Para construir a floresta
a natureza gasta séculos de serviço.
Para destruí-la, basta a chispa do fogo.
Para construir a casa,
grande turma de obreiros despende longos dias.
Para destruí-la, basta um só homem de picareta,
no espaço de algumas horas.
Para construir um
jarro de legítima porcelana, o ceramista utiliza
tempo enorme de vigília e preparação
Para destruí-lo, basta um martelo.
Para construir o avião,
primorosa equipe de técnicos associa prodígios
de inteligência, na ação de conjunto.
Para destruí-lo, basta um erro de cálculo.
Para construir o depósito
de combustíveis, o homem é constrangido a providências
numerosas, alusivas à edificação e à preservação.
Para destruí-lo, basta um fósforo aceso.
Para construir a cidade,
o povo emprega anos e anos de sacrifício.
Para destruí-la, basta hoje uma bomba.
Irmãos, sempre que
chamados à crítica, respeitemos o esforço nobre
dos semelhantes.
Para construir, são necessários amor e trabalho,
estudo e competência, compreensão e serenidade,
disciplina e devotamento.
Para destruir, porém, basta
o golpe.
ANDRÉ LUIZ
(Do livro Ideal Espírita, cap. 61, edição CEC)