antes de repassá-las, viu! Esta variação da poupança que você citou, não confere. Vide site da ABECIP (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança): http://www.abecip.org.br/ O valor de R$100,00 corrigido até 01/09/2007 é de R$575,00. Os juros de cheque especial não chequei. Qual foi sua fonte de informação? Na Internet "rola" muita informação falsa. Delson, de Belo Horizonte.

-----------------------------

Indecentemente copiado do site do Levy 

http://edulevy.blogspot.com/ 

Os discriminados

So I wish you first a sense of ridiculous: não sejamos imbecis. Você sabe o que é discriminação aos gays? Nunca vi nem comi, eu só ouço falar. Falam de discriminação, preconceito, guetos e outros bichos. Mas o sujeito que diz que há discriminação aos gays ou guetos gays ou é um alienado da vida e do mundo ou é um canalha. Se há guetos, hoje em dia, são de heterossexuais.

Senão, vejamos. São Paulo é não só a maior cidade do Brasil, como também das mais conservadoras, pelo menos politicamente. A avenida mais famosa e badalada de São Paulo, vocês sabem, é a Paulista. E, se o sujeito vai à Paulista sexta, ou sábado, à noite, o que vê? Gays às centenas, aos milhares, uma epidemia de gays e, mesmo, de lésbicas. Eu, que sou um mineiro, um caipira, não acreditava muito que o lesbianismo existisse na vida real. Mas depois de passar pela experiência totalmente irreal e alucinatória de conhecer São Paulo, tive a confirmação visual, paisagística e irrecorrível. Não só existe como é epidêmico. O sujeito sai da Paulista com uma leve impressão de que o heterosexualismo está em extinção. Pior ainda é a avenida dos jovens "descolados" de classe média, a Augusta. Entre uma arara e outra, um invasor de reitoria e outro, um refratário do Vietnã e outro, um patriota cubano e outro, só se vê gays e lésbicas.

Mas eu não conheço bem São Paulo e vou falar do que conheço. Vejam: Belo Horizonte é uma cidadezinha, uma província. Quem quer fazer algo à noite tem duas ou três opções, no máximo, que mudam mais ou menos de três em três meses, que é o tempo que leva até que a patuléia as descubra e as estrague, para sempre. Dentre essas três opções, a mais glamurosa, atualmente, é o Café com Letras. Se você quer fazer um bom programa com a namorada, ou uma coisa mais light com os amigos, é uma das primeiras opções. É impossível entrar lá e pagar menos de cinqüenta reais. Você pode tomar uma água e nada mais: não pagará menos que isso. E no Café com Letras até os garçons, até os caras da banda de jazz são gays. Nenhum ambiente mais gay. Perto dali está a Joy. É uma boate freqüentada por adolescentes idiotas de classe média e alta, pelos "pops". A Joy também é conhecida por Josefine, famosa boate gay... Todos dois, por sua vez, estão na Savassi, que é o lugar onde se concentram todos os lugares, todos os jovens, todos os velhos e mais ou menos tudo. E a Savassi é um lugar tão gay, que uma série de freqüentadores criou um "movimento" chamado "Os últimos heteros da Savassi".

Nas faculdades a coisa é pior ainda. Uma amiga garante: - "Qualquer homem que comece a cursar Letras não leva dois períodos para sair do armário". E não é diferente nas melhores casas noturnas, nos melhores restaurantes: os gays estão sempre presentes nos melhores lugares. Entre os jovens, dizer que vai a uma boate gay é até certo sinal de elegância, de status, de finesse e berço de ouro. Gay é atitude, é descolado, é revolução, é estar por dentro. Gay é pop. Arrisco dizer: ser gay dá mulher. Se há discriminação, meus amigos, é contra os heteros.

Eduardo Levy 

Dois anos depois, mensalão vai a julgamento

STF decidirá se investigados vão responder a processo criminal.  Ao todo, 40 pessoas foram denunciadas pela Procuradoria-Geral da República.
PARA ENTENDER O CASO, CLIQUE  AQUI e veja a explicação no ( http://g1.globo.com)

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K.O.

O Brasil mandou de volta pra Cuba os boxeadores que tinham desertado. É um crime. O Brasil devia ser preso.

Cópia não autorizada do blog de FDR (Fabio Danesi Rossi)

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O Brasil é isso mesmo que está aí

(Roberto Pompeu de Toledo)


O terrível parecer, de alguém que conhece o assunto, reforça uma sensação que paira no ar. Os distraídos talvez ainda não tenham percebido, mas o Brasil acabou. Sinais disso foram se acumulando, nos últimos meses: a falência do Congresso e de outras instituições, a inoperância do governo, a crise aérea, o geral desarranjo da infra-estrutura. A esses fatores, evidenciados por acontecimentos recentes, somam-se outros, crônicos, como a escola que não ensina, os hospitais que não curam, a polícia que não policia, a Justiça que não faz justiça, a violência, a corrupção, a miséria, as desigualdades.

Se alguma dúvida restasse, ela se desfaz no parecer autorizado como poucos de um Fernando Henrique Cardoso, cujas credenciais somam oito anos de exercício da Presidência da República a mais de meio século de estudo do Brasil. "Que ninguém se engane: o Brasil é isso mesmo que está aí", declara ele, numa reportagem de João Moreira Salles na revista Piauí.

Ora, direis, como afirmar que o Brasil acabou? Certo perdeste o senso, pois, se estamos todos ainda morando, comendo, dormindo, pagando as contas, indo às compras, nos divertindo, sofrendo, amando e nos exasperando num lugar chamado Brasil, é porque ele ainda existe. Eu vos direi, no entanto, que, quando acaba a esperança, junto com ela acaba a coisa à qual a esperança se destinava. É à esperança no Brasil que o sociólogo-presidente se refere.

Para ele, o Brasil jamais conhecerá um crescimento como o da China ou o da Índia. "Continuaremos nessa falta de entusiasmo, nesse desânimo", diz. O prognóstico é tão mais terrível quanto coincide com - e reforça - o sentimento que ultimamente tomou conta mesmo de quem não é sociólogo nem nunca conheceu por experiência própria os mecanismos de governo e de poder.

O Brasil que "é isso mesmo" é o das adolescentes grávidas e dos adolescentes a serviço do tráfico, das mães que tocam lares sem marido, das religiões que tomam dinheiro dos fiéis, dos recordes mundiais de assassinatos e de mortos em acidentes automobilísticos, dos presos que comandam de suas células o crime organizado, dos trabalhadores que gastam três horas para ir e três horas para voltar do trabalho, das cidades sujas, das ruas esburacadas.

Procura-se o governo e... não há governo. Há muito que nem o presidente, nem os governadores, nem os prefeitos mandam. Quem manda é a trindade formada pelas corporações, máfias e cartéis. Não há governo que se imponha a corporações como a dos policiais, ou a dos professores, ou a dos funcionários das estatais. Não há o que vença as máfias dos políticos craques em arrancar para seus apaniguados cargos em que possam distribuir favores e roubar. Para enfrentar - ou, humildemente, tentar enfrentar - cartéis como o das companhias aéreas, só em época em que elas estão fragilizadas, como agora. Às vezes os cartéis se aliam às máfias, em outras se transmudam nelas. Em outras ainda são as corporações que, quando não se aliam, se transformam em máfias. Em todos os casos, o interesse público, em tese corporificado pelos governos, não é forte o bastante para dobrar os fragmentados interesses privados.

A tais males soma-se o cinismo. Não há outra palavra para descrever o
projeto, supostamente de fidelidade partidária, aprovado na semana passada na Câmara. O projeto, muito ao contrário de punir ou coibir os trânsfugas, perdoa-lhes o passado e garante-lhes o futuro. Quanto ao passado, estão anistiados os parlamentares que trocaram de partido e que por isso, no entendimento do Tribunal Superior Eleitoral, deveriam perder o mandato. No que concerne ao futuro, o projeto estabelece que a cada quatro anos os parlamentares terão folga de um mês na regra da fidelidade partidária, pois ninguém é de ferro, e estarão abertos a negócios e oportunidades. Estamos diante de uma das mais originais contribuições da imaginação brasileira ao repertório universal de regras político-eleitorais. Para concorrer a uma eleição, o candidato deve estar filiado a um partido há pelo menos um ano. Mas, segundo o projeto, no mês que antecede a esse ano de jejum o candidato pode trocar o partido pelo qual foi eleito por outro. Como a eleição é sempre em outubro, esse mês será o setembro do ano anterior. Eis o carnaval transferido para setembro. O projeto é uma esposa compreensiva que, no carnaval, libera o marido para a gandaia.

FHC não era tão descrente. No parágrafo final do livro A Arte da Política, em que rememora os anos de Presidência, escreveu: "Se houve no passado recente quem empunhasse a bandeira das reformas, da democracia e do progresso, não faltará quem possa olhar para frente e levar adiante as transformações necessárias para restabelecer a confiança em nós mesmos e no futuro desse grande país". Na reportagem da revista Piauí, ele não poupa nem seu próprio governo: "No meu governo, universalizamos o acesso à escola, mas pra quê? O que se ensina ali é um desastre". Pálidos de espanto, como no soneto de Bilac, assistimos à desintegração da esperança na pátria, o que equivale a dizer que é a pátria mesma que se desintegra aos nossos olhos.

              Enviado por meu amigo Vitório Luiz em 18 de agosto de 2007

TOLERÂNCIA ZERO

Discurso de Sam Walton:

Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e pacientemente espera, enquanto o garçom faz tudo, menos o meu pedido.

Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares.

Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.

Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar  pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.

Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranqüilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos, e espera pacientemente enquanto os funcionários trocam idéias entre si ou, simplesmente, abaixam a cabeça e fingem não me ver.

Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas. Engana-se. Sabe quem eu sou?

"Eu sou o cliente que nunca mais volta!"  Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua firma. Quando fui lá, pela primeira vez, tudo o que deviam ter feito era apenas a pequena gentileza, tão barata, um pouco mais de "CORTESIA".

"CLIENTES PODEM DEMITIR TODOS DE UMA EMPRESA, SIMPLESMENTE GASTANDO SEU DINHEIRO EM ALGUM OUTRO LUGAR".

SAM WALTON - é o fundador da Wal-Mart, a maior cadeia de varejo do mundo.  

Contribuição do Ique, em 18 de agosto de 2007

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Gil, 13 de agosto de 2007

Artigo original: veja no http://www.extralagoas.com.br/ 

Carta a Tereza Collor

"O nosso país é formado de muita gente boa que admira quem tem talento e coragem. Como você e milhares de brasileiras “arretadas de amor pelo Brasil.”

Mendonça Neto

Uma centena de e-mails contendo meu artigo “Carta Aberta a Renan Calheiros”, foi distribuída na internet como se fosse Tereza Collor autora dessa distribuição. E , na confusão dos nomes, para dezenas de brasileiros ela virou autora do texto. Já negou que o seja, mas agora é tarde, Tereza, seremos, para sempre, parceiros de jornalismo. Você sabe que, no Brasil, o que vale é a versão. Por isso, tantos elogios chegaram ao Extra para você, um deles chamando-a de “alagoana arretada” e todos orgulhosos do que você teria escrito. E que poderia tê-lo feito, com o fulgor de sua inteligência.

De qualquer forma, seu perfil é de mulher lutadora, uma bela mulher, mas de personalidade forte e de talento. Por isso, para mim, que nada desmenti, foi um prazer receber, como se fosse para você, tantas manifestações de apoio popular.

Juntando-se às centenas que me chegaram diretamente, estou convencido de que luto o bom combate e que, neste momento da minha vida, mantenho meus sonhos de adolescente e continuo na guerra, interminável parece, de ajudar a construir um Brasil ético e uma Alagoas, as nossas Alagoas, com mais justiça social e sem corruptos encastelados no poder, a grande praga dos estados nordestinos e de quase todo o Brasil.

O nosso país é formado de muita gente boa que admira quem tem talento e coragem. Como você e milhares de brasileiras “arretadas de amor pelo Brasil.”

Artigo original: veja no http://www.extralagoas.com.br/ 

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Que é ter vergonha na cara?

Por Leonardo Boff

Benjamin Franklin (1706-1790) foi editor, refinado intelectual, escritor, pensador, naturalista, inventor, educador e político. Propunha como projeto de vida um pragmatismo   esclarecido, assentado sobre o trabalho, a ordem e a vida simples e parcimoniosa. Foi um dos pais fundadores da pátria norte-americana e participante decisivo na elaboração da Constituição de 1776. Neste mesmo ano, foi enviado à França, como embaixador. Freqüentava os salões e era celebrado como sábio a ponto de o próprio Voltaire, velhinho de 84 anos, ir ao seu encontro na Academia Real.

 

Certa tarde, encontrava-se no Café Procope em Saint-Germain-des-Près, quando irrompeu salão adentro o jovem advogado e revolucionário Georges Danton dizendo em voz alta para todos ouvirem: "O mundo não é senão injustiça e miséria. Onde estão as sanções?" E dirigindo-se a Franklin perguntou provocativamente: "Senhor Franklin, por detrás da Declaração de Independência norte-americana, não há justiça, nem uma força militar que imponha respeito". Franklin serenamente contestou: "Engano senhor Danton. Atrás da Declaração há um inestimável e perene poder: o poder da vergonha na cara (the power of shame)".


É a vergonha na cara que reprime os impulsos para a violação das leis e que freia a vontade de corrupção. Já para Aristóteles a vergonha e o rubor são indícios inequívocos da presença do sentimento ético. Quando faltam, tudo é possível. Foi a vergonha pública que obrigou Nixon a renunciar à presidência. De tempos em tempos, vemos ministros e grandes executivos tendo que pedir imediata demissão por atos desavergonhados.

 

No Japão chegam a suicidar-se por não agüentarem a vergonha pública. Ter vergonha na cara representa um limite intransponível. Violado, a sociedade despreza seu violador, pois não se pode conviver sem brio.


Que é ter vergonha na cara? O dicionário Aurélio assim define: "ter sentimento da própria dignidade; ter brio." É o que mais nos falta na política, nos portadores de poder público, em deputados, senadores, executivos e em outros tantos ladrões e corruptos de colarinho branco. Com a maior cara de pau e sem-vergonhice negam crimes manifestos, mentem sem escrúpulos nos interrogatórios e mas entrevistas aos meios de comunicação. São pessoas que à força de fazer o ilícito e de se sentir impunes perderam qualquer senso da própria dignidade. Roubar do erário público, assaltar verbas destinadas até para a merenda escolar ou falsificar remédios não produz vergonha na cara. Crime é a bobeira de quem deixa sinais ou permite que seja pego com a boca na botija. Nem se importam, pois sabem que serão impunes, basta-lhes pagar bons advogados e fazer recursos sobre recursos até expirar o prazo. Parte da justiça foi montada para facilitar estes recursos e favorecer os sem vergonha com poder.


No transfundo de tudo está uma cultura que sempre negou dignidade aos índios, aos negros e aos pobres. Roubo-lhes seu valor ético porque a maioria guarda vergonha na cara e tem um mínimo de brio. Como me dizia um "catador de lixo" com o qual trabalhei cerca de 20 anos: "o que mais me dói é que tenho que perder a vergonha na cara e me sujeitar a viver do lixo. Mas não sou "catador", sou trabalhador que com o meu trabalho digno consigo alimentar minha família". Se nossos políticos desavergonhados tivessem a vergonha desse trabalhador, digna e dignificante seria a política de nosso país.

  Enviado pelo engenheiro e poeta Ermindo Gomes Rocio, de Manaus, em 12/08/2007

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AGOSTO

Nos últimos treze anos, encho-me de esperanças quando chega o mês de agosto. Foi num dia 24 desse mês, que um importante político meteu uma bala no peito, por haver perigo de ser desacreditado. Não aprovo o ato, mas admiro a honra. Pena que seu exemplo não seja seguido com mais freqüência. Naquele tempo, conheciam o significado da palavra honra.

    Gil, 11 de agosto de 2007

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Copiei do site  http://brasilacimadetudo.lpchat.com/ 

Os links são do site citado.

Por Josias de Sousa (*)     (Human Rights)

A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch enviou carta a Tarso Genro (íntegra aqui). No texto, a entidade cobra do governo brasileiro uma “investigação completa e imparcial” da ação policial que resultou na deportação dos pugilistas cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, ocorrida em 4 de agosto.

A correspondência, assinada pelo diretor-executivo da entidade, José Miguel Vivanco, exorta o governo, de resto, “a monitorar de perto como Rigondeaux e Lara estão sendo tratados pelo governo cubano”. Para a Human Rights, o Brasil “deve usar todas as medidas diplomáticas à sua disposição para assegurar que os atletas não sejam sujeitados a nenhuma violação de seus direitos básicos pelo governo cubano [...]”.

Na verdade, as retaliações já começaram a ocorrer. Em artigo veiculado na última quarta-feira (8), o ditador cubano Fidel castro anunciou que os dois lutadores não voltaram a representar o país em competições internacionais. Censurou-os em termos militares: “O atleta que abandona sua delegação é como o soldado que abandona seus companheiros no meio do combate”.

Na carta remetida a Tarso, com cópia para o chanceler Celso Amorim, a Human Rights Watch anota: “Estamos muito preocupados com a possibilidade de que o Brasil não tenha tomado medidas suficientes para assegurar que Rigondeaux e Lara recebessem as proteções legais às quais eles pudessem ter direito como refugiados em potencial”.

Em contraposição ao argumento do governo de que os pugilistas não requisitaram asilo às autoridades brasileiras, o texto da Human Rights anota: “Ainda que os dois atletas não tenham requisitado asilo político explicitamente, pedidos de obtenção do status de refugiado podem ser sinalizados por ações, e não apenas por pedidos explícitos. O fato de que Rigondeaux e Lara desertaram uma delegação atlética oficial cubana sugere fortemente que eles pudessem estar interessados em pedir asilo ao Brasil”.

Tarso deve explicações. O Brasil não dispõe de nenhum tratado de extradição com Cuba. A expulsão se aplica aos casos em que o estrangeiro comete crime no Brasil, coisa que Rigondeaux e Lara não fizeram. Ou seja, se o governo quiser, há matéria prima para uma boa investigação.

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SALA DE ESPERA

Esperando que a dentista me atenda, descubro uma preciosidade entre as velhas revistas. A Veja de 1º de março de 2006, denunciava, nas páginas 42 e 43, sob o título É PIOR DO QUE SE PENSAVA, a reportagem sobre um menino genial, um biólogo que fundou uma pequena empresa, sem capital significativo, para produzir (ou comercializar, sei lá) games. Esse gênio financeiro achou maneira de associar aquela jovem empresa de fundo de quintal à uma gigante das telecomunicações, em um contrato de 15 milhões de reais (valor que apareceu). Segundo a reportagem, por coincidência, o pai desse menino estava, na mesma época, tentando mudar uma lei para que a gigante pudesse fazer um negócio bilionário.

Notem que não estou a mencionar qualquer nome, seja de pessoa ou empresa. Quer saber? Leia a revista.

Pois bem, logo depois, a mesma empresa nanica de games se associa à outra gigante, desta vez, uma emissora de TV. Das grandes. Que por acaso, apenas por acaso, fecha um contrato com propaganda (estatal) de pouco menos de 70 milhões de reais, que a curto prazo recebe um aditivo de 34 milhões de reais - talvez para arredondar a conta, e facilitar o cálculo de comissões. No meio do embrulho, outra empresa ensacadora de fumaça. E gente graúda para impedir investigações. 

Os inimigos políticos, mudos estavam, calados ficaram. Nunca entenderei isso.

E a gente fica se preocupando com trocados. Ou com o dente doendo. Como dizia o filósofo Ferrari, pior sofreu a mãe do porco-espinho. Não mais quero saber quem envernizou a asa da barata ou loteou o casco da tartaruga. Meu caso é combater o Alzheimer, ele te faz esquecer, eu tento te lembrar.  Fui.

   Gil, 9/8/07

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 Honra (para perder é preciso ter tido).

Quando Olga Benário foi deportada, grávida, para a Alemanha nazista, o Brasil não se manifestou.

Quando os atletas cubanos são entregues, de pés e mãos atados, à Fidel, nos calamos. E se eles forem julgados, condenados e fuzilados, nossas mãos estarão limpas, lavadas na mesma água que foi usada por Pilatos. 

Quando Juan Carlos Ramirez Abadia for libertado, apesar de suspeito de 300 assassinatos, também não ficarei surpreso. "Todo mundo é inocente até prova em contrário". Afinal, tem tanto ladrão, assassino, mandante de crimes, vendedor público de benesses, traficante de influência, que fica solto por ser parente ou amigo de algum outro canalha no poder, ou por ter carteirinha do partido certo, que começo a achar que está na hora de prender os honestos. 

Só existe uma palavra que descreve o momento atual desse país. Mas não vou dizê-la, há que manter compostura neste site.

Vocês são testemunhas de que não posso ser processado por difamação. Não mencionei nomes.

Sou bom como pedra, mas muito pequeno para ser vidraça.

Gil, 09 de agosto de 2007

 

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Leia no Folha on line

MAIS UM ESCÂNDALO

Mesmo sob suspeita, Renan autoriza concessão de rádio para seu próprio grupo

Sem se importar com investigações, presidente do Senado aprova concessão para a empresa JR Comunicação

Nem o chefe da quadrilha suporta mais a situação.

Gil, em 09/08/2007

Finalmente chegaram a uma conclusão sobre o acidente da TAM.   

Foi FALHA HUMANA

(de 60.000.000 de eleitores em 2002)

Não mudei uma única palavra deste texto. Este foi um Estadista. 

Aliás, para quem nunca viu e não sabe o que é, é assim que pensa um estadista.(Gil, em 5 de agosto de 2007)

Sinto Vergonha de Mim

Sinto vergonha de mim por ter sido educador de parte desse povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o "eu" feliz a qualquer custo, buscando a tal "felicidade"  em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos "floreios" para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre "contestar", voltar atrás e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões
e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir pois amo este meu chão, vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar  meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto".

Rui Barbosa  

 

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Nos artigos anteriores, previ que o piloto acabaria sendo responsabilizado pelo massacre. No artigo "Acidente, chacina...", analisei possíveis causas do acidente, e agora estou PREVENDO novos massacres, e para breve. E sem ter bola de cristal.

 

O motivo será exatamente o mesmo: uma combinação de erros e defeitos - na pista, na falta de drenagem, na falha mecânica, no erro humano do piloto ou do controlador de vôo. E no final será crucificado o mais fraco.  

 

Nem pensar em prender, depor, penalizar os verdadeiros criminosos: quem define a política de manutenção das pistas, a intensidade do tráfego aéreo possível, as rotas.  Quem define quem são os responsáveis por fazer e definir essa política. Quem permite que incompetentes ou irresponsáveis dirijam aeroportos, empresas aéreas, empresas públicas e ministérios. Quem permite que o espaço aéreo - principalmente na Amazônia, tenha uma ÁREA CEGA MUITO MAIOR QUE A ÁREA FISCALIZADA POR RADARES, para alegria dos traficantes e contrabandistas.

 

A cada ano morrem nas estradas rodoviárias do Brasil mais pessoas do que em muitas das guerras que tem nos horrorizado nos noticiários. E que estão sendo ASSASSINADAS pela mesma má administração, pela mesma falta de manutenção, pela mesma nomeação política de incompetentes para cargos de mando que sempre aconteceu neste país sofrido. 

 

A culpa não é do partido que assola e rebaixa a Nação. Nem do anterior. A culpa a é sua, é minha, a culpa do último, e dos próximos massacres é nossa. Somos nós, brasileiros interesseiros e ignorantes, que elegemos essa corja de canalhas para prefeituras, senado, deputanças e presidências.

 

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Coluna Econômica - 01/08/2007

Luiz Nassif

 

Essa atoarda da chamada grande mídia em relação à situação do país está extrapolando os limites do razoável.

Faço parte do grupo de analistas que julga que o país está perdendo a maior oportunidade da história. Falta plano de vôo, pensamento estratégico, sucumbiu-se aos desígnios do mercado, deixou-se iludir e não se aproveitaram as oportunidades extraordinárias trazidas pelo boom da China.

Mas não é disso que os grandes jornais se queixam. Pelo contrário, têm aprovado incondicionalmente essa política econômica que permitiu aos detentores de capitais, nesse primeiro semestre, um dos maiores ganhos da história, e que continuou consumindo parcela expressiva do orçamento público em detrimento dos investimentos.

***

No entanto, desde o acidente com o avião da TAM - que, ao que tudo indica em decorrência de problemas técnicos e/ou falha humana - parece que nada funciona no país. Como assim?

É facílimo manipular a opinião pública, ainda mais quando se juntam veículos com poder de mercado.

Se quiser medir o poder de manipulação da informação, montem-se dois grupos de leitores. Alimente-se o primeiro com noticiário exclusivamente negativo. Não precisa ir muito longe. Se um brigadeiro diz que a pista de Cumbica está ruim, e todas as associações de pilotos e usuários dizem que não, dê destaque apenas à declaração do brigadeiro. Em cada Ministério será possível encontrar falhas que, colocadas em manchetes, joguem quaisquer méritos para segundo plano.

Ao segundo grupo, forneça apenas notícias positivas. Fale dos superávits da balança comercial, como se nada tivesse a ver com efeito-China. Celebre a apreciação do câmbio, como se fosse sinal de saúde da economia. Mostre o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o PAC da Tecnologia, o PAC da Saúde, o PAC da Educação. Destaque os recordes sucessivos do setor imobiliário, o bom desempenho da indústria de máquinas e equipamentos, e esconda todos os setores que estão sendo dizimados pelo câmbio.

O primeiro grupo achará que tudo está perdido e o segundo que o país está à beira do paraíso. Toda essa diferença em cima de uma mesma realidade, valendo-se apenas do poder de manipulação da informação.

***

Quando se tem equilíbrio, se mostra o certo e o errado, passa ao leitor objetividade e, ao governo, pressão certa. Analisa-se um problema localizado e cobra-se a sua solução.

Quando se cria essa zorra em que, aparentemente, nada funciona, a intenção não é resolver nada. Ao leitor desnorteado por tantos problemas apresentados simultaneamente, sem nenhuma proposta de solução, a única alternativa que ocorre é mudar tudo. Como? Pedindo a cabeça do responsável maior pelo suposto caos: o Presidente da República.

Aí se geram dois efeitos simultâneos, ambos radicalizantes. De um lado, um público indignado, querendo a cabeça do presidente. Do outro, um público indignado, querendo o fígado da mídia.

Pior: quando a crítica ao Lula extrapola e assume ares de campanha sistemática, desarma todas as críticas relevantes que deveriam ser feitas aos inúmeros problemas reais que existem na administração pública.

Até onde irá essa marcha da insensatez, não sei.

 

Enviado por Paulo Villela, em 02 de Agosto de 2007

 

Sem aderir aos imbecis que pedem a palavra para dizer "concordo plenamente com o que foi exposto pelos que me precederam", concordo com o artigo do Luiz Nassif. Mas não no sentido geral.

É preciso alertar que a mídia não está TODA atacando ou defendendo o chefe da quadrilha. Quem busca a verdade lê as várias opiniões e forma a própria. Outros acreditam no que querem . E chamam MARROM a parte da imprensa que denuncia o lado podre. Sempre foi assim, com qualquer governo, em qualquer época.

O governo, qualquer que seja ele, tem o poder de criar, cancelar e distribuir concessões de rádio e televisão entre os "AMIGOS DO REI". A maioria do povo não lê jornais e revistas, porque não tem poder aquisitivo para isso. O poder sempre usou e abusou desta prerrogativa.
Isto explica a constante reeleição dos canalhas

 

Repetiundo a frase que ressaltei no artigo original, É facílimo manipular a opinião pública, ainda mais quando se juntam veículos com poder de mercado. Também é fácil superfaturar na propaganda oficial e ser inocentado por falta de provas. 

 Gil, 02 de agosto de 2007

O Brasil excluído da estação espacial
Ronaldo Rogério de Freitas Mourão
Fonte: Folha de S. Paulo - 13/6/2007   
Extraído de http://clipping.planejamento .gov.br/Noticias.asp?NOTCod =360857  

Com a exclusão, o Brasil perdeu o direito de incluir o seu nome na lista dos países que contribuíram para a construção da base orbital

O BRASIL foi excluído do projeto da ISS (Estação Espacial Internacional, na sigla em inglês) porque, após quase dez anos de participação, nunca contribuiu com um único parafuso para o programa.

Com a exclusão, o Brasil perdeu o direito de incluir o seu nome na lista dos países que contribuíram para a construção da base orbital.

Como um dos 16 (atualmente 15) parceiros no projeto de construção da Estação Espacial Internacional, o Brasil assumiu o compromisso de construir alguns equipamentos -no valor de 120 milhões de dólares. Além do treinamento, a Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, se encarregaria de enviar um astronauta brasileiro ao espaço. Tudo isso sem nenhum custo adicional.

O Brasil, porém, não cumpriu o contrato pelo qual deveria construir os equipamentos previstos no acordo. Enquanto isso, os outros países fizeram as suas contribuições para a montagem da ISS.

O vôo de Marcos Cesar Pontes (444º vôo de um astronauta ao espaço) foi, na realidade, uma grande jogada política do governo brasileiro. Ela não contribuiu em nada para reafirmar nosso programa espacial.

Na realidade, Pontes poderia ir ao espaço em 2009, de graça -ou seja, sem o pagamento dos 10 milhões de dólares-, se o Brasil tivesse cumprido o acordo de construir as tais peças.

Era sem dúvida mais importante cumprir essa tarefa, porquanto ela iria gerar um desenvolvimento tecnológico, introduzindo o Brasil no restrito mercado da indústria espacial.

No entanto, o mais importante seria destinar recursos para tornar uma realidade o programa espacial brasileiro. Há mais de dez anos, o veículo lançador -o VLS, Veículo Lançador de Satélites- está sofrendo uma "sabotagem governamental". Agora, com a saída do Brasil do projeto da Estação Espacial Internacional, a Missão Centenário passou a constituir um grande contra-senso.

Aliás, desde o início, a associação do envio de um astronauta brasileiro ao espaço com o centenário do vôo do 14 Bis colocou em evidência que o Brasil, em cem anos, sofreu grande atraso.

Naquela época, fomos os primeiros a controlar a dirigibilidade dos balões e levantar vôo com um veículo mais pesado que o ar, graças à iniciativa de Santos Dumont. Em 1906, o Brasil foi o primeiro. No caso do astronauta, além de não fazê-lo pelos próprios meios -usamos lançadores de outros países-, fomos o 36º país a enviar um homem ao espaço, 45 anos depois do primeiro.

A Índia e a China, que já têm os seus lançadores há mais de dois decênios, começaram os seus programas espaciais na mesma época que o Brasil. A Índia vem lançando os seus mais diferentes satélites por meios próprios. A China foi o terceiro país a colocar um astronauta no espaço pelos seus próprios meios. Não lançou nenhum homem no espaço com o auxílio tecnológico de outro país.

Na verdade, a falta de sensibilidade dos governos em relação à pesquisa científica e tecnológica no Brasil constitui um ato de desrespeito dos nossos governantes para com o futuro da nossa pátria.

O importante seria que as autoridades governamentais do Brasil compreendessem que o programa espacial é fundamental para a economia -o transporte de satélites é um comércio muito lucrativo- e também para a segurança nacional. Aliás, fundamental para o desenvolvimento científico e tecnológico, tendo em vista o seu efeito nas mais diferentes indústrias, como a de eletrônica, a de informática etc. O atraso do nosso programa espacial já deveria ter provocado uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro.

Quando a antiga União Soviética colocou o primeiro satélite artificial em órbita, houve um questionamento por parte dos políticos norte-americanos para saber a razão pela qual os Estados Unidos não tinham conseguido fazê-lo com sucesso antes dos russos. Lá, até o sistema de ensino foi questionado. E aqui?

RONALDO ROGÉRIO DE FREITAS MOURÃO, 72, astrônomo, doutor pela Universidade de Paris, é criador e primeiro diretor do Museu de Astronomia e Ciências Afins (RJ). É autor de mais de 85 livros, dentre os quais "Anuário de Astronomia e Astronáutica 2007"

Negritos meus. Gil, em 02/08/2007

Recebi por e-mail, de meu amigo IQUE. É tão repugnante, que não acreditei. 

Na esperança de que seja falso, peço à Folha que o negue - ou republique.

Se verdade, sua presença no governo seria, por si só, motivo de CPI. 

Quem é Marco Aurélio Garcia?

21 de setembro de 2006

Da redação - Folha OnLine

 

Resumo : Marco Aurélio Garcia é o principal mentor da ajuda brasileira a Hugo Chávez. Este apoio é um projeto dele. Mas quem é este homem que parece ser o poder, por detrás do poder?

 

 "Temos que dar a impressão de que somos democratas. Inicialmente temos que aceitar certas coisas, porém isso não durará muito", declarou Marco Aurélio Garcia , o marxista com influência por trás do presidente Luis Inácio Lula da Silva, recordando que Fidel Castro teve que fazer o mesmo. Ou seja, dizer que era democrata e que não era comunista, para poder consolidar-se no poder até agora, 50 anos depois do golpe em Cuba! 

 

Marco Aurélio Garcia esteve na Venezuela, dando uma mão a outro disfarçado de democrata, Hugo Chávez. Foi comprovar a chegada do petroleiro Amazon Explorer com 520.000 barris de gasolina procedente da empresa brasileira Petrobras. Essa ajuda brasileira é um projeto de Marco Aurélio Garcia . Quem é este homem que parece ser o poder, por trás do poder? Em uma entrevista para o jornal francês, Le Monde, Lula repetiu as mesmas palavras de Marco Aurélio Garcia , dizendo que "a democracia é só uma farsa para tomar o poder".

 

Garcia tem provado a realidade disto:

 

Desde 1969 até 1973, que ele era um ativista estrangeiro na política do Chile durante o governo de Salvador Allende. Allende foi eleito democraticamente, porém uma vez no poder perseguiu os jornais que não seguiam sua linha política e colocou a oposição sob controle. Um enorme carregamento de armas enviadas pelo governante de Cuba, Fidel Castro, para a "defesa da revolução socialista" foi descoberta na casa dele, Marco Aurélio Garcia. Um brasileiro foi a peça principal desta operação. Este foi o primeiro contato de Marco Aurélio Garcia com as operações cubanas.

 

Em 1980, Marco Aurélio Garcia fundou o Partido dos Trabalhadores (PT) com Lula da Silva . Desde sua fundação tem sido o conselheiro de assuntos internacionais.

 

Em 1990, a pedido de Fidel Castro, que desde então já havia incursionado militarmente em mais de 30 países , Marco Aurélio Garcia convocou uma reunião de todos os grupos de esquerda da América Latina e do Caribe. Representantes de 48 diferentes partidos comunistas e grupos terroristas atenderam. Esta reunião converteu-se no chamado "Foro de São Paulo". Marco Aurélio Garcia não só foi seu fundador, como ainda hoje, todavia, continua sendo seu líder, ao cabo de 12 anos.

 

Como líder do Foro de São Paulo, Garcia controla e coordena as atividades subversivas do Rio Grande do Sul até a Patagônia. Vários membros do Foro de São Paulo são terroristas! Alguns estão na relação dos "Mais Procurados" do FBI. Porém não há nada estranho nisto. O Foro de São Paulo, sob os auspícios de seu Secretário Executivo, Marco Aurélio Garcia , tem como sua meta o apoio aos grupos terroristas. Em seu décimo Congresso, celebrado em 7 de dezembro de 2001 ( 3 meses depois do atentado ao WTC), em Havana, RATIFICOU "a legitimidade, justiça e necessidade da guerra das organizações colombianas ELN e FARC , e nossa solidariedade com as mesmas".

 

O novo EIXO DO TERRORISMO começa em Cuba, segue para a Colômbia, onde é financiado pelo dinheiro sujo vindo do  tráfico de drogas, segue para a Venezuela, onde conta com os bilhões do petróleo e termina agora no, relativamente, superpoderoso Brasil.

 

Marco Aurélio Garcia mostrou especial interesse no terrorista Manuel Marulanda Velez, vulgo "Tiro Fijo ", líder das FARC. Desde 1990, Garcia teve a prioridade de ter conversas pessoais com ele, Manuel Velez . Suas reuniões não foram só em Havana, sempre na presença de Fidel Castro, mas também no México, quando viajou para encontros com um dos dirigentes das FARC, Marco Leon Calara, em 5 de dezembro de 2000. Não se sabe sobre o quê falaram, mas depois de cada entrevista de Garcia com dirigentes das FARC, estas aumentaram seus ataques nas semanas seguintes com grandes perdas de vidas, em sua maioria de civis.

 

O que se espera do Brasil e do resto da região, quanto à política internacional sob a direção de Garcia, será desenhada em Havana, Cuba? Garcia trabalhará muito ativamente contra a atual política dos Estados Unidos, começando com a eliminação do embargo a Cuba.

 Marco Aurélio Garcia trabalha continuamente com outros políticos marxistas de outras nações e apóia publicamente o terrorismo internacional.

Recebi do Vitório, que a recebeu de Maria Manuela Tenório, que também perdeu um pai no massacre.

Publicada no Jornal do Commércio no dia 21 de julho de 2007.

Perder um grande amigo: ”Relaxe e goze!”

Quase 200 mortos. Centenas de famílias desoladas. Filhos órfãos. Pais que perderam os filhos. Sonhos de maridos e mulheres destruídos. Milhares de amigos inconsoláveis e um país consternado. Mas a regra é esta: “Relaxe e goze!”

O vôo TAM 3054 me fez órfã de meu grande amigo Gilmar, meu querido  Bobagem (assim  eu o chamava), que me respondia  sempre com um sorriso envergonhado no canto da boca: ”Diz, Neguinha”.

Compartilhamos por 20 anos – eu; meu marido, Victor; ele e sua   esposa, minha grande amiga Tanagra –  grandes e intensos momentos, horas alegres e difíceis. Meu Deus, e nossas viagens, Bobagem!? Não pensávamos em viagem sem que eles, Gilmar e Tanagra, estivessem incluídos. Foram seguramente mais de 20.

Que grandes momentos, hein, meu amigo? Incontáveis e inesquecíveis momentos. Como rimos juntos! Quanta “cachaça”... Quanto vinho... Você era nosso sommelier, sempre escolhia os melhores, numa sempre  árdua tarefa do custo e benefício – só você era capaz de fazer isso tão bem...

E ontem de manhã, ao cancelar a nossa próxima viagem, daqui  a 15 dias, e ao comprovar com meus próprios olhos seu nome naquela terrível lista, não pude nem posso “relaxar e gozar”.

Esta foi um tragédia anunciada. Congonhas deveria ser revisto. É extremamente limitado. Na impossibilidade de se aumentar a extensão da pista, é preciso limitar o tamanho dos aviões que pousam no local.

Por que a  pista de Congonhas foi liberada antes de verdadeiramente pronta? Nas condições atuais, a pista deveria estar fechada com a chuva de terça-feira. Será  que o  lindo aeroLula  pousaria  naquela pista com aquela chuva?

Tenho certeza de que não, pois o total descaso é conosco, cidadãos brasileiros governados por  políticos corruptos e incompetentes que no alto de sua ignorância  só sabem  dar declarações absurdas e vergonhosas.  Isso quando não se escondem no “eu não sabia de nada...”

Onde estava nosso Exmo sr. presidente da República nas primeiras horas do acidente? No palácio com seus competentes ministros fazendo o nada de sempre. Pior, se questionando “como vamos nos safar de mais esta?” A tarefa de enfrentar as câmeras fica (sempre) para o porta-voz da Presidência.

Tenho certeza de que várias CPIs serão  instauradas com  nomes bonitos, tipo ”CPI de Congonhas” ou “CPI JJ 3054” , e, caso não encontrem um nome, a CPI do Apagão Aéreo terá mais uma palhaçada que não dará em nada. Depois de meses, a falha possivelmente terá sido humana, pois o piloto, coitado, não está  aqui mais para se explicar,  e  aí começarão declarações
de vários órgãos - Infraero, Anac, Ministério da Defesa... –,   um encobrindo o outro. Vamos ouvir declarações como: “A caixa-preta não continha dados suficientes para uma conclusão precisa....”  E novamente, entra por uma perna de pinto e sai por uma perna de pato.

Tenho uma sugestão, que tal “CPI do assassinato em massa”?

Senhores governantes, a inoperância há nove meses com a segurança aérea brasileira não resultou apenas  em filas intermináveis   em aeroportos. O resultado  são cerca de 200 mortos e o maior acidente da história da aviação no Brasil!

Toda vaia é pouco para esse governo.

Eu peço que, por favor, em nome da memória de meu amigo Gilmar, de quase 200 mortos e de centenas de famílias destruídas, não vamos mais  deixar que eles relaxem e gozem de cada um de nós.

E você, querido amigo  Bobagem, reze por todos nós e peça ao nosso grande Pai aí de cima forças para todas essas famílias e para que Ele nos ajude a suportar a sua falta.

Um beijo no seu coração. Sua eterna amiga,

Maria Helena Bandeira de Melo.

Citando novamente Eduardo Caruso Cunha:

Não cabe pedir a renúncia. A honra hoje exigiria suicídio.

 

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Enviado por Álvaro Quelhas para o UFJFLIVRE, Disponível em www.andes.org.br

Data: 26/7/2007  Fonte: Contas Abertas

Governo mantém intactos cerca de R$ 2 bilhões no Fundo Aeronáutico

Mariana Vargas

Enquanto a crise no transporte aéreo se intensifica e faltam investimentos do governo, a disponibilidade de dois fundos setoriais que deveriam contribuir para melhorias no setor não pára de inchar. Apesar da carência de infra-estrutura nos aeroportos de todo o país, a reserva dos Fundos Aeronáutico e Aeroviário praticamente dobrou de 2002 para cá em termos reais, ou seja, desconsiderando o impacto da inflação. Juntas, as duas fontes de recursos que foram criadas com o objetivo de garantir os investimentos no sistema de aviação já acumulam R$ 2,1 bilhões, que, embora contabilizados nos Fundos, permanecem parados nos cofres do Tesouro, contribuindo para a decolagem do superavit primário no fim do ano.

O montante acumulado ao longo dos anos nos dois fundos setoriais daria para arcar com o dobro dos investimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), este ano, para o Plano de Desenvolvimento da Infraero. O Plano é responsável por prover infra-estrutura aos aeroportos, além de fornecer recursos para a ampliação de pistas de pouso. Na última semana, o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que, até o fim de 2007, cerca de R$ 1 bilhão deverá ser investido na rubrica.

Do total bloqueado nos cofres, a maior parte, R$ 2 bilhões, está no Fundo Aeronáutico. Criado por um decreto-lei de 1945, o Fundo, subordinado ao Comando da Aeronáutica, tem como um dos principais objetivos garantir recursos à modernização e ao aparelhamento dos serviços de segurança e proteção ao vôo, construção de aeroportos e obras complementares, como as de ampliação e pavimentação de pistas nos aeroportos existentes. O regulamento do Fundo, aprovado em 1957, deixa claro que seus recursos “só podem ser aplicados em benefício do Ministério da Aeronáutica e de sua representação”.

Apesar disso, o dinheiro aí acumulado serve mais para contribuir com a política fiscal do governo, do que com a melhoria da aviação propriamente dita. A reserva de recursos que permanece intacta no Fundo Aeronáutico cresceu 124,8% de 2002 para cá. O montante é composto, sobretudo, por tarifas pagas por passageiros e empresas aéreas que utilizam os aeroportos. Nos últimos cinco anos, a quantia disponível que provém apenas da tarifa sobre o uso dos equipamentos de comunicação em aeroportos, incluindo aí os auxílios visuais e a utilização de rádios em áreas de terminal de tráfego aéreo, praticamente quadruplicou.

Do montante disponível no Fundo, a maior parte, cerca de R$ 1,7 bilhão deveria contribuir para melhorias estruturais nos aeroportos, em sistemas de comunicação e controle do tráfego aéreo, ações de proteção e prevenção de acidentes, entre outros (veja tabela). Desses, meio bilhão seria para o Programa Federal de Auxílios aos Aeroportos (PROFAA), que destina recursos para a construção de pistas e estacionamentos em pequenos aeroportos estaduais e municipais.De acordo com informações do Comando da Aeronáutica, este programa é gerido pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e depende de uma contrapartida dos governos estaduais.

Mais R$ 589,3 milhões que estão disponíveis no Fundo deveriam contribuir com a construção de pistas em aeroportos não comerciais de localização estratégica, sobretudo em fronteiras com outros países e na região Amazônica. No entanto, segundo o Comando, injetar mais recursos neste programa e no PROFAA não contribuiria para a solução da atual crise. Além desses, outros R$ 2,9 milhões do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER) também compõem a reserva do Fundo.

No entanto, nem todo o dinheiro do Fundo Aeronáutico contribui diretamente com o sistema aéreo. Pelo balancete contábil, R$ 18,6 milhões estão reservados para gastos com saúde na Aeronáutica e outros R$ 3 milhões para auxílio residencial, além de R$ 644 mil para um “programa escolar”. Os dados são do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siaf).

Governo promete liberação

Do restante dos recursos que deveriam ser destinados à infra-estrutura, a Aeronáutica explica que uma parcela já está comprometida para compras no exterior. Segundo o órgão, a partir do fechamento de câmbio para tais aquisições, o recurso passa a estar comprometido, embora ainda apareça no Siafi como verba disponível. De acordo com informações do Comando, da quantia parada no Fundo Aeronáutico, apenas R$ 364 milhões poderiam contribuir efetivamente para o incremento da estrutura aeroportuária e equipamentos de auxílio ao tráfego aéreo.

Diante da crise, o governo concordou recentemente em liberar esse montante em três parcelas, sendo que a primeira delas, de R$ 123 milhões, já estará disponível no próximo mês. Segundo a Aeronáutica, a liberação imediata da totalidade da verba (os R$ 364 milhões) seria ineficiente, já que o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) não dispõe de uma estrutura de gestão capaz de, em um curto espaço de tempo, aplicar todo esse dinheiro, visto que o processo é demorado e depende de outros fatores complexos, como abertura de licitação, encomenda de equipamentos no exterior, entre outros.

O Comando destaca ainda que está negociando com o Planejamento, para que no próximo ano toda a arrecadação feita por meio das tarifas relacionadas ao espaço aéreo sejam disponibilizadas para investimentos no setor. Uma projeção feita pelo órgão prevê que o orçamento do Decea deverá aumentar cerca de 6% nos próximos anos, o que já contribuiria para a realização de melhorias no que diz respeito ao controle do tráfego. Com a liberação da segunda parcela da verba disponível no Fundo, já garantida pelo governo, estima-se que em 2008 a Aeronáutica conte com um orçamento de aproximadamente R$ 706 milhões para tentar frear a crise.

Fundo Aeroviário

Em volume bem menos significativo do que o primeiro, o Fundo Aeroviário ambém acumula uma reserva considerável. Criado em 1967, ele possui natureza contábil e destina-se a prover recursos financeiros para a execução e a manutenção do que prevê o Sistema Aeroviário Nacional,  podendo ser aplicado em projetos, construção, manutenção, operação e na administração de instalações e serviços da infra-estrutura aeronáutica (veja a lei nº 5.989/73 que dispõe sobre o Fundo). Também composto por diferentes tipos de taxação sobre lubrificantes e combustíveis, sobre o uso de equipamentos de comunicação, de edifícios e instalações, além de tarifas aeroportuárias e outras fontes orçamentárias, o Fundo Aeroviário acumula atualmente mais de R$ 101 milhões nos cofres do Tesouro.

A preocupação quanto aos perigos que tanta “economia” pode gerar não vem de agora. Em 2003, uma resolução do Conselho Nacional de Aviação Civil (CONAC) alertava para os problemas que poderiam surgir, fruto do contingenciamento sistemático dos recursos disponíveis nos Fundos ligados à aviação. De acordo com o documento, as reservas de contingência já vinham, na época, produzindo dificuldades ao Comando da Aeronáutica, pois na prática “consistem em recursos tarifários, arrecadados e destinados por lei a um fim específico, comprometendo a execução orçamentária do órgão”.

”A diminuição dos recursos aplicados nessa atividade produz reflexos na própria segurança dos vôos, podendo acarretar a degradação do sistema, sendo que, além dos efeitos danosos sobre o custo do transporte aéreo, pode obrigar o Comando da Aeronáutica, por medida de segurança, a adotar um controle de tráfego aéreo nos níveis convencionais existentes no passado”, já previa a resolução.

Para o economista Gil Castello Branco, o hiato criado nos últimos anos entre a arrecadação gerada com as tarifas ligadas à aviação e o gasto efetivo no setor produziu disponibilidades incompatíveis com o aumento do fluxo de passageiros. Segundo ele, muitos desses recursos, que hoje ultrapassam R$ 1 bilhão, jamais serão incorporados ao sistema aéreo, pois embora contabilizados em favor dos Fundos, não serão liberados pela área econômica, para não prejudicar o equilíbrio fiscal. Diante da atual situação, para o economista, é imprescindível que sejam liberados, ao menos, os superavits acumulados para a proteção ao vôo e a segurança do tráfego aéreo. “As promessas do Ministério do Planejamento de liberar os R$ 364 milhões em três anos é o mínimo que se pode esperar diante da crise que se instalou nos últimos meses no país”, defende.

Órgãos pouco atuantes

A presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio (SNA), considera “lamentável” o bloqueio de recursos nos Fundos Aeronáutico e Aeroviário, diante das carências enfrentadas pelo setor de aviação no país. “É uma temeridade saber que todo esse dinheiro foi recolhido, mas não se reverteu em melhorias para o setor”, diz. Segundo ela, os recursos deveriam ter sido investidos em áreas prioritárias, que carecem de aplicações, como infra-estrutura aeroportuária, novos equipamentos de controle do tráfego aéreo e formação profissional, como estabelecem resoluções do CONAC - órgão de assessoramento do Presidente da República para a formulação da política nacional de aviação civil.

Para a presidente do SNA, falta no país uma pressão mais efetiva dos órgãos ligados à aviação sobre governo, para uma maior liberação de recursos que contribuam para o desenvolvimento do setor. “O próprio CONAC ficou mais de dois anos sem se reunir e das 18 resoluções estabelecidas em 2003, apenas duas avançaram”, critica. Graziella explica que o caos vivido hoje pelo setor no Brasil é resultado de graves problemas de gestão e falta de planejamento. “É a mistura dessas falhas que vem inibindo os investimentos e hoje estamos sofrendo as conseqüências”, critica.

Para ela o país carece de um órgão de fiscalização mais atuante capaz de cumprir a risca as determinações do Código Brasileiro de Aeronáutica e suspender as empresas que não se adequarem às regras. O Sindicato defende ainda a realização de uma auditoria independente capaz de apontar as prioridades em termos de melhorias, no intuito de recuperar a credibilidade do sistema que ficou profundamente abalado depois dos últimos acontecimentos.

 Citando Eduardo Caruso Cunha:

Não cabe pedir a renúncia. A honra hoje exigiria suicídio.

 

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Teste de Caráter

Este é um teste para sua auto-avaliação. Responda à pergunta final com sinceridade e então poderá auto-avaliar sua moral. Trata-se de uma situação imaginária. Você deve decidir sobre uma atitude a ser tomada baseada em duas alternativas possíveis.

Caso:
Você está em São Paulo , em meio aos terríveis momentos de enchentes que normalmente ocorrem na cidade em épocas de chuvas mais intensas. Você é um repórter fotográfico que trabalha para a CNN e está desesperado em meio ao caos e tirando as fotos mais impactantes. A água cobre a principal via de trânsito e envolve pessoas e veículos. De repente, em meio aos caos, você vê num Jeep o Lula, o José Dirceu e o Paulo Maluf. Eles lutam desesperadamente para não serem arrastados pela correnteza, que segue direto para um enorme buraco que a tudo engole, entre lama, lixo e pedras. E eles estão sendo arrastados inexoravelmente. Você tem a oportunidade única de resgatá-los, mas tem também a oportunidade única de tirar uma fotografia jornalística, seguramente ganhadora do Prêmio Pulitzer, que te faria famoso no mundo inteiro, ao mostrar o flagrante inédito da morte de tão famosos políticos. Não dá para titubear e nem fazer as duas coisas: salvar e fotografar.

Pergunta:
Baseado em seus princípios éticos e morais, e na fraternidade e solidariedade humanas, responda sinceramente: Você faria a foto em preto e branco ou colorida?

Gil , bobalhão de plantão*, em 27 de julho de 2007

* ver o artigo abaixo, do Jabour

Recebi por e-mail, e me apresso a publicar, antes, que seja censurada

A Verdade está na cara, mas não se impõe (II).       

Arnaldo Jabour

Brasileiro é bobalhão. Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada. Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai. Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência. O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe - lá no fundo - que se estivesse no lugar dele faria o mesmo. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.

 

Brasileiro é um povo honesto. Mentira. Já foi; hoje é uma qualidade em baixa. Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.

90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Já foi. Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa, e não concordava com o crime. Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como ‘aviãozinho’ do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas. Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

O Brasil é um pais democrático. Mentira. Num país democrático a vontade da maioria é Lei. A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente. Num país onde todos tem direitos mas ninguém tem obrigações, não existem democracia e sim,anarquia. Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do politicamente correto veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que tem como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar. Democracia isso? Pense nisso!

O famoso jeitinho brasileiro. Em minha opinião um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um ‘gato’ puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar. No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero.Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí? Afinal somos pentacampeões do mundo né? Grande coisa...

O Brasil é o país do futuro. Caramba, meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avós se ainda estivessem vivos. Dessa vergonha eles se safaram... Brasil, o país do futuro!? Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro. Puxa, essa eu não vou nem comentar... O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira. Para finalizar tiro minha conclusão:

O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente. Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão. Temos petróleo, álcool, biodiesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!*

Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?

Arnaldo Jabour.                                                                           

   * Por enquanto, Jabour. Já tem gente de fora com olho na água, há muito tempo. (Gil)

Outras do Arnaldo:

Bobalhão

Carta ao Juiz

Chega de criticar

O que foi que nos aconteceu?

CRIANÇA ESPERANÇA

A canalhice que assola o país atinge índices insuportáveis. Acabo de saber, assistindo ao programa da Ana Maria Braga, que em toda doação que você fizer para a campanha Criança Esperança, além de pagar a taxa telefônica (com o respectivo imposto embutido), ainda é obrigado a PAGAR OUTRO IMPOSTO, por força de lei.  

Para dar esmola, por lei, você tem de financiar dólares de cuecas? Propaganda política na televisão? Indenizações à assassinos desertores? Porcentagens para o partido? Comissões por fora?

Ao invés de estimular a doar, com abatimento no imposto de renda, essa cambada de corruptos que dirige o Brasil ainda quer comer mais unzinho do teu bolso?

E ainda me chega por e-mail a informação que o total arrecadado, ao ser "doado" pela Rede Globo à UNICEF - aí, sim - recebe um polpudo incentivo, como desconto no Imposto de Renda. E que a ordem de grandeza do abatimento é expressa em milhões de reais. Essa eu não acreditei. Nem aqui isso seria possível.

Se isso aplacar sua consciência, doe alguns trocados. Se acha que isso compensa a permissão que você concede ao político que você elegeu para roubar dessas mesmas crianças,  deixe que a UNICEF lhes patrocine - com o seu dinheiro- o pãozinho de cada dia. Vai aparecer bem na foto.

Se houver inverdade no que escrevi acima, me informe. Terei um ENORME PRAZER em me retratar, e então, mas somente então, fazer alguma contribuição para a campanha. 

         Gil Carvalho Paulo de Almeida, em 27 de julho de 2007

Recebi em e-mail de meu amigo Ermindo Gomes Rocio. Somos três engenheiros com a mesma opinião.

O que faz este depoimento tem experiência com aeroportos, Ermindo com estradas, e eu com barragens.

Publicarei qualquer contestação ao que está escrito abaixo, de engenheiro experiente com obras públicas.

É um desafio.

 

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Meu nome é Fernando Gouveia e o n. do meu CREA-MG é 53538/D e desafio qualquer técnico ou perito a contradizer minha exposição, óbvia, dos fatos. Se eu estiver errado, rasgo minha carteira do CREA. Desafio qualquer político, rato, FDP, que se sinta prejudicado pela realidade que aqui relato, a me processar. Estou dando meu número do CREA (q não é falso) e meu e-mail. Não precisa fazer esforço pra me achar.  

Agora, caso vc não seja um dos pestilentos responsáveis pela desgraça que se abate sobre nós, dia após dia, então não seja um "Zé Ninguém". Pare alguns minutos do seu precioso trabalho, leia o texto abaixo, com atenção, e, caso concorde, pulverize para todos da sua caixa postal. Não se omita. Se não concorda, responda-me, argumente, "defenda" sua posição, mas não seja mais um covarde, mais um egoísta, mais um bundão. Essa coisa tem que acabar, para que nossos netos e filhos tenham condições de viver sem vergonha de serem bem sucedidos e sem medo de usufruir com liberdade das suas próprias conquistas. Ser rico não é crime, mas ser pobre não é uma escolha, uma opção de vida. Ser inteligente e culto não é mérito e sim sinal de privilégio, mas ser burro não é uma questão de deficiência de caráter e sim de ser vítima de uma epidemia cujo agente, "a verdade política", é pulverizado no ar por forças que se alimentam da ignorância em massa.  

Minha única irmã estará, na próxima semana, nesse mesmo vôo, também pela TAM e espero que o avião não caia, mas minhas palavras transcendem minha preocupação pessoal com uma pessoa que amo, seja minha irmã, esposa, filhas, amigos, seja quem for. Morrer é o caminho de todos nós e isso, que soa como a questão principal, na verdade, não passa de um detalhe, sórdido, mas subliminar.  

Vejam os números: Imaginemos 200 vítimas fatais, cada uma com uma média de 10 parentes e 10 amigos, então teremos 20.000 pessoas indignadas por terem sido atingidas diretamente. No que interessa aos políticos, o voto, esse número é ínfimo. Divida 20.000 indignados por 100.000.000 de eleitores e você verá que foram perdidos "apenas" 0,02% do eleitorado, ou seja, 2% dividido por cem (para os que se confundem com números). E daí? Agora veja quantas pessoas transitam, passeiam, relaxando e gozando, felizes, ou passando raiva, no aeroporto de Congonhas, TODOS OS DIAS. E é a essa "china" humana, de transeuntes, vivos e capazes de votar, que os políticos preferem atender. Por isso que a verba para a reforma, digamos, "antropodinâmica" (que garante conforto, estética, luxo, etc.) saiu primeiro que a verba para os serviços técnicos de pista. Essa é a sordidez da mente nefasta dos nossos políticos: "Que diferença faz uma meia dúzia de 20.000 que se estrepam dali, se outros milhões se alegram de cá". 

Fui engenheiro responsável por várias obras de porte que prestei para a INFRAERO, inclusive nas pistas e sou testemunha viva da capacidade técnica desse órgão. Os departamentos de engenharia beiram a perfeição, tanto em recursos humanos quanto físicos. O pessoal da segurança treina até o mais reles peão, um mero carregador de sacos. Todos os trabalhadores, peões ou engenheiros são checados pela segurança, que só depois desta conferência libera os crachás com as indicações de acesso, ou seja, as permissões para transitar nessa ou naquela parte. Tive um fiscal da INFRAERO que tinha sido meu aluno na Faculdade de Engenharia da FUMEC e, por coincidência, já engenheiro formado, acabou designado para fiscalizar minha obra. O sujeito não relaxou, ao contrário, dobrou a rigorosidade, que já não era pouca. Resumindo, os técnicos e o pessoal da segurança da INFRAERO são sérios, são técnicos e não políticos sabiam que a pista não estava plenamente segura e não fizeram nada, porque não puderam fazer nada, porque pra nossa infelicidade os Diretores e Presidentes das "INFRAERO da vida", mesmo que tenham sido técnicos um dia, deixaram de sê-lo e hoje vivem da e para a política.  

O que se viu ali foi crime, mas não apenas contra meia dúzia de 20.000 vítimas diretas, mas sim contra todos os brasileiros. Os números não assustam e a comoção é uma questão de mídia. Um único feriado mata três vezes a quantidade de pessoas que morreram ontem, só em acidentes de estradas, sem falar na violência desenfreada e na fome.  

Se a rede Globo dedicasse o tempo de UM ÚNICO capítulo da sua mega educativa novela, "Os Sete Pecados", para explicar, em linguagem simplificada, para 50 milhões de brasileiros grudados na TV, o que realmente ocorreu naquele acidente, teríamos uma revolução. Só que não interessa a ela, como não interessou mostrar, com detalhes, a vaia que o Lula recebeu no Pan. Cala-se e continua passando seu absurdo folhetim que glamouriza a ruindade de espírito e fica anunciando e repetindo a balela dos interessados em ganhar tempo, com essa conversa mole de "aguardar a perícia". É disso que vivem nossos políticos. De aguardar. De esperar a poeira abaixar, como abaixará mais essa e mais outras tantas.  

Não tem papo de perícia: Sou perito formado pelo antigo Instituto Mineiro de Avaliação e Perícias, hoje Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias – Sucursal MG fui professor da Faculdade de Engenharia da Universidade FUMEC por 11 anos e afirmo, taxativamente, que, nesse caso, não precisa "esperar" o resultado da perícia. Trata-se de um evento óbvio, derivado de um vício construtivo, fruto da irresponsabilidade dos que priorizaram as obras valorizando a plástica e relegando a segurança ao segundo plano. Toda pista de rolamento precisa de drenagem, o que ocorre um pouco pela permeabilidade dos materiais e a maior parte por um sistema de drenagem básico, jogando a água do centro da pista para as laterais, com recursos primários de inclinação e coleta perimetral. Em locais de maior necessidade de aderência, como em algumas curvas de ruas, avenidas e estradas e também em pontos de pistas de pouso, pontes e viadutos inclinados ou em curva, pátios, enfim, onde se pretenda aumentar o atrito da roda com o piso, são feitas ranhuras, que além de melhorarem o atrito favorecem a drenagem radial. Uma dessas situações é o caso de Congonhas, que tem a chamada "pista curta". Alguém pode alegar que a pista do Santos Dumont também é curta e também não tem ranhuras, mas existe a questão do ar. Lembrem-se dos jogos de futebol do Brasil, nos países muito altos, onde o ar é rarefeito: O goleiro cobra um tiro de meta e a bola sai do outro lado do campo. Pois é; O Santos Dumont está ao nível do mar e São Paulo a 860 metros acima do nível do mar. Com altitude maior, o ar fica mais rarefeito, o que exige mais pista ou então mais recursos de frenagem para a aeronave. Engenharia é isso, muda tudo e tudo depende de um tanto de coisa e foi pra isso que a engenharia surgiu como ciência.  

Especula-se: FOI FALHA TÉCNICA? A equipe técnica da INFRAERO sabe que 2+2=4.  Falha técnica seria, se eles não soubessem disso. Mas tenham certeza, eles sabiam. Não fizeram nada porque são mandados por pessoas hierarquicamente superiores, que vão cobrindo a técnica com uma espessa camada de política.  

FALHA DO PILOTO? É bom lembrar sempre que ele também estava no avião e ele também morreu. Arremeter é o procedimento indicado em qualquer situação anormal que ocorra entre o momento de início dos trabalhos para aterrisagem até a parada completa da aeronave em solo. O piloto fez o que pôde. FALHA DA AERONAVE? Alegar excesso de tecnologia, ou falha de equipamentos é ridículo. É mais fácil uma arara azul fugir da Amazônia e fazer cocô na sua cabeça do que uma aeronave como essa dar problema.  

Sabe qual o nome do ÚNICO VERDADEIRO CAUSADOR DESSA TRAGÉDIA? Eleições 2010. É a ânsia pelo poder... E a culpa nem é do Lula, que não passa de um gerente encantado e lambuzado (quem nuca comeu melado, quando come se lambuza), mas inócuo. O problema é nosso, da classe alta e privilegiada, que muitas vezes nos omitimos, ou nos escondemos atrás dos nossos próprios interesses. Esperem o povão dopado pela ignorância resolver o problema e as coisas só vai piorar. Cada Projeto Shangrilá, cada Urbanização de Aglomerado (nome chique e conveniente dados às favelas), irá comprar a alma e a mente dos pobres. E nós? Vamos vender nossa alma em troca de um aeroporto confortável, de uma vida confortável na base do "foda-se o mundo que não me chamo Raimundo"?  

Precisamos entender o mundo com o olho do outro e principalmente, saber se queremos a polícia e a política igual para todos. Porque se for assim, nós, os abastados, teremos que socializar nossas riquezas e teremos que sentar no banco da escola pra estudar ética, pra parar de fechar o cruzamento, de estacionar em lugar errado, de chamar as pessoas usando a buzina, de fechar as ruas pra comemorar jogo de futebol, de trocar de celular de mês em mês "encostando" um aparelho feito pra durar 10 anos e se esquecendo que aquilo vira lixo, etc.  

Ser ético é "chato", mas é o único caminho. Eu estou nessa. E você? Se estiver também, comece a exercitar sua ética disparando esse e-mail para o maior número possível de pessoas.  

Fernando Gouveia

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 Favor comparar com MEU PROTESTO publicado no dia da invasão do Iraque.

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07 de junho de 2007

Do Observatório de Inteligência
Por Hermes Arroio D'Aguiar

O sistema aqüífero Guarany abrange cerca de 1,2 milhão de km2, espalhando-se pelo Paraguai, Uruguai, Argentina e oito estados brasileiros.

Nem todas as regiões, porém, são beneficiadas pelas bordas de afloramento e seus arredores, onde as águas costumam ter mais qualidade. A maior extensão das áreas privilegiadas fica no Paraguai, em São Paulo , no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul. Os limites e as características do sistema aqüífero são pouco conhecidos na Argentina.

Por suas dimensões continentais, é um recurso hídrico de extraordinária importância para os quatro países do Mercosul. Nos dias 10 e 11 de maio, representantes dos governos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai participaram da VIII Reunião do Conselho Superior de Direção do Projeto Aquífero Guarani, que terá seu Programa Estratégico de Ação finalizado até 2008.

Não obstante, o Exército Argentino está com um projeto denominado "La guerra por los recursos", frente à percepção de que a briga por água doce seja uma grande ameaça até o ano de 2025. O projeto prevê o desenvolvimento de organizações militares com capacidade para se defender dos possíveis inimigos.  (OI/Brasil acima de tudo)

Conforme matéria publicada no jornal " La Nación ", por Daniel Gallo:


"La guerra por los recursos" es el nombre oficial de la nueva doctrina militar. Un conflicto por el agua dulce es la mayor -y posible- amenaza que el Ejército visualiza para la Argentina en las próximas décadas. Por eso cambió este año sus normas de combate, mediante un trabajo teórico que proyectó las posibles amenazas hasta el año 2025.

En esa labor doctrinaria, que ya destacaron públicamente tanto la ministra de Defensa, Nilda Garré, como el presidente Néstor Kirchner, se afirma que "la posibilidad de conflicto con otros Estados por la posesión de recursos naturales es altamente probable".

En la práctica, la modificación de los planes militares implicará el cambio de ubicación de los comandos de los tres cuerpos de Ejército y la creación de unidades menores, en un período de tres años.


La reorganizació no establece la idea de que la defensa de los recursos naturales deberá hacerse, llegado el caso, ante una fuerza enemiga superior en tecnología, cantidad de tropas y poder de fuego. Ante la eventualidad de tener que enfrentar a una potencia, se prevén respuestas defensivas que, en teoría, incluyen hasta la guerra de guerrillas para hostigar a la fuerza invasora.

Importantes fuentes militares comentaron que efectivamente se puso en marcha el Plan Ejército Argentino 2025. Y que el primer paso fue el traslado del comando del II Cuerpo desde Rosario a Curuzú Cuatía. Los mandos del V Cuerpo pasarán desde Bahía Blanca a Comodoro Rivadavia el año próximo, y en 2009 el III Cuerpo abandonará su sede en Córdoba para instalarse en San Luis.

"Es una doctrina nueva ideada por nosotros, que no es una copia de doctrinas de otros países como antes", explicó un general.

En el trabajo se recomienda que la Argentina "deberá desarrollar organizaciones militares con capacidad para defender a la Nación de un enemigo convencional superior. Para ello deben prepararse los elementos para hacer frente a operaciones dinámicas, sin frentes, sin tiempo suficiente de preaviso, con organizaciones de pequeña magnitud, con apoyo territorial preparado de antemano y capaces de organizar los recursos humanos y materiales locales en función del conflicto".

Durante muchos años se debatió en el país para qué están las Fuerzas Armadas. Se afirmó entonces que el período de paz regional, a partir de la fuerte interrelación económico-social con los vecinos, dejaba sin funciones a las tropas. Pues bien, dentro del Ejército también se pensó la función de esa fuerza proyectada al año 2025 y los mandos castrenses encontraron las posibles amenazas sobre recursos naturales y diseñaron la respuesta. Uno de los más importantes generales reseñó el pensamiento: "Ese será el tipo de conflicto que podemos tener".

El eje de los estudios del Ejército está colocado en la reserva de agua dulce subterránea conocida como Acuífero Guaraní, que abarca 220.000 kilómetros cuadrados en la Mesopotamia argentina, más de 800.000 kilómetros cuadrados en Brasil, y sectores en Uruguay y Paraguay. En la visión militar, la disputa por ese recurso natural es la mayor posibilidad de que el país entre en un conflicto bélico.

Y no se trata de una referencia dicha al paso, sino de un plan de batalla posible en un escenario de invasión que será el eje de todos los ejercicios del Ejército en los próximos años.

Si bien el proyecto sobre 2025 lleva varios años en estudio, las circunstancias políticas habilitaron su puesta en marcha. El año último fueron múltiples las reformas que empezaron a diseñarse sobre la estructura militar desde las autoridades políticas. LA NACION adelantó cada uno de esos planes, que incluyen reorganizaciones de unidades de las tres fuerzas, nuevas estructuras de comando apoyadas en el Estado Mayor Conjunto y directivas militares diferentes, dictadas por el presidente Kirchner. En ese ambiente de cambios, el Ejército tuvo espacio para promover su propia reforma.

La doctrina de guerra por los recursos tiene su base en la posición estratégica defensiva que impuso el Gobierno como directiva militar. La Casa Rosada estableció así la idea central; en el Edificio Libertador se ideó la forma de materializar ese concepto. Y, además de las maniobras militares tradicionales, la doctrina puesta en marcha dependerá de la actitud de la población civil.

"Será necesario prever durante la paz todos los aspectos relativos a la coordinación e integración entre fuerzas militares y la población local para oponerse al enemigo con mayor eficacia", es la referencia que puede encontrarse en el nuevo pensamiento militar.

Sin reservistas

La Argentina no cuenta hoy con reservistas civiles que puedan operar combinados con tropas militares. Desde el gobierno de Fernando de la Rúa , las diferentes gestiones del Ministerio de Defensa intentaron promover una ley sobre movilización y reservas sin tener suerte en el Congreso.

La doctrina encarada tiene una línea vital tendida hacia la acción de resistencia de grupos organizados de la población. Hasta tal punto que se define: "El enemigo deberá tener clara conciencia de que la conquista, ocupación y mantenimiento de objetivos con núcleos poblacionales importantes requerirán un gran esfuerzo en tropas. De tal manera se obtendrá un efecto preventivo". Por eso se menciona "la organización de la resistencia civil".

Con enseñanzas tomadas de los conflictos internacionales de los últimos años, la doctrina del Ejército establecerá que "el control del territorio nacional constituirá una limitación importante para un agresor que ofensivamente necesita concentrar sus fuerzas para obtener y mantener sus objetivos estratégicos. Pese a su superioridad, el enemigo también será sumamente escaso para controlar la inmensidad del territorio; en esos conceptos está la posibilidad real de disputarle el dominio efectivo de amplios espacios".

La nueva doctrina del Ejército se puso en marcha.

Não sou profeta. Mas também não sou burro. Talvez neurótico. Comecem a se preparar.

Eu já estou treinando boicote desde o primeiro dia de invasão do Iraque.

Vejam MEU PROTESTO, na base desta página. Gil, 26/07/2007

 

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Enviado para a UFJFLIVRE por Álvaro Quelhas

Fonte: Jornal da ADUFRJ - 26/07/2007

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Cinda Gonda   * (Professora da Faculdade de Letras) 

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"Posso a mão vagarosa no capô dos carros como se afagasse a crina dum cavalo. Vêm mortos de sede. Julgo que se perderam no deserto e o seu destino é apenas terem pressa. Neste emprego, ouço o ruído da engrenagem, o suave movimento do mundo a acelerar-se pouco a pouco. Quem sou eu, no entanto, que balança tenho para pesar sem erro a minha vida e os sonhos de quem passa?"

Carlos de Oliveira  (2)

Há quase três décadas, a Universidade Federal do Rio de Janeiro iniciava um processo que se pensava irreversível - a sua democratização. Departamentos, Direções, Decanias e, posteriormente, a Reitoria passariam por profundas transformações. A ação dos movimentos organizados, ADUFRJ, SINTUFRJ, DCE Mário Prata, tornou-se decisiva para consolidação de tais conquistas. O país acompanhava o mesmo quadro de inquietação política, chegando finalmente às eleições diretas.

Alguns tropeços, algumas "pedras no meio do caminho" não foram capazes de destruir a excelência do que se realizava na Instituição - a pesquisa, o alto padrão de seu ensino e a qualidade da extensão. A crônica ausência dos recursos, os salários que velozmente se degradavam não impediram que a UFRJ resistisse e se desenvolvesse. Pensando na ampliação de vagas discentes, várias unidades instituíram cursos noturnos, aquelas, onde ainda não existiam, se orientariam no sentido de sua implementação. Ou, através da extensão, fortaleciam os laços com o ensino da rede oficial através de cursos de inclusão digital, dentre outros. Esperava-se que tais metas fossem acompanhadas dos recursos financeiros sem os quais nada ganha corpo e avança. Esperava-se que o quadro de funcionários da UFRJ, docentes e técnico- administrativos, se revigorasse com a devida reposição de vagas. Que a carreira docente, conquistada com tantas lutas, fosse respeitada, mantendo-se as 40horas com DE. Sabe-se que a implantação da dedicação exclusiva fortaleceu os professores, possibilitando-lhes a fixação e conseqüente produção nas respectivas unidades.

Foi, portanto, um duro golpe a forma pela qual não só o ensino de 3º grau, mas os de 2º e 1º graus receberam o novo PDE. Em relação à Universidade, ao invés desta apresentar a totalidade das contribuições elaboradas ao longo dos anos por suas unidades, o governo impunha, para obtenção de  recursos, uma adequação aos planos e metas por ele concebidos. Com um teor fortemente populista, o MEC condicionava a alocação de recursos àqueles que se comprometessem a resolver o problema da evasão estudantil, que duplicassem o número de vagas discentes. Tudo isto acompanhado, evidentemente, de uma política de congelamento de salários. Por que um plano nacional de educação não foi apresentado ao país como um projeto a ser amplamente discutido por todos os segmentos da sociedade, e sim como decreto?  A  pergunta  não deveria ser formulada. Sabemos que há tempos nos transformamos em meros executantes de ordens. Como não tomamos parte das decisões fundamentais, responsabilidades desaparecem e, deste modo, se instala a alienação. Problemas deixam de nos dizer respeito, porque deles não participamos. Parece localizar-se aí a "lógica" de tal decreto. Há muito, algo que se convencionou designar "sistema" rege nossas vidas.
Não conseguimos identificá-lo, não possui rosto pelo qual o reconheceríamos. Por razões óbvias, sua sede não se situa em Brasília. Afinal como lembra Lídia Jorge, romancista portuguesa, "O tirano atomizou-se. Ele é o sapato que calçamos, o cigarro que fumamos, a camiseta que vestimos. E quem poderá atirar nos bens que consumimos?".

Para quem viveu o desmonte da rede oficial de ensino, sabe o quanto de esforço foi necessário para que colégios do porte de um Pedro II, para citar apenas um exemplo, dentre tantos, se reestruturasse. Professores, funcionários e alunos uniram-se e obtiveram êxito na empreitada. Talvez se os grandes senhores da educação, um dia tivessem entrado numa sala de aula do ensino básico, investigassem as reais condições das escolas distantes ou não dos grandes centros urbanos, não se revelassem tão arrogantes em seus desígnios. Fechados em seus laboratórios, apertando botões que lhes garantam a excelência de seus programas, se apartam da realidade que os rodeia. Alguém estabelece um número, sinônimo de qualidade, 7, por exemplo, e eis que tudo irá girar para se atingir tal meta. Conhecessem a troca de idéias entre Álvaro de Campos e Alberto Caeiro (heterônimos pessoanos) sobre a finitude e a infinitude da vida, talvez alterassem sua visão de mundo, aprenderiam com o último, Mestre Caeiro, que "números são apenas números, e nada mais". 

Mas é fato também que a palavra Mestre, no sentido autêntico do termo, há muito abandonou o nosso vocabulário. Mestre, hoje em dia, é aquele que conclui sua graduação, e que, depois de dois anos, determinou a Capes, com uma dissertação de pouco mais de 50 páginas assim é designado. O que é pior: acreditam! São induzidos a acreditar... O conhecimento cedeu lugar a títulos. O exemplo maior se encontra no Ministro para assuntos a longo prazo que tem, como assessores, ex-alunos, que defenderam tese sobre as suas idéias, com salários de 8 mil reais. Enquanto o plano de governo acena com um "teto" para professores da rede de 800 reais, tão elevado, que necessita de ser atingido apenas em 2010.

Discussões travadas nas unidades, de forma consciente, para alteração de currículos, são descartadas, porque, segundo o ministro, tudo isto tem de ser modernizado, pois o que vigora vem do século XIX. É realmente muito arcaico, para uma universidade criada no século XX. Só falta a proibição em sala de aula de textos medievais... Devem cheirar a mofo. Bem, se tudo isso se devesse apenas a uma mentalidade nacional, poderíamos até entender. Afinal, como diz o ditado, "roupa suja se lava em casa". 

Mais uma vez, impõe-se o projeto do colonizador. Só que agora, não será o diabo que, expulso da Europa pela Inquisição, irá procurar abrigo nas terras do Novo Mundo. Não! Anchieta não terá de mentir, criando um auto em que ele, o diabo, roubara o capote aos homens e por isso os índios que viviam nus doravante teriam de esconder "suas vergonhas".  O diabo, hoje, é o pensamento. É o que querem nos usurpar. E é contra isso, ou, se preferirem, a favor do pensamento, que nos rebelamos. Daí que considerem demoníacos a todos aqueles que, não com uma certa coragem, mas com a coragem certa, se insurgem contra a destruição do pensar, de, sempre que necessário, roubar como Prometeu o fogo do conhecimento - por amor à humanidade.  Duas palavras de Prometeu, talvez nos inspirem: a primeira, quando se dirige a Hermes, dizendo preferir mil vezes estar agrilhoado por ter ousado libertar os homens a ser apenas um mero mensageiro entre os deuses. A segunda, quando, indagado pelo coro das Ninfas, acrescentou o que podia deixar de herança aos homens: a esperança3.

A confiança infinita no futuro. Aos poucos que estão a decidir, enclausurados em suas convicções, fica a sugestão do poema: "quem sou eu, no entanto, que balança tenho para pesar sem erro a minha vida e os sonhos de quem passa?" Mas, infelizmente, no plano da ortodoxia não há espaço para dúvidas.

1 O título, Princípio Esperança, remete a Ernst Bloch. Nele o autor discute a presença e o sentido da utopia. Segundo Bloch, a utopia se localiza no presente, no momento em que os homens decidem erguer sua espinha dorsal

2 Carlos de Oliveira é poeta e romancista. Fez parte do movimento Neo-Realista que surgiu em Portugal nos anos 40. É considerado um dos grandes nomes da Literatura Portuguesa.

3 O fragmento foi retirado da tragédia grega Prometeu Acorrentado, de Ésquilo

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REUNI ou DESUNI

Malafa me alertou, e eu achei no site do Julião Kaiser: Um desabafo circulado na NET chegou à minha caixa postal. Não poderia deixar de publicá-lo neste espaço, já que as palavras do autor são as que eu gostaria de tê-las escrito. Insustentável. Inadmissível. Insuportável... O autor é Advogado da Região Sul do país.  (link para o original)  Gil, em 25 de julho de 2007

PELO FIM DA HIPOCRISIA

Por mais que se tente, não há palavras para descrever a vergonha de ter nascido no Brasil do século XXI, cujos problemas há muito já não são de política, mas de valores.

É de conhecimento público que ser brasileiro é ser sobrevivente. É ser refém de uma guerra urbana não-declarada, sabido que em qualquer grande cidade de nossa pátria há mais mortes violentas do que no conflito Israel-Palestina.

Ser cidadão deste país é ainda estar obrigado a sustentar o Estado com aproximadamente 40% dos ganhos, por força do incontestável confisco tributário vigente. Independente de toda essa abnegação, este cidadão exausto e sufocado é tratado com absoluto descaso por toda e qualquer "autoridade", sem exceção, que lhe deva prestação por dever constitucional.

O país que se orgulha de entregar o timão da nação a um semi-analfabeto assiste hoje, estupefato e estarrecido, ao assassinato doloso e premeditado de centenas de irmãos, todos mártires da tragédia mais anunciada que já se teve notícia. Censura merecerá aquele que procurar isentar de ônus o maior dos responsáveis pelo episódio. Há meses assistimos o Presidente da República e seus "cumpadres", nomeados para altos cargos de "confiança", batendo cabeça para resolver o caos que se instalou no sistema aéreo nacional.

Até hoje, como de hábito no Brasil, logrou-se apenas punir os "infames" controladores que ousaram denunciar a irresponsabilidade crônica e o desleixo absoluto a que estamos entregues.

Ora, poder é, antes de tudo, responsabilidade. O sangue de centenas de pessoas está, não há dúvidas, nas mãos do Presidente da República. Seria um criminoso se não fosse verdadeiro inimputável, já que não se pode cobrar responsabilidade de quem não contém a gafe sem ler o que diz ou que não domina sequer o plural do próprio idioma.

Não cabe pedir a renúncia, pois a honra hoje exigiria suicídio. Se somos obrigados a sacrificar tanto por um país sem poder cobrar sequer o valor de nossa vida, seria mais digno e menos hipócrita que reconhecêssemos a nossa escravatura.

                        Eduardo Caruso Cunha
OAB/RS nº 55.239

Do blog do Mino Carta

Coisa de gênio

Que tal a autorização da prefeitura de São Paulo para a instalação de um posto de gasolina na cabeceira da pista do aeroporto de Congonhas? Bin Laden não conseguiria ter uma idéia mais brilhante.

E se aquele hotel na linha de tiro for desapropriado, imagine quem vai pagar a conta...

    

           

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SOBRE LEIS E SOBRE TRANSPORTES:

As autoridades costumam colocar a culpa sobre o péssimo estado das ESTRADAS RODOVIÁRIAS nos caminhões com excesso de carga. E eu pergunto, num acesso de mau humor:

1) Por que não, além de multar,  CONFISCAR TODA A CARGA dos veículos que trafegam com excesso de carga? O Legislativo tem capacidade de formular leis nesse sentido. 

2) Por que não confiscar sumariamente todo e qualquer veículo apanhado transportando droga, além de aumentar exponencialmente as penalidades para traficantes reincidentes?

3) Por que não investigar a culpa da autoridade que libera uma pista rodoviária ou de aeroporto, e além de punição administrativa, fazê-la co-responsável nas indenizações à vítimas de acidentes?

4) Por que não processar criminalmente a autoridade que sem motivo justo e claro,  não aplica verbas orçamentárias que já existam para a infra-estrutura  e segurança de transportes?

Em resumo, por que não se fazem leis punindo de forma dura e exemplar os criminosos de colarinho branco que roubam e matam mais que qualquer dos assaltantes desse país? E punindo os cúmplices que lhes dão cobertura, que não os prendem, que não os condenam?

Gil, 23 de julho de 2007

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Recebi por e-mail de meu amigo José Simão. Leiam, vejam o ponto de vista de um  comandante.

Gil, 23 de junho de 2007

Desabafo de um comandante (Peter Lessmann)

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Amigos(as),

Abaixo o meu desabafo sobre a tragédia de ontem...

Abraços pesarosos aos que tiveram pessoas próximas entre as vítimas!

Peter

O desastre maior deste desastre de ontem é que ele é um desastre cuja ocorrência era apenas uma questão de cedo ou tarde. Infelizmente ficou tragicamente evidente que ocorreu ainda mais cedo do que o esperado...

 

Madruguei hoje assistindo estarrecido pela CNN e Internet aqui em Abu Dhabi , Emirados Árabes onde estou voando agora, as imagens das labaredas pintando de amarelo e ocre a cabeceira 17 de Congonhas (16 na minha época) . Pousei lá inúmeras vezes de Boeing 727, Electra da Ponte Aérea e 737-200/300 quando eu ainda voava "na Nacional" na minha, na nossa, "velha" Varig. Hoje sou um dos inúmeros pilotos experientes "exilados" pela Babilônica incompetência Brasileira. Embora agora longe do Brasil, passei quase 30 anos voando na Varig no Brasil, 15 dos quais "na Internacional" nos mais de 20 como Comandante, e por isso assisto a estas imagens dominado por uma indigesta mistura de choque, tristeza e revolta como se ainda estivesse voando aí.

 

O choque é até previsível diante de imagens do inferno de chamas e corpos sendo retirados dos destroços, e a tristeza também é de certa forma natural, pois é conseqüência dos dramas que sempre pontuarão as nossas vidas, salientado a falibilidade inerente à nossa condição de humanos. Mas a dor mais incômoda de todas para mim é a da revolta. Uma TREMENDA revolta diante deste absurdo "Apagão" aeronáutico Brasileiro que até recentemente destruía apenas patrimônios como a Varig, mas agora avança célere ceifando vidas e gerando perdas humanas irreparáveis, e ainda pior, na maior parte EVITÁVEIS!!!!!

 

Poucas outras atividades humanas brincam tanto com as nossas emoções quanto a aviação. Voar, viajar, cruzar o céu entre nuvens rumo a lugares exóticos, uma experiência fascinante possibilitada por tecnologias desenvolvidas e incorporadas a estas nossas máquinas maravilhosas, e normalmente trazendo conforto e segurança na "trip" dos nossos sonhos, ou apenas a uma trivial viagem de negócios.

Mas também poucas outras atividades são tão intensa e simultaneamente dependentes das forças da natureza, infra-estrutura física e tecnologia, interesses econômicos, treinamento e fatores humanos, horários, e acima de tudo da capacidade de TODOS os responsáveis por cada setor em administrar tudo ao mesmo tempo, enquanto uma aeronave avança como uma flecha a 900km/h rumo ao seu destino. É um desafio contínuo, 24 horas por dia, 365 dias por ano, faça chuva ou sol, para que tudo isso não termine em tragédia...

 

Só que mais esta tragédia recente prova que este não é o caso no Brasil de hoje. E o cidadão Brasileiro precisa urgentemente realizar que o maestro maior desta "Orquestra" precisaria estar executando a sua "partitura" com muita competência para que não tivessem morrido hoje os nossos colegas, familiares e amigos. E que este "Maestro" é, ou deveria ser, o Governo que elegemos democraticamente. Nós pilotos sabemos que ao nosso colega comandante do vôo de ontem caberá a sua parcela de "culpa". Sempre nos caberá alguma como responsáveis últimos da operação de uma aeronave, jamais negamos este fato e muitas vezes também "pagamos" com as nossas vidas pelos erros eventualmente cometidos! Mas o que os Brasileiros precisam urgentemente entender é que a segurança e a pontualidade do seu vôo depende de uma complexa e extensa "corrente" de diferentes eventos e responsabilidades que precisam funcionar uníssonos e com alto grau de profissionalismo. No Brasil quem implementa, administra, regulamenta e fiscaliza a infra-estrutura dos aeroportos e das empresas, e controla o nosso espaço aéreo é o Governo; assim como é ele também o poder concedente das linhas para as empresas. E mais: este mesmo Governo ainda cobra UMA FORTUNA em taxas do já aviltado contribuinte-passageiro e das empresas pelo utilização de seus péssimos serviços. Ou seja, PAGAMOS duas vezes para brincarem com as nossas vidas!!!

 

Cabe a nós Brasileiros exigir que este pateta megalômano e ignorante travestido de Presidente pare de brincar com as nossas vidas perseguindo, processando e prendendo pilotos e controladores como se responsáveis fossem pelo estrondoso fracasso do Estado Brasileiro entregue ao seu comando. E a indignação de todos os comentários que ouvi ontem na Internet/CBN me reacendeu uma pequena esperança de que a sociedade talvez reagirá desta vez a mais este descalabro governamental. A ÚNICA esperança de futuro para o nosso país é realizarmos que cabe a todos nós Brasileiros reagir à sujeira política que destrói e mata no nosso país!

 

O Brasil é grande demais, lindo demais para deixarmos que um energúmeno e sua corja PTista e de sua "base de sustentação" entranhada nos diferentes órgãos públicos responsáveis pelo assassinato de ontem continuem matando impunemente. Não podemos admitir que mais esta tragédia e sofrimento causado às famílias sejam em vão!!!!

 

Comandante Peter Lessmann

Votec Linhas Aéreas -Varig S/A - Etihad Airways

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ÉTICA

OU SE TEM OU NÃO SE TEM

Não há meio termo. Embora muitas vezes seja confusa a definição do certo e do errado. Você realmente sabe o que é ética? Recebi uma bela apresentação de slides apresentando, sob forma de perguntas e respostas, algumas regras que você pode seguir para melhorar o país. E ajudam a entender o que é ética. Aí vai ela, transformada em texto.

Não conhecer o autor não é desculpa para plagiar, mas também não é uma proibição de publicar.  

 

1. Você acha um absurdo a corrupção da polícia?

         Solução: NUNCA suborne nem aceite suborno!

02. Você acha um absurdo o roubo de carga, e assassinatos dos motoristas?

         Solução: EXIJA a nota fiscal em TODAS as suas compras!

03. Você acha um absurdo a desordem causada pelos camelôs?

         Solução: NUNCA compre algo deles! A maior parte de suas mercadorias são ilegais.

04. Você acha um absurdo o poder dos marginais das favelas?

         Solução: NÃO compre nem consuma drogas!

05. Você acha um absurdo o enriquecimento ilícito?

         Solução: NÃO o admire, repudie-o.

06. Você acha um absurdo a quantidade de pedintes no sinal ou de flanelinhas nas ruas?

         Solução: NÃO dê esmola. Principalmente à crianças.

07. Você acha um absurdo que qualquer chuva alague a cidade?

         Solução: Só jogue o LIXO no LIXO.

08. Você acha um absurdo haver cambistas para shows e espetáculos?

         Solução: NÃO compre deles, mesmo que não assista ao evento.

09. Você acha um absurdo o trânsito da sua cidade?

         Solução: NUNCA feche o cruzamento. Evite exagerar o uso do automóvel.

10. Você está indignado com o desempenho de seus representantes na política?

         Solução: Nunca mais vote neles e boicote os que o decepcionam.

11. Você acha um absurdo o poder econômico e militar dos  Estados Unidos da América?

         Solução: Prestigie a indústria brasileira!

Estamos passando por uma fase de falta de cidadania e patriotismo. Precisamos mudar nosso comportamento para que possamos viver num país onde tenhamos orgulho de dizer: Eu sou brasileiro!

Ficando parado, você não contribui; portanto não pode reclamar. Pratique os pontos com os quais você concordou e tente praticar também os que você não concordou.  Mesmo que não seja porque você tem ética. Mesmo que seja só para melhorar tua qualidade de vida.

Você realmente acredita que as mulheres mais lindas do mundo irão te dar bola por causa da marca de cerveja que você bebe?

Ao tomar conhecimento que um fabricante de cervejas ajuda um político a lavar dinheiro, pense em consumir outra marca. Logo perceberá que a que escolher é melhor, porque você realmente provou várias marcas antes de mudar, e não foi influenciado por hábito ou propaganda. Ou você realmente acredita que as mulheres mais lindas do mundo irão te dar bola por causa da marca daquela porcaria de cerveja aguada que você bebe?  Otário!

Quando o filho do teu político preferido não tem patrimônio e recebe MILHÕES de grandes empresas, sem justificativa lógica, você acredita quando te dizem que o menino é um gênio financeiro? Você pensa em usar outra empresa telefônica, para uma que não corrompa meninos puros? Ou não assistir a programação da emissora de TV que também negocia com o gênio? Você indaga quem deu o exemplo moral que o pimpolho recebeu?

Você pergunta quem é que está financiando a corrupção? É você, otário!

Quando você tem notícia que o senador ou deputado em que votou, e que era pobre como você, tornou-se um milionário, vendendo vacas milagrosas ou empresas falidas, você ainda o considera “pobre como você”? Continua o considerando companheiro sofredor, teu irmão de sangue? Merecedor do teu voto? Não são os que o corrompem que pagam o salário dele, é você, sob a forma de impostos. O dinheiro que o corrompe, também é você quem paga, nos impostos que pagam a obra superfaturada que paga a mesada da amante, otário! 

Você fica horrorizado ao ver ianques invadindo um país por causa de petróleo e ainda faturar um lucro com a venda de armas e munição, e continua financiando assassinato em massa? Porque quando v. comprar tua calça ou tênis com etiqueta em inglês, você é cúmplice. E está perdendo a chance de treinar boicote, para quando eles estiverem aqui por causa de água ou minérios. Ou você ainda vai continuar a financiá-los, depois que queimarem tua casa e matarem tua família? Otário!

Gil, 21 de julho de 2007

Acidente, chacina, desastre anunciado - é tudo papo furado.

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Para que uma pista seja segura é necessário que haja resistência compatível com a carga dinâmica, drenagem perfeita, que o comprimento da pista seja maior que o apenas suficiente e que o coeficiente de atrito da pista seja suficiente para que não haja derrapagem durante a frenagem. A função do groove é aumentar o coeficiente de atrito. Por isso, para que funcione bem, não basta existir, tem de ser limpo com regularidade, principalmente dos resíduos de borracha dos pneus. 

  (foto capturada de http://www.holemaker.com.br )

Não há como adiantar causa de desastre, sem investigar. Muitos motivos devem ser analisados. Parece-me que o momento menos seguro do vôo é o pouso. Além de ser o momento em que a pista é mais solicitada, existem possibilidades de erro humano, falha mecânica dos motores (sem tempo e espaço para correções), falha em trem de pouso, nos freios. Pode ocorrer por falta de treinamento dos controladores ou dos pilotos, excesso de tráfego aéreo. Falta de investimento em infra-estrutura é uma das causas permanentes em todos os sistemas de transportes, mas o que mais mata é a soma de duas ou mais causas. Menos evidente é quando uma decisão política ou econômica (como optar por uma pista menor ou economizar na drenagem) é tomada ao arrepio da técnica.

Criança, ouvia sempre "tanto vai o pote à fonte, que um dia ele quebra". Adulto, reaprendi o mesmo conceito na Estatística, com o nome de "Lei dos Grandes Desastres": desde que haja alguma probabilidade de que um evento aconteça, quando a causa se repete um grande número de vezes, a convicção de que acontecerá torna-se certeza. Tudo e nada com relação às  Leis de Murphy. Que no fundo, refletem o mesmo conceito, mas dito de forma engraçada.

O desastre era previsível, e foi previsto. Acontecerá de novo. E como os aviões continuam a aumentar, será maiorQuando um avião de grande porte cair no meio da cidade, matando muito mais gente que agora, dirão que é um acidente, dirão que era imprevisível. Com providências corretas, poderão ocorrer menos vezes

Sempre pensaremos que não ocorrerá conosco. E quando acontece conosco, com nossos filhos e parentes, revoltamo-nos e pensamos: Mas por que eu? O que fiz para merecer isso? A resposta é simples: NADA. Exatamente isso: fizemos nada, quando deveríamos ter tido coragem para fazer alguma coisa. Mas correremos a procurar alguém em quem por a culpa.

Segurança tem custo. Ou se paga com reais ou com vidas. 

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Copiei, descaradamente, do blog do Roberto Romano da Silva http://robertounicamp.blogspot.com/ 

Blog do Noblat.

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Acidente uma ova

Fui dormir às 7h depois de postar as informações da madrugada a respeito da pior tragédia da aviação brasileira. Acordei há pouco, liguei a televisão e dei de cara com o anúncio de que Lula mandou a Polícia Federal investigar em que condições se encontra a pista de Congonhas reformada nos últimos meses. Chamou muito a atenção de Lula o fato de os dois maiores acidentes aéreos da história do país terem ocorrido em um intervalo de 10 meses.

Espantoso, pois não!

A Infraero pode dizer rapidinho a Lula em que condições determinou a reativação da pista. Se ele desconfia do que poderá ouvir deveria dispensar de imediato o presidente da empresa. É puramente defensivo o recurso à Polícia Federal. Ou melhor: é para fazer de conta que o governo se mexe e tem o controle da situação. Não tem. E pouco se mexeu desde que foi avisado no início de 2003 pelo ministro da Defesa José Viegas de que haveria em breve um apagão áreo caso nada ou muito pouco fosse feito nos anos seguintes.

Por apagão não deveria se entender apenas atrasos e cancelamento de vôos devido ao reduzido contingente de controladores e ao crescente número de passageiros. O diagnóstico foi bastante abrangente. E ele alertava para a necessidade de se investir pesadamente na ampliação e reforma de pistas de aeroportos e na renovação de equipamentos de segurança de vôos. Investiu-se pouquíssimo. Nos aeroportos, à segurança privilegiou-se o conforto dos passageiros. Para evitar a repetição dos apagões, a pista reformada de Congonhas foi reaberta antes que ficasse pronta.

A de ontem foi a crônica de uma tragédia anunciada - e é isso o que o governo quer negar. Se vista como uma fatalidade, ele não ficará tão mal na foto. Se vista como uma pedra cantada, ele será cobrado por sua irresponsabilidade. Lula meteu-se em uma arapuca - mais uma. Não dá para sair agora demitindo o ministro da Defesa ou o presidente da Infraero. Seria passar recibo de que deveria ter feito isso há mais tempo. Não dá para sacrificar quem por acaso tenha contigenciado recursos para o setor aéreo - nada se fez ou se deixou de fazer sem o aval dele.

O que resta a Lula é torcer para que a culpa pelo desastre seja debitada na conta do piloto. Ou na conta da empresa. E que uma vez esgotado o choro coletivo, que a maioria dos brasileiros siga sendo compreensiva com ele e com o seu governo. Porque na verdade o apagão áreo nada mais é do que o apagão de competência. Como o primeiro, o segundo governo Lula é medíocre em matéria de gestão. Como principal executivo do país, Lula é tão medíocre quanto os que o cercam.

NÃO É MAIS CASO DE IMPEACHMENT: É CASO DE SEGURANÇA NACIONAL.

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Vale confererir o blog da campanha REAGE BRASIL,    http://campanhareagebrasil.blogspot.com/ 

EXCELENTE O BLOG PROSA E POLÍTICA. (link abaixo)

 

Alem dos textos, as charges são excelentes. Veja a que foi publicada agora, 11horas do dia 19 de julho de 2007, sobre o previsto e pavoroso acidente aéreo em S. Paulo:

Lula está reunido com a equipe de coordenação política do governo para discutir os efeitos do acidente com o Airbus-A320 da TAM. Ontem ele mandou fazer uma reunião para discutir o assunto, estava toda a equipe política e de comunicação do governo.
Será que não passou pela cabeça deste ignóbil que a equipe que deveria ser reunida é a técnica para que chegue a uma solução definitiva?

 

É cada vez mais claro que o tempo do verbo transforma a afirmação de falsa em verdadeira.

Um excelente blog para visitar é o http://www.interney.net/blogs/inagaki/ , PENSAR ENLOUQUECE. Eis um exemplo, postado no dia 18 de Julho de 2007, ontem: 

Acidente uma ova

"Acidente", segundo o dicionário Houaiss, possui a seguinte acepção: "acontecimento casual, fortuito, inesperado". A tragédia ocorrida ontem à noite, portanto, não pode ser chamada de "acidente". Não faltaram indícios prévios de que alguma nova desgraça envolvendo aviões poderia acontecer a qualquer momento.

* * *
Tarefa mais árdua do que o reconhecimento dos corpos será identificar, no jogo de empurra-empurra entre governo, Infraero, Aeronáutica, Anac e empresas aéreas, os irresponsáveis pela chacina de 17 de julho de 2007.

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Vaya con Dios, presidente...

 

Tem mais charges no www.comentando.blogspot.com 

Simplesmente Corajosa

Corre pela internet um texto maravilhoso, escrito em 2005 por Adriana Vandoni Curvo,  professora de economia e consultora.  Lava a alma dos brasileiros que sabem do que trata a palavra ÉTICA. Faça o download aqui. Pena é que continue atual, cada vez mais atual. Urgentemente atual.

Outros artigos dela podem ser encontrados no blog 

É político, estúpido. E político estúpido também.

Não reproduzirei aqui, para que v. não deixe de comprar, ler e guardar a revista VEJA de 11 de julho de 2007.  A coluna de André Petry alerta  que expressões recentemente divulgadas pela mídia revelam a estupidez e o comprometimento de certos políticos, que defendem regular e constantemente defender às cegas aos seus colegas que são flagrados em delito. A expressão INOCENTE ATÉ QUE UMA SENTENÇA DIGA O CONTRÁRIO é falsa, e utilizada com preocupante freqüência para fingir suspeita imparcialidade. 

O assassino é assassino, mesmo que não seja condenado. Quem rouba é ladrão. seja de um pão ou de um milhão. Mesmo que não seja condenado, mesmo que sequer seja suspeito.

Quando um político finge estupidez e ignorância, pode estar pensando que ao se expor aos holofotes está criando uma diversão, que "pensarão que sou tão estúpido que não posso também ser culpado". Com a repetição, quando os culpados apelam sistematicamente para um mesmo homem "acima de qualquer suspeita", começa a se tornar evidente o seu comprometimento. Começa a transparecer a possibilidade de que ele seja chefe, ou cúmplice, sócio externo ou receptador. 

Da mesma forma que quando acusam muitos, menos um. E que depois de condenados, depois de perderem mandatos, empregos, credibilidade, ainda permaneçam com o botim, com a liberdade, com os privilégios. E que ainda permaneçam comandando dos bastidores, a política do país.

Vista a carapuça quem quiser. Não posso ser processado, já que não citei qualquer nome. Mas o leitor deste artigo identificará com muito pouco esforço mais de um que se enquadra no que descrevi.

Gil, em 15 de julho de 2007

ANDIFES promove seminário sobre REUNI em 7 de agosto de 2007

Veja mais em http://s-info179.nsc.ufcg.edu .br:8080/noticias/Servlet ?command=NoticiaGetPageToView &codigoNoticia=5474

 

   Sobre o mesmo assunto:

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 MANIFESTO DO REITOR DA UFMG 

A FACE OCULTA da CONTRA REFORMA

A VELHINHA DE TAUBATÉ NÃO MORREU!!

Secretario diz que vai acabar com o Balcão da SESu / MEC

Na reunião da ANDIFES - Associção Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior - realizada em maio no Mato Grosso do Sul, o recém empossado titular da SESu - Secretaria de Ensino Superior do MEC, Ronaldo Mota, declarou que vai acabar com o balcão da SESu:

Outra política adotada pelo MEC é a negociação das demandas coletivas das IFES. "Acabou o balcão", disse, ao anunciar que não haverá mais, no âmbito desse órgão, negociações individuais. "É preciso mudar a cultura da verba de balcão. Vamos trabalhar com métodos e critérios e as demandas serão tratadas em conjunto".

Fonte: http://sucuri.cpd.ufsm.br /noticias/noticia.php?id=14265

O balcão da SESu, como é conhecido no MEC, é uma central de distribuição de verbas sem qualquer critério. Além de reconhecer oficialmente esta prática, o novo Secretário da SESu quer acabar com ela.

  MILAGRE: Tudo indica que a Velhinha de Taubaté está viva. Ou, pelo menos seu espírito baixou no autor desta noticia. Vamos ver quanto tempo dura. (a intenção ou o Ronaldo Mota no cargo... a não ser que a intenção seja de  negar todo e qualquer  gasto com ensino superior.)

 Gil, domingo, 15 de julho de 2007

REUNI ou DESUNI? 

Sobre o mesmo assunto:

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 MANIFESTO DO REITOR DA UFMG 

A FACE OCULTA da CONTRA REFORMA

REUNI ou DESUNI

Publicada (originalmente) em 15/06/2007 às 18h03m

Por Luis Paulo Vieira Braga

Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro

A administração pública no Brasil é uma das maiores vítimas das lutas político-partidárias que se desenvolvem no país. Freqüentemente vista como meio para alcançar determinados objetivos, sejam eles financeiros ou ideológicos, prima pela falta de continuidade e instabilidade. Diagnósticos feitos sob medida para alçar aos céus uma nova rotina e curto-circuitar as existentes, se sucedem a uma velocidade que excede em muito o limite do bom senso. Esse processo barbárico é envolvido em um amplo esquema de marketing que estigmatiza qualquer crítica como conservadora ou ultrapassada. O Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) lançado pelo Governo Federal em Abril deste ano, não foge à regra. Um enorme painel de programas que vão desde a instalação de energia elétrica nas escolas, passando pela distribuição de óculos, até a fixação de recém-doutores.

É exatamente um dos programas do PDE, o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), criado pelo decreto presidencial 9.096, em 24 de Abril de 2007, que está provocando muita inquietação entre os professores nos departamentos acadêmicos da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ao indicar em seu Artigo 1º as metas do programa, não deixa dúvidas sobre acondições que devem ser obedecidas, desqualificando-se, assim, as declarações suavizadoras de alguns dirigentes empenhados em implantar o programa a qualquer custo. O Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CONSUNI) aprovou uma resolução que , corretamente, pretendia promover um debate sobre a propriedade ou não do REUNI e as linhas mestras a serem estabelecidas. Entretanto, a Portaria do Reitor que formalizou a existência dessa Comissão alterou o seu caráter, o que foi denunciado pelo Prof. Roberto Leher em artigo recente.

De catalizadores da discussão, os integrantes da Comissão passaram a missionários do REUNI, promovendo uma primavera de projetos de cursos novos, de aumento de vagas e implantação de ciclos básicos por Centro, à margem do marco legal estabelecido pelo Conselho de Ensino de Graduação que disciplina a formulação do Projeto Pedagógico e organização curricular dos cursos de Graduação da UFRJ. Dizendo-se premidos pelos prazos, artificialmente, criados pelo Governo Federal, os operadores do REUNI na UFRJ promovem um verdadeiro rolo compressor nos colegiados de unidades e congregações em busca de apoio a algum vestígio de projeto que possa ser encaixado na forma do decreto 9.096. Digo vestígios, pois nem processos estão sendo corretamente instruídos para amparar as propostas dentro do marco de legalidade convencionado até então nesta universidade. O informe seguinte do representante de professores na Congregação do Instituto de Matemática ilustra a fragilidade da dinâmica adotada - a consulta aos professores adjuntos e associados sobre a criação do Bacharelado em Ciências da Natureza e Matemática teve 30 votos contrários e 12 votos favoráveis. Com isso os dois representantes dos adjuntos/associados seguiram o resultado da consulta e votaram contra a proposta na Congregação do IM (órgão máximo deliberativo do IM). O resultado final na Congregação foi a aprovação das linhas mestras da proposta, que permitem dar uma direção ao projeto. Praticamente todo o detalhamento do funcionamento do curso ( por exemplo: disciplinas, critérios para transferência dos alunos entre os cursos etc ficou para ser discutido ao longo dos próximos meses.

Ora esse procedimento está em flagrante contradição com os incisos III e VI da resolução do CEG citada acima. Em especial o inciso III aponta a necessidade de se assegurar os recursos materiais e humanos para viabilizar o curso, assegurando assim que os benefícios orçamentários se destinem aos que os necessitam e o inciso VI garante o padrão de qualidade , agindo como antídoto à criação de cursos voltados para alunos com pretensões intelectuais abaixo da média que se tem praticado na UFRJ. O fato do CONSUNI e do CEG, tacitamente, aceitarem a alteração do processo de formulação de projetos pedagógicos não cria automaticamente jurisprudência. É necessário que tanto um colegiado, como o outro assumam perante a comunidade universitária que estão mudando tanto a resolução que instituiu a comissão de alto nível para o REUNI, como a resolução 02/2003 do CEG, pelo simples fato de que não se pode conviver com a norma e o descumprimento da mesma, nem com a contradição entre a palavra e a ação.

As tautologias expressas nas diretrizes do REUNI não incomodam a ninguém, reduzir a evasão, oferecer mais vagas, facilitar a composição de novos currículos, entre outras, merecem a atenção dos dirigentes e do corpo de docentes, discentes e técnicos administrativos da universidade. Mas a reforma pretendida parece mais orientada a melhorar índices sobre a realidade acadêmica, do que a realidade acadêmica propriamente dita.

Reduzir a evasão transferindo evadidos de um bacharelado mais exigente para um mais fácil, ou encurtar a duração de um curso antes que os alunos vão embora, não parecem ser, exatamente, soluções de base, mas sim artifícios cosméticos do gênero - tudo está bem, se termina bem. E terminar bem significa ter dinheiro em caixa, e é dessa ilusão que se alimentam estas e outras propostas de gestão da administração pública, como se empreendimento privado fosse. Nada impedia que o governo federal alocasse 20% a mais no orçamento do MEC e fosse aprovando os projetos REUNI a medida que chegassem. 

Ao condicionar a apresentação imediata de projetos, ao encaminhamento orçamentário, o executivo praticamente impôs um paradigma - as universidades federais devem seguir o exemplo das universidades particulares: oferecendo cursos acessíveis aos alunos egressos do ensino médio público, aprovando de uma forma ou de outra a maioria desses alunos; contratando mais professores em tempo parcial e com menos qualificação; buscando financiamento no sistema produtivo através da prestação de serviços; e assimilando os campi universitários ao espaço urbano, descaracterizando-os assim como entidades autônomas.

Enviada por Paulo Villela , reproduzida HOJE, 15/07/2007, sem alterações.

            Sobre o mesmo assunto:

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A FACE OCULTA da CONTRA REFORMA

REUNI ou DESUNI

Alguns anos atrás, esta charge do artista plástico e arquiteto Jorge Arbach ganhou um importante prêmio. Mesmo atual, não me digam que era premonitória. Valeu na época, e vale agora. Infelizmente.

"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente, você estará fazendo o impossível."

Francisco de Assis, o santo.

Recebi do amigo Goldangra, o Malafa

Nota de pesar

A ONG Grupo Terrorismo Nunca Mais - Ternuma - tentou publicar a nota  abaixo na Seção  de Avisos Fúnebres  do Correio Braziliense , porém, de acordo com as normas do jornal, somente poderia ser publicada  como matéria paga, ao preço de R$ 10.000,00 ( dez mil reais), quantia essa que está  muito além das nossas possibilidades.
Assim, solicitamos aos nossos companheiros da internet que a difundam, o máximo possível, embora saibamos que, mesmo assim, ela não atingirá o  mesmo número de leitores caso  tivesse sido publicada no Correio Braziliense, um dos maiores e mais importantes jornais do pais.

Nota   de pesar
No momento em que a Comissão de Anistia promove a coronel Carlos Lamarca, o traidor da Pátria e do Exército, ladrão de armas e munição, assaltante de bancos, seqüestrador, assassino e terrorista,  proporcionando à sua viúva a pensão de general de brigada, elevamos nossas preces a Deus e pedimos pelas almas de suas vítimas, por ele assassinadas fria e covardemente:

- Orlando Pinto da Silva - Guarda Civil - São Paulo - em 09/05/1969;
- Alberto Mendes Júnior -Tenente da Polícia Militar do Estado de São Paulo - em 10/05/1970;
- Hélio Carvalho de Araújo - Agente do Departamento de Polícia Federal -  em 10/12/1970.

Aos familiares desses homens, mortos no cumprimento do dever,  nossa solidariedade e revolta.
À sociedade brasileira, já desgastada pela descrença em valores  éticos e morais, só resta lamentar por mais essa demonstração do  revanchismo político.

ONG Grupo Terrorismo Nunca Mais - TERNUMA 

Saudações,
Miguel de Paula

Recebi de meu amigo Vitório hoje, quinta-feira, 12 de junho de 2007. 

O original está na Enciclopédia Livre Wikipédia, para o mundo inteiro ver.

E nós brasileiros absorvemos, fazemos piadas e ainda nos julgamos espertos. 

Guarde no seu arquivo para mostrar aos seus filhos e netos como éramos inertes.

No período pós-ditadura militar, o governo com menos escândalos registrados foi o primeiro, com 6, tendo sido envolvido o poder executivo federal em um.

No segundo governo após o regime militar, o presidente foi defenestrado no décimo - nono escândalo.

Uma comparação grosseira: no governo do presidente anterior, ocorreram 45 grandes escândalos. Nos dois governos do presidente atual, já somam 102, até o presente momento. 

Por falta de espaço, colocamos apenas os links para as listas de escândalos.

Lista de escândalos de corrupção no Brasil

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Esta é uma Lista de Escândalos de Corrupção no Brasil. Lembre-se que não existe corrupção apenas na política brasileira. A lista é de escândalos em reverência que repercutiram em todo o Brasil.

O conceito de "escândalos de corrupção" aqui utilizado é muito vago e está longe de ser consensual. Incluem-se tanto casos de corrupção cometidos e não-apurados, quanto casos apurados por iniciativa dos próprios governos. Ademais, há casos de corrupção federais, estaduais e municipais. Finalmente, alguns casos podem ser escandalosos, mas somente com esforço de imaginação podem ser entendidos como de corrupção - vejam-se os casos da Lei Falcão, do Pacote de Abril, do assassinato do prefeito de Campinas Toninho do PT.

Obs: escândalos do Regime Militar e pré-era FHC/Lula, a serem ainda analisados e datados aqui: Ferrovia do Aço, Transamazônica, Projeto Jaíba, Projeto Carajás, Serra do Navio, Doação de terras amazônicas a multinacionais, Projeto Jari, Hidrelétrica de Balbina, Usinas nucleares em Angra - Projeto Nuclebrás, Reserva do Mercado de Informática, Esquema ACM-Globo-NEC, Esquema Globo-Grupo Time Life, Hidrelétrica de Tucuruí, Projeto Alcan-Alcoa no Maranhão.

                        É vergonhoso. 

Leiam e copiem em seus computadores antes que os corruptos consigam retirar do ar a Enciclopédia.

Assim teremos sempre fontes para renovar a informação.

Recebi por email, compartilho com vocês.

Texto escrito por um brasileiro que vive na Europa:

"Já vai para 16 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa sueca. Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante. Qualquer projeto aqui demora 2 anos para se concretizar, mesmo que a idéia seja brilhante e simples. É regra. Então, nos processos globais, nós (brasileiros, americanos, australianos, asiáticos) ficamos aflitos por resultados imediatos, uma ansiedade generalizada. Porém, nosso senso de urgência não surte qualquer efeito neste prazo.

Os suecos discutem, discutem, fazem "n" reuniões, ponderações. E trabalham num esquema bem mais "slow down". O pior é constatar que, no final, acaba sempre dando certo no tempo deles com a maturidade da tecnologia e da necessidade: bem pouco se perde aqui. E vejo assim:
1. O país é do tamanho de São Paulo;
2. O país tem 2 milhões de habitantes;
3. Sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes (compare com Curitiba, que tem 2 milhões);
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare... Nada mal, não?
5. Para ter uma idéia, a Volvo fabrica os motores propulsores para os foguetes da NASA.
Digo para os demais nestes nossos grupos globais: os suecos podem estar errados, mas são eles que pagam muitos dos nossos salários. Entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo, que tenha mais cultura coletiva do que eles. 

Vou contar para vocês uma breve só para dar noção. A primeira vez que fui para lá, em 90, um dos colegas suecos me pegava no hotel toda manhã. Era setembro, frio, nevasca.. Chegávamos cedo na Volvo e ele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são 2.000 funcionários de carro). No primeiro dia não disse nada, no segundo, no terceiro... Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manhã, perguntei: "Você tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos cedo, o estacionamento vazio e você deixa o carro lá no final." Ele me respondeu simples assim: "É que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar - quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique mais perto da porta. Você não acha?" 
Olha a minha cara! Ainda bem que tive esta na primeira. Deu para rever bastante os meus conceitos.

Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food. A Slow Food International Association - cujo símbolo é um caracol, tem sua base na Itália (o site, é muito interessante. Veja-o!). O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber devagar, saboreando os alimentos, "curtindo" seu preparo, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade. A idéia é a de se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida em que o americano endeusou. A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revista Business Week numa edição européia. A base de tudo está no questionamento da "pressa" e da "loucura" gerada pela globalização, pelo apelo à "quantidade do ter" em contraposição à qualidade de vida ou à "qualidade do ser". Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem  menos horas (35 horas por semana) são mais produtivos que seus colegas americanos ou ingleses. E os alemães, que em muitas empr