Carta Enviada ao Site Plenitude objetivando algumas explicações sobre os comentários mal intencionados do Padre Quevedo a respeito de Chico Xavier - Quarta-feira, 12 de Abril de 2000 - 10:00
Assunto: Espiritismo e Pe. Quevedo
Prezados(as) Senhores(as)
Em primeiro lugar, gostaria de parabenizá-los pelo site tão bem organizado e elucidativo, prestando dessa forma, uma justa homenagem a Chico Xavier, através de sua história e biografia.
Sou Kardecista e procuro, sempre que posso, inteirar-me a respeito das obras de Divaldo Franco, Chico Xavier e outros.
Como deve ser do vosso conhecimento, a Rede Globo vem apresentando, aos domingos, uma matéria na qual o Senhor Oscar Gonzáles Quevedo, mais conhecido como "Padre Quevedo", insiste na tese de que tudo o que é ligado a Espíritos não passa de farsa, e quem se dispuser a expor fatos sobre a transcomunicação é crivado de exigências e insistentes pedidos de provas materiais e científicas sobre o assunto.
Entristecido diante da obstinação da mídia em querer passar a idéia de que o "caçador de enigmas" veio para esclarecer a nós, pobres mortais, a respeito das verdades que cercam nosso dia-a-dia, resolvi enviar um e-mail para o CLAP (Centro Latino Americano de Parapsicologia. E-mail : clap@ig.com.br ou nep_clap@hotmail.com, Entidade fundada pelo Sr. Quevedo, na esperança de que ele pudesse, ao menos, demonstrar um pouco mais de respeito às crenças e doutrinas que não possuem a mesma natureza dos princípios adotados por ele.
De lá para cá, houve algumas correspondências trocadas com um Sr. de nome Carlos Orlando, que responde pelo Padre Quevedo.
O que me despertou a curiosidade foi um artigo, publicado no site do CLAP, que a princípio considero falso, sobre um fato relacionado a Chico Xavier, cujo teor passo a reproduzir:
Abre Aspas :
O romancista brasileiro José Bento Monteiro Lobato, antes da sua morte, acontecida em São Paulo em 1948, deixara duas senhas em envelopes lacrados: uma com Dona Ruth Fontoura, filha do célebre magnata dos laboratórios farmaceuticos de São Paulo, e outra com o juiz e também famoso romancista Dr. José Godofredo de Moura Rangel, de Três Pontas (Minas Gerais), grande amigo de Monteiro Lobato com quem manteve correspondência durante anos.
Pretendendo imitar mais ou menos bem, o estilo do grande escritor, o psicógrafo Francisco Cândido Xavier afirmou que sua mão escrevera movida pelo espírito de Monteiro Lobato. Espalhou-se por todo o Brasil, e pelo mundo, o grande feito do médium de Pedro Leopoldo e Uberaba. O que, porém, nem Chico, nem seus propagandistas sabiam, era da existência das senhas com as quais Monteiro Lobato queria que se verificasse se realmente era ele quem se comunicaria do além, ou se tudo não passava de qualidades psicológicas e parapsicológicas dos médiuns.
Tive nas minhas mãos, cópias dos escritos de Chico xavier atribuídos a Monteiro Lobato assim como as senhas conservadas por Dona Ruth Fontoura: nada, absoutamente nada, nem de longe, de semelhante pude encontrar naquela cópia, nem em outro escrito de Chico Xavier.
Também não apareceu a senha deixada com o Dr. Godofredo Rangel. Ele próprio o noticiou amplamente. Pessoalmente prefiro publicar a respeito um documento inédito que recebemos do senhor Cecílio Karam, ex-suplente de deputado estadual, fundador e primeiro prefeito do município de Santana da Ponte Pensa(SP) e Diretor de Publicidade do Jornal Federal A Noite de São Paulo: : Tendo sido amigo do saudoso Monteiro Lobato e seu companheiro na luta do petróleo e tendo o conhecimento do pacto entre ele e Godofredo rangel, desejo dar o meu testemunho com referência
a esse acontecimento.
Realmente houve o acordo entre ambos e ficou assentado que o primeiro entre eles que morresse enviaria do além uma mensagem ao sobrevivente. Combinou-se fazer cada um uma senha e para evitar possíveis fraudes, as senhas foram fechadas em envelope lacrado e guardadas em cofre.
Falecido Lobato, e sendo algum tempo depois publicada uma mensagem atribuída a Monteiro Lobato e recebida por Chico Xavier, apressou-se Godofredo Rangel a examiná-la. Declarou a seguir à imprensa : Não é o estilo de Monteiro Lobato e a senha combinada não foi dada. Os jornais fizeram amplos comentários.
O Dr. Godofredo Rangel morreu em 1951 sem ter recebido a senha, apesar de já aberto o envelope e conhecida, em segredo, por ele.
Fecha Aspas.
V.Sas. poderiam, por gentileza, dizer se isso o que foi relatado corresponde à verdade ou é mais um artífício maldosamente arquitetado pelo Sr. Quevedo para tentar desmoralizar nosso eminente Espírita Chico Xavier ?
Terei enorme prazer em enviar um e-mail para o CLAP, fundado pelo Sr. Quevedo, desmentindo toda a versão acima exposta, caso V.Sas. digam o que realmente aconteceu. Talvez tudo o que foi relatado não passe de sórdida mentira.
Contando com a compreensão de V.Sas., agradeço sinceramente a atenção a mim dispensada.
Um Abraço
Jefferson S.B.
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RESPOSTA ENVIADA PELO Sr. Albino Luciano Sousa de Medeiros
(WebMaster do Site Plenitude)
Sr. Jefferson,
Pedimos desculpas pela demora em esclarecer-lhe a respeito desse suposto equívoco do médium mineiro utilizado pelo Pe. Quevedo como "argumento imbatível" para atacar o nosso querido Chico Xavier acusando-o de embusteiro e outros desqualificativos.
A respeito desse fato, um dos maiores expoentes espíritas brasileiros, Carlos Imbassahy, em e-mail diz:
Monteiro Lobato - ele se manifestou por um médium (Machado)
de Belo Horizonte que assinava com os mesmos traços desse autor.
Até aí, porém, nada demais. De fato, as mensagens podiam ser consideradas duvidosas, com ou sem senha.
Não sei de nenhuma dessas mensagens através do Chico.
Essa turma gosta de misturar as estações para confundir.
Esse Quevedo é um picareta de marca: inventa explicações mirabolantes sem nenhum respaldo científico e os fanáticos aceitam sem raciocinar".
O boletim do GEAE n. 314, item 5, também trata desse assunto:
"5. Monteiro Lobato teria deixado uma senha para ser reconhecido quando psicografasse por Chico Xavier, mas essa senha não veio, e Chico teria deixado de psicografar Monteiro Lobato logo após."
Essa afirmação "Monteiro Lobato teria deixado uma senha para ser reconhecido quando psicografasse por Chico Xavier", parece-se mais com uma estória da "carochinha".
Mesmo admitindo que não seja um boato e que M. Lobato, de fato, tenha dito isso, não se pode ingenuamente pensar que o fato de ele não ter dado uma comunicação seja "prova" da incomunicabilidade dos Espíritos. Aceitando a proposição seriamente, nós sabemos dos inumeráveis impecilhos que se colocam à comunicação dos Espíritos, ao problema da escolha dos médiuns e a mudança de ponto de vista que o Espírito sofre com a morte do corpo. E se Lobato tivesse se envergonhado "posmortem" de seu plano, que se tornou ridículo diante da exuberância de sua existência no mundo dos Espíritos ?"
Outro grande expoente do movimento espírita brasileiro, Henrique Rodrigues, que em várias oportunidades deixou o Quevedo em situação difícil, na revista Visão Espírita n.5 de agosto de 1998, diz:
Há muitos anos, um médium de Belo Horizonte, já desencarnado, de grande potencialidade mediúnica, através de mensagens recebidas por ele e endossadas por confrades (aí está o perigo), assegurava ter sido o nosso Codificado Allan Kardec.
Recebeu, inclusive, mensagens de Fenáreta, a mãe de Sócares.
O vernáculo e o teor das mensagens eram fabulosos.
Endeusado por confrades, que viram nele um rival para Chico Xavier, buscou rápida projeção e começou a receber mensagens de Monteiro Lobato.
Acontece que Lobato tinha aqui, em Minas, um amigo que sobreviveu ao desencarne do valoroso vulto de nossa História. Chamava-se ele Rangel, que, publicamente, contestou a autenticidade do autor das mensagens. E se fez um desafio, a ser atendido num auditório público, com a presença da imprensa mineira.
E esse “médium” aceitou o desafio! Começava ali sua derrocada.
No dia aprazado, o recinto cheio, o espírito Lobato não incorporou.
Invigilância do médium.
E qual era a "senha" de uma combinação que Rangel dizia ter com Lobato, quando ainda conviviam aqui?
Lobato teria que dizer :
- "Qual era o dia em que ele, Rangel, desencarnaria". Como se isso fosse possível ao nosso estimado Lobato desencarnado.
Diante dessas observações vimos que o Sr. Quevedo mais uma vez se deu mau ao tentar usar de argumentos infundados para agredir o nosso quase centenário médium Francisco Cândido Xavier reconhecido por milhares de pessoas como o e-mail da paz, o correio da esperança, uma expressão latente do amor de Deus!"
E o Quevedo? O que representa o "Pe." Quevedo na própria denominação religiosa diante de figuras como o Papa João XXIII, Irmã Dulce, Dom Helder Câmara que é médium, Madre Teresa de Calcutá, Pe. François Brune que escreveu o Livro "Os mortos nos falam" dizendo que acredita em reencarnação, dentre muitos e muitos outros expoentes do catolicismo que ao contrário do Sr. "Pe." Quevedo procuram fazer sua parte, contribuindo para um mundo melhor e mais justo, na esperança de um dia haver apenas só um pastor e só um rebanho!? A resposta preferimos deixar em aberto.





  Francisco Cândido Xavier (1910-2002), mais conhecido
como Chico Xavier, começou a exercer sistematicamente a mediunidade
psicográfica à idade de 17 anos no Centro Espírita de Pedro Leopoldo,
sua cidade natal.
  Durante as últimas sete décadas foi sem dúvidas e
cada vez mais uma figura muitíssimo famosa. E a mais considerada pelos
milhões de Espíritas do Brasil. E muito estimada inclusive por milhões
de outras pessoas não-Espiritas. O Principal motivo e base de toda essa
exaltação, além de inumeráveis bilhetes e breves mensagens, foram os
419 livros psicografados. Nenhum Autor Brasileiro tem tamanha produção.
Entre 8 a 11 livros por ano. A Federação Espírita Brasileira (FEB) e
outras Entidades Espíritas sistematicamente publicam esses Livros,
traduzidos em oito idiomas, inclusive japonês, árabe e esperanto,
distribuindo-os por mais de 40 países. No Brasil, 25 milhões de
exemplares já foram vendidos.
  Acrescenta-se, para a admiração popular ainda
maior, que Chico cedeu todos os Direitos Autorais a diversas Entidades
Espíritas de atendimento aos pobres. A organização de divulgação
Espírita apresentou pessoalmente Chico Xavier, com seus Livros, por
diversas cidades de Estados Unidos, Inglaterra, França, Itália e
Portugal. Uma das mais destacadas conseqüências práticas dessas viagens
foi a fundação do "Christian Spirit Center", em Ellon College, Carolina
do Norte, Estados Unidos.
  Em numerosos jornais e revistas foram publicados e
repetidos sem cessar grandes elogios à psicografia de Chico Xavier :
"Os poetas de que Ele é intérprete, apresentam as mesmas
características de inspiração e de expressão que os identificavam neste
planeta". "Anos após a sua morte, é dado encontrar-lhe novamente as
idéias e o estilo". "Não atraiçoou poeta algum, pois todos se
apresentam realmente como eram em vida". "Ninguém que haja lido
assiduamente os escritores em questão, deixará de os reconhecer
integralmente nas poesias ou livros psicografados". Apregoam que
inclusive o grande crítico literário Agripino Greco reconheceu nas
psicografias de Chico o inconfundível estilo de Umberto de Campos...
"Se o homem produziu tudo aquilo por conta própria, então Ele pode
ocupar quantas cadeiras quiser na Academia ..."
  Mais uma vez, faremos as devidas refutações aos
comentários do Pe. Quevedo relativos a Chico Xavier. É muito
triste saber que pessoas da estirpe do Sr. Quevedo, tentam a todo custo
denegrir Aquele que foi o Marco e Expressão Máxima da Doutrina Espírita
no Brasil. Mas, não tendo argumentos contra o
comportamento Solidário e Cristão que sempre caracterizaram as Obras de
amor ao próximo de Chico Xavier, tentam, sordidamente, desmoralizá-lo,
por outros meios.
  Dessa forma, serão expostos apenas alguns artigos
obtidos do Site do Pe. Quevedo sobre Chico Xavier, os quais julguei
mais incisivos. O texto a seguir será intercalado com as respostas que recebi do Leitor Marcos Arduim - mrarduin@terra.com.br , o qual escreveu-me e solicitou um direito de resposta aos embustes criados por Quevedo para desmoralizar a pessoa de Chico Xavier. Em alguns casos, também coloquei minhas próprias observações. Segundo a opinião de Marcos Arduin, não devemos ficar indignados com o Padre Quevedo. Pelo Contrário ! Devemos sim, sermos gratos a ele, pois desde que esse Padre começou a atuar no Brasil no início dos anos 60, o Espiritismo aqui só tem crescido.
ABRE ASPAS :
O Padre Quevedo fez esses artigos sobre Chico Xavier, ao qual Eu, Marcos Arduin, acrescento os detalhes escritos em azul, com as iniciais : M.A. As argumentações do Padre Quevedo se iniciarão com as iniciais P.Q.
P.Q. - Foi dito anteriormente : "Se o homem produziu tudo aquilo
por conta própria, então ele pode ocupar quantas cadeiras quiser na
Academia". Academia ? Há falsários perfeitíssimos que enganaram aos
melhores museus e especialistas. Mas descoberta a falsificação, nenhum
falsário foi elevado à cadeira de nenhuma Academia : Imitação não é
originalidade. O pastiche não é a genialidade.
M.A. - O caso não é esse, Quevedo. É preciso que deixe bem claro
que o convite à candidatura de Chico Xavier para fazer parte dos
imortais da Academia Brasileira de Letras foi promulgado, mas Chico
Xavier recusou o convite porque não se considerava autor dos livros que
escrevia.
P.Q. - Chico xavier era iletrado ? "Fez o curso primário e
estudou mais um ano com uma professora particular, que testemunha :
"Distinguia-se por sua inteligência, sua memória prodigiosa e sua
aplicação ao estudo. Só queria ler, não participava dos brinquedos nem
das rodas dos outros meninos, e quando deles queria participar era tão
sem jeito e sem graça, que preferia desistir" ("O Diário" de Belo
Horizonte, 1954, serie de artigos). Chico disse depois que fora
psicografado por um literato do além ! A quem pretende enganar, que não
seja já fanático ? Se tivesse sido psicografia de algum literato do
além, teria ganho o primeiro prêmio, não só menção honrosa : Os juizes
perceberam claríssimamente o estilo de um menino do primário e isso é
que quiseram homenagear.
M.A. - Afinal, onde estão os detalhes do episódio ? Onde foi o
concurso ? Quem ganhou o primeiro prêmio ? Que texto foi mesmo o que
Chico escreveu ? Por que será que episódios assim têm sempre essa
vacuidade quanto a dados ? E porque teria ganho o primeiro prêmio ?
Afinal os literatos nativos foram tão bons assim que sempre arrancavam
prêmios com qualquer versinho que escreviam ?
P.Q. - Cada qual naquilo para que tem tendência e para o que
treina. Chico tinha tendência literária, Gaspareto para a pintura,
Rosemary Brown para música, Frank Cox para pianista, etc., etc. Por que
os "espíritos" não escrevem música com Chico nem literatura com Cox...?
M.A. - Então para contentar o senhor Quevedo : A médium Pearl
Leonore Curran só tinha inclinações para a arte musical, sem jamais ter
treinado ou manifestado qualquer pendor literário. Mesmo assim foi
envolvida por um espírito que apresentou-se sob o nome de Patience
Worth e através dela psicografou romances. Patience Worth era
desconhecido, alegando ter vivido em Dorsetshire, Inglaterra, e
emigrado para a América, onde morreu vítima de ataque de índios. Esses
eventos se passaram no século XVII. O romance Telka, com mais de 70.000
palavras, 90% puramente anglo-saxônicas, foi escrito em inglês médio,
sem qualquer vocábulo surgido após 1600. Tal proeza seria difícil até
para um literato britânico, tanto mais para uma médium sem pendores
literários. Mas se conheço o Sr Quevedo, imagino que virá com aquelas
palavras mágicas típicas dos apologistas cristãos : descobriu-se que,
soube-se que, apurou-se que... sem detalhes sobre quem descobriu, como
descobriu, etc e tal.
P.Q. - O jornalista João de Scantimburgo, objetava a Chico
Xavier : " Além de jornalismo, eu também tenho a carreira de Filosofia.
E não foram psicografados conteúdos profundos e complexos como a obra
(à maneira de) Platão, a de Aristóteles, a de Santo Agostinho, a de
Santo Tomás de Aquino, a de Descartes, a de Kant, e a de outros
filósofos e pensadores. Não será porque o senhor, Chico Xavier, não tem
esses conhecimentos ? "
Em todas as psicografias de Chico Xavier o fundo é sempre o mesmo por
mais diferentes que tenham sido os "espíritos" aos que se atribuem :
Uma "religiosidade" moralista, piegas, melíflua, repetitiva,
absolutamente infantil... Quase três adjetivos por linha. Os mais
usados : cariciosas, dulcíssima, inexcedível, amados. Deveria bastar
ler qualquer livro psicografado por Chico Xavier para compreender que
tudo está muito longe de ser o que seus propagandistas proclamam.
Tomemos a melhor publicação, a mais elogiada : "O Nosso Lar". Tudo está
plagado de absurdos e contradições.
M.A. - Uma análise de um texto ( melhor seria se fossem
analisados muitos textos ) bem conhecido do Chico, ilustrando tudo o
que é indicado acima seria de bom argumento, mas só declarações sem
detalhes, sem exemplos precisos, sem comparações preto no branco fica
como uma tese jogada no ar... SCC : Se colar, colou. Fica uma
insinuação de que o médium não escreve nada que já não esteja em seus
conhecimentos. Não tenho um exemplo quanto ao Chico especificamente, mas Alexander Aksakof, no seu livro "Animismo ou Espiritismo", Vol II, dá um exemplo de conhecimentos acima do nível cultural do médium. Cita o caso onde o matemático Alfred Wilks Drayson, General-Major, amigo de Arthur Conan Doyle, envolveu-se com uma médium, e pergunta a um pretenso espírito astrônomo se ele lhe podia esclarecer um sério mistério que embaraçava os estudiosos de astronomia de sua época. Tudo isso resultou na publicação de um Livro intitulado : "The Solution of Scientifc Problems by Spirits" ( Solução de Problemas Científicos pelos Espíritos). Nesta Obra, Drayson relata :
"Recebi do Sr. George Stock uma carta em que me perguntava se eu podia citar, ao menos um exemplo, em que um Espírito, ou um que o pretendesse ser, tivesse resolvido, durante uma sessão, um desses problemas científicos que preocupam os sábios do século passado. Tenho a honra de comunicar-lhe o fato seguinte, do qual fui testemunha ocular."
Resumindo os fatos - O mistério era o seguinte : Os satélites dos planetas seguem uma órbita onde fazem o movimento de ocidente para oriente, mas os de Urano eram exceção : Faziam o movimento inverso e nenhum astrônomo sabia explicar porque. O tal espírito astrônomo explicou que os satélites de Urano faziam sua órbita como os outros, mas é que quando foram descobertos por Herschel, o pólo sul do planeta estava voltado para a Terra e isso o fez ver os satélites em movimento contrário. Agora, mais de 40 anos depois, o pólo norte estava voltado para a Terra e os satélites seriam vistos no seu movimento correto. O astrônomo George Stock refez modelos e confirmou que a explicação do espírito astrônomo estava exata.
Guiado por essa informação, também Alfred Wilks Drayson resolve o problema geometricamente, e apercebe-se de que a explicação dada pela médium era exatíssima, e a solução muito simples. Por conseguinte, Ele escreve sobre essa questão em um tratado que foi publicado nas Memórias do Ensino Real de Artilharia, em 1859.
Em 1862, foi demonstrada essa mesma explicação do pretendido enigma em uma pequena obra sobre a Astronomia : "Common Sights in the Heavens" ( olhar pelos Céus ). Mas a influência da "opinião autorizada" foi tão funesta, que só em nossos dias, os Escritores que se ocupam de Astronomia começam a reconhecer que o mistério dos satélites de urano deve ser atribuído à posição do eixo desse planeta, conforme relatado pela Médium.
E a tal médium nada sabia de Astronomia... Que explicação o "excelentíssimo" jornalista que foi citado por Quevedo, de nome João de Scantimburgo, dará a isto ?
P.Q. - Em duas oportunidades, havendo eu instruído a um repórter
da TV Gazeta e ao Pe. Herbert Günter, da TV "Pro Vobis" da Alemanha,
comprovamos que Chico Xavier sabia o que acabava de "psicografar"...
M.A. - Não entendi a ilação : Onde foi dito ou demonstrado que
ele NÃO SABIA O QUE PSICOGRAFAVA ? Nunca soube que Chico fosse um
médium mecânico, ou seja, aquele que psicografa o psicofone sem saber
nada do que diz ou escreve. O senhor saberia informar melhor ? Além
disso, como é que ficou comprovado o seu ponto de vista nos programas
indicados acima ? Como o Sr. Quevedo adora falar como se todo mundo
soubesse do que fala...
P.Q. - O TESTEMUNHO DO SOBRINHO : Amauri Xavier Pena, filho da
irmã mais velha de Chico Xavier, Da. Maria Xavier, foi escolhido pelo
tio para seu sucessor. Vinha treinando desde os treze anos. Aos 17 anos
cedeu às insistências do tio. Treinado com grande constância na
"psicografia", mostrou maior facilidade do que o famoso tio para imitar
os autores que lia. E assim publicou mais de cinqüenta livros
"psicografados" imitando mais de cinqüenta autores, "cada qual no seu
próprio e inconfundível estilo. Recebeu também uma epopéia de Camões em
estilo quinhentista", Cruz e Sousa, Gonçalves Dias, Castro Alves,
Augusto dos Anjos, Olavo Bilac, Luís Guimarães Jr., Casemiro Cunha,
Inácio Bitencourt, Cícero Pereira, Hermes Fontes, Fabiano de Cristo
(?!), Anália Franco..., e até Bocage e Rabindranath Tagore. O boletim
espiritista "Síntese", de Belo Horizonte, fazia a divulgação.
M.A. - Primeiro : Publicação, autoria, registro no cartório,
etc, ou seja, um documento de prova que demonstre que Chico Xavier
indicou que Amauri Pena seria o seu sucessor. Falta esse dado
importantíssimo. Mas tem que ser uma indicação de caráter oficial, não
uma simples declaração de momento entusiático num balcão de bar ou
entrevista tumultuada. Segundo : Nomes, editoras, cidades, anos de
publicação e, principalmente, onde podem ser encontrados os 50 livros
publicados pelo Sr Amauri Pena. Costumo visitar sebos e nunca vi um
livro desse autor; também nada encontrei na Internet a respeito de
publicações dele. Terceiro : Atestados dos eminentes literários que
confirmam que os escritos de Amauri Pena refletem o estilo
inconfundível dos autores por ele imitados e provas cabais dessas
afirmações, caso existam. Como está acima, o parecer dá a impressão de
ter saído desse tal boletim Espírita. Quer dizer :Quando alguém fala em
estilo inconfundível para o Chico, é tolice e fanatismo, mas se o
PARECER ESPÍRITA sobre estilo inconfundível for para o Amauri, aí então
ele é válido ?
P.Q. - "Um grande médium", era o seu sobrinho proclamado, mesmo
depois da auto-retratação em Julho de 1958 no "Diário de Minas". E lá
mesmo, perante os jornalistas, imitou diversos estilos de autores
famosos. "Tudo o que tenho `psicografado´ até hoje, apesar das
diferenças de estilo, foi criado pela minha própria habilidade, usando
apenas conhecimentos literários", declarou.
M.A. - Até aí, nenhuma grande novidade : Qualquer um com talento
literário pode perfeitamente imitar estilos. E quem continuou
proclamando Amauri um grande médium ? Nome, publicação, data... Como o
Sr Quevedo gosta de economizar onde não deve...
P.Q. - E proclamou que seu tio Chico Xavier "não passa de um
grande farsante". E à revista "Manchete": "Revoltava-me contra as
afirmações dos espiritistas (que diziam que era médium). Levado à
presença do meu tio, ele me assegurou, depois de ler o que eu
escrevera, que um dia eu seria seu sucessor. Passei a viver pressionado
pelos adeptos da 'terceira revelação'... Como absurdamente chamam ao
Espiritismo, com ele pretendendo suplantar, após as revelações do Pai e
do Filho, a Terceira Revelação pelo Divino Espírito Santo o dia de
Pentecostes.
M.A. - Revista Manchete qual número, ano, mês... Quando é mesmo
que esse cavalheiro se lembrou de dizer aos adeptos da terceira
revelação que nunca foi médium e que não acreditava em nada daquilo ?
Diante de tal declaração, estou começando a achar que o tal Amauri
apenas se envolveu de leve com o Chico, mas manteve sua fé católica e
no final acabou saindo com aquela denúncia, vou supor que em defesa da
fé católica, mas caso tenha recebido algum por isso... ( conversando
com o irmão caçula de Chico, ele me disse que de fato o seu sobrinho
havia feito aquela denúncia contra Chico em troca de pagamento...).
P.Q. - Mais declarações do Sobrinho de Chico : "A situação
torturava-me, e várias vezes, procurando fugir àquele inferno interior,
entreguei-me a perigosas aventuras, diversas vezes saí de casa, fugindo
à convivência de espíritas. Cansado, enfim, cedi dando os primeiros
passos no caminho da farsa constante. Tinha então 17 anos".
"Perseguido pelo remorso e atormentado pelo desespero, cometi vários
desatinos (...) Vi-me então diante da alternativa: mergulhar de vez na
mentira e arruinar-me para sempre diante de mim mesmo, ou levantar-me
corajosamente para penitenciar-me diante do mundo, libertando-me
definitivamente. Foi o que decidi fazer procurando um jornal mineiro e
revelando toda a farsa" (...) "Meu tio é também um revoltado, não
conseguindo mais recuar diante da farsa que há longos anos vem
representando". "Eu, depois de ter-me submetido a esse papel
mistificador, durante anos (...), resolvi, por uma questão de
consciência, contar toda a verdade" (Ver também "Estado de Minas",
20-Janeiro-1971; Revista "Realidade", Novembro 1971, pág. 65; etc.).
M.A. - Ou seja, era um trapaceiro e canalha e resolveu sair
quando viu que desse cofre não saía dinheiro... Deve ser isso. Quantos
anos ficou ele nesse papel ? Quanto tempo mesmo ? Sabe o que eu acho
engraçado ? Que pilantras são apresentados como heróis quando traem a
causa. A mulher do tal médium que se diz incorporar o Fritz ultimamente
denunciou-o como farsante, mas só depois que foi trocada por outra...
Como a estorieta do Amauri é sempre apresentada dessa forma nebulosa,
sem dados comprobatórios, sem datas precisas, nada, então fica difícil
avaliar qualquer coisa. Até 1958 Chico teria escrito 61 livros
psicografados, mas Amauri, bem mais jovem que o Chico, neste mesmo ano
em que fez sua denúncia, já teria publicado 50 livros ! Que prodígio !
P.Q. - Mas Amauri Xavier Pena, carregado de remorsos, insistia
na retratação. E os "espíritos superiores" decretaram a morte : num
muito conveniente "acidente" de carro.
M.A. - Alguém aqui avançou o sinal e não foi o Amauri. Por que
acidente entre aspas? Está se sugerindo que não foi um acidente
acidental? Se sabe de algo, Sr Quevedo, apresente-se às autoridades
policiais e revele o que sabe. Afinal se houve crime, é dever de um bom
cidadão trazê-lo a público. E o que tem a ver os espíritos superiores
com isso? A menos é claro, que o Sr Quevedo queira admitir que, apesar
de Amauri ser uma tão valiosa testemunha em defesa da fé católica e
contra o Espiritismo, nem Deus, Jesus, Maria, ou os milhares de santos
e os milhões de anjos foram capazes de impedir a ação dos Espíritos
Superiores em calar com a morte o Sr Amauri. Prova-se com isso que os
tais espíritos são mais poderosos que as entidades católicas citadas.
Melhor então continuar sendo Espírita...
Jefferson : Declarações de Chico Xavier acerca de seu Sobrinho Amauri, extraídas da Folha online - publicadas em 30/06/2002 :
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u53836.shl
"Quanto ao meu sobrinho, era um perturbado. Bebia muito, não trabalhava direito, acabou louco. E morreu há alguns anos. Ele fez aquilo, ao que parece, pela sedução do dinheiro. Que o altíssimo o perdoe."
Além disso, podemos observar um estudo denominado “O Grande Mediador Chico Xavier e a Cultura Brasileira” de Bernardo Lewgoy - Professor do Departamento de Antropologia UFRGS e pesquisador do Núcleo de Estudos da Religião – Dimensões Orais e Escritas no Espiritismo Kardecista - UFRGS, publicado na Revista de Antropologia ( vol. 44 nº.1 - São Paulo - 2001 ), o qual propõe uma interpretação do fenômeno Chico Xavier na cultura e na Sociedade Brasileira.
Para o antropólogo Bernardo, o contato privilegiado que Chico Xavier tem com o mundo espiritual justifica a aura de santidade que lhe conferem, bem como as conversões que ele provoca em torno de si. "Ele traz revelações, tem muitos dons mediúnicos privilegiados, que muitas pessoas não tem", diz Lewgoy. Ele defendeu sua tese de Doutorado na USP, na qual discorre sobre a Religião Espírita e o mundo das letras, com um capítulo ao Médium Mineiro.
Muitas biografias e artigos foram escritos sobre Chico Xavier, assim como um incontável número de entrevistas, a imensa maioria escrita por Espíritas. Entre as várias consultadas, o Professor Bernardo selecionou as obras de Ubiratan Machado (1996), Suely Schübert (1986), R. A. Ranieri (s. d.), Ramiro Gama (1986) e Marcel Souto Maior (1994), entendendo-as como variações convergentes de uma mesma narrativa.
Tal estudo aborda a versão de que Amauri Pena assumiu a autoria dos poemas e levantou suspeitas contra Chico, objetivando impressionar e agradar uma moça católica por quem estava apaixonado. Outra versão envolve dinheiro : Ele teria sido subornado por um padre católico para desmoralizar Chico Xavier.
Fontes :
* BERNARDO LEWGOY - Professor do Departamento de Antropologia UFRGS. Autor do Livro “O grande mediador - Chico Xavier e a Cultura Brasileira”.
Com referências no CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. É uma Fundação, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), para o apoio à pesquisa brasileira. Contribui diretamente para a formação de pesquisadores : Mestres, Doutores e especialistas em várias áreas de conhecimento. Mais detalhes :
http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhepesq.jsp?pesq=3088318037496321
* MARCEL SOUTO MAIOR - Autor do Best-Seller “As Vidas de Chico Xavier” e “Por trás do Véu de Ísis” ( Ed. Planeta do Brasil ). Marcel Souto Maior é jornalista e roteirista da TV Globo. Trabalhou no Correio Braziliense, Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil antes de se transferir para a televisão, onde começou como editor do programa Fantástico. Marcel nunca se identificou com qualquer corrente religiosa. A parte que relata o envolvimento do Sobrinho de Chico Xavier com uma mulher católica e o suborno feito por um Padre da Igreja dessa mesma religião, está no Livro acima referenciado : "As Vidas de Chico Xavier", Marcel Souto Maior, Rocco, Rio de Janeiro, RJ, 9ª edição, 1994, páginas 122 a 125.
Por essa, o Padre Quevedo não esperava ... !!!
P.Q. - O TESTEMUNHO DA IRMÃ : Dona Maria Xavier, irmã mais velha
e que fizera de "mãe" de Chico Xavier, declarou inúmeras vezes que tudo
isso da pretendida psicografia espírita era devido a incansável treino
anos e anos a fio.
E freqüentemente declarou mais : Que por tais testemunhos, Chico,
quando já "médium" famosíssimo, por duas vezes tentou sugestiona-la
para morrer, dizendo que os espíritos superiores haviam anunciado a
morte dela para tal data. Errou. Novamente anunciou a morte para uns
meses mais tarde. Errou de novo. Dona Maria Xavier não se deixou
sugestionar pelo famoso irmão espírita.
M.A. - Onde e quando ela se fez de mãe e como soube do
incansável treino. Onde e quando fez tal declaração? A propósito, a Revista Realidade de novembro de 1971 diz que quem se fez de segunda mãe para o
Chico foi Luísa Xavier e não a Maria...
Onde e quando a irmã de Chico fez tal declaração ? Melhor que isso :
Foi uma declaração registrada em cartório, obtida sob juramento a algum
santo católico ou sob Maria, Jesus, Deus, enfim, alguma entidade cara à
fé católica, cujo perjuro implicaria em pecado mortal ? Ah! Esqueci-me
: O padre poderia instruí-la que mentir em defesa da fé é aprovado e
não constitui pecado...
P.Q. - MALANDRAGEM E MENTIRAS : Chico Xavier, quando
"psicografa", com os dedos tampa o olho esquerdo. Para que? Nele é
completamente cego. E com a palma da mão, folgadamente, encobre o olho
direito fechado, de formas que num palpebrar rápido pode ver
perfeitamente sem que os presentes percebam essa vulgar manobra... que,
porém, não engana a nenhum aprendiz de mágico... Ou, então, deixa ao
descoberto o olho esquerdo fechado, o cego, enquanto que encobre com a
palma da mão com bastante folga o olho direito...
M.A. - Não sei o que uma coisa tem a ver com outra. A genuidade
de uma mensagem psicografada é obtida, ou pelo menos melhor conceituada
em vista da comprovação do seu conteúdo, não pelo fato de um médium
escrever sem supostamente ver o que está escrevendo...
Jefferson : Quando alguém vai rezar (orar), observa-se o costume
de juntar as mãos, mas se não juntar as mãos, poderemos dizer que essa
mesma pessoa não está rezando (orando) ? O mesmo acontece com a
psicografia, se o médium coloca a mão nos olhos é puramente um gesto
mecânico e além do mais a mediunidade de Chico é tão grande que, com
olhos abertos ou não, nada mudaria, afinal até de trás para frente ele
já escreveu.
P.Q. - Vendo-o falar sozinho, o pai leva-o à paróquia de
Matosinhos, próxima a Pedro Leopoldo, para falar com o Padre Sebastião
Scarzelli. "Era um senhor muito bondoso, de quem eu recebia muitos
conselhos e algumas penitências". "Uma das pequenas penitências
impostas pelo padre : Seguir todas as procissões que houvesse,
carregando uma pedra de 15 quilos na cabeça. Uma vez eu tinha de rezar
mil Ave-Marias. Ia rezando e contando. Quando chegava mais ou menos a
950, vinha um espírito brincalhão e me fazia errar a conta. Lá eu ia
começar tudo de novo". "Cínico, tem parte com o Diabo, precisa
internar', e lá ia o pai com Chico ao Padre, e tome mais Ave Maria e
outras penitências" (Entrevista ao repórter Ramón García y García, em
"Fatos e Fotos", 1977, artigo "As torturas a um menino órfão", págs. 24
s).
Alguém pode duvidar que estas afirmações de Chico Xavier são mentiras
deslavadas? E quem assim mente, quantas outras mentiras haverá
proferido?
M.A. -Eu posso e muita gente pode aceitar tais declarações de
Chico como verdadeiras. Mas tem um jeito de demonstrar que elas são
falsas, Sr Quevedo : É só mostrar que é tecnicamente impossível a um
garoto da idade e constiuição física de Chico na época levar uma pedra
de 15 quilos na cabeça; que o Direito Canônico proíbe expressamente
rezar mais de um Ave Maria por dia (obviamente o padre em questão
deveria saber disso...); que penitências de quaisquer tipo foram
proibidas na Igreja desde a sua fundação... Isso e mais algumas outras
provas de que são mentiras que o senhor puder apresentar, caro Quevedo.
Do contrário acho tolice invocar o suposto bom senso do leitor a exigir
que ele automaticamente entenda serem mentiras. Um leitor católico
talvez fizesse isso, por exigência sua, mas um Espírita não.
P.Q. - DOENTE MENTAL : Por motivos de saúde houve que fazer o
eletroencefalograma de Chico Xavier, fora do controle dos espiritistas
quando finge que está "psicografando". Resultado esclarecedor : "Foco
temporal classicamente responsável por distúrbios sensoriais,
alucinações, ouvir vozes (...), arritmia, tendência a ataques
epilépticos ou `transes´" ( Ver, entre outras publicações, Revista
"Realidade", Novembro, 1971 ).
M.A. - Eu pensava que os médicos tinham certos compromissos
éticos... Lembro-me que quando o Mário Covas já estava sendo consumido
pelo câncer, uma reportagem ressaltou esse compromisso: os médicos não
podiam dizer que ele sentiu dor, que chorou, que recebeu tal e qual
tratamento que resultou nisso..., etc e tal. Mas vamos transcrever o
que está dito na Revista Realidade de novembro de 1971 :
Um psiquiatra, o Dr. Alberto Lyra, interpretou esse episódio : Tendo em
vista que seu eletroencefalograma revela um foco temporal,
classicamente responsável por distúrbios sensoriais, com ocorrência de
alucinações, vozes, visões, etc., podemos estar diante de um ataque
epiléptico. Por outro processo psicológico, uma pessoa, contando
repetidas vezes um episódio e obtendo para ele o consenso de seu meio,
acaba acreditando que ele é de fato verdadeiro, e nunca mais duvidará
de que assim não seja.)
O mesmo Dr. Alberto Lyra, ex-presidente do Instituto Paulista de
Parapsicologia e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Teosofia,
analisando o mesmo episódio : - O patológico não exclui, nem deforma, o
fenômeno paranormal, ou sobrenatural. Eu acredito na existência dos
espíritos, e pode muito bem tudo ter-se passado conforme o relato de
Chico Xavier.
Notaram que o Sr. Quevedo omitiu alguma coisa relevante ?
P.Q. - SURTOS ? OU CONFIRMAÇOES DA LOUCURA ? Se todo o proceder
e afirmações de Chico Xavier foi totalmente farsa, os episódios a que
agora vou me referir classificar-se-iam propriamente como surtos,
ataques de loucura mais ou menos freqüentes. Se, porem, não fosse
farsa, os casos que vamos citar seriam só confirmações, manifestações
mais notáveis da sua plena e habitual grande loucura. Por exemplo,
quando era escriturário no Ministério de Agricultura em Pedro Leopoldo
: "Eu estava trabalhando, quando vi entrarem dois espíritos
perturbados, que já vinham há vários dias fazendo ameaças. Um deles
estava armado de revólver e, depois de me dirigir vários desaforos,
disse que ia me matar. Dito e feito: apertou o gatilho e a bala atingiu
meu ombro, mas só de raspão, porque eu ainda tive tempo de desviar o
corpo (...) Tanto o tiro foi real, que eu fiquei oito dias com o ombro
dolorido" (Em entrevista à Revista "Realidade", Novembro, 1971).
"Este coelho não é muito honesto. Outro dia, dois gatos meus vieram
denuncia-lo (...) O coelho, disseram, lhes estava comendo a razão de
carne. Os coelhos deveriam ser herbívoros, mas este, acanalhado, virou
carnívoro" (Ibidem). "Freqüentemente, quando viaja de carro, se nota
uma folha ao vento ou alguma coisa semelhante, 'mando parar. Temo que
os cavalos do motor se assustem' me diz Chico Xavier" (Ibidem).
M.A. - Infelizmente só tenho uma transcrição do artigo da
Revista Realidade de novembro de 1971, que não sei se está completa, mas exceto
o lance dos espíritos armados, que Chico relatava no maior tom de bom
humor ( será que não estaria só brincando mesmo? ). Os outros relatos
não figuram no texto. De onde o Sr Quevedo os teria tirado ?
P.Q. - AS INCONGRUÊNCIAS : Apresento algumas, entre milhares. Se
Chico Xavier não era louco, a farsa seria gravíssima demais... Se Chico
Xavier era um grande doente mental, não estranhariam as contínuas e
enormes incongruências e que ele as atribuísse a "espíritos"
superiores. A propaganda que dele fazem os líderes do espiritismo é que
deveria estranhar, se não fosse conhecido o fanatismo e mesmo tortuosa
intenção... No "Parnaso de Alem Túmulo" Chico Xavier apresenta um
soneto, no "estilo dos sonetos do exílio" como se fosse uma psicografia
ditada pelo "espírito" de Dom Pedro II. Ora, o "espírito" de Dom Pedro
II não sabia nem ninguém lhe comunicou no além, nem a ele nem a Chico,
que os "sonetos do exílio" não eram de Dom Pedro senão de um nobre que
o acompanhava ? (Com toda razão Gustavo Barroso ridicularizava então a
Chico Xavier num artigo em "O Cruzeiro").
M.A. - Do jeito que está colocado acima, não se percebe uma
ilação de que o texto supostamente do Dom Pedro II diz ter sido o autor
dos sonetos do exílio, mas que fez um soneto ao estilo daqueles. Uma
transcrição literal do que está escrito no Parnaso seria mais
convicente do que uma declaração do Sr Quevedo...
P.Q. - Chico Xavier fundou em Pedro Leopoldo o Centro Espírita
São Luis Gonzaga, Rei da França. Isto é, os "espíritos superiores" que
pretendidamente assessoram a Chico seriam tão ignorantes, que não sabem
que São Luís Gonzaga, jesuíta, italiano, morto muito jovem no século
XVI é completamente diferente de São Luís, Rei da França, das Cruzadas,
morto velho no século XIII.
M.A. - Pode me dizer onde, quando e em que publicação espírita
está registrada a fundação do tal centro ? No tal artigo da Revista Realidade
de Novembro de 1971 só fala em Luiz Gonzaga, sem qualquer referência
ao Rei da França... Já é tempo do Sr Quevedo saber que suas
declarações em fé só são aceitas pelos seus fanáticos seguidores ou por
desavisados espíritas que não pensam, não perguntam e não se mancam de
quem está falando.
P.Q. - A "psicografia" mais reeditada e mais vendida, mais
traduzida a outras línguas, mais difundida em Teatro e Televisão... é a
novela "Nosso Lar". Não sabemos que admirar mais, se a tão delirante
como brilhante imaginação de Chico Xavier ou o "fanatismo" dos seus
propagandistas : Conta a história no além do "espírito" do famoso
médico Dr. Osvaldo Cruz, que no além e nas numerosíssimas mensagens
transmitidas a Chico e nos numerosos lares e centros de espiritismo que
patrocina, recebe o nome de André Luís. Este espírito "desencarnado",
ficou oito anos andando, andando ( com que pernas ? ) sem saber por
onde nem para onde.
"Persistiam em mim as necessidades fisiológicas sem modificação" ( um
desencarnado precisando esconder-se detrás de arbustos para fazer
chichí e cocô! ). "Castigava-me a fome todas as fibras" (?), "De quando
em quando deparavam-se-me verduras ( no além ! ), que me pareciam
agrestes, em torno de humildes filetes d'água a que me atirava
sequioso. Devorava ( com que dentes? ) as folhas desconhecidas,
colocava os lábios (?) à nascente turva", "Suguei lama da estrada".
"Não raro era imprescindível ocultar-me das enormes manadas de seres
animalescos, que passavam em bandos quais feras insaciáveis".
M.A. - Antes de mais nada, como sabe o Sr Quevedo que André Luiz
foi o médico Oswaldo Cruz ? Essa idéia surge de vez e quando, mas
quando se comparam os dados, não conferem. Kardec transcreve, no livro
o Céu e o Inferno, o texto de uma pastoral de eminente autoridade
católica, onde é descrito o Inferno, com lances que sugiram almas
passando fome ( mas elas teriam estômago ? ), outras a beber rubras
taças chamejantes ( têm boca ? E suponho que o chamejante líquido deve
sair por algum lugar, seria o habitual ? ), queimando-se no fogo ( Têm
receptores de dor na pele, ou melhor, têm pele material ? ) E por aí
vai. Agora vejamos a lógica : Quando um teólogo católico descreve
sofrimentos FÍSICOS de almas, ele está expressando a verdade da fé
católica; Quando um espírito qualquer escreve ALGO SEMELHANTE, aí então
é só produto de imaginação. Registrado.
P.Q. - Toda a sua vida Chico Xavier proclamou que seu principal
"espírito guia" era "Emmánuel" (assim, com acento tônico na letra a,
proparoxítona), afirmando que fora "senador romano dos tempos de
Cristo". Chico ouviu que o latim não tem oxítonas, e transformou a
palavra em proparoxítona. É que nenhum "espírito" do além saberia que a
palavra "Emmánuel" não existe, é Emmanuel (oxítona), como Manuel,
Gabriel, Rafael, Miguel. E nenhum "espírito" de morto saberia que
Emmanuel não é uma palavra latina, senão hebraica, que significa "Deus
conosco", termo profético aplicado na Bíblia a Jesus Cristo.
M.A. - Quanto cavalo de batalha em um simples erro tipográfico.
Aliás, de onde o Sr Quevedo tirou esse Emmánuel? Todos os textos que vi
a respeito só falam em Emmanuel ( SEM ACENTO ) ...
P.Q. - Quando ridicularizei a afirmação de Chico, pois nos
tempos de Cristo nenhum senador romano poderia chamar-se "Emmánuel",
nome cristão, e então o Cristianismo ainda não chegara a Roma, Chico
Xavier inventou que "Emmánuel" era o pseudônimo de Públio Léntulo.
Houve um senador romano chamado Publius Cornelius Lentulus, padrastro
do Imperador Marco Antônio, e foi destituído do Senado por corrupção e
por corrupção executado a pedido do célebre orador Cícero. Mas nenhum
"espírito" de morto sabia que essa execução foi no ano 63 antes do
nascimento de Cristo... Portanto, bem longe de ser contemporâneo de
Jesus.
Jefferson - Cabe aqui, uma intervenção da minha parte. A pessoa
a que se refere o sr. Quevedo, na realidade, chama-se Públio Lentulus
Sura, BISAVÔ de Publius Lentulus Cornelius. Este último sim,
tornou-se Emmanuel, mentor de Chico Xavier.
Públio Lentulus Sura, bisavó paterno de Publius Lentulus Cornelius,
tinha sido estrangulado 93 anos antes, na revolução de Catilina.
Portanto, não são a mesma pessoa. Padre Quevedo diz que a execução foi
no ano 63 A.C., e Cristo, naquela época já contava com mais
de 30 anos. Portanto, não há dúvidas de que a pessoa executada era o
Bisavô de Publius Lentulus Cornelius. Logo, percebe-se, e com
facilidade, que Publius Lentulus Cornelius era SIM contemporãneo de
Jesus. Mais uma falácia de Quevedo cai por terra.
P.Q. - Quando perguntei, publicitariamente, contra a absurda
afirmação dos espiritistas kardecistas, se "Emmánuel" esquecera de
reencarnar, Chico Xavier inventou que "Emmánuel" tivera outras duas
reencarnações posteriores, o Padre Manuel da Nóbrega, jesuíta, e o
Padre Damián, espanhol. Acontece também que todos os senadores romanos
("Emmánuel"), e todos os jesuítas até há poucos anos (Pe. Manuel da
Nóbrega), e todos os padres antigos (como seria o não identificado Pe.
Damián) falamos latim. Desafiei em nome da Parapsicologia
internacional: 10.000 dólares a Chico e mais outros tantos a cada um
dos coubessem na sala, se Chico conseguisse falar ao menos um minuto
comigo em latim. E nas mesmas condições outros 10.000 se falasse em
espanhol (Pe. Damián). E nas mesmas condições outros 10.000 se falasse
em francês (Pe. Damián, de novo).
M.A. - O desafio seria até válido e poderia ser aceito se os
espíritas tivessem algo a ganhar com isso. E não estou me referindo aos
prêmios em dinheiro, pois além de duvidar que os ofertantes tenham
esses valores em caixa, sempre se arranja uma desculpa que justifique a
não entrega do prêmio. O lance é que, mesmo tendo sido cumpridas todas
as condições e os espíritos viessem e falassem em latim, espanhol,
francês, inglês, ou qualquer outra língua exigida, o Sr Quevedo
admitirá que são quem dizem ser ? Eu duvido! O mais provável é que,
diante da fala em línguas previstas, venham então os argumentos do tipo
: nada provam em favor dos espíritos, pois através da captação do
pensamento, do talento do inconsciente, da xenoglossia, etc e tal, fica
perfeitamente explicado pela Parapsicologia como e porque ele falou
latim, espanhol e francês e assim justifica-se a não entrega dos
prêmios...
P.Q. - Inúmeras vezes Chico cai em contradição com respeito à
reencarnação. Por exemplo na "Mensagem aos meus pais" do "espírito" de
Syumara de Oliveira "psicografada" por Chico: "Conservem a certeza de
que surgirá o dia em que nos reencontraremos para a felicidade sem
ponto final" (Reunião Pública no Grupo Espírita da Prece, Uberaba,
7-Junho-1980). O que é proclamar a ressurreição e felicidade eterna.
M.A. - Ou a condição a que todos chegaremos de espíritos puros,
sem necessidade de reencarnação... Ou simplesmente reconhecer que a
morte não separa as pessoas e que contatos com os espíritos são
possíveis. O Sr Quevedo é do tipo que adora tirar de um texto mais do
que lhe pertence. Um defeito grave, mas não é só dele.
P.Q. - Igualmente na tão paparicada "psicografia" em que teria
escrito em espelho e em inglês, não fosse evidente que foi desenhada
muito pacientemente uma frase aprendida de cor; truque tão infantil;
perante que testemunhas "psicografou" tal frase?...
Jefferson - A psicografia em Chico Xavier atinge níveis de
qualidade inigualáveis. Cientistas e parapsicólogos estudam suas obras.
Chico dá demonstrações do nível incomparável ao escrever perante mais
de duzentas pessoas, em Campos, Estado do Rio de Janeiro, mensagens em
línguas mortas, ou então em inglês clássico, mas de trás para frente,
levando as pessoas presentes a usar um espelho para a leitura do texto.
A velocidade de sua mão era espantosa. E Chico, pouco tempo depois,
acaba psicografando textos diferentes, com as duas mãos, ao mesmo
tempo, fenômeno até hoje não realizado por nenhum outro médium.
A repercussão é tão significativa, que o jornal O Globo enviou a Pedro
Leopoldo o repórter Clementino de Alencar, sem prazo determinado para
voltar, com o objetivo de entrevistar o médium, autoridades, assistir a
reuniões mediúnicas, enfim, verificar in loco os fenômenos de
além-túmulo. O jornalista chega a entrevistar em língua estrangeira
vários espíritos e assiste, extasiado, a um fenômeno da escrita
invertida em inglês. Hospedado no hotel Diniz, o jornalista ali
permanece por dois meses até concluir sua "investigação", sempre
acompanhado de fotógrafo, o qual faz dezenas de imagens para registrar
os acontecimentos.
P.Q. - Mas o que agora frisamos : O conteúdo da frase é contra a
interpretação reencarnacionista da dor, contra a doutrina espiritista
em geral, e no sentido cristão de colaborar com Cristo na Redenção do
mundo: (Tradução) "Meus caros amigos espiritualistas, o conhecimento
dos homens é nulo em face da morte (o conhecimento dos espiritistas,
pois a eles seria dirigida a mensagem de "Emmánuel"); suportai a vossa
Cruz com paciência e coragem. A dor e a fé são os maiores tesouros
terrenos e o trabalho é o ouro da vida".
Se a dor e as doenças fossem em castigo de "reencarnações" anteriores
como absurdamente diz o próprio Chico e os espiritistas kardecistas em
geral, Chico Xavier não seria um espírito muito desenvolvido, como
pretendem, pois desde criançinha teria péssimo "karma", perdendo a mãe
aos cinco anos, foi maltratado por cruel madrinha, sempre teve péssima
saúde, sexualmente invertido, tendência à epilepsia e alucinações,
sofreu dois infartos, teve laberintite muito violenta, a próstrata
temía-se que o levasse à morte prematura, ficou cego do olho esquerdo,
etc., etc.: Uma coletânea do pior "karma" (!?).
M.A. - Mais uma vez o Sr Quevedo faz o seu próprio espiritismo e
depois o refuta. O sofrimento pode, naturalmente, ser conseqüência da
lei de causa e efeito, mas NÃO SOMENTE. É o que ensina o Espiritismo.
Espíritos podem requerer situações sofridas como forma de
experimentarem sua evolução espiritual. Espíritos missionários passam
às vezes por situações sofredoras. Seja num caso, ou no outro, as
palavras acima se encaixam perfeitamente. Só o Quevedo é que não vê
isso, pois fez o seu próprio espiritismo. E o grau de sofrimento nada
tem a ver com o grau evolutivo do espírito. Tem a ver é o quanto o
espírito deseja suportar numa prova ou o quanto mais rápido deseja ver
resgatado o seu débito para com a Lei de Causa e Efeito.
P.Q. - Em resposta ao repórter Almir Guimarães, Chico afirma que
o Beato Padre José de Anchieta está "no plano espiritual" ("Pinga Fogo"
da TV Tupi e "Especial Encarte" do "Diário de São Paulo", Dezembro
1971, pág. 12). É claro, não há reencarnação, está ressuscitado com
corpo espiritualizado no Céu por toda a eternidade. Mas com referencia
a essa absurda doutrina dos espiritistas kardecistas, também o Pe.
Anchieta esqueceu de reencarnar?
M.A. - Característica fundamental de uma GRANDE VERDADE CRISTÃ:
é IMPALPÁVEL E INVERIFICÁVEL. Acho que o tal beato já apareceu ao
Quevedo com o seu corpo ressurreto e por isso nosso digno sacerdote
sabe do que fala... cientificamente, é claro. Além disso, Os espíritos
reencarnam quando é necessário e não quando o Sr Quevedo assim deseja.
P.Q. - E também agradeço a nova homenagem: O Pe. Anchieta também
era espanhol e jesuíta.
M.A. - E trocentos outros que atuaram na tão santificada "Santa"
Inquisição também...
P.Q. - Quando Chico praticava "exercício ilegal da medicina"
(artigo 284 do Código Penal), as receitas seriam por "psicografia" do
"espírito" de Bezerra de Menezes.
M.A. - Ô cara chato que faz seu próprio espiritismo... Há no
artigo da Revista Realidade de novembro de 1971 um lance sobre essas receitas:
são homeopáticas, quinta diluição, que segundo a Medicina Oficial é
praticamente o mesmo que dar água ou placebo e que não oferece perigo
se houve troca indevida de receita...
P.Q. - VAIDADE DOENTIA : É típica a vaidade exacerbada como
mecanismo doentio para compensar defeitos que poderiam levar ao
complexo de inferioridade. Em Chico Xavier, homossexualidade, toda a
vida doente, surtos ou continua psicose... Não insistirei nisto, só o
mínimo para desmascarar em Chico o continuo fingimento de humildade.
Bastem as palavras do grande psiquiatra Professor Dr. Silva Mello:
"Dentro do espiritismo, do mediunismo, da psicografia há muito desejo
oculto, muita necessidade de ser diferente e maior e melhor do que os
outros, muita vaidade, muito amor próprio (...) bem disfarçado (...) E
talvez em nenhum território humano apareça isso de maneira tão evidente
como justamente no campo do espiritismo" ("Mistérios e Realidades deste
e do Outro Mundo", pág. 277).
M.A. - Antes da citação de Silva Mello, as palavras são suas
Quevedo ? Devem ser, pois segundo soube, Silva Mello nem fala do Chico
na sua obra capenga. Se Chico realmente era homossexual, quem faz essa
afirmação, deve arcar com o ônus da prova. E que provas o Sr Quevedo
apresenta disso ? Nada além da sua própria declaração ? Também posso
imaginar que todos os padres, por causa de seu voto de celibato
obrigatório, sejam homosexuais pois só um pederasta se submeteria a
viver assim, o que naturalmente não é justo nem exato. E mais grave
ainda : Podem ser pedófilos, como muitos têm sido acusados ultimamente.
Um aviso a qualquer psiquiatra medíore ou incompetente : Para se tornar
um GRANDE PSIQUIATRA, escreva algum artigo contra o Espiritismo,
dizendo que é causa de loucura ou o que valha. Se o fizer, será tido e
havido pelos apologistas cristãos como uma sumidade na área médica,
mesmo que nunca tenha escrito nada de valor em sua especialidade.
Inútil perguntar se o Silva Mello demostrou cabalmente o que diz. Há
muitos médiuns psicógrafos ou não que não sentem quaisquer das
necessidades apontadas pelo Silva, mas isso não interessa ao Quevedo.
E falando desse Silva Mello, ele era um gastroenterologista e não
psiquiatra !!! Escreveu o tal livro Mistérios como uma desesperada
tentativa de se livrar de um medo mórbido : Medo de fantasmas. Ele
próprio confessa isso no tal livro. Mas o recurso foi inútil : Mesmo
negando a existência de fantasmas, Silva Mello continuou morrendo de
medo deles. Por aí se vê o nível da qualidade dos sábios que Quevedo
chama para afiançar a sua causa...
P.Q. - Nada teria de mais que Chico Xavier tivesse alguma
adivinhação, do pensamento ou realidade, em relação com alguma pessoa
viva, no presente ou num passado ou futuro não muito distantes. Como
tantas outras pessoas têm, ou mesmo todas alguma vez. Mas Chico Xavier
não tinha um mínimo que fosse de controle da adivinhação, nem estava,
contra o que afirmava, inspirado continuamente, ininterruptamente, dia
e noite, especialmente por "Emmánuel" e mais outros 500 guias.
Além de ganhar os 60 mil dólares com que durante 40 anos eu lhe vim
desafiando em nome da Parapsicologia internacional,
M.A. - Seja honesto, Sr Quevedo: O senhor realmente dispõe de 60
mil dólares? Ou será que o senhor teve esses 60.000 em caixa alguma
vez? Sabe, lembra-me de ter lido uma revista sua, uma tal que falava de
licantropia lá no fim dos anos 70 onde havia um pedido cujos termos
eram mais ou menos assim : A Parapsicologia é uma ciência que acaba de
nascer e necessita de ajuda para se firmar e assim pedimos que qualquer
contribuição seja remetida ao CLAP. Estranho um instituto estar pedindo
contribuições quando tem 60.000 dólares disponíveis para pagar a
desafiados. Mas me diga uma outra coisa : Está realmente disposto a
pagá-los a quem provar alguma coisa de espírito ? E quem vai julgar se
é ou não espírito. Não irá o senhor invocar o todo-poderoso
inconsciente para recusar o pagamento do prêmio ? É o que eu faria no
seu lugar. E eu lhe recomendo que gaste consigo mesmo esses 60 mil,
afinal o senhor não é tão jovem, certo ?
Jefferson - Além disso, o sr. Quevedo reclamava dos baixos
salários que ganhava da Globo, quando lá se apresentava com a ridícula
alcunha de "Caçador de Enigmas". Ele pedia aumentos para que pudesse
pagar os aluguéis da casa que abriga hoje o CLAP - Centro Latino
Americano de Parapsicologia. Para quem se dispõe a pagar 60 mil
dólares, a sua situação financeira não deveria ser tão ruim assim ...
P.Q. - Chico não teria sido enganado por Otília Diogo nas
fraudulentas materializações na própria casa de Chico Xavier, em
Uberaba, farsa grosseira e contínua na que tão entusiasticamente
colaborou, até ser tudo desmascarado pela equipe de repórteres (Revista
"O Cruzeiro", ampla série de reportagens nos primeiros meses de 1964; e
outras muitas reportagens posteriores, por exemplo 27-10-1970; e em
outras revistas inclusive do estrangeiro, por exemplo, na revista
"Creencias Populares", de Argentina, Março de 1975; e em jornais, por
exemplo serie de quatro artigos em "A Gazeta" de Curitiba; etc.)
M.A. - Por educação eu diria que o Sr. Quevedo é mal informado,
mas considerando sua atuação nas últimas décadas só se pode pensar em
coisa pior. A tal fraude foi feita PELOS REPÓRTERES DO CRUZEIRO. Eles
simplesmente engrupiram Chico, Waldo Vieira e os médicos que faziam a
pesquisa com essa médium com uma reportagem neutra, sugerindo que
estariam dispostos a um estudo imparcial sobre o caso. Foi o modo de
como conseguiram que se permitisse a eles assistir a uma sessão de
materialização com a tal médium. Foram 7 repórteres ao todo, sendo que
dois ficaram do lado de fora do consultório do Waldo Vieira (ele era
dentista na época) e 5 dentro, onde examinaram de tudo, até os saltos
dos sapatos dos presentes em busca de qualquer indício de fraude, e
algemaram a médium inclusive. Transcorreu toda a sessão, fotos foram
tiradas, no final até rasgaram a roupa da médium e do Chico em busca de
qualquer coisa errada, mas nada encontraram. Durante toda a sessão, em
nenhum momento acharam algo, nada !
Na semana seguinte veio a primeira de uma série de reportagens que
denunciavam fraudes. Engraçado, não ? Nada descobriram na sessão, mas
"descobriram" depois. Faltou ao Sr Quevedo revelar que Luciano do Anjos
e Jorge Rizzini, em programas televisivos desmascaram a fraude dos
repórteres e expuseram tudo o que fizeram de errado. A desmoralização
foi total, tanto que num ato de desespero até invocaram um repto de
honra, que simplesmente foi desconsiderado pelos médicos, médium e
Chico. Quanto às outras revistas, elas se baseram em quê ? Na
reportagem do Cruzeiro ? Que mérito têm artigos baseados em outros
artigos fraudulentos ? Ah ! Vou dar um boi : A médium em questão,
achando que poderia ganhar dinheiro com sua mediunidade, passou a fazer
sessões pagas, mas sua mediunidade decaiu e ela se viu obrigada a
fraudar e daí vem a acusação. Mas não foi fraude o que houve naquela
sessão em que os repórteres do Cruzeiro testemunharam... Mais detalhes
a respeito podem ser obtidos no livro: Materializações de Uberaba, de
Jorge Rizzini, 2 ed, 1997, editora Livro Fácil - Nova Luz Editora (que
puder obter a edição de 1964, da Edicel, terá melhores fotos do que a
atual).
P.Q. - Entre outros muitos exemplos, não haveria obtido tão
facilmente êxito o repórter Hamilton Ribeiro. A seu pedido, Chico
Xavier "psicografou" uma mensagem do "espírito" da mãe do Sr. João
Guignone, Presidente da Federação Espírita do Paraná. Acontece que foi
artimanha do repórter, a senhora "comunicante" está viva em Curitiba.
Aconteceu com o sr. João Guignone, presidente da Federação Espírita
do Paraná. Ao chegar a sua vez de abraçar o médium, ouviu-o dizer:
- Sabe quem está aqui do meu lado, cheia de emoção e querendo abraça-lo
? Sua mãe ! O sr. João fingiu alegria, manteve a aparência e depois
comentou com um companheiro : - Acho que o Chico não está regulando
bem. Disse que viu ao seu lado o espírito, de minha mãe, e mamãe está
viva em Curitiba ! Bem, foi ele chegar ao hotel e um interurbano do
Paraná lhe dava a notícia.
M.A. - Vejamos o que diz o artigo da Revista Realidade de novembro de 1971 :
" Para os doutrinadores, a sessão terminou. Para Chico, é apenas uma mudança de fase: agora ele vai atender às centenas de pessoas que estão ali há várias horas, vindas de vários lugares, para vê-lo, ouvi-lo, toca-lo. Para obter dele uma assinatura, um lápis usado, um botão de sua roupa, uma relíquia qualquer. A algumas pessoas proporcionará um sinal ou dirá algo que depois vai correr de boca em boca, como mais uma manifestação de "Vida Maior". Aconteceu com o sr. João Guignone, presidente da Federação Espírita do Paraná. Ao chegar a sua vez de abraçar o médium, ouviu-o dizer:
- Sabe quem está aqui do meu lado, cheia de emoção e querendo abraça-lo? Sua mãe !
O sr. João fingiu alegria, manteve a aparência e depois comentou com um companheiro :
- Acho que o Chico não está regulando bem. Disse que viu ao seu lado o espírito, de minha mãe, e mamãe está viva em Curitiba! Bem, foi ele chegar ao hotel e um interurbano do Paraná lhe dava a notícia.
A paciência de Chico para atender às pessoas vai longe. Não pára de autografar livros, de interpretar situações, de dar conselhos e recomendar humildade, boas ações, espírito cristão. "
Como se vê, o Sr Quevedo nem sabe ler direito : Não houve
mensagem alguma ! Nem artimanha do repórter. Houve, isso sim, uma falta
de discernimento do João Guignone, pois espíritos de vivos podem deixar
o corpo e se manifestarem em outro lugar. Devia ter perguntado : - Mas
minha mãe faleceu ? Ela estava viva quando a deixei em Curitiba ! Agora
falta um dado IMPORTANTÍSIMO : qual era a notícia do interurbano ?
Jefferson - Agora, vamos transcrever o e-mail que enviei à FEP - Federação Espírita do Paraná, solicitando informações a respeito desse assunto e que põe um ponto final a mais essa tentativa inescrupulosa do sr. Quevededo para desmoralizar Chico Xavier :
----- Original Message -----
From: jbenetton@ubbi.com.br
To: fep@feparana.com.br
Sent: Tuesday, April 29, 2003 3:10 PM
Subject: João Ghignone
Prezados Senhores
Sou Kardecista há mais de 17 anos. Já li mais de 25 Obras
psicografadas por Chico Xavier, dentre outros. Tenho um Site que aborda
temas Espirituais.
Recebi, recentemente, uma indagação de um leitor que soube
de um episódio ocorrido com João Ghignone, Ex-Presidente da Federação
Espírita do Paraná, envolvendo a Figura do Eminente Espírita Chico Xavier.
Eis o relato :
"Aconteceu com o sr. João Guignone, presidente da Federação Espírita do
Paraná. Ao chegar a sua vez de abraçar o médium, ouviu-o dizer :
- Sabe quem está aqui do meu lado, cheia de emoção e querendo abraça-lo ?
Sua mãe !
O Sr. João fingiu alegria, manteve a aparência e depois comentou com um
companheiro :
- Acho que o Chico não está regulando bem. Disse que viu ao seu lado o
espírito, de minha mãe, e mamãe está viva em Curitiba ! Bem, foi ele chegar
ao hotel e um interurbano do Paraná lhe dava a notícia."
Pergunto a V.Sas. : O que realmente teria acontecido ? A Mãe
de João Ghignone ainda estava viva ? Que notícias teria recebido João
Ghignone, de um interurbano ao chegar no hotel em Uberaba ?
Recebo muitas indagações sobre o Espiritismo e sobre Chico. Se puderem me ajudar, ficarei
muito grato.
Atenciosamente,
Jefferson
---------------
Data: 03/05/2003 8:23:41
De: FEP - fep@feparana.com.br
Para: jbenetton@ubbi.com.br
Cc:
Assunto: Re: João Ghignone
Jeferson,
O que sabemos, e relatado pelo próprio Ghignone, é que, ao chegar ao Hotel,
ele recebeu a informação de que sua mãe desencarnara.
Portanto, Chico estava correto em sua informação.
Abraços
Federação Espírita do Paraná.
-----Fim da Mensagem-----
Preciso dizer mais ???   E aí, Sr. Quevedo, como ficamos ???
P.Q. - Continua o repórter Hamilton Ribeiro: "Agora vou ler a
receita psicografada do pedido que fiz hoje em nome de Pedro Alcântara
Rodrigues, alameda Barão de Limeira, 1327, ap. 82, São Paulo (...) Na
letra inconfundível da psicografia (de Chico Xavier), lá está: 'Junto
dos amigos espirituais que lhe prestam auxílio, buscaremos cooperar
espiritualmente em seu favor. Jesus nos abençoe'". "O que pensar disso?
Nem a pessoa com aquele nome, nem mesmo esse endereço existem. Eu os
inventei" (Revista "Realidade", Novembro 1971).
M.A. - Essa tal "receita" é uma piada : Qualquer um poderia
redigi-la. O próprio José Hamilton Ribeiro, autor do artigo, mesmo
comenta que nada havia de receita, só a mensagem. Agora fazendo um
parêntese : Tanto na Igreja Católica, como nas protestantes, Deus,
Jesus, santos, anjos, Maria, etc e tal, são apresentados como gênios da
lâmpada : Sempre são dados como prontos a atender nossos pedidos, sejam
quais forem. Quevedo, fazendo o seu próprio espiritismo, quer
apresentar as entidades espirituais como criadinhos às nossas ordens,
dotados de sistemas computadorizados com bancos de dados perfeitos,
completos e infalíveis, sempre prontos a darem respostas corretas, de
forma não por nenhum médium em dificuldades. Esse é o espiritismo
quevediano. A realidade é muito outra : Os espíritos somos nós sem
corpo. Não ficamos de posse de plena sabedoria só porque nos libertamos
da carne. E portanto, mesmo com sua equipe espiritual, Chico ou
qualquer outro médium não pode deter todo o conhecimento de forma a dar
receitas ou respostas corretas ao primeiro que se apresente. Isso não
existe. Daí então Chico poderia se enganar ? Lógico que podia ! Para o
Espiritismo isso é normal e esperado; mas para o Sr Quevedo, com sua
boca torta pelo uso do cachimbo...
P.Q. - Enfim, servimo-nos da recomendação aos espiritistas
proferida pelo crítico literário João Dornas Filho que, como vimos,
tanto invocavam deturpando-o: "Não devem lançar mão de fenômenos que
não têm a transcendência que supõem, dados os veementes indícios de que
interessam mais à psiquiatria (...) O fanatismo é o aniquilamento de
todas as construções realistas (...) A psicografia (...), já está
tomando ares dogmáticos que a boa razão absolutamente não aceita"
("Folha da Manhã", S.P., 19-Abril-1945)
M.A. - Concordo até com o Dornas, mas o Sr Quevedo também nada
provou do que disse. Falou, falou, mas não provou nada. Valem para ele
sua cumpinchada as mesmas palavras do Dornas.
Ah ! Quevedo, ficou faltando falar da fraude do saco de perfume,
segundo o qual o senhor dizia que Chico fora surpreendido com ele,
quando tentava simular um cheiro de santidade. Disse o senhor numa
entrevista que isso estaria numa reportagem da revista Manchete, como
sempre sem citar ano, número ou mês. Escrevi ao CLAP pedindo essas
indicações e a resposta foi que vocês estão sem tempo para pesquisar na
biblioteca deles... Carlos de Brito Imbassahy, a quem escrevi a
respeito confirmou-me a respeito do seu pessoal do CLAP: Há muito
tempo que eles não têm tempo !
Uma pena, Sr Quevedo...
Marcos Arduin
FECHA ASPAS.
DOSSIÊ DO PADRE QUEVEDO - HIPOCRISIA EXPOSTA !!!
  O relato a seguir teve por base, mais uma vez, o Site do Maurício CP, o qual, diga-se de passagem, vem fazendo um excelente Trabalho de divulgação e demonstração do verdadeiro caráter desse Quevedo e é claro, de seus "discípulos" que não passam de capachos e bonecos manipulados, que sofreram verdadeira lavagem cerebral, que os fazem sentir "os senhores absolutos da verdade", dignos de pena, é verdade, porém dignos também de um tratamento especial de refutação à altura dos ataques, que às vezes, os deixam furiosos por saberem que, aos poucos, o outro lado da moeda também existe, mas que eles fazem questão de esconder.
  Que fique a critério dos Leitores a crítica de Autores de Gabarito, como Paulo Neto, José Reis Chaves e, em especial, Nazareno Tourinho, que já escreveu mais de 20 Livros da Doutrina, sendo que um deles versa sobre as manipulações dos Livros do Quevedo, o qual pode ser encontrado na Livraria Virtual Candeia Net : www.candeianet.com.br, com o Título : "Padre Quevedo: De Acusador Anti-Espírita a Culpado".
  Para quem se interessar, a aquisição dessa Obra é segura por essa Livraria Virtual. Eles entregam no prazo combinado ( geralmente 7 dias ). Foi de lá que eu comprei esse Livro.
UM POUCO DA FARSA QUEVEDISTA :
  Esta Obra é uma resposta espírita ao padre Oscar Gonzalez-Quevedo. Oportuna e indispensável. Nasceu como uma flor de esclarecimento científico e filosófico no canteiro de ervas daninhas voltadas para a nossa crença, que o mencionado sacerdote plantou e cultiva há quarenta anos com o adubo de clamorosas inverdades, manejando a enxada da agressão.
  A idéia de escrever estas linhas, necessariamente enérgicas, surgiu quando em janeiro de 2.000 o célebre jesuíta foi contratado pela emissora de televisão de maior audiência no país para aparecer em um programa domingueiro, de quinze em quinze dias, a fim de desmascarar mistificadores de fenômenos paranormais em nome da Parapsicologia.
  Exorbitando da missão que lhe cumpria desempenhar de forma competente e honesta, aliás bastante útil para alertar o povo, ele logo de início aproveitou-se da incumbência para atacar médiuns autênticos e conceitos doutrinários kardequianos, pelo que poucos meses depois teve o contrato rescindido ou suspenso, já se encontrando a essa altura sob o fogo cerrado dos textos adiante transcritos, dados a lume graças sobretudo à lucidez do editor-jornalista J. Pascale e à coragem do dirigente da FEESP Cáio Atanácios Petro Salama, dois valorosos companheiros de ideal a quem é justo expressarmos, aqui, um sincero agradecimento pela maneira como prestigiaram a nossa produção intelectual na defesa do Espiritismo nos derradeiros lustros, em que para ela se fecharam muitas portas institucionais importantes, pintadas de falso zelo evangélico por não compreenderem a sabedoria destas palavras de Allan Kardec :
"Entretanto há polêmica e polêmica. Há uma ante a qual jamais recuaremos — é a discussão séria dos princípios que professamos."
  Os textos adiante alinhados como Capítulos foram feitos originalmente como artigos, mas nem por este fato deixam de compor um unidade orgânica no seu conjunto, percorrendo caminho crítico adequado ao desmonte da construção teórica do padre Quevedo em geral. Poderíamos tê-los reescrito para reordenar os argumentos como se fossem inéditos e assim formar o presente livro, porém achamos que isto, afora ser supérfluo, retiraria desta brochura uma vantagem : A de poder ser usada por jornais e revistas do nosso movimento ideológico que desejem refutar as mentiras quevedianas através de escritos seriados. Bastará que, em sua periodicidade, divulguem os diversos textos na mesma seqüência, utilizando os capítulos como se fossem artigos, ou crônicas, pois cada um deles também possui unidade orgânica própria, independente dos demais.
  E assim, salvo melhor juízo, fica a literatura espírita contemporânea com mais algum material disponível para anular, a qualquer hora, determinadas investidas da Igreja Romana tradicional contra o Espiritismo. Ela, desde o século passado, mantém de plantão um dos seus representantes mais cultos para bombardear o nosso caminho, e o padre Quevedo, sucessor de Frei Boaventura, revelou-se o pior deles porque, com máxima esperteza, trocou o discurso teológico pelo pseudo-científico.
Mais detalhes :
http://www.apologiaespirita.org/objecoes_refutadas/
quevedo_e_o_espiritismo.htm
Para aqueles que desejarem baixar o Dossiê completo, sugiro o acesso a seguir. O Documento pode ser obtido em .doc ( Word )   ou   .pdf ( Acrobat Reader ) :
No Word :
http://geocities.yahoo.com.br/luizahpbr/Padre-Quevedo-Dossie-Completo.doc
No Acrobat Reader :
http://geocities.yahoo.com.br/luizahpbr/Padre-Quevedo-Dossie-Completo.pdf





  Os opositores do Espiritismo que não estudam, não
conhecem e nem investigam a fundo qualquer fenômeno da natureza em
todos os seus mecanismos, não têm direito de criticar, renegar ou
condenar nada, a não ser que e trate de pessoa fraca, pouco inteligente
e que facilmente cairá no ridículo.
  Em outras Palavras : Se todo o Espiritismo fosse
uma grande fraude, só pelo fato da obra que promove, pela luta que
trava contra as trevas da ignorância, contra o atraso moral e contra as
misérias e o sofrimento humanos, contra a destruição de toda Obra
Divina, como plantas, animais, meio ambiente, o próprio planeta e enfim
todo o Universo, principalmente através do trabalho de criaturas
maravilhosas como o Chico Xavier, já estaria valendo a pena.
  O que não vale a pena, é passar uma existência toda
na inércia do bem e da caridade, só procurando denegrir os trabalhos
sérios como a maravilhosa obra deixada pelo nosso Chico.
  "A cada um segundo suas obras",  
conforme nos ensinou Jesus!
  As fraudes e mentiras reais, sim, devem ser
descobertas, duramente desmascaradas, combatidas e severamente punidas.
  Amigos, acho que dar importância a esses tipos de
afirmações contidas no Site do Padre Quevedo, claramente tendenciosas,
sem fundamentos e mal intencionadas, é correr o risco de se deixar
levar por um turbilhão de falácias. Devemos antes, orar pelo bem e o
adiantamento moral dessas pessoas autoras de tais estapafúrdias,
pedindo a Deus que tenha misericórdia para com suas pobres Almas
ignorantes e sofredoras.
  Muitos já escreveram tudo o que se precisa saber
sobre Chico em suas diversas biografias. Quem conheceu Chico
pessoalmente sabe que tudo isso é astúcia para denegrir a imagem do
maior Espírita que esse País já teve. Mas fica nossa palavra contra a
desse Padre. Assim, julguemos o homem por suas obras, pelo que Ele fez de bem
aos necessitados e aflitos e, enfim, deixemos os caluniadores pregando
no deserto.
  Se querem conhecer o Chico, leiam um dos Lindos
Casos, apenas um, ou quem sabe o "Ah, se eu soubesse" ou qualquer uma
das muitas coletâneas de mensagens pessoais recebidas pelo Chico, e
julgue por si mesmos.
Finalmente, deixemos algumas perguntas no ar :
1) Em toda vida de Chico Xavier, quantas pessoas Ele prejudicou ?
2) Em todos os livros Psicografados (mais de 400) quantos entraram em
desalinho com a verdade ?
3) Em qual dos livros, encontraremos mensagens que possa nos levar a
cometer crimes ?
4) Somente com as vendas dos livros, Chico poderia ter tido uma vida de
regalias e riqueza, por que motivo viveu num lugar simples e humilde ?
5) Qual o motivo que levaria Chico a "fingir" receber mensagens de
desencarnados a troco de nada ?
6) O que leva um ser humano a ficar nas noites frias alimentando os
pobres, sem receber nada em troca ?
Poderíamos colocar várias questões, mas para que ?
Não é nosso objetivo convencer quem não quer ser convencido, seria
falta de caridade de nossa parte, vamos apenas mostrar o caminho...
Recomendo ao Pe. Quevedo a leitura de um livro que nós temos em
comum........A Bíblia........especialmente Tiago 3:1
" Meus irmãos, não haja muitos entre vós a se arvorar em mestres,
sabendo que seremos julgados mais severamente, por termos ofendido
todos nós em muito. Se alguém não pecar por palavra, já é homem
perfeito, capaz de governar com freio todo o corpo. Pomos freios na
boca dos cavalos para que nos obedeçam e assim lhes governamos todo o
corpo. Vede também os navios: por grandes que sejam e mesmo agitados
por ventos impetuosos, um pequenino leme os governa segundo a vontade
do piloto. Assim também a língua é um membro pequeno mas se gloria de
grandes coisas. Vede como uma pequena chama basta para incendiar todo
um grande bosque. Também a língua é um fogo. Como um mundo de
iniquidade, a língua está entre nossos membros a contaminar todo o
corpo. Inflama o ciclo de nossa existência, sendo atiçada pelo inferno."
NOTA FINAL : Podemos concluir que, muitos preferem limitar-se, de forma inescrupulosa, a obter fatos e depoimentos duvidosos e que são facilmente desmentidos, demonstrando assim, debilidade de caráter. Se realmente procurassem a verdade em todo o contexto da vida de uma pessoa, "determinados padres" poderiam ser considerados críticos mais autênticos e com legítimas credenciais para o Juízo e discernimento entre o que é verdadeiro ou não na vida de um legítimo representante da Religião alheia. Portanto, se tomamos a tarefa de criticar o trabalho e a vida de alguém, devemos primeiro provar que somos dignos de crédito para tal empreendimento. Ademais, já dizia Kardec :
"O verdadeiro crítico deve provar não somente erudição, mas um saber profundo no que concerne ao objeto que trate, promovendo um julgamento sadio e com uma imparcialidade a toda prova. Do contrário, qualquer sanfoneiro poderia se arrogar o direito de julgar Mozart, ou um pintor de paredes o de censurar Van Gogh."
Jefferson





Guerra Junqueiro - psicografado por J. Rizzini
Do livro 'Antologia do Mais Além', Edições FEESP, 1979
QUEVEDO
Nos arquivos do Além a ficha procurei
De um boneco da Treva, o padre Oscar Quevedo,
Autor de grosso livro incrivelmente azedo
Que arrasa o Espiritismo e ri da sua Lei.
Eu vi no seu passado um trágico segredo:
Em tempos que lá vão de Dom Fernando, o rei,
O padre era na Espanha um monstruoso frei,
Austero inquisidor mais duro que um rochedo!
Com olhos de pantera e garras de avestruz,
Os místicos heróis, os médiuns de Jesus,
Jogava-os na fogueira em ritual fremente!
Depois ia beijar a mão esclerosada
De seu soturno mestre, o velho Torquemada,
Que ainda hoje o comanda, astuciosamente...























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