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"Os colossais sistemas de tempo e nuvens de fumaça de Júpiter, girando no espaço à nossa frente, hipnotizaram-nos. O planeta é imenso. É duas vezes mais massivo do que todos os outros planeta juntos. Não há montanhas, vales, vulcões, rios, fronteiras entre a Terra e o ar, somente um vasto oceano de gás denso e nuvens flutuantes – um mundo sem superfície. Tudo o que podemos ver em Júpiter está flutuando em seu céu." Assim Carl Sagan no capítulo Histórias de Viajantes do livro Cosmos descreve em parte o que um capitão registraria num diário de bordo numa das sondas que visitou Júpiter. |
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| Foto rara de Júpiter (à esquerda), Saturno (embaixo a direita) e aglomerado estelar das Plêiades ou M45 (em cima) na constelação de Touro sem auxílio de telescópio. (Crédito Ken Webb) |
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Como é visível a olho nu, o planeta Júpiter é conhecido desde o começo da humanidade. Em seu brilho máximo pode ser o 4° astro mais brilhante do céu! Entre os planetas, nesta fase é apenas superado por Vênus. Com um telescópio modesto é possível ver algumas luas e características da atmosfera do planeta. Júpiter (Zeus para os antigos gregos) era o deus dos deuses e patrono da cidade de Roma. |
| Foto de Júpiter e duas luas com auxílio de um telescópio de 250mm em Araraquara (São Paulo) no dia 2/jan/2001. (Crédito Jaime C. Pires) |
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É um dos planetas mais pesquisados do Sistema Solar, sendo visitada por 7 sondas espaciais – uma delas construída especialmente para o sistema joviano – além é claro do uso do telescópio espacial Hubble. A primeira foi a Pioneer 10 alcançou o ponto de máxima aproximação em 01 de dezembro de 1973 a 132.250 quilômetros de distância. Em 02 de dezembro de 1974 foi a fez da sonda gêmea Pioneer 11 que passou apenas a 34.000 quilômetros do planeta, e foi bombardeada por uma grande quantidade de partículas energéticas. As informações colhidas ajudaram na missão seguinte, que começou em 1979 com as Voyager 1 e Voyager 2. Revelaram muito detalhes da complexa atmosfera de Júpiter, descobriram os anéis e as particularidades de algumas luas, como os vulcões em Io; deveras suas informações levaram anos para serem analisadas. A sonda Ulysses, também fez uma breve visita em 08 de fevereiro de 1992, quando se posicionava para ficar em órbita polar em torno do Sol. |
| Esta foto foi processada em 1990 sob uma imagem enviada pela Voyager 1 em 1979. As cores foram realçadas para observa-se detalhes da atmosfera de Júpiter. A Grande Mancha Vermelha encontra-se no sul (embaixo a esquerda) do planeta. (Crédito U.S. Geological Survey/NASA) |
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Quase quatro séculos depois, outro Galileo observou Júpiter. A sonda homenageando o astrônomo italiano foi projetada para fazer várias visitas ao planeta Júpiter e seus satélites, especialmente os maiores. A missão Galileo está sendo tão bem sucedida, que já foi várias vezes prorrogado seu encerramento. "Estamos orgulhosos por essa confiável sonda ter mantido seu desempenho bom o suficiente para servir a ciência por mais pouco", disse Jay Bergstralh, diretor interino de exploração do sistema solar da NASA. Em 7 de dezembro de 1995, uma pequena sonda enviada pela Galileo atravessou a atmosfera de Júpiter, enviando informações antes de ser destruída pela enorme pressão a 150 quilômetros abaixo das nuvens; entre outras coisas, descobriu um forte cinturão de radiação a cerca de 50.000 quilômetros acima das nuvens de Júpiter. Por fim, a Cassini (que explorará Saturno) em dezembro de 2000 aproveitou a oportunidade para testar seus equipamentos obtendo excelentes imagens de Júpiter e outros dados científicos. Junto com a Galileo pesquisaram a atmosfera, a magnetosfera e a ionosfera do planeta. O projeto foi chamado pela NASA de Jupiter Millennium Flyby. |
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| Esta vista de Júpiter em crescente foi feita pela Voyager 1 em 24/mar/1979. Esta imagem foi montada através de três filtros de cor e recombinadas para produzir a cor real. (Crédito JPL/NASA) |
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| Imagem artística de um balão-sonda flutuando na atmosfera de Júpiter, como a cápsula enviada pela Galileo. No fundo as maiores luas de Júpiter estão em crescente. (Crédito Don Dixon) |
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Sem dúvida o que mais chama atenção em Júpiter são suas dimensões. Por exemplo, se tomarmos como medidas as terrestres, temos: diâmetro mais de 11 vezes, massa 317,80 mais "pesado" e ocupa um volume 1.401 vezes maior! No entanto sua densidade é baixa, sendo de apenas 1,33 g/cm³. Na realidade este é o primeiro dos chamados planetas gigantes ou gasosos, formados basicamente de hidrogênio e hélio. O que chamamos de superfície nos planetas rochosos, nesses planetas estamos se referindo as camadas superiores da atmosfera. |
| Esta vista em cor falsa de Júpiter foi obtida pela Voyager 1 combinando filtros coloridos para produzir a imagem. Além da Grande Mancha Vermelha, vê-se uma mancha branca e nuvens de formatos variados. (Crédito JPL/NASA) |
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| Gráfico comparando as dimensões físicas de Júpiter com todos os planetas do Sistema Solar. O planeta tem duas vezes mais massa; o volume equivale a 60% dos planetas; e o diâmetro médio (ou equatorial) equivale a 1/3 da soma de todos os planetas. (Crédito Ielcinis Louis) |
| Não há certeza se o núcleo de Júpiter (ou qualquer outro planeta gasoso) é rochoso. No entanto, parece que o centro do planeta é quente (talvez 30.000° C) visto que Júpiter irradia para o espaço 2,5 vezes mais energia do que recebe do Sol. Devido à pressão de milhões de atmosferas os átomos de hidrogênio devem está comprimidos em estado líquido. O hidrogênio em tais condições adversas adquire propriedades metálicas, gerando corrente elétrica e conseqüentemente um forte campo magnético. |
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| Imagens de tempestades e relâmpagos capturadas pela Cassini em 01/jan/2001. No lado noturno (esquerda) vemos que os raios se relacionam com as manchas brancas no lado diurno (direita). As imagens foram realçadas no contraste e foram tirada com 2 horas de diferença. (Crédito NASA/JPL/Universidade do Arizona)I | |
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Isto explicaria porque o campo magnético de Júpiter é intenso (cerca de 14 vezes o da Terra), sendo que produzem ondas de rádio tão potentes, que no Sistema Solar é apenas superada pelo próprio Sol. O eixo desse campo está inclinado 11 graus em relação ao eixo de rotação, afastado 10.000 km do centro. O interessante é que como os pólos estão invertidos em Júpiter, se levássemos uma bússola para o planeta a agulha apontaria para o sul. A magnetosfera é gigantesca: mais de 7 milhões de quilômetros em direção ao Sol e até 700 milhões de quilômetros na direção oposta, ou seja, além da órbita do planeta Saturno! |
| Imagem das nuvens de Júpiter obtida em 29/jun/1979 quando a Voyager 2 estava a 9,3 milhão km do planeta. As características menores tem 172 km. Todas as nuvens de forma oval marrons e brancas visíveis nesta imagem foram observadas pela Voyager 1 em março do mesmo ano, ilustrando a estabilidade deste tipo de característica na atmosfera joviana. (Crédito JPL/NASA) | |
| Em vista destas características extremas de Júpiter, o astrofísico Isaac Asimov escreveu em O Colapso do Universo: "É possível que Júpiter ainda esteja se contraindo ligeiramente, e que a energia cinética daquela contração seja transformada em calor. É ainda possível que os átomos no centro de Júpiter estejam submetidos a uma temperatura e a uma pressão que os estejam levando à beira do ponto de ruptura, que um pouco de fusão de hidrogênio esteja correndo - apenas o suficiente para explicar aquela pequena emissão extra de calor do planeta. Se isso estiver acontecendo, Júpiter está à beira da ignição nuclear. Não há perigo de ignição real, naturalmente; Júpiter não é bastante grande e permanecerá para sempre à beira da ignição, apenas." | ![]() |
| Imagem em cor falsa dum temporal em Júpiter obtida pela Galileo em 26/jun/1996 a 1,75 milhões do planeta. A mancha branca (no centro) é uma nuvem alta, medindo 1.000 km de comprimento, estando 25 km acima da maioria das nuvens circunvizinhas. A extensão em vermelha indica que a base da nuvem é muito profunda na atmosfera, cerca de 50 km abaixo das outras nuvens. (Crédito JPL/NASA) |
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| Gravura artística do colossal sistemas de nuvens e de tempo de Júpiter. Não há nenhuma montanha, vales, vulcões ou rios, e não há limite entre a terra e o ar – apenas um oceano vasto de gás e nuvens densos. Tudo que vemos em Júpiter está flutuando no céu. (Crédito Andrew C. Stewart) |
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Júpiter é o primeiro e o maior dos planetas gasosos, feitos basicamente de hidrogênio. No caso de Júpiter, a composição química da atmosfera é de 90% de hidrogênio e 10% de hélio, com traços de amônia, metano e outros compostos químicos. Então por que há faixas coloridas na atmosfera de Júpiter? As cores vivas são o resultado complexo de temperaturas diferentes e reações químicas de vários elementos químicos que existem em pequena quantidade na atmosfera. Elas também ajudam a identificar a altitude das nuvens: as azuis são as mais baixas, seguindo as marrons, as brancas e as vermelhas, estas últimas nas camadas mais altas. É provável que três camadas de nuvens composta de gelo de amônia, hidrossulfeto de amônia e mistura de gelo e água. (No entanto, no local da descida da cápsula da Galileo só foi constatada a camada de nuvens formada por hidrossulfeto de amônia; além disso, a quantidade de |
| Uma das primeiras imagens obtidas por uma sonda espacial do planeta Júpiter, pela Pioneer 10 em dezembro de 1973. (Crédito JPL/NASA) | água e hélio encontrados foram menos do que o previsto). |
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| Esta imagem digital sugere um limite desobstruído entre a atmosfera e o oceano de hidrogênio líquido em Júpiter. Como está muito profundo para que a luz solar penetre, a única luz é do fulgor dos relâmpagos que são constantes. (Crédito Walter Myers) |
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Além disso, foram observadas em Júpiter algumas manchas ovais e embranquecidas, enormes ciclones que giram no sentido anti-horário no hemisfério sul e no sentido horário no hemisfério norte. No entanto nenhuma se destaca como a Grande Mancha Vermelha (GMV), um enorme furacão de alta pressão. De formato oval, mede 12.000 quilômetros de largura por 25.000 quilômetros de comprimento, ou seja, cabem quase dois planetas iguais ao nosso! Está ativa há pelo menos 3 séculos e a matéria próxima as bordas tem rotação de 4 a 6 dias, enquanto no centro o período é menor e aleatório. A Galileo observou que enquanto a parte externa gira no sentido anti-horário, a região central gira no sentido horário. A temperatura é de cerca -150° C e os ventos podem chegar aos 480 km/h. É a maior tempestade conhecida do Sistema Solar! No infravermelho foi observado que as partes externas da GMV estão 10 quilômetros mais altas que as regiões circunvizinhas. A coloração avermelhada pode ser por causa do fósforo. Sua origem e funcionamento ainda intrigam os cientistas. |
| Sequência de 8 imagens de alta resolução da GMV obtida pelo Hubble entre 1992 e 1999. Com este acompanhamento é possível perceber as mudanças na forma, no tamanho e na cor, que às vezes são dramáticas. (Crédito Hubble Heritagem Team e Amy Simon) | |
| "Gostaríamos de entender por que o clima de Júpiter é tão estável, enquanto o da Terra está sempre em transformação", afirma o cientista Andrew Ingersoll, do Instituto de Tecnologia da Califórnia. As imagens de Júpiter sugerem que suas imensas tempestades se alimentam da energia de outros fenômenos similares, mas de menor intensidade, que ocorrem no planeta, com pequenas tempestades se formando apenas para depois serem absorvidas por outras maiores. | ![]() |
| Espetacular imagem de uma aurora no pólo norte de Júpiter obtida pelo Hubble em 26/nov/1998. Foi usado o ultravioleta para realçar as partículas altamente carregadas que se chocam com a atmosfera. São vistos as marcas deixadas pela corrente elétrica das luas de Júpiter: Io (à esquerda, próximo do limbo), Ganimedes (próximo ao centro) e Europa (abaixo à direita).(Crédito NASA/ESA, John Clarke da University of Michigan) |
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VIAGEM
À GRANDE MANCHA VERMELHA (GMV)
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Mosaico
de 4 imagens obtidas em épocas, em distâncias e por sondas
espaciais diferentes. Portanto nota-se as constantes mudanças que
ocorrem não somente na GMV como em toda a atmosfera de Júpiter.
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| Imagem de Júpiter e a GMV capturada em 8/out/2000 pela Cassini, a uma distância de 77,6 milhões de km do planeta gigante. Os pontos brancos brilhantes são tempestades de relâmpagos na atmosfera do planeta. (Crédito NASA/JPL/Universidade do Arizona) | Vista da GMV e dos arredores obtida pela Voyager 1 em 25/fev/1979, quando a sonda estava 9,2 milhões de km de Júpiter. Os detalhes das nuvens são de 160 km de ponta a ponta. As manchas embranquecidas à esquerda da GMV é uma região de extraordinária complexidade e movimento variável. (Crédito JPL/NASA) | Imagem obtida pela Voyager 2 em 06/jul/1979 apenas a 2,6 milhões de km da GMV. Também é bem visível uma nuvem oval branca. (Crédito JPL/NASA) | Imagem da GMV capturado em 26/jun/1996 pela Galileo. Usando imagens reais de três filtros de cor, a equipe de Galileo pode montar o que uma pessoa veria se fosse capaz de flutuar pouco acima deste antigo sistema de nuvens. (Crédito JPL/NASA) |
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| Mosaico composto de duas imagens obtidos em 09/nov/1996 pela Galileo a cerca 2.300.000 km. A sonda estava 0,5 graus acima do plano do anel e a definição da imagem é de 46 km. (Crédito JPL/NASA) |
| Os anéis de Júpiter são tão opacos e rarefeitos, que os instrumentos da Pioneer 11 não registrou nada ao atravessá-los! Por esta razão o responsável das imagens enviadas pela Voyager 1 à imprensa em 07 de março de 1979, ao anunciar a descoberta de um dos anéis disse: "A descoberta do anel não era esperada, já que as teorias que tratam da estabilidade, a longo prazo, dos anéis planetários, não previam sua existência." A Voyager 2 pode estudá-la com mais cuidado quando estava a 1,5 milhões de quilômetros do anel em 10 de julho de 1979. Como estava do lado noturno de Júpiter, o anel apareceu bem visível contra o fundo escuro. | ![]() |
| É formado por poeira e minúsculos fragmentos de rocha escura proveniente de algumas luas de Júpiter. O albedo é muito baixo (0,05), mas da Terra são visíveis no infravermelho. | Mosaico de duas imagens dos anéis de Júpiter obtida pela Galileo. A parte superior destaca o Halo, um raro anel que envolve o anel Principal, produzido por forças eletromagnéticas. A imagem inferior mostram o anel Principal. A resolução é de 24 km. (Crédito JPL/NASA) |
| Geralmente são citados pelo menos 4 anéis. O halo que é muito débil, está mais próximo ao planeta (cerca de 29.000 quilômetros das nuvens), tem de cor alaranjada e formato de toróide. O anel principal que é o mais brilhante, porém é o menor, com 7.000 quilômetros de extensão; os 600 quilômetros mais externos refletem 10% mais que o resto da estrutura, tendo pequenas "divisões" entre as órbitas das menores luas de Júpiter. O anel Gossamer que a Galileo revelou que na realidade são dois anéis entrelaçados: o interno (que é o mais largo com 52.800 quilômetros) e o externo (que é o mais afastado de Júpiter, sendo que seu limite está a 153.500 quilômetros da atmosfera). Aparentemente a colisões constantes com meteoros nas 4 pequenas luas próximo a | ![]() |
| Júpiter fornecem o material para o anel. Tanto o anel como essa luas estão dentro de um cinturão de radiação intensa capturada pelo campo magnético de Júpiter. | Esquema dos componentes do anel de Júpiter. Mostra a geometria dos anéis com relação a Júpiter e aos satélites pequenos internos, que são a fonte da poeira que formam os anéis. (Crédito Cornell University) |
| DADOS DOS ANÉIS DE JÚPITER | |||
| DESIGNAÇÃO | DISTÂNCIA DA ATMOSFERA | LARGURA | ESPESSURA |
| Halo |
28.600
km
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22.000 km | 20.000 km |
| Anel Principal |
50.000
km
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7.000 km | 30 km |
| Anel Gossamer (Interno) |
57.800
km
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52.800 km | ? |
| Anel Gossamer (Externo) |
110.600 km
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42.900 km | ? |
| O planeta está em média 778.400.000 quilômetros do Sol, ou seja, mais de cinco vezes à distância Terra-Sol. Para completar um volta em torno do Sol leva 11 anos e 10,5 meses. A distância mínima da Terra é de 588.500.000 quilômetros e a máxima é de 968.100.000 quilômetros. Apesar de suas dimensões colossais, Júpiter é o planeta com o menor período de rotação; na região do equador move-se a 12,75 km/s, ou em outras palavras, o período de rotação no equador é de quase 10 horas! No entanto, como em outros planetas gasosos, cada latitude tem sua própria velocidade, provocando a rotação diferencial. Porém, assim como ocorre com Saturno, esta velocidade alta provoca um achatamento nos pólos de Júpiter na ordem de 1/16; enquanto o |
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| diâmetro médio (ou equatorial) é de 142.770 quilômetros, o diâmetro polar é de 133.840 quilômetros. | Esta vista simulada em cor verdadeira de Jupiter é composta de 4 imagens obtidas pela Cassini em 07/dez/2000. A definição é de aproximadamente 144 km por pixel. O ponto preto no globo do planeta é a sombra do satélite Europa. (Crédito NASA/JPL/University of Arizona) |
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A excentricidade da órbita é pequena, cerca de 0,05 e está inclinado em relação a órbita da Terra (eclíptica) em 1,30 graus. A inclinação do eixo orbital é de 3,13 graus. A gravidade superficial apesar de ser maior que a nossa (2,36 vezes da Terra), não surpreende muito porque as camadas mais altas da atmosfera estão 71.000 quilômetros do centro de Júpiter, enquanto nós estamos em média 6.300 quilômetros do centro da Terra. No entanto a velocidade de escape é cinco vezes maior que o nosso planeta, sendo de 60,5 km/s; isto significa, que mesmo a 2.000.000 quilômetros de Júpiter, a velocidade ainda é igual a da superfície terrestre. |
| Foto em cor verdadeira de Júpiter obtida pelo Hubble em 28/mai/1991. As nuvens na atmosfera joviana contêm pequenos cristais de amônia congelada e traços de compostos coloridos de carbono, enxofre e fósforo. (Crédito NASA) |
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Impacto
dos fragmentos do cometa Shoemaker-Levy 9 com Júpiter. Esta gravura
artística foi capa da Planetary Society e poster da revista Sky
and Telescope. (Crédito Don Dixon)
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| IGravura artística pintado muito meses antes da histórica colisão dos framentos do cometa Shoemaker-Levy 9 com Júpiter. Uma chuva de meteoros são mostrados entre as nuvens do planeta perto do alvorecer. (Crédito Kim Poor) |
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O sistema de satélites de Júpiter podem ser divididos em 4 grupos: os internos (alguns dos quais fazem parte do sistema de anéis de Júpiter), os maiores (três desses estão entre os cinco maiores do Sistema Solar), os externos (que subdivide em diretos e retrógrados) e os irregulares (recentemente descobertos). Como já citado, os primeiros foram descobertos em 1610 e os últimos em 2000 a partir de telescópios. Júpiter tem 28 satélites conhecidos, sendo superado em quantidade apenas por Saturno. Júpiter também possui a lua de movimento mais rápido do Sistema Solar: Métis, que viaja a 31,57 km/s! Para termos de comparação a velocidade da nossa Lua é 1,02 km/h. Os mais conhecidos só são parecidos em tamanho, já que há um grande contraste em suas características: Io é o astro do Sistema Solar com maior quantidade de vulcões; Europa é coberta por um enorme oceano de água congelado; Ganimedes é o maior satélite do Sistema Solar; e Calisto é o astro com maior número de crateras do Sistema Solar. Estes e outros estão sendo bem explorados pelas sondas espaciais e pelos maiores telescópios da Terra. |
| Imagem de despedida de Júpiter tirada pela Cassini em 15/jan/2001, quando o planeta estava a mais de 18 milhões de km. A resolução da imagem é de 110 km. No canto esquerdo também aparece o satélite Io. (Crédito NASA/Universidade do Arizona) |
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| Comparação do maior planeta do Sistema Solar com o nosso planeta. Parece simplesmente uma lua orbitando Júpiter! (Crédito Ielcinis Louis) | Esquema da órbita e magnetosfera de Júpiter. Note que a parte traseira da magnetosfera alcança a órbita de Saturno! (Crédito Ielcinis Louis) |
| DADOS NUMÉRICOS DE JÚPITER | |
| CARACTERÍSTICAS FÍSICAS | |
| Massa (Terra =1) | 317,80 |
| Volume (Terra=1) | 1.401,17 |
| Densidade (g/cm³) | 1,33 |
| Gravidade (Terra=1) | 2,36 |
| Temperatura Média (atmosfera) | -144º C |
| Temperatura Máxima (atmosfera) | -108º C |
| Temperatura Mínima (atmosfera) | -163º C |
| Componentes Principais da Atmosfera | Hidrogênio e Hélio |
| Satélites | 28 |
| CARACTERÍSTICAS ORBITAIS | |
| Distância Média do Sol (km) | 778.400.000 |
| Distância Máxima do Sol (km) | 816.620.000 |
| Distância Mínina do Sol (km) | 740.520.000 |
| Diâmetro Médio (km) | 142.770 |
| Período de Revolução (anos) | 11,86 |
| Período de Rotação | 09h 56min |
| Inclinação do Eixo (graus) | 3,13 |
| Excentricidade da Órbita | 0,050 |
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