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A literatura de cordel é tipicamente nordestina. São
livretos que contam histórias em versos e possuem
xilogravuras como ilustrações. O processo é
totalmente artesanal.
O cordel tem origens antigas. Da época em que as histórias
eram passadas adiante verbalmente. Logo depois o homem
resolveu transforma-la em versos para decorar melhor e
cantá-las. Geralmente eram os ceguinhos mais
talentosos que aprendiam algum instrumento e cantavam
as histórias para ganhar a vida. Os menestréis também
cantavam enquanto expunham desenhos. Olha aí um
parente das histórias em quadrinhos... ^,^
Depois que se tornou possível
imprimir livros com as prensas de tipos móveis, logo
vieram toneladas de livros e folhetos. Daí vieram os
folhetos com histórias em versos e muitos vieram para
o Brasil e pouco a pouco, heróis europeus foram
substituídos por heróis nacionais, ou melhor, heróis
nordestinos como Lampião e João Grilo. Que hoje são
conhecidos por todos, mas, infelismente, não são
devidamente valorizados pelos jovens. Grandes nome do cordel são J. Borges e José
Pacheco entre outros muitos! |