AUTOR:
Allan M. F. -
Taizen
Saint Seiya.
Fonte
e Créditos Gerais:
Panfleto do Filme Tenkai-Hen
Overture, Livreto do The Movie Box, Jump Gold Selection Anime Comics 1,
Jump Gold Selection e
Rosenbach
WEB.
Páginas
Relacionadas:
Saint Seiya - A Ardente Batalha dos
Deuses
Saint
Seiya - A Lenda do Jovem Escarlate
Saint
Seiya - Os Guerreiros do Armagedon
Saint
Seiya - Prólogo da Saga do Céu ~ ABERTURA
CURIOSIDADES
E COMENTÁRIOS
Introdução
(Capa do livreto do The Movie Box)
Tanto o mangá original
de Masami
Kurumada como a série animada de Saint Seiya (1986-1989)
tornaram-se uma obra popular que representou a década de
80.Por isso foi apresentada ao público esta primeira
produção original aproximadamente 9 meses
após a primeira exibição da
série...Em outras palavras, exatamente antes da "Saga das 12
Casas", justamente naquela época era o período de
climax ideal. Contando com a supervisão de
Kôzô Morishita, diretor da série de TV,
e com o roteiro de Yoshiyuki Suga, roteirista de "Akuma-kun" (1989),
"Magical Taluluto-kun" (1991), "SLAM DUNK" (1994), entre outros, que
já foi encarregado de inúmeras
animações para o cinema da Toei. Suga participou
nesta obra como eventual substituto de Takao Koyama,
responsável pela composição global da
série, assumindo grande parte dos episódios da
série de TV e de 3 filmes, trabalhando depois com BT'X
(1996), outra obra de Kurumada.Além do mais, foram chamados
Shingo Araki como diretor de animação e
desenhista dos personagens (character design) e Seiji Yokoyama para a
trilha sonora, reforçando a equipe principal (main staff)
como fizeram em grande parte da obra da TV. Araki trabalhou
até o filme 3, "A Lenda do Jovem Escarlate"
(Shinkû no Shônen Densetsu), e Yokoyama trabalhou
em todos os 4 filmes de "Seiya". No platô Izu (Izu
Kôgen), o diretor executivo Morishita. e os membros da
produção, Yoshifumi Hatano e Masayoshi Kawata,
reuniram-se previamente para desenvolver o conceito dos personagens
antagonistas, que não deviam acabar como meros "sacos de
pancada", suas caracteristicas e golpes deveriam corresponder
às dos protagonistas do lado oposto.E também, a
aparição dos inimigos dependeria de seus chefes,
como Éris, a deusa da discórdia que aparece na
mitologia grega. A maçã dourada, utilizada por
ela, existiu originalmente para causar uma disputa entre três
deusas, incluindo Atena (além do mais, voltando na
história, ressalta-se que Éris era a
irmã gêmea do Deus da Guerra, Ares). E ainda, os
efeitos especiais como a emissão de luz da
maçã dourada, que se tornou a chave da
história, e das cordas da lira de Orpheus, foram utilizados
com sucesso. Além disso, o acompanhamento de uma orquestra
completa por exemplo criou novos sons, para a
composição de uma obra da "Toei Manga Matsuri"
(Festival de Mangá da Toei), um orçamento
extraordinario foi gasto. Então, dessa maneira, o primeiro
filme foi concluído, uma enorme quantidade de fãs
ficou enlouquecida, não apenas por um grau de
perfeição da produção
original, como pelos diversos efeitos do mangá e da
série de TV. Além disso, na época do
lançamento, o título do filme era apenas "Saint
Seiya", porém, junto com o atual
lançamento do DVD, foi possível adicionar o
subtítulo "Éris, a Deusa Maligna" (Jashin Eris)
por idéia de Kurumada.
(Informações retiradas de minha
tradução - com colaboração
especial do Victor "Red Dragon" e do Ivan "Juni Anker" - do livreto do The Movie Box
)
Grande
anúncio
Um grande anúncio do filme foi publicado em uma
edição especial da revista semanal Weekly
Shônen
Jump, onde a série era publicada toda semana:
WSJ nº 30 - 06/07/1987 (vendida em 23/06/87)
Título do capítulo publicado: O golpe
diabólico (maken) do Mestre
Sinopse: enquanto o
Mestre acompanha do seu salão os acontecimentos
em
Leão, Shaina desperta sob os cuidados de Cassius. O rival de
Seiya conta a sua mestra tudo sobre o que aconteceu depois que Aiolia a
deixou com ele e partiu para encontrar com o Mestre. Eis que ficamos
sabendo pela boca de Cassius sobre o terrível golpe
diabólico do Mestre aplicado em Aiolia, tornando-o um
demônio sedento de sangue e um cego seguidor das ordens do
Mestre. Shaina decide ir socorrer Seiya, mas Cassius a
detém,
partindo logo em seguida rumo a Leão. Enquanto Seiya sofre
lutando contra Aiolia, Shiryu e Shun são apanhados por
Cassius
na escadaria que leva a Leão.

★ Capa
Frases de destaque:
"Saint Seiya. Combata! Templo
do mal! Atravesse! Como um meteoro!!"
★ Flash
de notícias do filme "Saint Seiya" (originalmente colorido).
Um
anúncio
especial de lançamento do filme para julho.
Foram publicados esboços dos 5 novos Cavaleiros feitos pelo
mestre Kurumada, além de informações
sobre a história com ilustrações e
fotos do elenco e staff.
Ao contrário do que muitos pensam, o
filme teve uma
consideravel participação do Kurumada, como bem
nos
mostra o anúncio da Weekly Shônen Jump nº
30 de 1987.
Da pré-estreia
às reprises dos dias de hoje
Pré-estreia na Toei
Manga Matsuri
O filme teve sua estreia na Toei
Manga Matsuri
(Festival de Mangá da Toei), um grande evento onde as
produções
especiais eram exibidas antes de irem aos cinemas ou outras formas de
midia qualquer. Projeções desse mesmo evento:
"Dragon Ball - A
Princesa Adormecida do Castelo do Demônio" (Dragon Ball Majin
Shiro no Nemuri Hime), "Esquadrão da Luz Maskmen" ("Hikari
Sentai Maskmen"), "Metalder, O Super Homem Máquina"
("Chôjin ki Matalder").

(Capa do panfleto da "Toei
Manga Matsuri" onde o filme foi exibido, para ver todas as
páginas deste panfleto, clique
aqui.)
Assim como os demais filmes de
Saint Seiya, este
entrou em cartaz nos cinemas exclusivos da Toei, sendo exibido de julho
a agosto de 1987. Em dezembro do mesmo ano, o filme saía em
VHS.
★ Pôster oficial
do filme que estreou na Toei Manga Matsuri.
Frases de destaque:
"Todos os jovens
são os bravos do
amanhã! Abram suas asas, agora, como um Pégaso!!"
(trata-se
de referências a um trecho da música Pegasus
Fantasy, tema de abertura da série de TV até
aquele momento).
Enquanto isso, na série de TV e no mangá...
No mesmo dia em que a Toei Manga Matsuri exibia o primeiro filme, o
episódio 38 foi ao ar:
Embate! O Cavaleiro de Ouro
[18/07/1987]
Naquela mesma semana, o
mangá, a WSJ publicava:
Capítulo: O ciclo dos
seis mundos
(Rikudô Rinne)
[edição nº 33 - 27/07/1987 (vendida
em 14/07/87)]
Ikki encara Shaka de Virgem e logo vem a tona suas
lembranças de
seu encontro na Ilha Rainha da Morte, algo que havia sido selado em
suas memórias pelo próprio Shaka. Virgem decide
enviar
Ikki a um dos seis mundos da mentepsicose, porém,
Ikki contra-ataca!
No volume 6 da Jump Comics, a compilação dos
capítulos semanais da WSJ, Kurumada expressou sua
satisfação ao ver o primeiro filme de Saint Seiya
nos
cinemas.
[Tankôbon]
"Saint Seiya VOL 6, Lutem! Por Atena" [vendido em
15/09/1987], conteúdo (3 capítulos completos):
-
As cartas dos Cavaleiros revividos
- O ataque furioso de
Seiya
- Lutem! Por Atena
Palavras do autor sobre
a pré-estréia do primeiro filme de Saint
Seiya
No início do mês de Julho,
fui à
pré-estreia do filme animado de Saint Seiya. Apesar da
chuva, os
leitores
convidados pela Weekly Shônen Jump compareceram, lotando a
sala
do cinema. Além da emoção por
ver Seiya e
seus companheiros pela primeira vez numa tela grande de cinema, fiquei
cheio, sobretudo, da alegria e entusiasmo dos fãs.
A mídia
vendida, anime comics, reprises dos últimos tempos...
E alguns meses depois, em dezembro daquele mesmo ano, eram
lançados o VHS e a trilha sonora do filme:
[VHS] Saint Seiya
Gekijôban (Saint Seiya, o Filme)
O primeiro filme de Saint
Seiya sai em vídeo pela primeira vez.
Toei
Video
Código : VSTM-273
Lançado em: 11/12/1987
Preço: 6800¥
(Informações mostradas também no
Calendário Geral do nosso site: clique aqui para ir ao índice do
Calendário Geral
)
SAINT SEIYA Original Sound
Track III
Composição: Seiji Yokoyama
(2/4-9/11-14)/Canção:MAKE-UP(1/17)/Performance:
MAKE-UP
(1/3/15/17)・Andromeda Harmonic Orchestra (2/4-14/16)/Canto (Scat) -
Kazuko Kawashima (4/5/8)
Seleção
musical e fornecedora de dados:Yasuno
Watanabe
(não registrada nos comentários sobre as
músicas)
1. Pegasus
Gensô - Pegasus Fantasy (formato da TV)
2. Gekitotsu-suru
Cosmo - Cosmos em choque
3. Eien Blue -
Forever Blue (Instrumental)
4. Athena no Ai -
Amor de Atena
5. Senshi no
Kyûsoku - Descanso do Guerreiro
6. Hô Yoku
Ten Shô ~ Fukashichô no
Habataki -
Vôo da Fênix (Ave Fênix!) ~ Bater de asas
da ave
imortal
7. Senrishi no
Sanctuary - Santuário Aterrorizante
8. Cygnus
Hyôgen no Senshi - Cisne, o guerrieros dos campos
gélidos
9. Rettô no
Kanata e - Ao outro lado da batalha intensa
10. Kibô no
Saint - Cavaleiro da Esperança
11. Haruka-naru
GorôHo - Remotos Cinco Picos Antigos
12. Tsuioku~Kanashimi
- Lembranças~Tristeza
13. Arles no Kage - A
sombra de Arles
14..
Totsunyû! Jaaku no Toride - Entrem! A fortaleza do mal
15.. Pegasus
Gensô -Pegasus Fantasy (Instrumental)
16.
Ryûseiken wo ute - Dispare o Meteoro!
17.. Forever Blue
(Formato TV)
[CD] Nippon
Columbia 32CC-2074 vendido em 21/12/1987.
[LP] Nippon
Columbia CX-7311 vendido em 21/12/1987.
[CASSETE TAPE] Nippon
Columbia CAY-846 vendido em 21/12/1987.
Muitas das músicas do OST do filme foram utilizadas em
diversos
momentos da série de TV, especialmente na batalha das 12
casas.
Em novembro de 1991, foram vendidos os Laser Discs dos filmes
clássicos:
Capa do LD do primeiro
filme.
Imagens da contra-capa do
disco, do
próprio disco e do post card que vem com
simpáticas
caricaturas de Araki e Himeno.
Em abril de 95 a Shueisha lança por meio da Homesha o Anime
Comic da coleção Jump Anime Comics.
[Edição
Especial da WSJ] Jump Comics Selection, Anime Comic - Saint Seiya
[Publicado em 24/04/1995]
Contém 152 páginas compostas de:
pôster
dupla-face, ilustração de entrada especial,
apresentação dos personagens do filme, o filme
completo
em quadrinhos no estilo mangá, lista completa do elenco e
equipe
técnica.
ISBN: 4-8342-1402-8
★ Capa
do Anime Comics original japonês.
★ Imagem da
ilustração de entrada do Anime Comic.
Em outubro de 2001 todos os filmes foram reprisados no Toei Channel,
tornando a ser reprisado em julho de 2002, com o revival de Saint Seiya
por meio da Saga de
Hades, só que no canal Animax, dentro do
especial "Toei Anime Hero Dai Shûgô!(Grande
Reunião
de Heróis da Toei!)", apresentado por Toru Furuya.
Em
novembro daquele mesmo ano, o Animax tornou a exibir os filmes e em
fevereiro de 2004, o Toei Channel reprisou mais uma vez todos os
filmes, até que, finalmente, em 06/08/2004 foi colocado
à
venda a caixa com os 4 filmes, com direito ao Seiya com Armadura de
Ouro de Sagitário da linha Saint Cloth Series
(edição limitada). Em janeiro de 2005, os filmes
foram
reprisados mais uma vez pelo Toei Channel.
[DVD] Saint Seiya The
Movie Box (lançado em 06/08/2004)
Contém
os quatro filmes clássicos de Saint Seiya, seus respectivos
trailers oficiais japoneses e, em alguns casos, a abertura e
encerramento dos filmes sem créditos. Os
DVDs totalizam 212
minutos, com exceção do filme Shinkû no
Shõnen Densetsu (A Lenda do Jovem Escarlate), todos
são
DVD5 (single layer). Contém um booklet ilustrado
com
introdução, entrevistas e demais
informações. A edição
especial trazia um
modelo do Seiya com Armadura de Sagitário da
coleção Saint Cloth Series.
Toei Video
Formato de tela: 16:9 LB
Código: DSTD02237
Preço:
19.800¥ (20.790¥ com impostos)
Site oficial do filme:
http://www.toei-video.co.jp/DVD/sp21/stseiya.html

★ Capa do
The Movie Box

★ Capa do
DVD do primeiro filme
(Informações sobre os DVDs aqui
)

(Scanlation feito por mim
de 2
páginas do livreto do The Movie Box sobre os personagens do
filme - clique nela para ampliar)
Trívias
Todo o filme tem seus detalhes que
chamam a
atenção, seja um erro técnico ou algo
colocado
propositalmente, embora sem explicações expressas.
Para onde foi Jaguar?
No começo do filme, quando Éris envia os 5
Fantasmas para
esperarem pelos Cavaleiros de Bronze, Jaguar é visto saindo
correndo do Templo de Éris, mas no final no filme, ele
está lá, no mesmo lugar. O que houve? Para onde
foi
Jaguar? Será que ele deu uma de Ikki e ficou espionando os
outros combates? Ou será que cansado de não achar
oponente para ele, resolveu voltar e ficar esperando escondido no
Templo de Éris? Será que foi pura
estratégia ao
ver que logo alguém chegaria a Éris,
já que todos
os seus companheiros foram derrotados?
Para onde foi o
braço de Sagitário?
Quando Seiya veste a Armadura de Ouro e aponta a flecha da
justiça, por breves segundos, dá para ver essa
imagem,
que depois some e volta ao normal. Erro banal ou um tipo de "easter
egg" para algum fã detalhista perceber mesmo?
Ghost Saints = Silver Saints?
Quem são os Cavaleiros
Fantasmas e a qual
classe eles pertecem? São mesmo Cavaleiros? Porque servem a
outra deusa? E Orpheus, qual sua relação com
Orphee da
Saga de Hades?
Conforme dados oficiais, os
Cavaleiros Fantasmas,
chamados de Ghost Five (Cinco Fantasmas) por Éris,
são
antigos Cavaleiros de Atena, são heróis do
passado
(não determinada a época com exatidão)
que foram
atraídos pelo poder maligno de Éris irradiado
pela
chegada do cometa Repulse. Como Jaguar (Jägger/Jaga), todos
tinha
uma certa fama no passado em que viveram, mas acabaram morrendo e
caindo no esquecimento, ficando insatisfeitos com isso, desejando uma
nova vida. Não fica claro quais as classes desses
Cavaleiros.
Originalmente Lira e Flecha são Armaduras de Prata,
então
supõe-se que todos sejam de Prata, embora, nem oficialmente,
exista um consenso sobre isso.



O
panfleto do filme Tenkai relaciona os Cavaleiros Fantasmas à
categoria dos Cavaleiros de Prata no Santuário. Mas
há um
detalhe, um ponto de interrogação é
colocado ao
lado da palavra "revividos". Isso explica-se ao ler a página
específica sobre o primeiro filme que também
existe neste
panfleto. Conforme a tradução desta
página
específica, encontra uma breve
descrição sobre os
Cavaleiros Fantasmas. e levanda a questão de que eles
são
PRESUMIDOS como de Prata apenas por existir as Armaduras de Lira e
Flecha entre eles.
Nos tempos atuais de Seiya e os
outros, Ptolemy e
Orphee são os Cavaleiros de Prata de Flecha e Lira.
Entretanto,
no primeiro filme, suas Armaduras são utilizadas por Maya e
Orpheus. Todos os Cavaleiros Fantasmas foram criados, sem
exceção, por Masami Kurumada. Como já
mencionado
antes, todos os Fantasmas são Cavaleiros de Atena do
passado,
não se confundindo com os já existentes.
É bem
conhecido que alguns personagens viveram e reviveram como Cavaleiros de
Atena por diferentes épocas, mas nem sempre foram os mesmos,
Orpheus e Maya são exemplos de que nem sempre as Armaduras
são possuídas por uma mesma alma em
inúmeras
encarnações. Que fique bem claro, Ptolomy
é um
guerreiro com a alma diferente de Maya, o mesmo para Orphee e Orpheus.
Anos antes de Seiya e os outros começarem suas aventuras,
Orphee
já era Cavaleiro de Prata.
As Armaduras destes dois
personagens e, até
mesmo as dos outros, podem ser consideradas como réplicas de
suas Armaduras originais, ou até mesmo versões
alteradas
das mesmas, tal qual ocorreu com Cavaleiros que foram revividos na Saga
de Hades. É curioso, pois originalmente os Cavaleiros
Fantasmas
teriam Armaduras negras, tal qual as Surplices (Sobrepeliz) dadas por
Hades, porém, sabemos que dentre o quadro de personagens,
existe
a classe dos Cavaleiros Negros (Ankoku/Black Saints). Pela
banalização da cor preta, no anime até
mesmo as
Surplices dos Espectros e Cavaleiros revividos tiveram cores
diferentes, com tons escuros e misturados com o preto. O mesmo pode ter
se aplicado aos Cavaleiros Fantasmas, o preto foi trocado por cores
diferentes, até mesmo para não se confundirem com
a
classe dos Cavaleiros Negros, mas isso o provável fato de
suas
Armaduras serem réplicas.
Tapa-buraco:
indagações e especulações
com base em fatos da obra e fora dela
Muitos consideram
os filmes como "caça-níqueis", desconsiderando o
contexto
de cada um e sua reséctiva relevância no mesmo, e ignoram até o empenho da produção empenhada. Afinal de contas, nada
é de
graça nesse mundo, até mesmo quando Kurumada
criou o
mangá de Saint Seiya, o fez com intuito de lucrar, criar
algo
interessante que revolucionasse sua carreira e vendesse, e vendesse
bastante. Então aqueles que desejam continuar com a
mentalidade
de que "os filmes não prestam, são só
caça-níqueis", ou qualquer pensamento do tipo,
que
abandone este texto e evite comentar justamente este tipo de
crítica que, particularmente, não nos interessa,
considerando que nossa proposta é olhar com outros olhos
esta
obra, que assim como tudo (anime, mangá e afins), merece uma
análise técnica que entenda os bastidores da sua
produção, como também sobre o que vai
além
do enredo, pois nada em Saint Seiya nos é entregue por
completo e mastigado, há sempre o que se pensar além sobre determinada cena.
A esmagadora maioria de Saint Seiya nos dá o que pensar, nos
instiga a completar lacunas, a juntar os retalhos dessa impressionante
colcha que é a história de Saint Seiya, que seja
dito
novamente, é o tipo de coisa que independe do anime ou
mangá, nada é perfeito, cabe a cada um pensar a
respeito
se divertir ou não indo além do que nos
é imposto
ou se dando ao trabalho de juntar certas peças soltas por
toda a
obra.
Por
que levar em conta um dos filmes clássicos?
Pelo mesmo motivo que se leva em
conta no
mangá algo como a side story do Hyoga, "Natasha(ou Natassia)
do
País do Gelo", a historia dos Blue Warriors que foi escrita
pelo
proprio Kurumada para o mangá, mas não
há encaixe
evidente dentro da história do mangá. Pela ordem
de
publicação, essa história aconteceu
entre a
batalha do Santuário e a de Poseidon, porém entre
as duas
fases não se abre brecha para essa história.
Querendo ou
não, ela está lá, e sempre foi
bastante
considerada, mesmo sendo difícil de encaixar com o resto do
mangá.
Kurumada
participou desse filme?
Sim, como já mostrado
no anúncio da WSJ daquela época, Kurumada
trabalhou nesse filme, não
tão intensamente porque ele estava ocupado com o
mangá de
Saint Seiya, que estava na batalha das 12 casas ainda. Os desenhos dos
Cavaleiros Fantasmas (Ghost Saint), por exemplo, foram feitos pelo
próprio Kurumada, claro, retocado por Araki, da mesma forma
que
ele também contribuiu com o enredo. Conforme expresso no
booklet do The Movie Box, Kurumada sugeriu que o título do
filme fosse alterado para "Jashin Eris" (Éris, a Deusa
Maligna).
Quando
foi feito? O que trouxe de especial?
O primeiro filme
começou a ser produzido pouco
antes do começo da batalha das 12 casas do anime. Sua
estréia ocorreu exatamente no dia 18 de Julho de 1987, em um
evento importante da Toei chamado "Toei Manga Matsuri" (Festival de
Mangá), cujo nome mudou ao longo dos anos. Ao mesmo tempo,
ia ao
ar nas televisões japonesas o episodio 38, onde Seiya
enfrentava
Aiolia no anime. No mangá, acabava de ser publicada a Weekly
Shônen Jump. Enfim, tudo isso foi mencionado no
começo
desta página de curiosidades.
O filme foi feito pensando muito
além da
série, após todos os acontecimentos das 12 casas
que se
desenvolviam no mangá, mais precisamente nas
páginas da
Weekly Shônen Jump. Afinal, naquela época era
dificil
saber o que aconteceria depois, apesar de ser certo que os Cavaleiros
de Bronze conseguiriam salvar Atena, não se passava ainda
pela
cabeça de Kurumada que os Cavaleiros teriam novas
versões
de suas Sagradas Armaduras de Bronze.
Kurumada ainda não
havia desenvolvido os
conceitos das novas Armaduras de Bronze, muito menos a idéia
de
que os Cavaleiros de Ouro doariam sangue para revivê-las. Por
essa razão, os Cavaleiros de Bronze ainda usavam as
primeiras
Armaduras no primeiro e no segundo filme também, que foi
produzido pouco tempo depois.
Curiosamente, esse filme foi
importante porque foi um
dos primeiros momentos em que Seiya usava a Armadura de Ouro de
Sagitário, e ainda mais usava a flecha de ouro como arma.
Também é nesse filme que, pela primeira vez, os
Cavaleiros incentivam Seiya com seus cosmos para que ele seguisse em
frente no último grande combate, algo que se tornaria
costume na
série e no mangá. Daí nota-se a
importância
deste filme no contexto das bases de Saint Seiya.
História
esquecida? Nem tanto...
A partir daí, o filme
ficou estigmatizado com
o status de "gaiden", uma história extra, geralmente
considerada
a parte de alguma cronologia, mas também considerada como
algo
que ocorreu sem se fazer notar, algo exatamente no estilo da
história lateral do mangá de Hyoga contra os Blue
Warriors e até como o primeiro encontro de Ikki e Shaka na
Ilha
Rainha da Morte (história inserida na
compilação
do mangá, embora tenha sido publicada posteriormente na
versão original semanal). Isso aconteceu porque os
roteiristas
de Asgard Tv não mencionaram as batalhas dos dois filmes
anteriores, embora as implicações do anime sejam
bem
diferentes após o fim da batalha das 12 Casas: no
mangá,
os Cavaleiros de Bronze entram em coma por meses e ddespertam quando
Poseidon começa a agir, enquanto, no anime, os Cavaleiros
não são mostrados no coma, isso sequer
é
mencionado, a produção do anime não
descartou a
possibilidade dos Cavaleiros terem vivido aventuras nesse
período nebuloso entre a batalha no Santuário e a
batalha
contra Poseidon. Da mesma forma que os Cavaleiros não ficam
relembrando todas batalhas que tiveram, especialmente as do
começo da série ou do mangá, outras
histórias menores vividas por eles podem não ser
referidas, ficando como histórias secretas, esse
também
pode ser o sentido de ser um "gaiden".
O filme
nunca foi ignorado de fato. Além de vários
materiais oficiais que os citam junto a série de
TV e os outros filmes,
houveram detalhes curiosos que mostram que o filme sempre esteve
presente dentro da série, embora não referido
diretamente:
No episódio 48 (logo após o combate de
Hyoga na Casa
de Libra), a imagem de Ikki enfrentando Orpheus é mostrada
rapidamente em um resumo dos capítulos anteriores do anime,
embora não tenha intuito cronológico, a imagem
foi usada
para ilustrar o ataque de Ikki, mostrado de forma peculiar e em um
traço de Araki e Himeno, já que até
então
Araki e Himeno não tiveram a chance de desenhar Ikki em
ação na série de TV (isso
só aconteceria no
episódio da Casa de Virgem).
Quando a Saga de Hades foi produzida em 2002-2003, o primeiro DVD dos
13 OVAs de Hades Santuário contou com um breve resumo de
toda a
série. A introdução deste grande
resumo (conhecido
como OVA 00 ou Episódio Zero aqui) contou com trechos da
introdução do primeiro filme de Saint Seiya.
Em especial, no último filme clássico de
Saint Seiya
(Os Guerreiros do Armagedon), houve a uma tentativa oficial de unir as
pontas soltas entre filmes e série de TV. O filme de
Lúcifer se propunha a encerrar a série de TV, que
havia
sido cancelada naquela época quando o mangá de
Hades
ainda estava em seu início. No filme, Éris
é
mostrada como um dos deuses que enviaram seu cosmo para reviver
Lúcifer que estava selado no Mundo dos Demônios
(Makai).
Mime,
possuído por Orpheus?
Outro fato curioso trazido pelo booklet
do Cygnus Box (a caixa com os dvds da série de TV
relativa a fase Asgard), revela que havia planos de fazer Mime de
Benetnash, a Estrela Eta, ser um guerreiro possuído pelo
espírito vingativo de Orpheus. Embora a idéia
tenha sido abandonada, isso explica porque Mime tem todas as
características de Orpheus.
O
Sétimo Sentido.
Outro detalhe considerado um
problema por aqueles que
desejam excluir os filmes da cronologia é o fato de que em
nenhum
momemento do filme é mencionada a expressão "Sétimo Sentido". No entanto, percebe-se que é um detalhe
banal
considerando-se dois pontos: primeiro, o lado
técnico, pois um filme, mesmo que levando em
consideração os fatos do mangá,
não poderia
abordar explicitamente algo que seria cuidadosamente explicado na
série de TV, é o tipo de coisa que ocorreu com
vários elementos ao longo de Saint Seiya e seus filmes
(Seiya
que superou por instantes o cosmo divino de Abel e por conseguinte
superou o Sétimo Sentido ou o fato das Armaduras de Bronze
terem
regredido a terceira versão delas no filme Tenkai, etc); em
segundo lugar, quando Seiya veste a Armadura de Ouro, ele diz
claramente que seu Cosmo havia superado todos os 5 sentidos, ou seja,
obviamente tocou o Sétimo Sentido, coisa que é
óbvia em todo o Saint Seiya, por muitas vezes o
Sétimo
Sentido é tocado e até superado sem qualquer
menção expressa ao longo da obra, especialmente
quando se
trata do Seiya vestir a Armadura de Ouro em um dos filmes.
Shiryu não
está cego.
Uma grande prova de que o filme foi feito para se encaixar
após a Batalha das 12 Casas é o fato
de Shiryu já estar enxergando, fato mostrado no
mangá bem antes da estréia do filme.
O
maior problema cronológico do filme: as Armaduras de Bronze.
Superando o fato de que as
aventuras dos filmes de
Seiya e seus amigos não são mencionadas
posteriormente dentro da
história da série de TV, que tinha seu
próprio ritmo de
produção (os filmes eram produzidos ao mesmo
tempo que a
série, tentativas de referências à eles
existiram,
mas não foram colocadas em prática), basta
levar-se em
conta, novamente, que o filme tem tanta relevância quanto as
histórias laterais existentes dentro do mangá
clássico da obra.
Como já mencionado,
não havia sequer
idéia sobre as criação de segundas
Armaduras de
Bronze para Seiya e seus amigos, então, naturalmente,
após a batalha das 12 casas, as Armaduras de Bronze ainda
não tinham recebido o sangue dos dourados. E como elas
aparecem
inteiras depois da batalha das 12 casas?
Ora, da mesma maneira que
após a Saga de
Poseidon (mangá) as armaduras voltam inteiras (mas
aparentemente
danificadas) para a Saga de Hades. Relembrando o que foi dito por Mu na
Casa de Áries, sabemos que as armaduras podem muito bem se
restaurar por si mesmas (e foi o que aconteceu no mangá de
Poseidon para Hades), mas a restauração natural
(em
repouso dentro das caixas de Pandora, aqueles cofres que eles carregam
nas costas) sofre variações. Se o dano foi muito
grave, a Armadura Sagrada não se restaura sozinha com
perfeição,
ela fica bastante frágil, pois há rachaduras
imperceptíveis a olho nú. Então,
pode-se
considerar que tenha sido isso que aconteceu, em tese. Pode-se
até duvidar, mas no mangá, as Armaduras de Bronze
foram
muito mais destruídas e em Hades estavam restauradas
naturalmente, mas com rachaduras mais expostas, o que remete ao fato do
tempo disponível para que a Armadura se recuperasse. No
mangá, o tempo entre Hades e Poseidon foi supostamente de
apenas
1 dia, mas entre a Batalha das 12 Casas e o começo de
Poseidon,
um tempo muito maior decorreu (no mangá, por exemplo,
passaram
meses nesse mesmo ponto da história).
Há de se considerar que
a Armadura de
Fênix, por si só, pode se restaurar com
mais
velocidade, embora também não esteja livre das
imperceptíveis rachaduras. Isso sem mencionar que, ao longo
da
Batalha das 12 Casas do anime, os danos a certas Armaduras
não
foram tantos assim, mas para justificar a mudança
necessária para a segunda versão de Bronze, danos
aparentes foram forçados, como é o caso de Seiya
e Hyoga
que perderam suas Armaduras, mas de fato não receberam dano
capaz de destruí-las, foi mais como uma forma de "tirar a
Armadura", vale lembrar também, que Shun foi capaz de
restaurar
sua Armadura no anime por diversos momentos, apenas utilizando a
força de seu cosmo, o que pode nos indicar que,
após
passar por um processo de revitalização com
sangue, a
Armadura pode muito bem seguir o exemplo de Fênix e se
regenerar
sozinha, de forma mais rápida que uma regeneração comum dentro das urnas (as Caixas de Pandora), mudando até de forma se for o caso. Uma grande prova dessa peculiriadidade do fator de cura e auto-regeneração das Armaduras são as Armaduras Divinas, que surgem do nada no corpo de
Seiya e
seus amigos, mas, ao que tudo indica ainda retornam ao estágio anterior de evolução (como mostra o filme Tenkai). Em outras palavras, o detalhe das Armaduras nos filmes não chega a ser realmente relevante.

INTRODUÇÃO
STAFF E CAST
RESUMO