PRECE
PELOS AUSENTES
Pai Amado... Hoje quero
pedir por todos aqueles que estão longe de mim,
pelos mais variados motivos... Meu coração
repleto de carinho deseja elevar até o Teu
Coração uma prece de amor e de gratidão por
tudo o que eles representaram e ainda representam
para mim, não obstante, muitas vezes, a
distância e a separação...
Peço por meus pais, a quem devo a oportunidade
bendita da presente reencarnação e dos quais
estou quase sempre ausente, cumprindo o caminho
diferente que a vida me determinou... Peço por
meus irmãos, de quem nem sempre tenho notícias,
seja por esquecimento, seja por comodismo, mas
que vivem, carinhosa e perenemente, em meu mundo
afetivo. Peço por meus familiares e parentes
mais distanciados, corações que a vida
ofertou-me para a sagrada tarefa da
reaproximação e aos quais, infelizmente, nem
sempre consegui cativar... Peço pelos amigos que
foram surgindo em minha estrada ao longo do tempo
e que alí mesmo permaneceram, não obstante
amá-los sinceramente, porque era necessário
prosseguir e nossos caminhos nem sempre eram os
mesmo caminhos...
Peço, meu Deus, pela pessoa que me foi
companheira, dividindo comigo momentos de luta e
de paz, de amor e aflições, de alegrias e
lágrimas, auxiliando-me a chegar até aqui, de
alma serena e coração maduro. Peço por meus
filhos que são a minha felicidade maior mas que,
assim como eu, pertencem ao mundo que lhes
aguarda serviço e amor, para a consolidação de
Teu Reino, e por isso nem sempre estão por
perto, como eu de fato desejaria...
Peço enfim, Pai Amado, por mim também pois que
muitas vezes tenho estado ausente de mim mesmo,
atribulado entre inúmeras preocupações
diferentes, mergulhado em tarefas secundárias,
envolvido em distrações exteriores e esquecido
completamente, enfim, de me cuidar melhor, visando
minha real e verdadeira felicidade.
A todos, Senhor, abençoa e guarda, deramando
sobre cada um deles, e sobre mim também, a Tua Luz e o Teu amor, hoje
e sempre!...
Assim seja!
André Luiz, IDEAL André,
29.12.2002*
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BREVE ESTUDO SOBRE O TEMA
O DEVER
O dever é a obrigação
moral, diante de si mesmo primeiro, e dos outros
em seguida. O dever é a lei da vida; ele se
encontra nos mais ínfimos detalhes, assim como
nos atos elevados. Não quero falar aqui senão
do dever moral, e não daquele que as profissões
impõem.
Na ordem dos sentimentos, o dever é muito
difícil de ser cumprido, porque se acha em
antagonismo com as seduções do interesse e do
coração; suas vitórias não tem testemunhos, e
suas derrotas não tem repressão. O dever
íntimo do homem está entregue ao seu livre
arbítrio: o aguilhão da consciência, esse
guardião da probidade interior, o adverte e o
sustenta, mas permanece, freqüentemente,
impotente diante dos sofismas da paixão. O dever
do coração, fielmente observado, eleva o homem;
mas, esse dever, como precisá-lo? Onde começa
ele? Onde se detêm? O dever começa precisamente
no ponto em que ameaçais a felicidade ou a
tranquilidade do vosso próximo: termina no
limite que não gostaríeis de ver ultrapassado
em relação a vós mesmos.
Deus criou todos os homens iguais para a dor;
pequenos ou grandes, ignorantes ou esclarecidos,
sofrem pelas mesmas causas, a fim de que cada um
julgue judiciosamente o mal que pode fazer. O
mesmo critério não existe para o bem,
infinitamente mais variado em suas expressões. A
igualdade diante da dor é uma sublime
previdência de Deus, que quer que seus filhos,
instruídos pela experiência comum, não cometam
o mal argumentando com a ignorância de seus
efeitos.
O dever é o resumo prático de todas as
especulações morais; é uma bravura da alma que
afronta as angústias da luta; é austero e
flexível; pronto a dobrar-se às diversas
complicações, permanece inflexível diante de
suas tentações. O homem que cumpre o seu dever
ama a Deus mais que as criaturas, e as criaturas
mais que a si mesmo; ele é, ao mesmo tempo, juiz
e escravo em sua própria causa.
O dever é o mais belo laurel da razão; depende
dela como o filho depende de sua mãe. O homem
deve amar o dever, não porque o preserve dos
males da vida, aos quais a humanidade não pode
se subtrair, mas porque dá à alma o vigor
necessário ao seu desenvolvimento.
O dever cresce e irradia sob mais elevada forma
em cada uma das etapas superiores da humanidade;
a obrigação moral não cessa jamais, da
criatura para com Deus; ela deve refletir as
virtudes do Eterno que não aceita um esboço
imperfeito, porque quer que a beleza de sua obra
resplandeça diante dele. (O Evangelho Segundo o
Espiritismo, LÁZARO, Paris, 1863)
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MENSAGEM DE ANDRÉ LUIZ
QUANTO AOS OUTROS
Se você acredita que pode
alcançar a sublimação espiritual sem os
outros, decerto ainda não chegou à verdade.
A vida foi criada, à feição de máquina
complexa, em que as peças diferenciadas, entre
si, guardam função específica.
Não fuja à engrenagem do seu grupo se deseja
aperfeiçoar-se e progredir.
Os outros são as áreas destinadas à
complementação e melhoria dos seus próprios
reflexos.
Através deles, é que você se analisa para
observar-se com segurança.
Não intente transformá-los, de imediato,
porque, qual ocorre conosco, são espíritos em
evolução, caminhando entre dificuldades e
sombras, para o conhecimento superior.
Não exija deles a perfeição que estamos ainda
longe de possuir.
Esse nos ensina paciência, aquele a
compreensão, aquele outro o imperativo da
bondade, tanto quanto somos pessoalmente para
cada um deles testes vivos nesses mesmos
assuntos.
Acredite: sempre que os outros nos apareçam à
maneira de problemas, somos para eles outros
tantos problemas a resolver.
Diz você que precisa identificar-se com a vida e
descobrir-se para fazer o melhor, entretanto,
unicamente pelos outros é que você se encontra
e se realiza para as conquistas supremas da
felicidade e do amor.
ANDRÉ LUIZ
(Respostas da Vida, 9, edição IDEAL)
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Reprodução
parcial ou total somente com a
autorização expressa do Instituto
de Divulgação Espírita André Luiz - IDEAL
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