MELHORES E PIORES de 2005



MELHORES

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Chow com seu espírito humanista e uma veia cômica que mescla a inocência do passado com a sofisticação do presente, fez de "Kung-fusão" o melhor filme de 2005, tirando um posto que era praticamente certo de "O aviador" a obra-prima do mestre Scorsese, a segunda posição, marcando a provável saida dele das mega-produções de Hollywood após uma dobradinha fascinante. E na terceira, a experiência e sabedoria do português Manoel de Oliveira, com sua aula de história graciosa, encantadora e impactante em "Um filme falado".

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Com "Terra dos Mortos" o cinema de horror contemporâneo ganhou um novo ar para respirar, onde o mestre Romero se apóia nas grandes figuras que o consagraram para questionar a politicagem do atual contexto mundial. Zhang Yimou apareceu no ano com dois filmes, mas um deles acabou de fato conquistando por toda sua beleza visual e seu conteúdo que misturava intrigas políticas, romance e reviravoltas, "O clã das adagas voadoras" é poesia visual pura. E na sexta colocação, Tim Burton e sua visão da "A fantástica fábrica de chocolate", revelando e estabelecendo valores familiares puros e sensíveis, com um gosto doce que fascina.

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Depois de causar furor em Cannes e ganhar um ilustre fã que presídia aquele júri, "Oldboy" revelou o talento de Park Chan-wook, um cinema moderno, complexo e naturalmente chocante. Saindo de um cinema oriental forte e contundente, vamos direto a um mais sensível, sútil e não menos complexo, realizado por Kim Ki-Duk, onde em "Casa Vazia" revelou uma bela história de amor sem palavras, mas de muitos olhares e gestos, fazendo sua definição do amor. Na nona posição, aparece o vencedor do Oscar, em que o brilho de uma grande atriz (Hilary Swank) e um tema polêmico e controvérsio, ganham a condução discreta de Clint Eastwood, no chocante "Menina de Ouro".

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"Cão de Briga" é a uma das mais gratas surpresas do ano onde revela um poder do cinema de ação e artes marciais em conseguir entreter abrindo uma dedicatória para reflexões sobre o comportamento e o instinto humano. Outra surpresa fica por conta da décima primeira posição, onde o brasileiro Fernando Meirelles em sua primeira tarefa em território gringo, pode praticar seu talento em fazer denúncia, e de quebra, fez de "O jardineiro fiel" uma linda descoberta sobre o amor, tendo como elemento algo que o intensifica;- que é a tragédia. E na décima segunda posição, perversão, religião, desejos, prazer e uma teia que vai inter-relacionando de forma instigante e pensativa, e revela Lucrecia Martel como um grande talento do cinema latino-americano.

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O poder da imagem é algo impactantemente sentido no decorrer de "Desejo e Obsessão", o polêmico filme sobre canibalismo que surge a partir da desejo sexual. As grandes corporações recebem um ataque em forma de comédia romântica no deliciosamente encantador "Em boa companhia", onde busca os bastidores pra lá de conhecidos mas sempre interessantes de serem expostos e criticados. E na décima quinta colocação, a incrível e fantástica história sobre desenvolvimento e amadurecimento, as crises, as dificuldades, o apóio e os amores dos adolescentes - "Quatro amigas e um jeans viajante" é uma aula de como se fazer um cinema para adolescentes entendendo bem o que gira em torno desse universo difícil e conturbado.

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Peter Jackson chegou para ficar e mostrou isso com "King Kong", sua bonita e sentimental reimaginação para a clássica história do gorila gigante com loirinha indefesa, demonstrando um tato aguçado para ação, efeitos e romance. Estreiando na direção, Haggis já aparece para tocar em feridas americanas envolvendo racismo em suas diversas formas de representação, mas acima disso, cria um interessante tabuleiro com personagens repletos de falhas e imoralidades, mas que possuem seus problemas, suas frustração e suas decepções. Na décima oitava posição, outro tema polêmico mas bastante circulado na mídia: pedofília;- em "O lenhador" temos a difícil parte da aceitação da doença e o processo de ser reaceito em uma sociedade que não oferece o perdão.

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Uma história triste e repleta de desigualdade que culmina nas condições sob-humanas de sobrevivência, pode ser vista no comovente filme japoneis "Ninguém pode saber", cujo coloca crianças perdidas em meio ao mundo caótico, e um deles, precisa atropelas as fases da vida, para manter a sobrevivência dos demais. Já "Mar Adentro" é o filme com tema polêmico que coloca de forma esclarecedora sua visão no assunto, porém abre portas poéticas, com os sonhos e as ilusões daquele personagem que deseja a morte. E para fechar o top de 2005, uma encatadora história vinda lá da Itália em que uma mulher sente-se atraída por um vizinho, o que coloca em risco seu casamento;- "A janela da frente" vai crescendo na memória com o passar do tempo e seu final lindo, fica marcado e o eleva a condição de grande filme.


PIORES

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"Guardiões da noite" é a bomba russa que fez enorme sucesso por lá misturando uma porção de coisas e caindo em situações pra lá de batidas - e ainda vai ter continuação. Em "Quem somos nós?" temos as questões existências mais instigantes sendo "monologadas" por uma porção de gente, ao som de uma trilha cafona e imagens idem;- nem abre espaço nem para reflexão, um inferno. Na terceira posição, uma continuação de um filme que já era ruim, com "Gigolô Europeu por acidente" Rob Schneider confirma seu talento.

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"Questão de Imagem" é o que o cinema francês tem de pior para oferecer. Robert Rodriguez poderia aparecer com "Sin City", mas conseguiu fazer esse Lavagirl e Sharkboy que é uma catastofre em termos de... tudo. E na sexta colocação, o filme de bicho-papão que parte de uma idéia que é motivo de chacota e não muda essa impressão.

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E história de amor que mostra longos minutos sem mostrar nada e que eu não entendi, não a história, mas o que viram de tão bom para tornar The brown bunny um cult. A falência da carreira de De Niro aliado ao alavancar da carreira de Dakota mostra a menina com mais destaque que o grande;- se não tivesse tantos a sua frente, diria que pior é impossível. E na nona posição, mais uma adaptação de HQ que não deu certo - isso já não é muita novidade.

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A promissora adaptação de O fantasma da ópera virou enorme frustração nas mãos daquele que parecia ser a escolha certa;- por mais que se tente defender Schumacher, essa sua bomba é indefensável. "A casa dos bêbes é o filme gentil e nobre, aquele que faz sua boa ação, é solidario, mas como cinema, é uma chatice que se prolonga como uma tortura por demais cruel. E no décimo lugar, Amaldiçoados o filme que resgata a lenda do lobisomen fazendo ele mostrar o dedo do meio - sem mais palavras, próximo.

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Minha vontade em comentar qualquer desses três filmes é mínima, basta dizer que aí tem duas continuação que foram feitas e nem deram muito dinheiro ("Miss Simpatia 2" e "Triplo X 2"), portanto, seria um favor não existirem, e um filme brasileiro, que também podia não existir, já que "Mais uma vez amor" é um fiasco em qualquer coisa que queira fazer - mas as atuações roubam a cena, sem dúvida.

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"O cara" é tão chulo e estúpido que quase não merece nem ser lembrado nessa lista tamanha sua insignificância, porém fica citado pra ver se Samuel L. toma jeito. Já O massacre da serra elétrica e "A família da noiva" são refilmagens que fazem muito feio frente aos originais, que eram fantásticos.

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Após filmes fracos e que não faziam justiça aos livros, Harry Potter finalmente chegou ao fundo do poço;- "O cálice de fogo" é um desastre completo e pior, compromete a quinta empreitada. Outro que não faz justiça, só que dessa vez ao antecessor, é "O chamado 2" que trocou de diretor e caiu na mão do sujeito que faz umas bombas lá pelo Japão, e o resultado, lista de piores. E para fechar a lista, outro filme que tornou-se cultuado sabe-se lá porque, já que "Reencarnação" funciona, com sua idéia absurdo, no mínimo como uma piada de mau-gosto e ainda por cima traz Nicole Kidman sem sua beleza tradicional.
















OBS: As listas foram formuladas a partir de unica e exclusivamente dos filmes lançados nos cinemas brasileiro no ano de 2005. Ao total foram 164 filmes vistos até o processo de escolha dos selecionados.
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