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Os quatros maiores satélites de Júpiter foram descobertos por Galileu Galilei em janeiro de 1610 quando usando um telescópio observava o planeta. Deste modo convenceu-se de que a Terra girava em torno do Sol, bem como todos os outros planetas uma idéia radical para a Igreja Católica e por isso foi perseguido. Porém, Simon Marius reivindicou a descoberta das luas, afirmando que foram observados em novembro de 1609. Pelo menos ganhou com respeito aos nomes dos satélites - tirados da mitologia greco-romana e relacionados com Zeus (Júpiter); já os nomes dados por Galileo eram difíceis de decorar. No entanto, são geralmente chamados de satélites "galileanos". Com o uso de telescópios é possível acompanhar com mais detalhes vários fenômenos interessantes envolvendo essas luas de Júpiter, por exemplo, observar um dos satélites desaparecer na sombra do planeta, o trânsito de um dos satélites sobre o disco de Júpiter ou mesmo uma passagem sobre a Grande Mancha Vermelha, a sombra de uma das luas projetada sobre o planeta. |
| Fotomontagem de Júpiter e os seus satelites maiores produzida a partir de imagens da Voyager 1. Estão fora de escala, mas suas posições estão corretas, a saber: Io, Europa, Ganimedes e Calisto. (Crédito NASA/JPL) | |
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Foram detectadas partículas ao redor de Calisto, Ganimedes e Europa, o que permite deduzir que contribuem para a produção de poeiras no sistema de anel de Júpiter. Outro ponto em comum são que podem ter depósitos subterrâneos de água em estado líquido. Foram confirmadas as existências de atmosferas - apesar de ser bem tênues - nas quatro luas. Assim como a maioria das luas do Sistema Solar tem período de rotação sincronizado com o período orbital (ou revolução). Dessa maneira, sempre apontam o mesmo hemisfério para o planeta. |
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| Nesta imagem vemos Calisto (embaixo), Júpiter e Europa (ponto branco no planeta). No entanto, como Calisto é 3 vezes mais escuro que Europa, seu brilho teve que ser realçado. Imagem obtida pela Cassini em 07/dez/2000. (Crédito NASA/JPL/University of Arizona) | |
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Mas as similaridades terminam aí. Destacando o contraste entre elas, Carl Sagan diz que os satélites de Júpiter são "um mundo fragmentado como uma esfera de cristal [Calisto], um globo onde o chão é coberto, de pólo a pólo, com o que parece uma teia de aranha [Ganimedes]...um mundo com um oceano no subsolo [Europa], uma terra que cheira a ovo podre e parece um pizza, com lagos de enxofre derretido e erupções vulcânicas ejetando fumaça diretamente no espaço [Io]." Portanto façamos uma "viagem" dividido em duas partes, sendo a primeira sobre os satélites mais externos (Calisto e Ganimedes). Algumas das informações apresentadas podem ser refornuladas enquanto a sonda Galileo continua a exploração de Júpiter e suas luas. |
| Foto de telescópio amador mostrando a sombra de Io (ponto preto em Júpiter) e Ganimedes (ponto branca à esquerda). (Crédito Dario Pires) |

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A lua mais externa dos satélites maiores de Júpiter, Calisto, encontra-se a 1.883.000 quilômetros do centro do planeta e leva 16 dias e 16,5 horas para completar a órbita; é o oitavo satélite de Júpiter em ordem de distância. Assim como Ganimedes, o tamanho de Calisto também impressiona com seus 4.806 quilômetros de diâmetro; é a segunda maior lua de Júpiter e a terceira do Sistema Solar. Parece com o planeta Mercúrio no tamanho e aparência, porém é menos denso. No entanto a principal característica de Calisto é quantidade de crateras; tanto que é considerada a superfície mais marcada e mais antiga do Sistema Solar. |
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| Única imagem global colorida de Calisto obtida pela Galileo, em 25/mai/2001. As cicatrizes brilhantes em uma superfície escura testemunham uma longa história de impactos em Calisto. Apesar da superfície está crivada de crateras, ela não é uniforme em cor ou brilho. (Crédito NASA/JPL/DLR) |
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Concepção
artística mostrando Júpiter acima de uma antiga cratera
na superfície de Calisto. (Crédito Don Dixon)
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As crateras de impacto estão presentes em toda a superfície do satélite e são circundados por anéis concêntricos. A explicação para esses anéis, segundo os astrônomos é que no passado distante meteoritos perfuraram a crosta de Calisto, fazendo com que a água no subsolo se espalhasse pela superfície em volta das crateras. Diferente de Mercúrio e da Lua, as crateras de Calisto são baixas (poucos passam de um quilômetro de altura).Entre várias crateras de diversos tamanhos - a maioria tem 100 quilômetros -, Gipul Caterna se destaca. É uma longa série de crateras de impactos alinhados em linha reta. Há duas enormes bacias (como encontrado em Mercúrio e na Lua): Valhalla (no lado voltado para Júpiter com uma depressão de 600 quilômetros de diâmetro e circundado por 15 anéis, que se estende por um raio de mais de 1.500 quilômetros, a intervalos variáveis de 50 a 200 quilômetros) e Asgard (estrutura com vários anéis que mede cerca de 1.700 quilômetros de diâmetro e tem uma região central brilhante). |
| Esta imagem (de 360 km de largura) adquirida pela Voyager 2 mostra uma cadeia de crateras chamadas de Gipul Catena, em que a maior cratera individual tem cerca de 24 km. Esta é apenas uma das mais de 12 cadeias que se observa em toda a superfície de Calisto. (Crédito Paul Schenk/Lunar & Planetary Institute) |
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| Nesta imagem digital estamos vendo Júpiter visto do polo norte de Calisto. O Sol eclipsado está para emergir por trás do limbo direito de Júpiter. O componente vermelho da luz solar é refletido pela atmosfera superior de Júpiter, visto como crescente. Esta luz dá a Calisto um complexo tom rúbico, bem diferente da superfície cinza e castanha. (Crédito Walter Myers) |
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A superfície de Calisto está coberta por uma camada de gelo com rochas e pó escuros, possivelmente material carbônico, tornando-o mais escuro dos satélites galileanos, refletindo apenas 20% da luz solar incidente. Mas mesmo assim é possível vê-la com auxílio de telescópio amador por causa de seu tamanho. Não há evidencia de atividades tectônicas no satélite e provavelmente não sofre o efeito de maré porque está muito distante de Júpiter. Deste modo, é diferente das outras luas maiores de Júpiter que passaram por um processo geológico que eliminou grande parte dos vestígios de crateras. |
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Imagem global de Calisto obtida pela Voyager 2 em 7/jul/1979 de uma distância de 1,1 milhão de km. São visto inúmeras crateras de impacto num terreno escuro. Calisto apresenta a superfície mais antiga dos satélites do Sistema Solar. (Crédito NASA/JPL) |
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Em vista disso, os astrônomos ficaram surpresos quando a Galileo num vôo rasante sob Calisto revelou que montanhas de gelo e poeira estão aparentemente em erosão - não esperada em ambiente 'morto'. Por enquanto a única explicação para a erosão é que à medida que o gelo das montanhas evapora, a poeira que está grudada ao gelo se solta e desliza para as partes mais baixas da montanha. Se esse processo continuar, com o tempo todas as montanhas de Calisto desaparecerão! |
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Quatro imagens de Calisto obtida pela Galileo de 1996 a 1999 durante sua passagens por Júpiter. A imagem global (esquerda acima) mostra muitos pequenos pontos brilhantes, enquanto que a imagem regional (acima à direita) revela os pontos como crateras mais grandes. A imagem local (abaixo à direita) mostra além das crateras, uma camada escura que parece cobrir boa parte da superfície. E o detalhe (abaixo à esquerda) apresenta uma surpreendente superfície alisada nesta imagem de maior resolução (30 m) de Calisto. A linha vermelha indica a escala. (Crédito NASA/JPL/DLR)) |
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VIAGEM À
REGIÃO VALHALLA
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| Valhalla consiste de uma região com centro brilhante de 600 km circundado por anéis concêntricos de 3.000 a 4.000 km de diâmetro. É uma das maiores crateras do Sistema Solar. As planícies centrais brilhantes foram possivelmente criadas pelo preenchimento de gelo após o impacto do meteoro ou cometa no passado distante. Os anéis concêntricos são fraturas na crosta em resultado do impacto. | ||
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| Imagem global de Calisto obtida pela Galileo em 05/nov/1997 de uma distância de 68.400 km com resolução de 14 km. Valhalla está pouco acima do equador. (Crédito NASA/JPL) | Imagem de Valhalla (no centro) adquirida pela Voyager 1 em 06/mar/1979 de uma distância de 200.000 km. (Crédito NASA/JPL) | Uma parte da região central de Valhala é mostrado nesta área de 11 km. Mostra poucas crateras em contraste com a maioria da supefície de Calisto. Imagem obtida pela Galileo em 04/nov/1996 de uma distância de 1.219 km com resolução de 60 m. (Crédito NASA/JPL) |
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| Este mosaico de duas imagens mostra uma área dentro da região de Valhalla. Além das escarpas, são visíveis muitas crateras de impacto de tamanho diferentes (155 m a 2,5 km). A imagem de 33 km foi obtida pela Galileo em 04/nov/1996 com resolução de 46 m. (Crédito NASA/JPL/University of Arizona) | ||
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Outra surpresa foi quando a Galileo detectou um campo magnético em torno de Calisto. "Até agora, pensávamos que Calisto era uma lua morta e sem interesse, apenas um conjunto de pedras e gelo", disse Margareth V. Kivelson, cientista da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), e complementa: "estes novos dados sugerem que algo se esconde sob a superfície de Calisto e que pode muito bem ser um oceano salgado". Talvez esteja a 20 quilômetros de profundidade. A dúvida dos astrônomos é em que estado está esse oceano: congelado ou líquido.
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| Imagem obtida pela Galileo em 04/nov/1996 a uma distância de 111.900 km. Mostra a região Asgard, a segunda maior cratera de Calisto, com vários anéis concêntricos de 1.700 km de diâmetro. O detalhe (em preto e branco) foi obtida depois, em 16/set/1997 a menos de 9.500 km de distância, mostrando a cratera Doh com cerca de 55 km de diâmetro e com uma cúpula de 25 km, no centro de Asgard. (Crédito NASA/JPL) | |
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Calisto possui uma atmosfera tênue composta de gás carbônico a 100 quilômetros da superfície. A origem é desconhecida, apesar de que pode ser gás emitido pelo interior do satélite, ou de reações químicas no solo, ou ainda resto de cometas destruídos. Tem a densidade mais baixa dos satélites maiores (1,85 g/cm³), o que indica uma estrutura interna ímpar: um enorme núcleo de rocha e gelo, um manto de água salgada e uma fina crosta de rocha e gelo. Calisto foi uma jovem amada por Zeus e odiada por Hera. |
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| Esta imagem mostra dois aspectos de Calisto que supreenderam os astrônomos. O primeiro é um material escuro que cobre a superfície do satélite. O segundo é que há poucas crateras pequenas em vista do tamanho de Calisto. Imagem obtida pela Galileo em 17/set/1997 a uma distância de 8.600 km com resolução de 87 m. (Crédito NASA/JPL) |

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Ganimedes possui vários aspectos planetários como tamanho, campo magnético interno e superfície geologicamente ativa. É considerado o maior dos satélites do Sistema Solar, apesar de que houve tempo que foi considerado menor que Titã (satélite de Saturno) devido à densa atmosfera desse satélite. O diâmetro médio é de 5.268 quilômetros, ou seja, é maior que os planetas Plutão e Mercúrio, e tem ¾ do tamanho de Marte! Na mitologia grega, Ganimedes era um belo garoto de Tróia, a quem Zeus levou para servir vinho aos deuses. |
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| Esta reconstrução colorida de parte do hemisfério norte de Ganimedes foi feito de fotos tiradas pela Voyager 2 em 07/out/1979 a uma distância de 313.000 km. A imagem tem cerca de 1.300 km. A região escura tem numerosas crateras e parecem ser bem antigas; os grandes círculos embraquecidos são provavelmente remanescentes de grandes crateras de impacto foram preenchidos por gelo. (Crédito NASA/JPL) | |
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Ganimedes tem 3/4 do tamanho de Marte e é maior que Mercúrio. A imagem de Marte foi obtida pelo Hubble; de Ganimedes e da Lua pelo Galileo; e de Mercúrio pela Mariner 10 (a faixa branca representa falta de dados para completar a imagem). (Crédito NASA/JPL/STScI)
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A característica principal dessa imensa lua é suas estruturas superficiais parecendo manchas. Na realidade são regiões claras (de origem recente, sulcado por vales e cordilheiras que formam padrões complexos e de baixo relevo com alguns quilômetros de largura e centenas de quilômetros de comprimento) e escuras (de origem antiga, com grande número de crateras e que ocupa 1/3 do satélite). As diferenças entre esses dois tipos de solo sugerem processos tectônicos em escala global, apesar da verdadeira razão ainda ser desconhecida. Também há enormes crateras rasas em ambas as regiões cortadas pelas cadeias de montanhas; essas crateras são claras e possuem linhas radicais brilhantes como em Calisto. |
| Vista de uma cadeia de crateras em Ganimedes, chamada de Enki Catena, obtida pela Galileo em 05/abr/1997 a uma distância de 27.282 km. Esta cadeia de 13 crateras provavelmente foram formadas por um cometa puxado pela gravidade de Jupiter. As crateras do Enki Catena estão entre as áreas de terreno brilhante e terreno escuro, delimitado por uma estreita vala que corre diagonalmente no centro desta imagem, de 214 por 217 km com resolução de 545 m. (Crédito NASA/JPL) | As calotas polares se estendem até 40º de latitude norte e sul e são mais frias que o restante de Ganimedes visto que não recebem diretamente luz do Sol. |
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Estranhas
formações de geleiras na superfície de Ganimedes,
o maior satélite de Júpiter e do Sistema Solar, são
vistas nesta gravura artística. (Crédito Don Dixon)
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Recentemente os astrônomos descobriram indícios da existência de um enorme oceano de água abaixo da superfície congelada de Ganimedes. Um instrumento da Galileo detectou mudanças no campo magnético. "Não poderia ser gelo, teria que ser algo com maior capacidade de conduzir eletricidade", disse Margareth V. Kivelson, da UCLA, explicando que trata-se de água salgada em estado líquido. Está a cerca de 170 quilômetros abaixo da superfície. A água não congela devido à pressão interna e a radioatividade do centro do satélite. Esta teoria foi reforçada quando imagens revelaram locais que parecem com minerais com alta concentração de sal na superfície de Ganimedes, que teriam vazado através de fraturas na crosta de gelo. |
| Nesta visão global de Ganimedes, as cores estão acentuadas para enfatizar diferenças de cor. O aumento revela calotas polares gelados (roxo), além de dois terrenos predominantes no satélite: brilhantes (brancos) e escuras (verde). Muitas crateras com até várias dúzias de km são visíveis. O campo magnético de Ganimedes pode ser parcialmente responsável pelo aparecimento do terreno polar. Comparados com as calotas polares da Terra, o terreno polar de Ganimedes é relativamente vasto. A imagem foi obtida pela Galileo em 29/mar/1998 a 918.000 km de distância com resolução de 9 km. (Crédito NASA/JPL) | |
| Outro indício é que recentemente foram descobertos faixas de terreno brilhante e liso, ou seja, lodo. Um desses leitos tem cerca de 900 quilômetros de comprimento. "O material brilhante dentro dos leitos parece-se muito mais com a lava em termos de fluidez do que com o gelo duro, o que fundamenta a idéia de que foi criado pelo vulcanismo" diz William McKinnon, da Universidade de Washington. |
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| Imagem de alta resolução obtida pela Galileo em 07/05/1997 a uma distância de 17.490 km, cobrindo uma área de 91 por 62 km. A depressão com paredes acentuadas, e terraços internos é de aproximadamente 55 km de comprimento e de 17 a 20 km de largura, sendo a melhor candidata já observada para um rio de lava vulcânica de gelo em Ganimedes. (Crédito NASA/JPL) |
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Nesta imagem artítisca uma geada brilhante cobre uma série
de sulcos em Ganimedes. Esses sulcos tem centenas de km e provavelmente
são formadas por forças tectônicas na superfície
de gelo de água. (Crédito Walter Myers)
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Parece que Ganimedes tem uma camada fina e tênue formando uma atmosfera no satélite como a encontrada em Europa. Quando Ganimedes foi eclipsada pela sombra de Júpiter a Galileo pode observar auroras brilhantes. "A aurora ocorre porque Ganimedes tem uma atmosfera muito tênue de gases. Quando elétrons do cinturão de radiação de Júpiter chocam-se com esses gases, eles brilham", disse Torrence Johnson, cientista da Galileo. No entanto, as auroras de Ganimedes são diferentes da Terra porque elas se estendem além das regiões polares, e às vezes as partículas carregadas chocam-se na superfície do satélite. Pelo menos um desses gases, o ozônio, foi detectado pelo Hubble próximo a superfície, apesar de ser menor que encontrado na Terra. O ozônio pode ser produzido quando partículas carregadas capturadas pelo campo magnético de Júpiter penetram na superfície gelada de Ganimedes, rompendo o oxigênio da água. |
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Imagem de dois gigantes do Sistema Solar: Júpiter, o maior planeta e Ganimedes, o maior satélite. A foto foi obtida pela Cassini em 18/nov/2000 com resolução de 240 km. (Crédito NASA/JPL) |
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A baixa densidade (1,94 g/cm³) indica que Ganimedes é formado por um núcleo rochoso, um manto de água salgada e uma crosta de rocha e gelo, semelhante a Calisto. Sua massa também é pequena ser comparada com os outros planetas.Encontra-se a mais de um milhão de quilômetros do centro de Júpiter, sendo o sétimo em ordem de distância, gastando 7 dias e 3,5 horas. Ganimedes tem a menor excentricidade dos satélites maiores. A temperatura varia entre -183° C e -113° C. |
| Imagem da região norte de Ganimedes adquirida pela Voyager 1 em 05/mar/1979 a 250.000 km de distância. A resolução é de 4,5 km e mostra uma variedade de estruturas de impacto, inclusive crateras brilhantes. A superfície de Ganimedes é gelada e parece que essas crateras jovens espalhou materiais de gelo acima da superfície. (Crédito NASA/JPL) | |
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Imagem mostrando os dois tipos mais comuns de terrenos em Ganimedes. Os
terrenos escuros, como a Região Nicholson (à esquerda),
antigos e com muitas crateras de impacto de tamanho grande; e os terrenos
claros, como o Sulco Harpagia (à direita), com menos crateras de
impacto e relativamente plano. A imagem foi obtida pela Galileo em 20/mai/2000
de uma distância de 11.800 km com resolução de 121
m, e área total de 213 por 97 km. (Crédito NASA/JPL)
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| Vista artística de uma fratura de gelo em Ganimedes separando os dois tipos de terreno. Io (acima das nuvens de Júpiter) e Europa (canto esquerdo) também estão visíveis no céu. (Crédito Ron Miller) |
Esta página teve a colaboração de Almir Guilherme do site Explorando o Planeta Marte