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ANTIOXIDANTES: MOCINHOS OU BANDIDOS?

Você conhece o ascorbato (vitamina C) não é mesmo? O que se diz da vitamina C é que ela protege contra diversas doenças e até retarda o envelhecimento. Entretanto, em quantidades elevadas e em condições específicas, pode ser tóxica e inclusive provocar uma produção maior de radicais livres do que sua capacidade de neutralizá-las.

A vitamina E, um outro antioxidante muito conhecido, se ingerida em cápsulas, não previne o câncer e as doenças cardiovasculares, como muitos afirmam.

O mundo vegetal contém, além das vitaminas C e E, um imenso arsenal de compostos
fenólicos (flavonois, flavanois, antocianinas, dentre outros) e carotenóides com imenso potencial antioxidante. Mais de 4000 destas moléculas já foram descritas. Porém, relativamente poucos flavonóides e carotenóides estão realmente bem estudados.

Muitos compostos, como o ácido elágico, o resveratrol e a quercetina, presentes no morango, vinho e na cebola, respectivamente, atuam como antioxidantes, interceptando radicais livres. Porém, também podem agir como pró-oxidantes, potencializando os efeitos dos radicais livres. Apenas a pesquisa científica poderá dizer quando um oxidante será de fato um mocinho.
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