Ciências
Na área da ciência., os egípcios não tiveram interesse pelas questões filosóficas e abstratas, como a construção de templos e pirâmides, a cura de dõenças, saber a duração das estações agrícolas, um método eficiente de contabilidade comercial e etc.
Química
Na química, a manipulação de substâncias químicas (arsênio, cobre, petróleo, alabrastro, sal, sílex moído) surgiu no Egito e deu origem a fabricação de diversos remédios e composições simples. A palavra química provém do egípcio kemi, que significa terra preta.
Astronomia
As estrelas sempre orientaram os egípcios, na navegação, e na agricultura. Elaboraram mapas dos céus, distinguindo estrelas de planetas, juntando-as em constelações. Desenvolveram ainda o calendário solar de 365 dias divididos em 12 meses de 30 dias, mais 5 dias festivos.
Desenvolvendo assim a astrologia, relacionando trajetórias dos astros com o nascimento de um indivíduo e suas características pessoas.
Matemática
Com a transações comerciais exigiu-se uma padronização de pesos e medidas, um sistema de notação numérica de contagem. Assim desenvolvendo-se a Matemática, Álgebra e Geometria no Egito.
Eles conheciam três operações fundamentais: soma, subtração e divisão, sem nem um tipo de símbolo para representar o zero, constituíram o sistema decimal e calculavam com precisão a área do triângulo, do retângulo e trapézio, e ainda o volume dos sólidos.
Medicina e Conhecimentos do Corpo
O homem se interessou pelo funcionamento do próprio corpo, movido pela curiosidade e necessidade de combater dõenças que o atacavam.
Os progressos da medicina sempre estiveram relacionados a anatomia humana. Mas, para observar o interior do organismo, era necessário dissecar o cadáver. Ao longo da história, o homem sempre manteve respeito em relação ao corpo das pessoas mortas. Fato que atrapalhou muito o estudo da anatomia.
Há mais ou menos 3000 anos a.C., no Antigo Egito, os médicos já tinham uma noção interna do corpo humano. Isso foi conseguido, pelo costume religioso de embalsamar os mortos, dos quais se retiravam os vísceras, que eram guardadas em vasos especiais, próximo ao corpo.
A partir das técnicas de mumificação, foi possível acumular conhecimentos sobre anatomia humana, reconhecendo a importância do coração em relação aos outros órgãos do corpo, desenvolvendo técnicas para tratar de faturas, realizando pequenas cirurgias e saturar cortes profundos.
Mas foi num grande centro médico criado em Alexandria, no Egito, no século III a.C., que dois médicos, Herófilo e Erasístrato, fizeram as primeiras dissecações para estudar as dõenças e ensinar anatomia. Essas atividades ajudaram os médicos a entender algumas das funções do cérebro, dos pulmões e do coração.
Ainda na medicina, os egípcios afirmaram que as dõenças possuíam causas naturais. Para combate-las, elaboraram listas de remédios, formando a primeira farmacopéia de que se tem notícia. Conforme a dõença, eram indicados remédios que variam desde sangue de largato, até livro velho fervido em azeite, ou leite de mulher que tinha dado a luz, e ainda excremento de crocodilo.
Médicos do Antigo Egito
As dores de cabeça incomodavam desde os tempos dos Antigos Egípcios. Mas para isso havia uma receita infalível. O médico mandava o paciente beber três vezes ao dia, a mistura de gordura de crocodilo, sêmen junto de fezes dissolvidas em urina. O que você acha dessa recita ?
O médico no Antigo Egito era chamado de sunu. Sendo divididos em três grupos de terapeutas: sacerdotes de Sekhmet, magos e sunus.
sacerdotes de Sekhmet – eles acreditavam que a deusa Sekhmet era a causadora de todas as dõenças. Eles mantinham um bom contato com ela, induzindo a deusa a não castigar certa pessoa com dõenças.
Magos – para estes as causas das dõenças eram os maus espíritos que atacavam as pessoas. Sua função era a de exorciza-lós.
Sunus – eram sacerdotes que recebiam instrução médica da Per Ankh ou “Casa da Vida”. Os sunus trabalhavam junto dos uts, primeiros enfermeiros de que se tem notícia.
O sunu podia também ser ao mesmo tempo um sacerdote da deusa Sekhmet ou mago. Fato comprovado pelos papiros encontrados relatando até que esses sunus exerciam funções paralelas (administrador, arquiteto ou escriba).
Cada sunu tinha seu próprio consultório. O curioso é que antes mesmo de terminar seus estudos em certa área do corpo humano eles já saíam exercendo suas funções de médicos.
O médico mais antigo do Egito era Hesy-Ra, que viveu no ano 3000 a.C. e só cuidava de dentes. Nesta época surgiram novos médicos e novas especialidades como: nariz, olhos, ânus e abdome.
Os sunus se impressionavam com a possibilidade de o sangue coagular e as artérias endurecerem. A maior preocupação mesmo era o ânus, pois cada faraó possuía um médico nessa área, pois eles temiam as vermes, que eram muito encontradas em múmias, sendo considerados por eles como legítimos mensageiros da morte, se aparecerem muitas vezes era anúncio de diarréia fatal.
Os egípcios não sabiam como de dava a fecundação, acreditavam que só o esperma tinha o poder de gerar um indivíduo, e que o papel da mulher era o de recebe-ló. Para saber se estava gravida o segredo era urinar sobre um punhado de grãos. Se dali a alguns dias, eles crescessem, a mulher estava gravida.
Os sunus acreditavam que o organismo humano era o medicamento mais potente contra qualquer dõença, podendo produzir ele mesmo o medicamento quando necessário.
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