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Nova Friburgo-RJ |
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berço da colonização alemã no Brasil |
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A colonização alemã no
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Há 180 anos, em Nova Friburgo, começava e ser escrita uma história de suor e lágrimas, de idealismo e tenacidade, de amor e coragem: a história dos imigrantes alemães que aqui chegaram em 3 de maio de 1824, em busca da prometida terra fértil, onde pretendiam fincar suas raízes, trabalhar, viver e morrer em paz. Iniciava-se, assim, no generoso solo friburguense, a colonização germânica em nosso país, que continuaria pouco depois, com a chegada de outros colonos a São Leopoldo, no sul do Brasil. |
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Numa
homenagem de saudade e reconhecimento aos primeiros alemães chegados a
Nova Friburgo em 3 de maio de 1824, divulgamos, abaixo, alguns de seus nomes: |
| Balchasar Grieb Jacob Winter Henrich Schott Christian Nagel Nicolaus Caesar Jacob Spanner Joh. Michel Brod Phillipp Gaspar Heinrich Class Conrad Boehlinger Peter Schimidt Johan Freyer Conrad Klein Philipp Ulbbrich Carl Fals Philipp Heringer Josef Erthal |
Daniel
Durr Ernst Ulbrich Friedrich Sauerbron Joh. Georg Schwinn Carl Schwenk Nicolaus Herrmann Jacob Klein Sen Peter Berbert Jacob Klein Jonnas Emmerich Caspar Caesar Peter Reipert Johannes Brust Heinrich Juenger Wilhelm Gradwohl Jacob Gradwohl Philipp Schaus |
Nicolaus Baum Carl Heiderich Jacob Heringer Louis Boehm Peter Nanz Heinrich Eller Joh. Schmidt Heinrich M. Nanz Heinrich Emmerich Heinrich Duerrer Johannes Jungblut Conrad Broeder Werner Laubach Wilhelm Schwab Margarethe Dauth Heirich Schenkel |
e as famílias: Braune Sattler Weiber Ekhart Schint Boher Stork Deuschwitz Frese Oberlaender Wiegang Gade Barthans Heggdorn Bongard |
Brantz Werner Asth Mayer Guebel Hermsdorff Fendler Leuenroth Peckert Jeckert Riebert Gherard Frez Zinder Hottz Dietrich |
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Os Primeiros |
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Nova
Friburgo foi fundada em 1818 com a vinda de famílias de colonizadores suíços,
contratados por ordem de D. João VI.
Esses pioneiros tiveram toda sorte de facilidades: sua passagem era paga
pelo governo português, que ainda lhes davam subsídio anual. Além dessa
ajuda, eram também amparados por uma sociedade de beneficência suíça
existente no Rio de Janeiro. Com tudo isso, ou talvez até mesmo desestimulados pelo excesso de benefícios, muitos suíços não se interessaram suficientemente pela terra friburguense. Aos poucos foram se dispersando, subindo até Cantagalo a se ramificando pelas regiões próximas, em busca de terras férteis e mais acessíveis. Assim, a colônia sonhada por D. João VI atravessava uma séria crise já em 1824, quando para ela voltou seus olhos o Imperador D. Pedro I. |
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Chegam os alemães |
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| No começo de 1824 cerca de 400 alemães estavam em Niterói, nos edifícios da antiga Armação de São Domingos (Centro de Armamento da Marinha), aguardando a decisão do governo, sobre o local onde iriam se estabelecer definitivamente, foi então que D. Pedro decidiu sua partida para a colônia de Nova Friburgo, nesse sentido remetendo instruções a 5 de abril de 1824 ao Monsenhor Pedro de Miranda Malheiros, encarregado dos serviços de imigração e colonização. Monsenhor Miranda prontamente comunicou as providências necessárias ao administrador da Vila de Nova Friburgo, a 8 de abril e a 15 foram-lhe também enviadas instruções quanto à localização dos colonos, com ordem para o início imediato do trabalho de lavouras. Os alemães chegaram em Nova Friburgo em duas divisões, a primeira em 3 de maio e a outra no dia seguinte, 4 de maio de 1824. Esses colonizadores, porém, haviam pago suas passagens de vinda, não receberam qualquer subvenção e custaram 16 meses para receber seus lotes de terra, prometidos em contrato. Com isso, ao entrarem de posse da terra, muitos já estavam desprovidos de recursos, outros desanimados, fato que não escapou à observação do Pastor Sauerbronn, seu acompanhante naquela empreitada. | |
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O êxito da colonização alemã – escrevia ele em 1828 – seria bem maior se eles tivessem desde logo tomado posse dos lotes que lhes foram prometidos, o que ocorreu apenas 16 meses depois, quando muitos recursos já haviam sido empatados, sem retorno em qualquer tipo de produção vantajosa. Apesar disso, continua o manuscrito, os alemães igualaram e até superaram os suíços em seus trabalhos com êxitos. Já naquele tempo, Sauerbronn pregava a necessidade de melhores estradas para Friburgo. Suas observações a respeito da primazia da mão-de-obra alemã, também confirmaram e, recentemente, foram reconhecidos pelos próprios historiadores suíços que se têm ocupado da fundação de Nova Friburgo. |
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Teve notável influência
no desenvolvimento sócio-econômico de Nova Friburgo a colonização alemã,
aqui iniciada em maio de 1824. Oriundos de um continente onde a tecnologia
agropecuária já havia atingido um nível mais elevado
que o do nosso país, os alemães introduziram entre nós uma nova
mentalidade e um sistema de trabalho mais produtivo. |
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Os Luteranos |
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A primeira comunidade
luterana do Brasil foi a dos alemães chegados em Nova Friburgo em 3 de
maio de 1824, em 1827 os luteranos construíram seu primeiro Templo, no mesmo lugar
onde haviam se estabelecidos assim que chegaram, na então “Praça do
Pelourinho”, hoje Praça Marcílio Dias no Paissandu, mas as autoridades
locais mandaram demolir. Somente em 1857 foi possível construir uma
igreja perto do local anterior, obedecendo às leis vigentes, não tinha
torre, nem sinos e nem nada que a diferenciasse de outras casas. |
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Antigo Templo da Igreja Luterana de Nova Friburgo |
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Observações Importantes |
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Através dos manuscritos
deixados pelo Pastor Frederico Osvaldo Sauerbronn e documentos religiosos
por ele cuidadosamente guardados, desde o início de sua atividade em Nova
Friburgo, em 1824, permitiram aos seus sucessores estabelecer a cidade
como o ponto exato em que se iniciou a colonização alemã no Brasil. É importante lembrarmos que as pesquisas apontam outros movimentos migratórios de alemães antes de 3 de maio de 1824, na própria caravana de Pedro Álvares Cabral em 1500 haviam 34 militares alemães, quando os holandeses invadiram o Brasil no século XVI, muitos vieram e se estabeleceram em Pernanbuco, em 1818 muitos foram contratados para trabalharem em fazendas de café no sul da Bahia e muitos outros que vieram para o Brasil em diversas épocas diferentes. Mas o que temos que levar em conta é o sentido da palavra colonização, que inclui determinar ativamente o desenvolvimento de uma região, preservando costumes e tradições do colonizador por um período histórico presumido de 50 anos, estabelecendo a identidade da região, social, cultural e economicamente, e neste caso, o berço da colonização alemã no Brasil foi Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, ou seja, uma imigração de caráter coletivo, de grande porte e oficial, contratada pelo imperador D. Pedro I, constituída de imigrantes, que prosperou e é ativa até hoje. |
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| Alguns parágrafos foram
copiados na íntegra dos jornais:
A Voz da Serra e Deutsche-Welt (Mundo Alemão). Obs: Esta página é um trabalho independente não tendo qualquer vínculo com as entidades de nossa cidade responsáveis pela divulgação da colonização alemã. |
Links:
O navio Argus
A colonização suíça
A Igreja Luterana de Nova Friburgo
Nova Friburgo
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