U.S.NAVY

Alan Henriques




História :
A situação geográfica dos Estados Unidos,entre os oceanos Pacífico e Atlântico, por si só exige uma grande força naval. De dimensões mundias A Marinha dos Estados Unidos é o principal instrumento de dissuasão ou "deterrence", do Estado Norte-Americano na defesa de seus interesses a Marinha Norte-Americana desempenha desde a década de 50, duas missõesdistintas - a projeção do poderio militar dos Estados Unidos e o controle marítimo. Para projetar o poderio militar sobre uma massa territorial distante , é preciso exercer controle sobre os mares onde as forças devem transitar para alcançarem seu destino, assim como sobre a área de operações de lançamentos de ataques aéreos e assaltos anfíbios. Da mesma forma, a tarefa de exercer controle marítimo sobre extensas áreas oceânicas é facilitada se a projeção de poderio militar com o envio de forças à linha de frente compelir o inimigo a adotar uma atitude defensiva. Portanto, as missões de projeção de poderio militar e de controle marítimo devem ser consideradas como duas missões complementares da mesma armada. As novas demandas estratégicas e militares criadas com a Guerra do Vietnã, aumentou a tendência da Marinha dos Estados Unidos para a função de projeção do poderio militar em detrimento da função de controle marítimo,a Guerra do Vietnã e a Guerra da Coréia reabilitaram a força de Porta-Aviões e de assalto anfíbio como os elementos centrai gêmeos do poderio marítimo norte-americano e ensejou um programa de reconstrução naval maciço. Entre os anos de 1955 a 1962, nada menos que sete super porta-aviões - um deles, o Enterprise, movido a energia nuclear foram concluídos. Durante praticamente uma década, os grandes porta-aviões realizaram contínuas operações de ataque no Vietnã do norte. Fez-se estudos para as novas classes de porta-aviões nucleares (CVN), dando origem na década de 70, a classe "Nimitz", ainda por volta dos anos setenta, os únicos projetos incompletos eram modelos sofisticados para projeção de poderio militar: os LHA da classe Tarawa, os DD da classe Spruance, os DLGN da classe Virgínia e os SSN da classe Los Angeles (estes três últimos foram projetados para a tarefa de escolta dos porta-aviões da classe Nimitz. Atualmente, a Marinha dos Estados Unidos conta com 627.100 homens, 99 submarinos, sendo 21 SSBN da classe OHIO e 78 SSN da classe Los Angeles 14 Porta-Aviões, das classes Enterprise, Kitty Hawk e Nimitz. 52 Destróieres em sua maioria da classe Spruance, ainda possui 19 destróieres da classe Arleigh Burke que carregam 90 mísseis. 49 Fragatas, 38 cruzadores das classes Virgínia, Califórnia e Ticonderoga estes armados com o revolucionário sistema AEGIS. 736 Navios de apoio marítimo, entre LPH, LPD, LSD e LHA. 3020 Aviões de combate, dentre os quais podemos destacar os F-14 e os F/A-18 Hornet e 1403 helicópteros.

Da tragédia à glória:

A Marinha dos Estados Unidos no curto espaço de tempo, de Dezembro de 1941 a Junho de 1942, passou da mais flagorosa derrota para a mais formidável vitória. De Pearl Harbor a Midway,às 07;45 da manhã do dia 07 de Dezembro de 1941, Pearl Harbor foi testemunha do poder da surpresa na guerra. Os pilotos japoneses, meio incrédulos, sobrevoaram Oahu, sem encontrar um avião norte-americano sequer, o cenário lá embaixo parecia pacífico, com as fileiras duplas de couraçados ancorados ao largo da Ilha Ford, no centro da ilha de Pearl Harbor. A surpresa foi completa transmitindo a notícia ao comandante Nagumo por meio das palavras-código."Tora,Tora,Tora" os pilotos japonesas seguiam com o ataque. O ponto central do ataque era ao largo da Ilha Ford, ao longo da chamada fileira de couraçados onde estava ancorado todo o orgulho da Esquadra Americana do Pacífico. Pouco depois das 08:00 da manhã do dia 07 de Dezembro os bombardeiros-torpedeiros japoneses Kate voavam pela baía, rente às águas, e lançavam seus bem sincronizados torpedos. Livres das redes que os norte-americanos se recusaram a usar, essas armas se mostraram terrivelmente letais. Logo depois de atingidos, os couraçados da linha externa, Oklahoma, West Virgínia e California, começaram a adernar. As duas levas seguintes de Kates incapacitaram os cruzadores Helena e Raleigh, o lança-minas Oglala e o navio-alvo Utah.
Atingido em suas entranhas, o couraçado Arizona explodiu com com tremenda violência, levando consigo 789 vidas, enquanto outros vasos também eram seriamente avariados. O caos tornara-se completo, a baía estava coalhada de imensas chamas provenientes dos navios que ardiam em fogo, e os aviões mergulhando por entre nuvens de fumaça produzidas pelas ineficazes baterias antiaéreas. Os benefícios que o Japão obteve com o ataque a Pearl Harbor foram indubitavelmente grandes. A esquadra de batalha americana no Pacífico fora posta fora de ação. O Arizona, Oklahoma, West Virgínia e California naufragaram, o Nevada foi obrigado a encalhar e o Maryland, Tennessee e e Pennsylvania ficaram danificados (somente o Arizona e o Oklahoma foram completamente eliminados) 3 cruzadores, 3 destróires um navio-oficina e um hidravião-tênder saíram danificados e mais 188 aviões foram destruídos.
Mais de 2440 norte-americanos perderam suas vidas em Pearl Harbor, enquanto que do lado japonês as perdas foram mínimas apenas 29 aviões e menos de 90 homens. Não obstante, o ataque a Pearl Harbor não foi um sucesso tão grande e Fuchida o homem que coordenou o ataque, entendeu isso perfeitamente. Para Fuchida homem de mentalidade aeronáutica, ficou claro que o principal alvo do ataque não tinha sido atingido- os porta-aviões, a mais letal arma naval. O fato de terem escapado constituiu um sério golpe para os objetivos japoneses a longo prazo. Logo não é de se espantar que Winston Churchill tivesse na noite de 7 de dezembro "o sono dos salvos e agradecidos de espírito", o caminho para a grande vitória em Midway 7 meses depois estava aberto.

Alan Henriques - Abril.2000



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