O HOMOSSEXUALISMO
Por: jaime nunes mendes

Discutir se a Bíblia condena o homossexualismo (não digo o homossexual) é, em termos claros, uma grande besteira. Em toda as Escrituras não há o menor vestígio de apoio a esta prática. O que comumente se discute é se o homossexualismo seria uma patologia ou uma conseqüência de alterações genéticas.  Sabe-se que a Organização Mundial da Saúde (OMS) excluiu a homossexualidade da categoria de transtornos mentais. No entanto, não há unanimidade entre os psiquiatras a esse respeito. Numa reportagem realizada pelo jornal Folha de São Paulo, em 24 de outubro de 1994, intitulada “Médicos prometem ‘reverter’ homossexuais”, o psiquiatra Magnus Amaral Campos, que propõe cura para o homosexualismo, afirmou que “o desejo homossexual é a manifestação última de uma crise de insegurança”. Na mesma reportagem, o psicólogo Ageu Lisboa, que considera a heterossexualidade como um estágio mais avançado da sexualidade, declarou: “É preciso ir contra o fatalismo que impõe a condição homossexual como irreversível”. Obviamente existem uma infinidade de médicos que justificam o homossexualismo pelo viés genético. A controvérsia é patente.
Entretanto, em meio a esta “disputa” entre os “donos da verdade”, pouco se comenta acerca dos inúmeros casos de homossexuais que, após uma transformação espiritual, voltaram à natureza original. A idéia do “politicamente correto”, que tem transformado quase tudo em preconceito, impedem muitos, inclusive homens estudiosos da Bíblia, de pregarem o tal prática como uma degradação do ideal de Deus.
Não me venham com teologia ecumênica e equilibrada. Basta-me a Bíblia, e não do modo como eu queira que ela ensine, mas da forma como nela está escrito. Sim, é preciso condenar o preconceito contra a pessoa do homossexual (amar o homossexual não significa compartilhar ou sentir simpatia por suas práticas). Todavia, o verdadeiro cristão, aquele que crê na Bíblia como a Palavra de Deus, nem por hipótese pode ser favorável à prática homossexual.  É bem verdade que muitos que se dizem cristãos já aderiram ao homossexualismo, e alguns até se consideram “gays de Cristo”. No entanto, não se pode aceitar tal comportamento, ainda que seja teoricamente fundamentado na ciência, como algo normal aos olhos de Deus. Entre a ciência e a Bíblia, o verdadeiro cristão sempre opta por esta última, a qual, sobre o assunto, declara com autoridade: “E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem” (Rm. 1:23-32).



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