O ECUMENISMO
Por: jaime nunes mendes

Qual deve ser a atitude do crente em relação ao ecumenismo?
Bem. Para quem não sabe, o ecumenismo é, grosso modo, um ideal da tolerância religiosa, o respeito pela fé individual de cada um.
Entre os evangélicos a rejeição ao ecumenismo é quase unanimidade. A exceção abrange apenas as denominações mais tradicionais,  por exemplo, luterana, presbiteriana, metodista etc. (obviamente nem todas). Os que se opõem justificam sua conduta alegando que tal movimento, que foi criado pela Igreja Católica, nada mais é do que uma forma de profanar a verdadeira fé cristã: “Não é possível a convivência entre a luz e as trevas”, dizem. Já para aqueles que apoiam o ecumenismo, a aderência ao movimento nada mais é do que uma demonstração de amor e tolerância: “Devemos fazer o máximo para viver em harmonia com o nosso próximo”, afirmam.
Bem. Se de ambos os lados parece haver razão, quem, afinal, tem razão?
Acredito, e os mais entendidos não devem levar em conta, que, partindo do princípio de que temos convicção da nossa fé, devemos viver sim em paz entre os homens. Isto, todavia, não implica em adesão à outra crença. Respeitar e tolerar a religião do próximo, para alguns pode até ser ecumenismo. Para mim, contudo, significa amor cristão. Cristo, embora tivesse poder para isso, nunca fez uso da força para alguém segui-lo. Devemos falar sim do amor de Cristo às pessoas, porém sem aquela imposição que foi típica da injusta Inquisição, dos fanáticos cruzados e dos radicais que por aí afloram. Tolerância não é sinônimo de ecumenismo. Portanto, pode-se respeitar a fé alheia sem que sejamos ecumênicos e sem que nos envergonhemos da nossa própria fé. Podemos ser tolerantes sem que com isso venhamos a nos contaminar com suas crenças. É uma questão de amor. Não preciso ser ecumênico para respeitar a fé do outro, nem tampouco preciso ser intolerante para afirmar a minha fé. É isso.




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