DAI-ME
FORÇAS, SENHOR!
Pai Amado... Não está
sendo nada fácil seguir em frente de cabeça
erguida, em meio a tantos problemas! Doem-me os
golpes desferidos pelas criaturas por quem me
desvelei e que penso, em meu humilde entendimento, deviam-me um pouco mais de respeito e consideração...
Tenho procurado amar e auxiliar, na medida do
possível, não só aos meus como a todos os meus semelhantes; tenho
respeitado compromissos, honrado laços e
cumprido fielmente todas as minhas obrigações,
seja no lar, na rua ou no trabalho...
Ainda assim, Pai, minha recompensa tem sido a
ingratidão e o pouco caso, como que a me fazer
acreditar quão pouco valor possui aquilo que
faço e que ofereço à vida!....
Por isso estou aqui, Senhor, rogando envie os
bons Espíritos -seus emissários junto às
nossas dores - para me esclarecer, me consolar e me dar forças para seguir em frente mesmo
que sob o clima da incompreensão e da
intolerância em que vivo hoje.
Dá-me sustentação, meu Pai, dá-me coragem e
serenidade para enxergar as situações como elas
realmente são, a fim de que meu coração não se
inunde com o fel da mágoa e o visco do ressentimento,
envenenando não só a mim como também às
oportunidades presentes e que podem trazer em seu
bojo a solução de meus problemas...
Guarda-me de chorar além das lágrimas que
aliviam, não permitindo que minha alma mergulhe
em pensamentos negativos e neles permaneça,
prejudicando minha vida e minha saúde
conscientemente. Pelo contrário, Pai,
dissipando as nuvens de meu desencanto, possa
o Senhor colocar em seu lugar a confiança plena
em Tua Justiça e em Teu Amor, na certeza de que,
se hoje colho lágrimas e desconsideração,
amanhã será dia de sorrir entre laços e
afagos mais sinceros.
Assim seja!
André Luiz, IDEAL André,
24.09.2002*
************************************
BREVE ESTUDO SOBRE O TEMA
AS BEM AVENTURANÇAS
Vendo Jesus as
multidões, subiu ao monte, e como se assentasse,
aproximaram-se os seus discípulos; e ele passou
a ensinar a todos, dizendo:
- Bem aventurados os humildes de espírito,
porque deles é o Reino dos Céus!...
- Bem aventurados os que choram, porque serão
consolados!...
- Bem aventurados os mansos, porque herdarão a
Terra!...
- Bem aventurados os que tem fome e sede de
justiça, porque serão saciados!...
- Bem aventurados os misericordiosos, porque
alcançarão misericórdia!...
- Bem aventurados os limpos de coração, porque
verão a Deus!...
- Bem aventurados os pacificadores, porque serão
chamados filhos de Deus!...
- Bem aventurados os que sofrem perseguição
pela justiça, porque o Reino dos Céus é para
eles!...
(Mateus 5, vs 1-10)
CAUSAS ATUAIS DAS
AFLIÇÕES - As vicissitudes da vida são de duas
espécies, ou se assim se quer, têm duas fontes
bem diferentes que importa distinguir: umas tem
sua causa na vida presente, outras fora dela.
Remontando à fonte dos males terrestres, se
reconhecerá que muitos são a conseqüência
natural do caráter e da conduta daqueles que os
suportam.
Quantos homens tombam por suas próprias faltas!
Quantos são vítimas de sua imprevidência, de
seu orgulho e de sua ambição!
Quantas pessoas arruinadas por falta de ordem, de
perseverança, por má conduta e por não terem
limitado seus desejos!
Quantas uniões infelizes porque são de
interesse calculado ou de vaidade, com as quais o
coração nada tem!
Quantas dissensões e querelas funestas se teria
podido evitar com mais moderação e menos
suscetibilidade.
Quantos males e enfermidades são a
conseqüência da intemperança e dos excessos de
todos os gêneros!
Quantos pais são infelizes com seus filhos,
porque não combateram suas más tendências no
princípio! Por fraqueza ou indiferença,
deixaram se desenvolver neles os germes do
orgulho, do egoísmo e da tola vaidade que secam
o coração; depois, mais tarde, recolhendo o que
semearam, se espantam e se afligem pela sua falta
de respeito e ingratidão.
Que todos aqueles que são atingidos no coração
pelas vicissitudes e decepções da vida,
interroguem friamente sua consciência; que
remontem progressivamente à fonte dos males que
os afligem, e verão se, o mais freqüentemente,
não podem dizer: Se eu tivesse, ou não tivesse,
feito tal coisa eu não estaria em tal
situação.
A quem, pois, culpar, de todas as suas aflições
senão a si mesmo? O homem é, assim, num grande
número de casos, o artífice dos seus próprios
infortúnios; mas, ao invés de o reconhecer, ele
acha mais simples, menos humilhante para a sua
vaidade, acusar a sorte, a Providência, a chance
desfavorável, sua má estrela, enquanto que sua
má estrela está na sua incúria.
Os males dessa natureza formam, seguramente, um
notável contingente nas vicissitudes da vida; o
homem os evitará quando trabalhar para seu
aprimoramento moral, tanto quanto para o seu
aprimoramento intelectual.
A lei humana alcança certas faltas e as pune; o
condenado pode, pois, dizer-se que suporta as
conseqüências do que fez; mas a lei não
alcança e não pode alcançar todas as faltas;
ela atinge, mais especialmente, aquelas que
prejudicam a sociedade, e não aquelas que não
prejudicam senão aqueles que as cometem. Mas
Deus quer o progresso de todas as suas criaturas;
por isso, ele não deixa impune nenhum desvio do
caminho reto; não há uma só falta, por pequena
que seja, uma só infração à sua lei, que não
tenha conseqüências forçadas e inevitáveis
mais ou menos tristes; de onde se segue que, nas
pequenas, como nas grandes coisas, o homem é
sempre punido pelo que pecou. Os sofrimentos que
lhe são a conseqüência, são para ele uma
advertência de que errou; eles lhe dão a
experiência fazendo-o sentir a diferença entre
o bem e o mal, e a necessidade de se melhorar
para evitar, no futuro, o que lhe foi uma fonte
de desgostos; sem isso, não teria nenhum motivo
para se emendar, e, confiando na impunidade,
retardaria seu adiantamento e, por conseguinte,
sua felicidade futura.
Mas a experiência, algumas vezes, vem um pouco
tarde; quando a vida foi dissipada e perturbada,
as forças desgastadas, e quando o mal não tem
mais remédio, então, o homem se põe a dizer:
Se no início da vida eu soubesse o que sei
agora, quantas faltas teria evitado; se fosse
recomeçar, eu faria tudo de outro modo; mas não
há mais tempo! Como o obreiro preguiçoso, diz:
Eu perdi minha jornada, ele também se diz: Eu
perdi minha vida; mas da mesma forma que para o
obreiro o sol se ergue no dia seguinte e uma nova
jornada começa, permitindo-lhe reparar o tempo
perdido, para ele também, depois da noite do
túmulo, brilhará o sol de uma nova vida, na
qual poderá aproveitar a experiência do passado
e suas boas resoluções para o futuro.
(Mateus 14, vs. 22-33)
************************************
MENSAGEM DE ANDRÉ LUIZ
EM TORNO DA FELICIDADE.
Em matéria de felicidade
convém não esquecer que nos transformamos
sempre naquilo que amamos.
Quem se aceita como é, doando de si à vida o
melhor que tem, caminha mais facilmente para ser
feliz como espera ser.
A nossa felicidade será naturalmente
proporcional em relação à felicidade que
fizermos para os outros.
A alegria do próximo começa muitas vezes no
sorriso que você lhe queira dar.
A felicidade pode exibir-se, passear, falar e
comunicar-se na vida externa, mas reside com
endereço exato na consciência tranquila.
Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo
determinados complexos de culpa, comece a desejar
a própria libertação, abraçando no trabalho
em favor dos semelhantes o processo de
reparação desse ou daquele dano que você haja
causado em prejuízo de alguém.
Estude a si mesmo, observando que o
auto-conhecimento traz humildade e sem humildade
é impossível ser feliz.
Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao
amor é a usina geradora da felicidade.
Se você parar de se lamentar, notará que a
felicidade está chamando o seu coração para
vida nova.
Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em
chuva, medite na colheita farta que chegará do
campo e na beleza das flores que surgirão no
jardim.
ANDRÉ LUIZ
(Sinal Verde, 26, CEC)
************************************
| * |
Reprodução
parcial ou total somente com a
autorização expressa do Instituto
de Divulgação Espírita André Luiz - IDEAL
André. |
|