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Em 1.987, matriculei-me no Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça, uma escola profissionalizante conhecida como "CAVG", localizada numa área de campo na cidade de Pelotas.
     Já no primeiro ano, como aluno interno, conheci Marco Antônio Marques Dias, o "Portoalegre", como era conhecido, um jovem maduro, de grande conteúdo humanitário, que me ensinou ecologia e ecologismo, na prática.  
     Nos reunimos com os colegas Vítor Alves de Candia, Oneri Caldas, Sérgio Mentges, Osmar Hences e fundamos o Grupo Ecológico Tupambaé (este nome de origem indígena quer dizer "coisa de Deus").
     Escrevemos e aprovamos o estatuto, conseguimos da Direção da escola a cedência provisória de um prédio para nossas reuniões e a partir dali muitas ações positivas realizamos como a criação de uma horta biológica por nós trabalhada e gerenciada, um curso de poda de árvores exóticas e ornamentais, palestras sobre temas atuais, a ida ao EBAA (Encontro Brasileiro de Agricultura Alternativa) realizado em Porto Alegre, em 1.989, quando tive a honra de conhecer e ouvir o imortal José Lutzenberger, a participação ativa no projeto do governo municipal de então - "Floresce, Pelotas" - quando distribuímos às pessoas do bairro Arco-Íris (vizinho da área da escola) mudas de flores e árvores acompanhadas de nossa orientação para o plantio e uma pá de terra ecológica.                               
      Acredito no ecologismo como uma ação óbvia de todos os seres humanos pois é a conservação de nosso planeta, de nossa casa, de nossa própria felicidade. A consciência ecológica deve ser passada às crianças e adolescentes, via educação escolar, e aos adultos conscientes dessa importância cabem buscar a conscientização dos demais que ainda não perceberam a singeleza e a grandeza de gestos diários como separar em sacolas o lixo doméstico (orgânico e inorgânico); não deixar lixo nas praças, ruas, estradas, cursos d'água; etc...
 
 
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Meu arroio Barrocão
Nada sabe do barroco,
É feito um tropeiro louco
Com gados na imaginação.
Doce cantor de segredos,
Molha de música os dedos
Assoleados do Verão.
 
É a voz da minha saudade,
Do meu guri que a cidade
Nunca soube acalentar.
Seu corpo líquido canta
O que eu trago na garganta
E em versos não sei cantar.
 
Meu arroio Barrocão
Tem ousadias de eterno,
Tem nomes feito Fraterno,
Gaúchos feito Joaquim...
Meu arroio Barrocão
É o rosto do meu rincão
E as águas que trago em mim.
 
Nada sabe do barroco,
É feito um tropeiro louco
Tropeando um gado sem fim.
 
Que meus pés jamais se percam de teu canto,
E ninguém venha matar teu amanhã.
Seguirás teu rumo em paz, sempre a correr,
E, feliz, morrer beijando o Camaquã...
 
 
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