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Em contraste com os quatro satélites maiores, existem poucas informações dos 24 satélites menores de Júpiter, visto que a maioria não passam de rochas flutuando ao redor do planeta. Costumam se divididos de acordo com suas órbitas em 3 grupos: os internos, os externos regulares e os externos irregulares. Os satélites internos possuem órbitas inferiores a de Io, foram descobertos por sondas espaciais (com exceção de Almatéia), têm menos de 300 quilômetros de diâmetro e fazem parte do sistema de anéis de Júpiter. |
| Fotomontagem (acima) e modelos (abaixo) dos satélites internos de Júpiter em ordem de distância (da direita para a esquerda) e em escala de tamanho. As fotos foram obtidas pela Galileo, onde é possível distiguir crateras de 35 a 90 km em Tebe e Amaltéia. Os modelos foram calculados em imagens estereoscópicas obtidas pela Galileo e mostra o "lado principal". (Crédito NASA/Cornell University) | Já os satélites externos regulares possuem órbitas exteriores a de Calisto, estão numa região entre 11.000.000 a 12.000.000 de quilômetros e têm menos de 200 quilômetros de diâmetro. |

(Crédito NASA/JPL/Cornell University)
É o satélite mais próximo de Júpiter, apenas a 56.575 quilômetros acima das nuvens, levando 7 horas para contorna o planeta. Por isso Métis é o satélite com menor período orbital do Sistema Solar, ao lado de Náiade (de Netuno). Foi descoberto em 1979 por S. Synnott na análise das fotos da Voyager 1 e recebeu o nome de uma titã e mais uma amante de Zeus. Tem 40 quilômetros de diâmetro e praticamente é um satélite gêmeo de Adrastéia, já que além de terem os mesmos aspectos físicos e orbitais, são satélites pastores do anel Principal de Júpiter. No entanto é o que tem órbita mais excêntrica (0,041) dos satélites internos.

(Crédito NASA/JPL/Cornell University)
O companheiro de Métis no anel Principal de Júpiter é Adrastéia, estando apenas a 1.000 quilômetros de distância. Gasta alguns minutos a mais que Métis, e também foi descoberto em 1979, quando David Jewitt examinava as fotos da Voyager 1, recebendo o nome da filha de Júpiter e Ananque. Adrastéia, porém tem forma oval de apenas 26x20x16 quilômetros de diâmetro, e tem excentricidade nula.

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Imagem artística
da superfície de Amaltéia. Esta pequena lua tem uma vista
impressionante do planeta, que mede 45 graus no céu, ou seja, equivalente
de 90 luas cheias na Terra. (Crédito Kim Poor)
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Outra característica estranha de Amaltéia é que emite mais calor do que recebe do Sol, provavelmente por causa das corrente elétricaas produzidaas pelo campo magnético do planeta. Amaltéia foi descoberta em 09 de setembro de 1892 por Edward R. Barnard no Observatório Lick, sendo o último satélite descoberto através de observação direta, sem uso de fotografias. Recebeu o nome da ninfa que amamentou o jovem Júpiter. A rotação de Amaltéia é sincronizada com o período orbital que é de 16 horas e 11 minutos. Seu eixo mais longo sempre aponta para o planeta que está a quase 110.000 quilômetros de distância. Deste modo faz parte do sistema de anéis jovianos, dividindo o anel Gossamer em Externo e Interno. |
| A superfície craterizada de Mimas é visto nesta imagem da Voyager 1 em 12/Nov/1980 de uma distância de 425.000 km. No limite direito é visto o maior das crateras de Mimas, a cratera Herschel, de 130 km de diâmetro e um pico com vários km de altura. A cor avermelhada talvez seja uma consequência de material perdido por Io e captado por Almatéia. (Crédito NASA/JPL) |
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Gravura artística
da superfície avermelhada de Amaltéia com Júpiter
cobrindo parte do céu. Além do enorme planeta, são
vistos os satélites Io (à direita) e Europa (à esquerda).
(Crédito Gostosevci Velenje)
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(Crédito NASA/JPL/Cornell University)
É o último satélite antes das grandes luas de Júpiter e também está envolvido no sistema de anéis do planeta. Tebe tem o período de rotação sincronizado com o período orbital que é de 18 horas e 10 minutos. Tem formato oval com 110x90 quilômetros de diâmetro. Assim como ocorreu com Amaltéia, a Galileo fotografou uma enorme cratera de 40 quilômetros, que nomearam como Zethus. Também foi descoberto por S. Synnott em 1979 nas imagens da Voyager 2 e recebeu o nome de uma ninfa, filha do deus dos rios Asopus. Assim como todos os satélites internos, Tebe também é um satélite pastor, sendo o externo do anel Gossamer, a 150.515 da alta atmosfera de Júpiter.

(Crédito University of Havaii)
Em 1975 Charles Kowal havia descoberto o satélite, mas depois perdeu-o. Somente 25 anos depois, em 21 de novembro de 2000 o satélite foi redescoberto por Scott Sheppard e equipe do telescópio no Havaí, sob o código 2000 J1, o primeiro de 11 onze satélites descobertos nesse mesmo ano. Os dados são imprecisos. Aparenta ter 8 quilômetros de diâmetro, distante 7.435.000 quilômetros de Júpiter e período de revolução de 4 meses e 10 dias. Tem a órbita bem inclinada (46 graus) e excentricidade de 0,20. Aguarda confirmação e nome definitivo pela União Internacional de Astronomia (IAU). É o primeiro satélite com órbita regular depois dos maiores satélites de Júpiter.

(Crédito NASA/JPL)
Leda é o primeiro de quatro satélites que formam um conjunto de satélites relativamente próximos e com inclinação orbital em torno dos 28 graus; no caso de Leda é de 26 graus e excentricidade de 0,15. No entanto, está distante 11.094.000 quilômetros do centro do planeta, levando quase 8 meses para completar o período de revolução. Foi descoberto em 1974 por Charles Kowal, recebendo o nome da rainha de Esparta e outra amante de Zeus. É o menor desse grupo com apenas 10 quilômetros de diâmetro, mas é o mais brilhante refletindo 7% da luz solar.

(Crédito NASA/JPL/University of Arizona)
Dos satélites menores de Júpiter é menor apenas que Amaltéia, possuindo 170 quilômetros de diâmetro, mas tem mais massa e é mais denso (2,80 g/cm³); foi descoberto alguns anos depois, em 1904 por C. Perrine. A órbita de Himalia é inclinada 27,63 graus com excentricidade de 0,16 e distante do centro do planeta quase 11,5 milhões de quilômetros. Recebeu o nome de uma ninfa que cuidou de três filhos de Zeus. Himalia e Elara são o mais escuro desse grupo de satélites, refletindo apenas 3% da luz. O período orbital é de 8 meses.

(Crédito NASA/JPL/Cornell University)
É o décimo segundo satélite de Júpiter, distante cerca de 11.720.000 quilômetros, gastando 8 meses e 19 dias para completar a volta em torno do planeta. É o mais inclinado do grupo com 29 graus, porém é o menos excêntrico (0,1070). Lisitéia foi descoberto em 1938 por S. Nicholson, que na mitologia greco-romana era filha de Oceano e mais uma amante de Zeus. Lisitéia tem apenas 24 quilômetros de diâmetro.

(Crédito Station d'Astrométrie des Alpes de Haute-Provence)
O último do grupo está apenas a 17.000 quilômetros da vizinha Lisitéia, tendo praticamente o mesmo período orbital de 8 meses e 19 dias. No entanto, Elara é menos inclinado (24,77 graus) e tem órbita mais excêntrica (0,22); também é o mais denso com 3,30 g/cm³. Foi descoberto em 1905 por C. Perrine e recebeu o nome da mãe de Zeus. É o segundo maior do grupo com 80 quilômetros de diâmetro. Depois desse satélite encontramos os satélites irregulares, que incluem os recém-descobertos.
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| Esquema das órbitas dos satélites internos de Júpiter. Todos estão no sistema de anéis de Júpiter e são antes de Io. (Crédito Ielcinis Louis) |
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| Esquema das órbitas dos satélites externos de Júpiter. Todos tem órbitas inclinadas e estão depois de Calisto. (Crédito Ielcinis Louis) |
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| Comparação da Lua com alguns satélites menores de Júpiter. |
| DADOS NUMÉRICOS DOS SATÉLITES REGULARES DE JÚPITER | |||||||
| NOME | DESIGNAÇÃO | NOME PROVISÓRIO | DIÂMETRO MÉDIO (KM) | DISTÂNCIA MÉDIA (KM) | PERÍODO ORBITAL(DIAS) | INCLINAÇÃO ORBITAL(º) | ANO DA DESCOBERTA E DESCOBRIDOR |
| Métis | Júpiter XVI | 1979 J3 | 40 | 127.960 | 0,29 | 0,00 | 1979 Voyager 1 |
| Adrastéia | Júpiter XV | 1979 J1 | 20 | 128.980 | 0,30 | 0,00 | 1979 Voyager 1 |
| Amaltéia | Júpiter V | - | 180 | 181.300 | 0,50 | 0,40 | 1892 E. Barnard |
| Tebe | Júpiter XIV | 1979 J2 | 100 | 221.900 | 0,67 | 0,80 | 1979 Voyager 2 |
| 1975 J1 | Júpiter XVII | 2000 J1 | 8 | 7.435.000 | 130,02 | 43,07 | 1975 C. Kowal |
| Leda | Júpiter XIII | - | 10 | 11.094.000 | 238,72 | 26,07 | 1974 C. Kowal |
| Himalia | Júpiter VI | - | 170 | 11.480.000 | 250,57 | 27,63 | 1904 C. Perrine |
| Lisitéia | Júpiter X | - | 24 | 11.720.000 | 259,22 | 29,02 | 1938 S. Nicholson |
| Elara | Júpiter VII | - | 80 | 11.737.000 | 259,65 | 24,77 | 1905 C. Perrine |