IGUANA-VERDE / IGUANA-COMUM Iguana iguana Encontram-se na América Central e no Norte da América do Sul. Vivem em florestas tropicais húmidas, em mangais e em zonas relativamente ári- das mas com abundância de recursos, sempre na proximidade de água. Foram introduzidas, pelo Homem, na Florida. Podem atingir 1,5 a 2 metros de comprimento total (incluindo a cauda). A pele é predominante- mente verde, com bandas transversais relativamen- te marcadas ao longo do corpo (principalmente nos “ombros” e na cauda), que vão escurecendo com a idade; os juvenis possuem marcações azuladas; os machos dominantes apresentam cor alaranjada nas patas dianteiras e cor mais clara no focinho. As iguanas-verdes possuem dentes serrados e uma cris- ta na linha médio-dorsal, que se estende desde o pescoço à extremidade da cauda, com escamas mais compridas na região do pescoço. Os machos são mais compridos, têm a cabeça maior e a crista espinhosa mais desenvolvida do que as fêmeas; além disso, apresentam uma protuberância posteriormente à fen- da cloacal, onde se alojam os hemipénis. Os juvenis alimentam-se de insectos, lesmas e vermes, para além de matéria vegetal. Os adultos são principalmente vegetarianos. São répteis sociáveis e diurnos, que procuram alimento e apanham sol nas árvores em grupos. No entanto, os machos são territoriais, podendo provo- car ou sofrer ferimentos consideráveis nas suas lut- as por uma posição de dominância, um maior territó- rio ou o acesso às fêmeas. As iguanas-verdes têm há- bitos tanto terrestres como arbóreos, preferindo lo- cais de vegetação densa na zona inferior da copa das árvores. Trepam com grande facilidade, com o auxílio dos seus dedos longos e cauda comprida (que pode me- dir três vezes o comprimento do corpo). São capazes de se defender usando a cauda, embora prefiram pro- curar segurança atirando-se para a água e nadando com grande agilidade; quando agarradas pela cauda, esta pode quebrar-se segundo pontos de fractura es- pecíficos, permitindo-lhes a fuga; em alguns casos, a cauda cresce novamente, em função do local de fra- tura e da idade do indivíduo. É uma espécie ovípara. As fêmeas reúnem-se nos territórios dos machos maiores e acasalam preferen- cialmente com estes. A época de acasalamento decorre no Outono (primeira metade da estação seca). As pos- turas ocorrem na segunda metade da estação seca. A fêmea deposita 12 a 40 ovos num buraco que escava em solo arenoso. O período de incubação dura 10 a 15 se- manas, ocorrendo os nascimentos durante o final da es- tação seca ou no início da estação húmida. Atingem a maturidade sexual entre os 16 a 18 meses de idade, com um comprimento mínimo de 23 cm (excluindo a cauda). Estatuto de conservação e fatores de ameaça: A espé- cie não está globalmente ameaçada (segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza). Per- tence ao Apêndice II da CITES. Os adultos e os ovos são muito procurados para consumo humano ou para o comércio ilegal de animais de companhia, estando al- gumas populações bastantes ameaçadas. É um animal de companhia muito popular existindo vários projetos de criação em cativeiro que têm em vista minimizar as pressões a que as populações selvagens têm sido submetidas por esta razão.![]()
![]()