| Minha vida e o Mangalarga Marchador |
| Meus pais se instalaram na região de Sacra Família do Tinguá na década de 30 para desenvolver o cultivo e a seleção de flores, notadamente Antúrios e Orquídeas. Desde a tenra idade passei então a frequentar a Fazenda Andorinhas, e nestas idas e vindas comecei a amar estes Marchadores com respeito e admiração. Muitas vezes, centenas de vezes sai a cavalgar, ainda meninota com os marchadores da fazenda, que também dedicava a criação de gado Pardo Suíço. Foi tomando gosto pelo andar cômodo e avante por estas serras do Tinguá, que na década de 70 adquiri o Sítio Jequitibá com Murillo. Partimos decididamente para a criação com animais registrados. As primeiras matrizes trouxemos de fazendas de amigos da região Campos (RJ), Andaluza, Mineira, Dulce, etc... |
| Escolhemos no Sul de Minas um legítimo representante da raça para chefiar o jovem plantel, o castanho ARA TRADUTOR ( Anghay Primeiro x Ara Argentina ) e assim concretizei um sonho de criança. |
Com ARA TRADUTOR, já registrado e vários campeonatos inclusive de Marcha, vieiram matrizes mineiras que adquirimos em criatórios tradicionais: ARA TIROLEZA ( por Ara Galeno ), CAXAMBÚ ALFENAS ( por Caxambú Conceito ), ALTEZA DA GIRONDA ( por Trevo da Gironda ), AMAZONAS DA GIRONDA ( por Mustang da Gironda ), ARA ASSEMBLÉIA ( por Angahy Primeiro ) e ARA GAROTA ( por Ara Sargento ); sobre estas matrizes ARA TRADUTOR trabalhou por mais de 20 ( vinte ) anos. |
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| Atingindo então a grande qualidade que reportei digno de um criatório ético e transparente em seus objetivos, entendi em certo momento dos anos 90 que o rebanho carecia de um brilho especial, de um toque de refinamento. Decidi visitar a Fazenda São Mateus um dos berços da célebre linhagem ABAÍBA. Ao me deparar com o garanhão SAMA DERBY ( Santana Sorriso x Sama Moema II ) percebi de imediato, que as estruturas seriam maiores, que os aprumos seria mais regu- lares e que a capacidade ventral de minhas futuras matrizes entrariam em nova fase. Todo meu trabalho inicial de seleção pelo andamento típico do Sul de Minas seria então um forte pilar para mesclar com este maravilhoso garanhão SAMA. Não me arrependi um só momento do que fiz, pois hoje a tropa JEQUITIBÁ é formada por 25 matrizes todas homôgeneas, de boas bases, grandes, estruturadas, de ampla ca- pacidade corpórea e de certo refinamento. E se olhar uma matriz e comparar com as demais, são igualzinhas entre si, e semelhantes ao SAMA DERBY, que em 1996 sagrou- -se Campeão Nacional Cavalo Senior em Belo Horizonte (MG). Hoje, devido aos inúmeros campeonatos de sua maravilhosa prole, está inscrito no Livro de Mérito MM7 da ABCCMM sob o número 157. |
| Para servir as filhas de SAMA DERBY, adquiri recentemente o castanho ARA SABIÁ ( Ara Sonho x Ara Visagem ) em condomínio com os cria- dores Francisco W. Ferreira, Fazenda Araujo - Minduri, José Márcio Leite, Chácara das Acácias, Caxambú (MG) e Patrícia Casiuch, Fazenda Campos do Pinhão, Pindamonhangaba (SP). Será o coroamento do meu trabalho de seleção ao longo desses anos, com a volta as melhores origens da tropa JEQUITIBÁ. |
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| designer |
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| A Marca da Vitória |
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| Sama Derby |
| Ara Sabiá |
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| Há auxiliá-lo introduzimos nos anos 80 os reprodutores CALYPSO DA ALCOBAÇA ( Herdade Maxixe x Danusa de Alcobaça ) e BUTÃO DA COUDELARIA SANJAIA ( Tabatinga Predileto x Negrita da Coudelaria Sanjaia ). Este foi portanto o material genético que dinamizou a tropa JEQUITIBÁ até a década de 90. |
| Ara Tradutor |