Recanto das Poesias



 
 
 
 


Cristiana de Barcellos Passinato













Cristiana de Barcellos Passinato - Cris Passinato



Olá, Meu nome é Cristiana de Barcellos Passinato, mais conhecida virtual e em meu meio acadêmico como Cris, ou Cris Passinato. Bem, eu nasci dia 23 de dezembro de 1973, na casa de Saúde São José, no bairro de Botafogo, na Zona Sul da Cidade do Rio de Janeiro. Meus pais moravam perto de meus avós no Bairro de Lins de Vasconcelos, na Zona Norte da cidade, que naquela época eram nobres ainda, perto do Méier, Vila Isabel e Tijuca. Mas lembro mesmo do casarão, sobrado e grande quintal da casa de meus avós maternos. Meus avós paternos e tios, são descendentes de italianos, e minha avó inclusive é imigrante que veio bebê para o Brasil, mas eles moravam distantes, no Sul do País, em Loanda, uma cidadezinha de barro vermelho no chão, do Paraná, onde meu pai foi criado, mas na realidade como meu avô era da Marinha Mercante e viajava muito, tinham filhos em cada parte do País. Meu pai, por exemplo, ele e sua irmã gêmea, nasceram em Concórdia, SC< a terra da Sadia, para ser mais específica. Minha mãe, carioca da gema, e meus avós engenheiro e a minha avó professora, dscendentes de portugueses e de uma linhagem dita mais nobre, sendo que isso não importa para mim em nada, mas enfim, há que dê valor a árvores genealógicas, sangue, genética, sobrenomes, essa coisa toda. Fomos logo nos mudando e me lembro do apartamento da Urca com mais nitidez, aliás, bairro que amei morar, antes de ir para São Conrado, Ilha do Governador, Campo Grande, voltar para Sao Conrado, ir para a Barra da Tijuca e finalmente vir parar nesse paraíso bucólico, dizem até ser uma espécie de "roça" pouco urbanizada, onde tudo é quieto e todos andam de bicicleta, até altas horas da madrugada. Aqui ainda têm, procissões de Igreja e quermécies, mas isso é outro papo... Bem, voltando a minha vidinha quase boa. Nesses percursos, estudei em vários colégios e a minha formação pode ser mais bem visualizada em http://www.crispassinatocurriculo.hpg.com.br e http://www.aulasparticularesdequimica.hpg.com.br. Tenho, 28 anos, pretendo me formar como professora de Química ano que vem pela UERJ e sou Técnica em Química formada pela Escola Técnica Federal de Química. Os detalhes, pode-se recorrer a meu e-mail, e meus sites, e onde publico minhas poesias, que uma boa busca em sites tipo, cade, yahoo, google, enfim, podem fornecer mais detalhes... Pelo meu e-mail fornecerei com todo prazer mais informações e esses créditos a quem quer que seja, e que esteja interessado realmente em me conhecer melhor para saber um pouco mais de quem escreve os textos aqui apresentados. . Bjinhos Cris Passinato ICQ # 44500248 .

sites

http://www.poesiasdacris.hpg.com.br

http://www.forumpoeticomundial.hpg.com.br (entrar no menu lado esquerdo em Passinato, Cris)

http://www.blocosonline.com.br (procurar em busca dentro do site Cris Passinato)

http://www.avbl.com.br   (Membro Efetivo 2002 - Biblioteca Virtual - Ensaio Poético)

http://www.usinadeletras.com.br   (entrar em autor, letra C, Cristiana Passinato)

http://www.crispassinato.ubbi.com.br

http://www.diariodacris.blogspot.com

http://www.crispassinato.blogspot.com

E alguns outros - aconselho a entrar www.google.com.br  e inserir palavra-chave Passinato e onde se encontrar Cris ou Cristiana.





Trem Maria-Fumaça da Vida!


Essa agonia
Fez-me agir
Chorar e parar
Para pensar.

Não sei se acertei
Se errei,
Se exagerei,
Mas fui eu.

Quero me manter
No controle
Para vir a ensinar minha prole
A feliz e honestamente viver.

Para isso,
Sonhos e inquietudes
Hoje eu vivo,
Sem previsão de parar de sofrer.

Parei de pensar
Para descansar,
Enfim meditar
Sobre o turbilhão da vida.

Cristiana de Barcellos Passinato - depois de um dia de decisivos atos - 00:59 AM - 26/02/2003 - Rio de Janeiro - RJ




Desbloqueando a Criança


Queria poder parar
De pensar
Para descansar
Da correria
E da agonia
Do pranto de todo dia.

Para poder me livrar
Da corrente
dos meus pensamentos maus.

E afinal,
Na libertação de todo mau,
Na rendição
Libertar-me dessa maldição
Tendo como lição
A maior das inspirações
Podendo criar
Minha própria criação!



Nascerá a Estrela


Sei que nascerá
Depois da ventania,
De toda tempestade
De todo insulto,
Há o vulto,
De algo novo.
Perturba,
Conturba,
Machuca para vir e realmente sair.
Algo realmente novo,
Ou o que quer ressurgir?
Algo que vem para assumir.
Em todo estio
Paira uma certa pasmaceira,
Para vir à tona,
A onda
Que derruba a dor.
Nascerá esta estrela!
E ela brilhará...

Julho / 2002
Rio de Janeiro



Promessa


Fico de olho
Não deixo minhas
Emoções de molho
Coloco meu pimpolho
No meu colo e acarinho.

Abraços e beijinhos
Cafunés são o presentinho
Retribuindo o acolher
Para depois se amar.

Aquecendo as almas,
O coração
Como fogaço da lareira
E a chama da paixão!

Meu benzinho,
Vidinha,
Faz-me sentir
Faz-me temida
Por ser mulher.

Aguarde mais tarde
O que lhe espera
Todo esse bem querer
Promete ferver.

27/09/2002



Egoísta! Eu sou


Não gosto de bolinar,
Massagear,
Apalpar
Egos alheios.
Sei,
Sou meio egoísta.
Quero o olhar,
As atenções para mim.
Porém não nego meus defeitos.
Sou feita de carne e osso.
E morro
Como eu acho que devo ser!



Piedade aos que Precisam


Tenho pena!
Sobre a minha pena,
Reflito
E dou pito
Por não temer
Escrever e
Por que ler?
Tanto abuso,
No escuro,
Atiro sem saber
O meu alvo.
Acordo
Pro que não quero ver.
Pena,
Eu tenho dos que não querem ver.
Quem ler tais abusos
Sem se defender,
Sem poder se esconder
Do julgamento
Desse justo ou injusto tribunal.
Que me condenou
A esquecer.




A Pedra!


Aquela pedra,
Alga marinha
No anel.
O brilho.
A sorte
De me encantar.
Enfeitiça
A quem vier me amar.
Hipnotizo
E domino
Para falar.
Falar com meu corpo.
Gritar com meu penetrar.
Penetra algo cortante.
Vem me encontrar.
Sorria e gemia
Quando sonhava,
Imaginava
Cantarolar
As canções e
Sussurros no ouvido
E me atirar para sonhos indevidos
E não censurar.
Pra que barreiras?
Limites?
Para o inventar.
Sonhos e fantasias,
Com acalmar,
Misturam-se
Com palpitar
Depois acalantar
E, enfim relaxar.




Moreno


O que faz
Essa pele
Suada,
Bronzeada,
Surrada
De amar.
Marcas de gozo
Do peso do meu delirar.
Arranhões,
Paixões,
Ensandeceram
As noites com tormento
Do fogo do luar.
Como posso esquecer esse moreno.
Moreno que me faz pequena,
Serena,
Após me dar seu encantar
Da mulher
Ao despertar.



Morada


Casinha pequenina
Onde o amor nasceu.
Amanheceram
Muitas manhãs
Com o sol batendo
E florescendo os jardins.
A seiva suave do alvorecer.
O cantar dos pássaros.
Tudo tinha mais cor.
Quando estava em minha morada
Amada por um cantor
Que encantava toda gente,
Em mim tocou
O que vinha dele de mais precioso:
O seu amor.



Quero


Como posso querer paz
Ao meu redor
Com tom voraz
E temor
De ser loquaz.
E do agouro?
Do que sou capaz?
Quando ameaço
Ir atrás
Do que quero mais.



Gosto Não se Discute


Gosto do cheiro de mato,
Da chuva caindo,
Dos grilos cantando,
Dos lobos uivando,
Enfim da Natureza sorrindo.
Simples.
Como disse?
Simples nada?
Tão simples que é complicada.
Estude, a Natureza?
Vai ver!
Que nó danado
Que é o saber.
Que o de simples tem
De complexo de saber.
Pois é?
Então antes de complicar,
Desenrole,
Para recomplexar.
Assim o bonito
Será mais belo.
O gostoso,
Será mais delicioso ainda.
E você será mais si próprio.
Será mais fácil
Para chegar
Encostar
E mostrar,
Quem sabe externar
Tudo que precisa.
Para que tudo
E todos
Venham saber
O que poderá fazer.
Diante da alegria
Que nos contagia.
E cada vez mais faria
Com que pudesse
Parar de se fechar,
Trancar,
Esconder
Você.



Amor e Paixão


Amor,
Afaga.
Paixão,
Arde.
Arde até apagar a chama.
Até magoar o que clama.
Até vingarem os motivos
Mais escondidos.
A insana que desvaira.
A beleza que brilha.
O sorriso que irradia.
A prece que não se realizaria.
Céu e inferno se encontrariam.
Com os desejos que se consumariam.
Com cada erro.
Cada sussurro.
E nada se sentiria.
O amor sóbrio
Quando não mais se via.
Apagado estaria aquele calor.
Enquanto se cria a imagem
De um furacão de terror.
O terror que invadiria
De me afastar
E de me esquecer.
De nunca mais falar,
Sequer pensar
Em ti.



Perseguição


Corro
Por um socorro,
Por um porto seguro
Que apareça a minha frente.
Mas agente
Não se deu conta
Do tempo que havia.
Sempre corria
E perdia,
Que agonia,
De ver a saída.
A partida
Desse trem,
Da sua vida
Da minha
Que se esvaía
Sem sintonia
Com a minha vida.



Semi-Deus


Por que não pode mais ser?
Por que desaparecer?
Esvaecer-se,
Esmaecer?
De minha própria memória.
Assim,
Mesmo com tanto tempo,
Tendo estado perto de mim.
Não vou!
Fico!
Você me daria razão.
À expressão.
O viver.
Para crescer.
Daria-me o safanão,
O puxão,
O "acorda" pra vida.
Por que sofrer?
Por não ver.
Não mais viver em torno.
De uma estátua.
De um semi-Deus.
De uma figura
Que eu mesma criei.



Eu e Minha Sombra


Caminho com minha sombra.
Vivo com minha sombra.
Onde ando sempre em frente
Sempre no comando
Acostumei a olhar calada.
Eu e minha sombra,
Apesar de nunca se deslocar,
Fazia-me pensar,
Mas nunca antes a ouvi falar.
Percebi como nunca antes
Seu assobio e seu cantar.
Hoje ao andar, ela ousou me falar.
Curioso!
Pois havia algo que não havia percebido.
E ela me fez reparar
O quanto estava ela diferente.
Diferente de meu andar.
Ela que sempre vinha na minha frente
Pôs-se lado a lado para poder sussurrar.
Sussurrou algo que me tocou.
Para isso ela teve que ainda me encarar.
Assustei-me com tal evento.
Parecia o mundo paralisar.
E só ela a me falar,
A me encantar.
Falou-me,
Perguntou-me,
Pôs-me a refletir.
O que há contigo?
Quem é você?
O que está fazendo contigo, menina?
Não dá mais para lhe frondar.
Eu pasmei,
Calei,
Reparei.
Realmente a sua indagação
Tinha razão.
Seu perfil não era mais o meu.
Ou seria o meu que não seria mais o dela?
Enfim, o seu corpo esguio e sua voz serena,
Seus cabelos longos esvoaçantes me fizeram entender...
Quem sou eu?
E respondi:
Fiz a minha máscara,
Fiz uma defesa,
Fiz algo para me esconder.
Esconder-me do que eu sou.
Só que essa máscara,
Essa casca,
Ganhou camadas e mais camadas.
E não está fácil mostrar.
Mostrar o que sou.
Vez por outra.
Alguém consegue
Olhar e ver a essência.
Por entre essas camadas.
Dessa casca endurecida,
Dessa máscara grudada
No que eu não quero mais ser.



Dentro da Máscara


Essa máscara
Que não sai.
Que aderiu tão completamente.
Que não sai.
E quero tira-la,
Mas dói.
Dói mostrar o que tem por trás.
Será que é o de antes?
Antes...
Muito tempo atrás?
Será?
Ela vai tirar?
Tirar algum pedaço.
Pedaço de mim...
E me aleijar...
Aleijar o meu criar!<



Quem sou eu?


Está Difícil
Eu me ver,
Eu me reparar.
Reparar de detalhar.
Reparar de concertar.
Cadê aquela que fazia mazelas?
Cadê aquela que fazia gracejos?
Cadê aquela que dizia fazendo carinha de anjo?
Não sei.
Não encontrei.
Era capaz de seduzir.
Era capaz de olhar sem medo de ser olhada.
Era olhada e não ridicularizada.
Era olhada e não penalizada.
Era olhada e não banalizada.
Era olhada e DESEJADA.
Cadê aquela que era eu?
Cadê o que eu era?
Não, eu sei que não.
Adormeceu...



Dormência


Que apatia.
Que sonolência.
Essa distorção que me alucina.
Agonia?
Quero sintonizar,
Tocar o mundo,
A paisagem,
A vida.
Não quero mais sentir
Essa DORMÊNCIA!
Em meu corpo!
Em minh´alma!



Dono das Letras


Não preciso de letras,
Palavras,
Sons.
Sou eu.
São palavras de uma alma.
Prova.
Verdade.
Não preciso renome.
Tão logo se lê,
Se vê.
Não precisa de forma,
Nem forma
Para escrever.
Jogo e brinco
Elas se arrumam.
O som nasce.
A poesia cresce
Em meu ser.



Dúvida Cruel


"Ser ou não ser, eis a questão?"
Plágio?
Cópia?
Eu não!
Um clone?
Some!
De jeito nenhum!
Foi apenas uma dúvida.
Dúvida cruel.
Sou eu?
Essa que brinca.
Brinca de impressionar.
Impressionar?
Impressionar pra quê?
Impressão é algo que dá.
E passa...
Mas eu vou ficar.
Ficar pra mostrar.
Mostrar algo competente...
Mais que isso.
Algo imponente...
Não! Não é isso ainda?
Algo simplesmente
Que sai de mim.



Camafeu


Música antiga.
Arte na parede.
Esculturas e um belo quadro à óleo.
Lá eu vi a senhora do camafeu.
Uma linda propriedade
E um pingente perdido.
Foi assim que me aventurei.
Na arte de descobrir e procurei histórias.
Aquele camafeu desenhado.
Aquele pingente abandonado.
Largado no meio da rua.
Hipnotizando-me.
Pra que pegá-lo?
Qual seria a sua função?
De aquilo ficar na minha mão?
Por um instante, pensei!
Não vou deixá-lo quebrar.
Tal porcelana,
Essa pintura,
Essa rubra face,
Esses cabelos castanhos cacheados,
Esse olhar lânguido?
Semblante de boneca,
Antiga, aquelas de época,
Boneca de louça,
Bonequinha de luxo
De uma era que não vivi.
Levou-me a um tempo que não temi.
A vitrola.
E a música clássica.
Um fundo bucólico
De atmosfera envolvente,
Nas paredes da casa,
Pendurado,
Firme encontrei.
Lembrei-me de filme,
Cenas clássicas de "flashbacks",
Sensações de algo que
Nunca senti.
Estranha proximidade,
Intimidade.
Com afeição,
Com a situação,
Com o luar.
Que já estava a chegar.
Assim chegou a razão
Por tudo que vim.
Uma longa sombra.
Um belo corpo.
Músculos,
Pele alva,
Um semblante sereno,
Olhar denunciando
Íntimo turbulento.
Certifica pelos gestos firmes,
Ajeitando seus cabelos castanhos,
De um moreno claro,
De charme discreto.
O que fazes aqui?
Quem és?
O que te trazes aqui, menina?
Agitada,
Sem fôlego,
Logo me veio o rubror
Com o fogaço.
Ameaço sorrir.
Sem jeito,
Coloco a mão no peito.
Mostro-lhe enfim,
A senhora do camafeu
Que também estava ali.
Não sabia.
Mas a senhora do camafeu,
A mocinha da tela,
O moreno...
Tudo me veio como falo aqui.
Tão de repente,
Tão completamente.
Ele olhou para mim.
Sorriu com meiguice,
Arrancando-me o camafeu do pescoço.
Num lance também me abrindo o decote em brasas.
Que não pude me conter.
Um beijo nasceu.
Um amor ascendeu.
Uma questão:
O que o destino me seria mais capaz de trazer?



Meu Cantar


Quando canto
Alcanço
Ou quero alcançar.
O vento
Leva-me
A todo lugar.
O estremecer
Do ar.
Leva meu cantar.
A quem desejo amar.



Natural é Natureza


O que mais vale?
Ser natural?
Ou ser a própria Natureza?
Caso queira?
Eu posso falar:
Que uma coisa não pode ser
Se a outra não consentir.
Tal é a faceta
Da Natureza que não pode
Deixar de ser natural.
A falseta
É natural.
A beleza
É Natureza.
Quem nunca se pegou
Tentando disfarçar.
Tentando melhorar.
Isso é natural!
Mas já que é
Não pode temer
Porque nunca deixará
De ser natural,
Pois é a própria Natureza,
Em sua linda beleza,
Até seu momento final,
A mais natural!



Suave Veneno


A vaidade de quem tem idade
Da mocidade.
Por um instante
Senti-me com dor.
Por não sentir o que sentia.
Não ver mais o que me fazia
Mover.
Saltitava,
Cantava,
Dançava
Ensandecida.
Insana,
Mas feliz.
Que saudade!
De quando eu fiz
Tudo o que quis.
O que me fez feliz.



Temor do Fulgor


O que me faz ter esse temor?
Temor do amor
Que causa dor.
Dor que dilacera.
Amor que explode.
Sacode.
Cintila no amanhecer.
Sinto a dor.
E vem o temor!
O suor!
O pulsar!
O cansar!
O gemer!
O estremecer!
Sem parar... Ah!
Até gozar de paixão...
Tesão.
Isso...
Perder o medo
De querer!
De temer,
De crescer algo em meu âmago.
Em minhas entranhas.
Estranhas
A mim com prazer.
Quero dar esse prazer.
Sentir essa dor...
Sentir essa fogueira.
De estar sem eira nem beira.
No alto!
No ápse,
No momento! Ah!
Descoberta...
Desse licor com sabor de amor.





E-mail da poetisa Cristiana de Barcellos Passinato


VOLTAR






1