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Direitos Autorais
PRESERVE O DIREITO AUTORAL TAMBÉM NA INTERNET       

   
             A internet é um dos maiores milagres da comunicação interpessoal, apequenando distâncias entre os seres humanos e aproximando corações e ideais. No entanto, não se deve usá-la sem a devida precaução com o direito autoral. A propósito, meu poema "Se Marx fosse peão" ficou por cerca de cinco anos publicado em uma página de cultura gaúcha, com o texto alterado e com o nome de outra pessoa como titular da obra, o que motivou-me a ajuizar AÇÃO INDENIZATÓRIA que ora tramita no foro de Piratini.     
           Por isso, usemos a Internet como instrumento de trabalho digno, de promoção dos verdadeiros valores da pessoa (como a ética, por exemplo) e não como forma de promoção pessoal, violando, assim, as sagradas prerrogativas dos autores de trabalhos artísticos e/ou intelectuais.
          Sobre esse tema, indico matéria publicada no jornal Zero Hora, com data de 30/12/2002, com o título "Piratas Literários na Internet" e subtítulo "Textos com autorias trocadas ou inventadas constrangem escritores", a qual relata, por exemplo, que textos como o poema "Instantes" (veja abaixo) de Nadine Stair foi atribuído a Jorge Luis Borges.   
       
"INSTANTES
 
Se eu pudesse novamente viver a minha vida,
Na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito,
Relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido.
Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico. Correria mais riscos,
Viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
Subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui,
Tomaria mais sorvete e menos lentilha,
Teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.  
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente
cada minuto da sua vida; claro que tive momentos de alegria.
Mas, se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos.
Porque, se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos,
não perca o agora. Eu era um desses que nunca ia a
parte alguma sem ter um termômetro, uma bolsa de água quente,
um guarda-chuva e um pára-quedas; se voltasse a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera
e continuaria até o final do outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e
brincaria com mais crianças. Se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos e sei que estou morrendo..."
 
 
JUAREZ MACHADO DE FARIAS
 
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