Luís Miguel Borges Pereira

 

Engenheiro Eléctrico e Electrónico

 

                           

         

 

                 bullet1  Queijo da Serra

 

Estando o Queijo da Serra da Estrela intimamente ligado à pastorícia, a sua produção tem obrigatoriamente que começar ao raiar do dia, altura em que os rebanhos são ordenhados pela primeira vez (a segunda ordenha é feita ao final do dia, quando os rebanhos regressam ao ovil). O leite ainda quente, é deitado em enormes panelas, onde já estão as quantidades certas de sal e cardo (de modo a ajudar o leite a coalhar) e mantido tapado, em banho-maria, entre os 28 e os 30º C. Cerca de três quartos de hora depois, o leite já está coalhado e é, então, cortada uma porção da coalhada, deitada num cincho de forma a ser espremida e enformada. Após esta operação, o Queijo é sujeito a uma prensagem de forma a perder ainda algum soro residual e de modo a que toda a massa fique homogénea. Algumas horas passadas, é retirado da prensa, barrado com sal, cintado e colocado numa câmara frigorífica em condições ambientais controladas (7 a 8º C e 90 a 95% de teor de humidade). 

A cura do Queijo Serra da Estrela, passa por duas fases: a primeira, já atrás referida, com uma duração de cerca de 15 dias e uma segunda, a temperaturas e teores de humidade entre os 10 e 11ºC e 80 a 85%, respectivamente, durante aproximadamente três semanas. Ao longo deste período de tempo, é essencial, de 2 em 2 dias, a lavagem individual e a cintagem do Queijo; para além de ter de ser virado, diariamente. No total, o Queijo demora, desde a feitura até ao final da cura, mês e meio e só será posto no mercado, após esse período de tempo. Durante todo este processo, há um extremo cuidado com a higiene no fabrico, na conservação e no transporte do leite, assim como com a sanidade dos rebanhos. Só deste modo se consegue a alta qualidade do produto.

                            

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