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Solar
O
Poder Do Sol
O Sol é a fonte
primária de vida. Será ele também a fonte primária de energia? Ora pensem
lá: É o sol que provoca o aquecimento de algumas zonas do globo enquanto
outras arrefecem e cria assim os ventos. É através da atracção do Sol e da
Lua que se criam as marés. É o sol que evapora as águas, que
posteriormente sob a forma de chuvas alimentarão os cursos de àgua das
centrais hidroeléctricas. Então, porque não aproveitamos a energia solar
que nos chega á Terra ( a qual é infíma, comparada com a que se perde no
espaço ) libertada pelo Sol, o deus Sol, como os Incas o consideravam.
Há várias maneiras de
aproveitar a energia solar. A mais comum é a utilização de colectores
solares para o aquecimento de àgua, estufas ou fornos solares. No entanto,
há um processo de obter directamente energia eléctrica do sol, utilizando
células fotovoltaícas, também chamadas foto-pilhas. As primeiras foram
instaladas em 1958, em satélites artificiais, mas hoje em dia estão mais
aperfeiçoadas e são utilizadas na Terra para fornecer electricidade em
regiões isoladas ou de difícil acesso. O motivo para o seu uso não ser
ainda muito difundido é o seu elevado custo quando comparado com a
electricidade convencional, mas é já frequente o seu uso para alimentar
bóias de navegação, faróis ou outras estruturas offshore.
Desde o fim do séc. XIX
que se estudava a possibilidade de se tranformar a energia solar em
eléctricidade. Os primeiros trabalhos realizados geraram, no entanto,
muitas dúvidas quanto à viabilidade deste projecto. Experiências no Reino
Unido não deram também muitos resultados. A eficiência das ligas
utilizadas era de apenas 1%. Em 1954 tudo se alterou. Nos Bell Telephone
Laboratories foi descoberto que pastilhas muito finas de silício "dopadas"
com certas impurezas são cerca de 10 vezes mais eficientes do que as
substâncias utilizadas até então. Desde então tem-se verificado uma
evolução constante estando previstos valores de 15% para as células de
silício e tendo já sido obtidos valores acima dos 20% para o gálio em
condições laboratoriais.
Uma das maiores
vantagens das células solares modernas é a de não terem partes móveis que
se desgastem, uma vida quase indefinida, requererem pouca manutenção e não
serem poluentes. O silício, o material mais comum no fabrico de células
solares é, felizmente, um material muito comum. A National Science
Foundation, no E.U.A. prevê para o ano 2000 uma capacidade de produção de
20 000 MW.
Como são constituídas as
células solares?
A adição doping de
pequenas quantidades de impurezas a um semi-condutor muito puro pode
alterar as suas propriedades eléctricas, produzindo 2 tipos básicos: tipo
p , que contém cargas positivas móveis , e tipo n, com cargas negativas
móveis. Quando colocados juntos e expostos ao sol, os electrões passam
pela junção p-n em direcções opostas, dando origem a corrente eléctrica.
A substância utilizada
para a dopagem é o fósforo, arsénio ou antimónio. A parte da frente da
célula é protegida por um vidro fino. A complexidade da sua produção
torna-as caras, como já foi referido, sendo o seu preço em 1976 de 20
libras por watt de pico.
Há um grupo principal de
células solares que rivalizam com as células de silício. São estas as
células de sulfureto de cádmio e existem já processos para a produção
barata de paineis solares deste tipo. Este tipo de células tem a
desvantagem de possuir um tempo de vida mais curto ( pouco mais de 20 anos
) e um rendimento de apenas 7%, pensando-se que seja possível atingir os
15%.
O elevado preço das
células fotoeléctricas deverá baixar bastante com o desenvolvimentos das
técnicas de produção, estimando-se que o preço no ano 2000 possa ser de
0,1 libras por watt de pico.
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