MEDICINA ALTERNATIVA
Por: jaime nunes mendes

Nos últimos tempos houve uma verdadeira explosão de tratamentos alternativos para as diversas moléstias. A cada dia surgem novos remédios ou novas terapias para o alívio ou eliminação de doenças. Em meio a essas inúmeras possibilidades “medicinais”, seria lícito ao cristão optar por qualquer uma delas, sem que isso fira suas crenças?
Bem, embora haja muito exagero e até fanatismo entre alguns grupos evangélicos, especificamente quanto ao uso da chamada “medicina alternativa”, uma vez  que muitas destas práticas estão recheadas de conceitos místico-religiosos, os quais opõem-se drasticamente aos conceitos cristãos.  Por trás de muitas destas “milagrosas” terapias imperam filosofias, conceitos e valores contrário à moral cristã. Contudo, a generalização é um erro deveras grave. Muitas destas práticas alternativas, se não trazem a cura, no mínimo aliviam o sofrimento do enfermo.
Entre as diversas terapias alternativas que nos são oferecidas, algumas merecem destaque. A Homeopatia, por exemplo, não obstante seja considerada por muitos especialistas alopatas como “um zero à esquerda”, para muitos tem sido uma grande ajuda. Outra, a Acupuntura, tipo de medicina nascida na China há milhares de anos, e que faz uso de agulhas aplicadas em pontos específicos do corpo, a fim de estimular ou desbloquear “energias” em desequilíbrio, embora tenha ganhado a oposição de muitos crentes, os quais alegam tratar-se de cousa do demônio, é indicada inclusive por radicais alopatas. Há também as famosas terapias com plantas medicinais. Essas, não obstante em muitos casos não tenham comprovação científica, tem contribuído em muito para uma boa saúde de um grande número de pessoas. Outras, entretanto, às que trabalham com florais ou cousas do gênero,  em geral estão ligadas a movimentos místicos e religiosos, especialmente ao movimento chamado New Age (“Nova Era”).
Em suma: o fato de sermos cristãos e termos nossos próprios valores não nos impedem de fazermos uso da chamada medicina alternativa. Devemos apenas rejeitar àquelas que, pela bonita propaganda e pelas aparentes vantagens oferecidas, são espécies de veículos para o misticismo sem Deus. Todavia, o fanatismo desenfreado, a rejeição cega e infundada, apenas faz acentuar ainda mais o dor de quem sofre. Muitos destes radicais, os quais andam vendo o demônio em tudo, quando sentem algum infortúnio físico não pensam duas vezes antes de ir correndo a uma farmácia, para adquirir o “remedinho” indicado pelo vizinho!




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