
|
|
Sara Rafael
Mãe Querida
És abençoada.
Quem o saberia?
Geraste um ser alado.
Ah! Que dor foi para ti essa partida.
E, no entanto, foi ela que te tornou ungida.
Teu bebé, mãe querida, especial,
é um anjo brilhante no céu a pairar.
Impossível reter num corpo material,
não tinha tempo para aqui ficar.
Mãe de divino afago da humanidade
Bendita seja a tua Maternidade!
Mãe consagrada
de emissário divino,
tu és a mais amada
por teu filho querido.
09/05/03
Lisboa Portugal
A minha jangada
flutua livre
no rio calmo
da minha paisagem
livre e azul.
Não preciso de chegar
A outra latitude.
Este Trópico me basta.
É o maior de todos:
O que está em cima
É igual ao que está em baixo!
Não me detenham
Os que me amam!
03/05/03
Lisboa - Portugal
Sara Rafael
MULHER QUE CRÊ
CORAÇÃO QUE LÊ
AMIZADE E NINHO
PORTA E CAMINHO
VOA ALTO NA TUA SUBIDA
POMBA NÚNCIA DE AMIZADE ERGUIDA
28/04/03
Lisboa - Portugal
A sua fragrância vem de tempos distantes
E faz-me vibrar por longos instantes.
A sua poesia dá-me asas que me incendeiam,
e sonhos de néctar que me estonteiam.
Há quanto tempo lhe espero
e em De Profundis já desespero.
Poeta, quantos caminhos errei
desencontros que sempre terei.
Na sua poesia a minha paixão,
na sua boca o meu coração...
Eu sinto o que você sente,
mas di-lo antes que eu tente!
Loucura ou mistério,
estou noutro hemisfério...
11/04/03
Lisboa - Portugal
Silencio, Amor Mensageiro!
Cala as promessas de eternidade
nos afagos ilusórios da realidade.
Todas as relações são passageiras.
Mas não te vás embora.
Na tua presença é que sinto
a magia silenciosa onde pressinto
felicidade, sonho, glória!
22/04/03
Lisboa - Portugal
Gosto de um amor vestido
que estimula a ser despido.
Atracção nua é primária
vulgar, normal, ordinária.
Gosto de um amor civilizado,
que oculte o que está adornado.
Estratégia velada de fina sedução
num jogo inteligente de paixão.
Gosto de pudor, com falso artifício
para conquistar o que parece difícil.
Cruzar energias para então admirar
a beleza nua que se revela ao amar.
Que me interessa, de inicio,
conversa nua, frontal, de cio?
Sou mulher de ocultos desafios.
Gosto de um amor civilizado
com véus de sonho delicado.
16/05/03
Lisboa - Portugal
Sara Rafael
Andamos por caminhos intermináveis em descobertas,
Contra o mar que se levantava como negro dragão,
Pelo desconhecido que ruminava nas virgens selvas,
Sem medo do que a noite escondia na escuridão.
Naus e caravelas chegam à Baía, levam Cabral a Belém
Porto Seguro é chão firme em terras de Vera Cruz.
E largada para Índia canta Camões Despedidas em Belém.
Para trás fica um povo tranquilo, uma terra de Luz..
Nação colorida em aromas de muitas cores,
Povo amado, eu te rendo a minha homenagem,
E faço deste Oceano uma imensa grinalda de flores.
Levo tocha de luz verde e amarela erguida nos espaços
Em silêncios e palavras, com amor e imagem
No meu coração pulsante em uníssono nos meus braços.
22/04/03
Lisboa - Portugal
Apenas um instante
na doida fantasia
em mim constante
ressoa a sinfonia
do amor triunfante.
Deslizo no mar profundo,
com toda a naturalidade.
Arqueio, num segundo,
ascendo ao céu em liberdade.
Há beijos astrais
carícias totais
fusões celestiais.
Se disserem que sou louca,
deixo dizer... sabe-me a pouco!
29/04/03
Lisboa - Portugal
QUER VIR JANTAR?
TRAGA A DOÇURA E O VINHO.
E A POESIA, NÃO ESQUEÇA.
TRAGA A MAIS NOBRE ILUSÃO.
AH! E AS VELAS E MUITO CARINHO.
MEU AFAGO É SEDA PURA.
OS COPOS SÃO DE CRISTAL
NA MESA TOALHA DE RENDA.
FINURA E BRINDE ESPECIAL.
SOU O BEIJO QUE PROCURA.
OH! POETA, DEPOIS, AO SERÃO,
VENCEMOS AMOR, UTOPIA E VERSO,
COMO ASAS DE INFINITO
E HERÓIS AO LUAR...
06/04/03 Lisboa Portugal
Sara Rafael
HOJE À NOITINHA VOU DANÇAR
GINGAR, SEDUZIR E NAMORAR
SEJA VALSA OU BOLERO
SEJA O QUE FOR, EU QUERO
VIBRAR PERNAS E BRAÇOS,
NUM VAI-E-VEM DE ABRAÇOS
BAILAR COMO CHAMA A ARDER
SEM ME DEIXAR PRENDER
GIRAR A MINHA SAIA
MEIA VOLTA DE RAIA
TOCAR LÁBIOS E FUGIR
ARQUEAR FUGAZ E SORRIR
E CONTINUAR A DANÇAR
ATÉ O SOL RAIAR
12/06/03
Lisboa - Portugal
Vivo com janelas e portas fechadas.
Na escuridão há pétalas cerradas.
Como é breve é a vida sem sol.
Triste borboleta de asas magoadas,
Espero a luz, num canto poisada
De súbito, na longa palidez, atónica,
os teus emails tornam-me eufórica.
Trazem-me luz, cor, alegria, amor.
Reanima o meu lírico sonho utópico,
exaltação sublime do amar platónico.
De ti chegam-me asas doiradas,
que me fazem esvoaçar loucamente
no alvoroço das carícias sonhadas.
Meu amor, és vida em mim.
Aura tangível noutras vibrações.
Doçura aristocrática de cetim.
Sou borboleta em flor
nesta forma de amor.
18/05/03
Lisboa - Portugal
É Outono, cai o sol à tardinha.
Ao telefone dizes que me amas.
Dentro de mim faz-se Primavera.
Creio nas juras de amor que proclamas,
Tonta de alegria, como uma andorinha.
Esvoaçante, vou ao encontro marcado,
Verde de esperança e o mais belo vestido,
À hora certa, no local combinado
E à espera do amor prometido.
Passa o tempo sem tu chegares.
Olho o relógio e em cada direcção,
Com medo de não me encontrares.
Como folha abandonada
Por árvore seca de Verão,
Desisto da espera, cansada.
Sol de Inverno, que iludiste o meu caminho,
Pensarás tu que fico só e sem carinho?
02/05/03 Lisboa - Portugal
EU SEI O AMOR SENTIDO
NUM ABRAÇO QUANDO PRECISO
O BRAÇO QUE ME DÁ RESISTÊNCIA
NA FUGA À AUSÊNCIA
EU SEI O AMOR CALADO
NUM OLHAR CÚMPLICE TÃO DESEJADO
DA HARMONIA SILENCIOSA QUE ME SEGURA
NA MINHA PROCURA
EU SEI O AMOR RECEBIDO
NUMA ROSA CHÁ QUANDO OFERECIDA
O CARINHO DO PEQUENO GESTO
QUANDO NADA PEÇO
EU SEI QUE SOU TUDO
NO PÔR DO SOL QUE ME LEVA A PASSEAR
NA LUA QUE ME EXPANDE A SONHAR
NA MINHA FÉ QUE ME ETERNIZA A VOAR
EU SEI QUE AMO TUDO.
***
agora leia de baixo para cima:
EU SEI QUE AMO TUDO.
NA MINHA FÉ QUE ME ETERNIZA A VOAR
NA LUA QUE ME EXPANDE A SONHAR
NO PÔR DO SOL QUE ME LEVA A PASSEAR
EU SEI QUE SOU TUDO
QUANDO NADA PEÇO
O CARINHO DO PEQUENO GESTO
NUMA ROSA CHÁ QUANDO OFERECIDA
EU SEI O AMOR RECEBIDO
NA MINHA PROCURA
DA HARMONIA SILENCIOSA QUE ME SEGURA
NUM OLHAR CÚMPLICE TÃO DESEJADO
EU SEI O AMOR CALADO
NA FUGA À AUSÊNCIA
O BRAÇO QUE ME DÁ RESISTÊNCIA
NUM ABRAÇO QUANDO PRECISO
EU SEI O AMOR SENTIDO
11/04/03 Lisboa - Portugal
Meu amado,
Fala comigo.
Estou ao teu lado,
Meu querido.
Vem sussurrar,
De mansinho,
O desenrolar
Do teu caminho.
Não me escutas,
Mas eu te oiço.
De dia te escudas,
De noite eu baloiço.
Ficam entre nós,
Apenas os dias,
Em que estamos sós.
Tempo e Fuso de ironia.
No dia tu vagueias
Por entre ilusões.
O sol te encandeia.
Em falsas atracções.
Repara bem, amor
Ele brilha de um lado
E eu, pálida, sem calor,
sou luz noutro povoado.
Ele é falsa alegria.
De brilho doirado.
Eu, real harmonia,
Sou luar prateado.
Juntos permanecemos...
Lua e sol distanciados.
Eu e tu convivemos
Em nocturnos amados.
Em nós se faz Céu e Terra,
Unidos, sem distancia.
Luz de Amor Eterno:
A última instancia!
Basta de procura.
Vem descansar
Minha doçura.
Vem te amar.
18/03/03
Lisboa - Portugal
Quando fui ao encontro de Deus
Percorri muitos caminhos
Muito pouco andei
Busquei as estrelas no céu
Todos os sinais procurei
Dormi sem cama no chão
Comi pouco alimento
Bebi todo o ensinamento
Rezei toda a oração
Invoquei todos os hinos de alegria
Sem saber que Ele me conhecia
Perdida na escuridão
Vagueei por tanto caminho
E a Luz aqui tão pertinho
Em pausa breve de respiração
Ele veio a mim como Universo
Na forma do Uno e Diverso
Em solitária Meditação
A Luz irrompe em escalada
Dentro de mim revelada.
Por tantos caminhos procurei
E foi sozinha que O encontrei.
23/05/03
Lisboa - Portugal
MULHERES QUE TOCAM O INFINITO.
QUE TECEM COM FIOS DOIRADOS
LAÇOS ENTRE A VIA LÁCTEA E O FINITO.
OLHARES DE BELEZA
ANSEIOS DE CORAÇÃO
FLORES DE PRIMAVERA
DE SONHOS E CERTEZA
RENDILHAM EMOÇÃO
EM LÍRICAS ESFERAS
MULHERES INSPIRADAS
ÁUREAS ROTAS ALADAS
MULHERES, VÓS SOIS
RÚTILOS FARÓIS.
06/04/03
Lisboa - Portugal
Não Vás
preciso de ti
fica um pouco mais
pois terei o infinito
para soltar os meus ais.
Toca-me apenas
dá-me um sorriso
mas sem pena
é só o que preciso
Parte enquanto eu sonhar
deixa-me a dormir
com se não fosse verdade
que vais partir
não quero a realidade
e a ela vou fugir
parte sem me acordar.
Não me craves a dor infernal
da separação
Quando me deste o afago celestial
da nossa união.
07/03/03
Lisboa - Portugal
O mundo perdeu a glória.
É preciso uma nova história.
Reinventar amor e magia,
Nova fonética em poesia.
Existem bocas silenciosas
Palavras misteriosas.
Vergonhas de afago
Com sabor amargo.
Só tenho palavras e emoção
Para ritmar o teu coração,
Religar o Amor e sentimentos
Em pilares de sentimentos.
Inventa poeta, sê desbravante!
Serás neologista e amante.
De ti nascerão asas e felicidade,
Amor levantado na eternidade.
03/05/03
Lisboa - Portugal
Sou guerreira
viajeira
pura, alada
em cruzada
entre a sombra e a luz.
Giro em contraluz.
Combato a desunião
promovo a reunião
luto contra o Carma.
Lanço a fé como arma
raiz de pensamento
pilar de sentimento
E quando estou cansada
de pálpebras cerradas
voo em pausa de oração
repouso na meditação
e regresso ao Infinito.
Reunião cósmica bendita.
Cálice vazio fecundado
na viagem ao sagrado
fico cheia de luz interna
pronta a voltar ao inferno
de novo lutar em solidão.
Até à paz da Religação.
07/03/03
Lisboa - Portugal
Saudade que dói faz de mim pobre.
Uma falta que me torna mendiga,
na solidão de quem se foi na morte
ou de quem virou as costas em partida.
Não quero despedidas nem mortalhas!
Não quero lagos nos meus olhos!
E muito menos vaguear pelas estradas
sem rumo, com a sina dos pobres
Saudade que dói é um mau sintoma.
Um alerta de que em mim há deficiência.
Como se tivesse que viver numa redoma,
para sobreviver por falta de resistência.
Não quero angústia que sufoca!
Não quero ansiedade do vazio!
E muito menos viver como morta!
Definhar na ausência de quem partiu...
Não quero esse fim!
Tenho anti-corpos de combatividade.
Mato dentro de mim
todos os que me fazem saudade.
26/05/03 Lisboa - Portugal
Sara Rafael
Muralha erguida contra a sombra
teu destino é Amar.
Ombro oferecido pelo coração
aos caídos na ilusão.
Mulher iluminada pelo Amor
tua missão é apontar
o Caminho que leva ao Senhor.
Alma convicta de Fé que se agita
em palavra de Luz.
És amizade, conforto e alegria.
Mensageira que conduz
ao portal doirado da Sabedoria.
Medianeira de Leis do Céu
és alma vibrante de Deus.
Corpo animado em código de honra.
15/05/03
Lisboa - Portugal
Andamos por caminhos intermináveis em descobertas,
Contra o mar que se levantava como negro dragão,
Pelo desconhecido que ruminava nas virgens selvas,
Sem medo do que a noite escondia na escuridão.
E pelo mundo acendemos muitos fogos.
Epopeia singular feita poesia e glória;
Destemor e conquista de muitos povos;
Memória secular feita de vitória
Adulta democracia, o presente é um lugar!
Nobeis prémios e nobres medalhas mundiais.
Ainda somos padeiros,
Sorriso de cancioneiros
E da Europa porteiros,
De outros medianeiros.
Méritos, Sinas e Fado, Ah! quantos sinais,
Quantas vozes, se escutam no nosso cantar
Portugal é a dança colorida da amizade,
que ondula como uma imensa grinalda de flores,
no subtil aroma global de muitas cores,
na harmonia do bater de asas da liberdade.
10/06/02
Lisboa - Portugal
Sara Rafael
Tem nome de princesa
Ritmo musical
Sonhos de certeza
É encanto e simpatia
Amiga ideal
Sensibilidade e poesia
Inteligência de pormenor
Ergue ideais com amor
Deixa sua obra marcada
Passo firme na terra pisada
Abraço erguido ao sol
Sua amizade é um farol.
11/06/03
Lisboa - Portugal
Sara Rafael
Os versos mais lindos que ainda não te ofereci
tenho-os guardados no relicário do meu coração.
São feitos com admiração
No ritmo forte que me inspira
A tua força de viveres de pé
No teu sentido de justiça
Na tua dignidade de mulher
Na tua nobreza de amiga
No luminar da tua fé
Na qualidade da tua poesia.
São feitos com o coração.
Estão guardados os versos lindos, mas são teus.
Livres estão em mim os teus ais, que também são meus.
13/05/03
Lisboa - Portugal
Sou
mistério e magia
encanto e sedução
odor de maresia
loucura e paixão
Sou
crepúsculo doirado
cetim ondulante
renda e brocado
delicia afagante
Sou
volúpia e amor
delírio sensual
Sou
embalo protector
abraço maternal
Sou
Bem-me-quer
Sou
Mulher!
26/03/03
Lisboa - Portugal
TENHO SEDE DE INFINITO
SOU CORAÇÃO EM DESATINO
TENHO PULSAR DE GRITO
PEREGRINA DO UNIVERSO
INVENTO SONHOS EM VERSO
EM ESPASMO CONTROVERSO
SOU LIBERDADE E EMOÇÃO
FLAMEJO ÂNSIA DE UNIÃO
EM CADEIAS DE INTIMAÇÃO!
26/03/03
Lisboa - Portugal
SENHORES DA GUERRA!
Sara Rafael
Nasci para morrer sem fala,
em susto de terra cuspida,
num planeta que é uma bala.
Cheguei e parto já assim
na violência brutal em jacto.
Queda livre na guerra, para mim.
Sem tempo de vida, sou um hiato,
apenas, entre o princípio e o fim.
Eu criança, jamais crescida,
gatinho em sangrenta vala.
Em holocausto fui parida.
Nasci para morrer sem fala.
29/03/03
Lisboa-Portugal
A TODAS AS MULHERES E MÃES
panteras bárbaras de ferro trovejam
e a terra, cativa da humanidade, emudece.
Cada semana parece um ano negro da Idade Média.
Cada dia, parece uma noite escura de medo.
Para os povos de todos os países envolvidos,
cada amanhecer pode ser um dia de esperança.
Para os soldados de todos os países em batalha,
cada anoitecer pode ser apenas mais uma hora de vida.
Para os pais dos militares de cada nação,
cada hora é seguramente uma eternidade de angústia.
Amadas mulheres e mães, minhas irmãs,
seja qual for a vossa nação nesta luta desesperante,
nesta longa noite de terror do nosso planeta,
olho para além da minha tela e busco os vossos olhos,
os meus dedos entram pelas teclas e busco tocar-vos.
Cheia de Amor Universal, projecto-me astralmente.
Abraço-vos com elos infinitos e sinto a grandeza da vossa maternidade.
Pelos vossos filhos, criemos abrigos imaginários que os protejam,
onde brilham chamas sagradas de anjos protectores.
De olhar erguido,
vos estendo a minha mão,
o meu ombro, o meu coração,
a minha alma, a minha oração.
Um abraço enlaçado no calor infinito,
Um beijo soprado na Luz Maior.
24/03/03
Lisboa - Portugal
EM TEMPO DE GUERRA
Sejam latinas ou gregas.
Brandam os versos.
Sejam brancos ou negros
Poetas, não sabem?
Que, por mal ou por bem,
Palavra escrita
Ou frase dita
É decreto afirmado,
Que fica gravado?
No Universo há ordem.
Na Terra há desordem.
No Cosmos há registo,
Do dito e do escrito.
Seja holograma ou astral,
Paz ordenada é sinal.
Poetas queridos,
Amados, amigos,
Unam-se pela Paz!
Ou tanto vos faz?
23/03/03
Lisboa - Portugal
10/03/03
Lisboa - Portugal
21/03/03
Lisboa - Portugal
MAS SOBRE ELA NÃO ESCREVO
PORQUE SE É POESIA
É UMA FANTASIA
SENTIMENTO REAL
ESCRITO EM POEMA É FATAL
TORNA-SE LÍRICO,
PASSA A EMPÍREO.
MATA-SE A DOR CRUCIAL
PARA A TORNAR CELESTIAL.
ABSURDA IRONIA
E FALSA AGONIA.
A DOR EU SUBSCREVO.
MAS SOBRE ELA NÃO ESCREVO.
08/03/03
Lisboa - Portugal
Há sempre um tempo para "Ir"
Há sempre alguém que aguarda.
Há sempre alguém que prossegue.
Há sempre uma Voz que diz: "Passa!"
Há sempre um tempo de "Espera."
Há sempre alguém que não escuta.
Há sempre alguém que não pára.
Há sempre uma Voz que diz: Avança!
Há sempre um tempo de dúvida.
Há sempre alguém que te espera.
Há sempre alguém que te Ama.
Há sempre uma voz que te fala.
Há sempre alguém que te escuta.
Há sempre alguém que te abraça.
Há sempre alguém que te busca.
Há sempre alguém como eu.
20/03/03
Lisboa - Portugal
DEDICADO AO DIA DA POESIA
NUMA CHAMA SEM LABAREDAS.
SOLTA ASAS DE TROVA EM ARROUBO
DE PRAZER E DOR QUE LIBERTA
SENTIMENTOS EM FORMA LÍRICA.
GRITOS DE RAIVA OU DENUNCIA
EM REGISTO NEGRO OU SATÍRICO,
DESEJOS DE AMAR OU RENUNCIA
EM IDÍLICOS LENÇÓIS DE SEDA,
CANTA E VOA NAS AURAS DO SONHO.
POETA, AINDA QUE ISOLADO
NA TUA TORRE DE MENAGEM,
EM LUTA INTERIOR FECHADO,
EU RENDO A MINHA HOMENAGEM.
POESIA, ÉS A MAIS NOBRE ILUSÃO,
SEM TI SOU ALMA PERDIDA.
QUER TU SEJAS TORMENTO OU PAIXÃO,
AMAR-TE É A MINHA VIDA.
14/03/03
Lisboa - Portugal
(dedicado á poetisa portuguesa Maria Petronilho)
MARIA, COMO ÉS LINDA, SEGURA E FEMININA.
TENS NOME DE GOTA DE ÁGUA E FACE DE PRINCESA.
E SE A VIDA TE BATEU COMO UM AÇOITE EM MENINA,
NÃO EXISTEM MARCAS A SANGRAR NA TUA BELEZA.
EM VEZ DE NEGRA RAIVA, TENS SONHOS DE CLARIDADE.
OLHAR DE HORIZONTES, SOBRE AURAS DE MARESIA,
CORAÇÃO AMANTE, QUE PULSA RITMOS DE ANSIEDADE.
GRAVAS A SINA LUSA DO SENTIMENTO EM POESIA.
CHEIRAS A CRAVOS DE ABRIL, SOAS A VITÓRIA EM CANÇÃO.
TU, COMO AMIGA E POETA VENCERÁS A MORTE.
PARA TI A RENUNCIA FIRME É ESCOLHER A SOLIDÃO.
FAROL DE PAZ, QUE BENDITA SEJA A TUA SORTE.
11/02/03
Lisboa - Portugal
ISTO NÃO É O FIM...
É MAIS UM MOMENTO.
NOUTRO ESPAÇO, NOUTRO TEMPO,
VIVEREMOS LIVRES, ENFIM.
MAIS TARDE
VERÁS, NOS IREMOS REUNIR.
NUM AMOR DE NOVA DIMENSÃO.
E OS NOSSOS DEDOS SE TOCARÃO.
O BEIJO NA TESTA NOS FARÁ SORRIR,
A DOR
QUE ERA NOSSA, VOOU
SOBRE OS OMBROS DE JESUS!
E PERDEU IMPORTÂNCIA.
AGORA ÉS APENAS LUZ.
E COMO NA INFÂNCIA.
O TEU SORRISO FICOU.
SÊ LIVRE...
PARTE JÁ PARA O SONHO REAL.
MAIS TARDE NOS ENCONTRAREMOS.
EM COROAS DE LUZ NOS VEREMOS.
NO ÁTRIO DO NOSSO REINO PRINCIPAL.
ATÉ LÁ,
A NOSSA UNIÃO NÃO SERÁ TANGÍVEL
MAS ISSO TEM POUCA IMPORTÂNCIA.
AQUILO QUE TEM RELEVÂNCIA
NA VIDA, É QUASE SEMPRE INVISÍVEL.
11/02/03
Lisboa - Portugal
E TE MINTO.
PORQUE FAMINTA,
QUERO O TEU SABOR,
MAS NÃO SEM AMOR
NÃO QUERO TEU ENLEIO
E SUAVE ME AGACHO,
ANTES QUE TEU CACHO
ME FAÇA DIZER NÃO, A MEIO
DO QUE NÃO QUERO
E DIZER: ME ENTREGO!
ENTRA NO MEU AMOR.
DEIXA LÁ FORA A CONTRADIÇÃO,
TE FAÇO EXPLODIR NOUTRA DIMENSÃO,
NA NOITE ALVORAÇADA.
E DE DIA ME VÊS CANSADA,
POR TE VENCER,
PARA NÃO TE ESQUECER
TE OLHO DE CIMA.
EU TE DESAFIO,
COM AMOR E CIO.
SE ME TOCAS, TE AGARRO
COMO LEOA, COM GARRA
E DE AMOR TE CRAVO .
DE SÚBITO ME TORNO MENINA.
AGORA TE EXIJO MAIS.
QUE ME AMES DEMAIS!
E TE AMEAÇO: SENÃO...
MESMO A FINGIR, TE DIREI NÃO!
*
Lisboa - 28/01/03
A QUE LEI TE CURVAS? Á DOS SENHORES DA GUERRA?
JULGAS-TE REI PARA DESTRUIR A TERRA?
EM QUE ESPELHO TE VÊS IMPERADOR E GRANDE?
NÃO TE ENGANES COM A LEI DE CRIMINOSO!
NÃO TE ILUDAS COM ESSE TEU PODER DE MATAR!
PARA O MUNDO ÉS LOUCO E NÃO O PODES CALAR!
SEJA QUAL FOR A TUA NAÇÃO, PODEROSO.
ANIQUILAR DEPRESSA POVOS INOCENTES.
HOLOCAUSTO RÁPIDO DE MÃES A REZAR,
IDOSOS, CRIANÇAS E PARTURIENTES.
AH! É ESSA A TUA NOÇÃO DE GOVERNAR.
COROA DO AVESSO NO NEGÓCIO DA MORTE,
EXISTE UMA LEI SUPERIOR QUE ESTÁS A IGNORAR.
FACE VISÍVEL DE CABEÇAS DA NOSSA MÁ SORTE.
NEM AS AGENCIAS FUNERÁRIAS COM ISSO LUCRARÃO,
NEM OS ABUTRES TERÃO NADA COM QUE SE ALIMENTAR,
PORQUE NEM RESTOS DE OSSOS NEM CINZAS FICARÃO.
COMO FACÍNORA NA HISTÓRIA DA TERRA FICARÁS.
MELHOR SERIA QUE CONQUISTASSES O NOBEL DA PAZ.
09/02/03
Lisboa - Portugal
OWNERS E MODERADORES DE SITES LITERÁRIOS
E ARTISTAS VIRTUAIS:
OS AMIGOS DOS POETAS SÃO RIOS
QUE CORREM E LANÇAM PARA O MAR.
PALAVRAS, AMORES PLENOS E VAZIOS,
MELOPEIAS E RITMOS POR CANTAR.
ALGUNS SÃO A POESIA DO CORAÇÃO,
E OUTROS SÃO POETAS DE VERDADE..
AH! SE FOSSE VISÍVEL A MINHA GRATIDÃO,
TODOS SERIAM GALÁXIAS NA ETERNIDADE..
DA VOSSA DEDICAÇÃO FICA A MEMÓRIA
NOS QUE NOS LÊEM NO CAMINHO VIRTUAL.
DOS NOSSOS LIVROS FICARÁ PÓ OU HISTÓRIA.
NOS OLHARES FICA A BELEZA DA ARTE VISUAL.
19/02/03
Lisboa - Portugal
O QUE EM MIM SE PERDEU.
LIVRO EM BRANCO, POR ABRIR,
PORQUE NINGUÉM O ESCREVEU.
VIVI SONHOS DE PAIXÕES.
ELOS POR MIM FORJADOS.
ALMA CHEIA DE ILUSÕES.
ROMANCES INVENTADOS.
SEM LUTA NEM VITÓRIA,
EU NUNCA AMEI NINGUÉM.
SOU VIDA SEM HISTÓRIA.
ANSEIO QUE ESPERA ALGUÉM.
TENHO ASAS DE LOUCURA.
SE É POSSÍVEL EXISTIR
ASSOMBROS EM ALMA PURA,
ENTÃO VEM ME DESCOBRIR.
Lisboa - Portugal
24/02/03
NÃO SEI
SE HEI-DE CHORAR,
SE HEI-DE CANTAR.
QUE VOU FAZER?
AOS ORIXÁS AGRADECER?
AOS SANTOS ENALTECER?
SE FIQUEI ATURDIDA
E DE MIM TÃO PERDIDA,
AO LER A TUA VIDA,
EXPOSTA E PREENCHIDA.
QUE VOU FAZER?
AMAR POR TE CONHECER?
ABENÇOAR POR TE LER?
NALDO
VELHO, ME ANIMA.
JOVEM, ME AFINA.
26/02/03
DIANTE DO MEU OLHAR ESPRAIAM-SE RIOS.
CANSADA DE SOLITÁRIAS PARAGENS,
ESPERO EM VÃO A CHEGADA DOS NAVIOS.
DO ORIENTE HÁ UM TROPEL SOBRANCEIRO
CORCEL ALADO COM ASAS DE CETIM.
DE SÚBITO ARREBATA-ME O CAVALEIRO
E JURA LEVAR-ME PARA TORRE DE MARFIM.
NO CÉU BRILHA PLENA A CRESCENTE LUA.
PROFANEI MEU VOTO INSANO DE VESTAL.
DESPI A TÚNICA SAGRADA - FICO NUA.
É O RITUAL QUE SE IMPROVISA EM PAIXÃO,
ARA QUE PASSA A NENÚFAR DE CRISTAL.
É AMOR QUE FLUTUA SOBRE A ILUSÃO.
17/02/03
Lisboa - Portugal
Mergulha na profundidade do meu mar.
Ainda que a mentir, se tu queres outro rimar,
podemos fingir amor na sala de jantar.
Por mim pode ser em qualquer local.
Saborear fantasias é essencial.
Com doçura e carinho, com humidade e sal
o ritmo do meu balanço nunca é igual.
Quero samba sem mascarilha, sincero.
Amor pagão, quero o céu e o inferno.
Ai, poeta, se tu soubesses o que eu quero.....
03/03/03
Portugal
Que nos assalta e estremece
Em arroubos de exaltação.
Facho ardente que enlouquece.
Cruz em brasa bem visível
crucifica e enaltece
de forma imprevisível
que amarra e envaidece.
Loucura que marca em brasa,
depois se oculta e fenece.
Ave de fogo sem asa.
Da Fénix resta a cinza.
E a vida esmaece,
Combustão que agoniza.
05/03/03
Portugal
Falas de dor
E eu falo-te de Amor.
Depois do teu concerto triunfal
é de manhã que te encontro musical.
Regendo a orquestra, que falaria eu de ti?
Se te vejo no palco, mas não te encontro e te perdi?
Guarda bem o violino, já é madrugada,
Que a nossa harmonia seja uma grande alvorada.
Ressoa a tua sinfonia maior vibrante
Sem bastidor de lágrima dissonante.
Vibrato, alegro, ou bolero de Ravel,
Tua regência é marca de cinzel.
E é ao som de Liszt
Que falo de ti.
07/03/03
QUE RENEGO QUEM NOS SEPARA.
DESDIGO QUE SAUDADES NÃO SENTES.
PORQUE O DIZES EM VERSO, REPARA
EU AFIRMO, É ÓBVIO QUE MENTES.
NÃO INVENTES DIAS DE ESCURIDÃO.
CONHEÇO O ESPLENDOR DA TUA LUZ.
NO INVERNO DA TUA SOLIDÃO.
AFIRMO O TEU CALOR QUE ME SEDUZ.
ALMA GÉMEA DE ODORES ALADOS,
SE TE ATREVES A NEGAR O AMOR
SABIDO, QUE NOS MANTÊM LIGADOS,
CONFIRMO NA ESSÊNCIA O DESAMOR.
10/02/02
Lisboa - Portugal
Tua voz acalenta,
nesse dom que deus te deu,
povo de alma sedenta
por melodias do céu.
Alma de cancioneira,
médium dos que partiram,
és tu a melopeia?
Ou são eles que te inspiram?
Quem sabe a verdade?
Tu rendilhas em canções
brisas de eternidade,
harmonia de orações.
Se cantas o infinito,
Cheia de fé musical,
Ele também te canta a ti
Em arroubo celestial.
15/02/03
Lisboa - Portugal
VOLTAR





















