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Leituras
cotidianas nº 121, 2 de janeiro de 2005.
Chico Lopes
O
único fracasso é escrever mal
Nada valemos como pessoas, com nossas predileções
bobinhas, nossos signos astrológicos e essas futilidades pelas quais as
televisões se interessam. Valemos como artistas, “cavalos” de uma idéia
superior, ou nada valemos, e não adianta pensar o contrário. A arte só lucra
com o desinteresse, seu ritmo é outro, seu tempo é o da eternidade, não o da
circunstância, do momento, que é o território da mídia.
Leituras cotidianas nº 122, 3 de janeiro de 2005.
Luciana Costa
A
gestão no terceiro setor
Participação, democracia, crenças e valores comuns
são palavras-chave numa organização não-governamental. A gestão estratégica
não apenas mede os resultados, verifica as estratégias, checa se as metas
foram atingidas da melhor maneira, com eficiência e eficácia; mas também
motiva as pessoas, cuida para que o trabalho de cada uma esteja ajustado à
estratégia da instituição e que o mesmo seja motivo de realização e
satisfação. O líder tem importante papel nesse processo. Cabe a ele dar o
exemplo; avaliar e estimular pessoas; gerenciar relacionamentos; perceber
onde estão os conflitos e as tensões e resolvê-los; prever a crise para
melhor enfrentá-la; promover a discussão sobre a missão, refocalizá-la;
e, principalmente, ter visão de futuro.
Leituras cotidianas nº 123, 6 de janeiro de 2005.
João Moreira Salles
Em
defesa da culpa
Bush já disse, publicamente e em privado, que
concorreu à presidência por achar que assim respondia a um chamado de Deus.
Sugeriu, algumas vezes, que sente a vontade divina exprimir-se por intermédio
dos atos do seu governo. No livro Plano
de ataque, Bob Woodward reproduz uma afirmação
dele, de que rezou “para ter coragem de levar adiante o desejo de Deus” no
Iraque. “Acredito que Deus me quer presidente”, teria dito ao reverendo
Richard Land (Bush não confirma a declaração). Seus
seguidores são mais explícitos: O pastor Pat Robertson, por exemplo, não tem dúvida de que “o Senhor
ungiu George W. Bush”, enquanto Tim Goeglin, um
colaborador próximo, com gabinete na Casa Branca, disse ao Post que o presidente seria um homem
escolhido por Deus.
Leituras cotidianas nº 124, 7 de janeiro de 2005.
Chico Lopes
Narcisismo
só se cura pela dor
A frustração é a
pedra-de-toque de uma personalidade madura: tudo que aprendeu, ela deve ao
fato de ter sido, muitas vezes, contrariada, fustigada, humilhada,
injustiçada e o que mais se queira.
Leituras cotidianas nº 125, 11 de janeiro de 2005.
Gilberto Maringoni
José
Alencar critica política econômica e censura ao debate
Autor do prefácio do livro
Novo-Desenvolvimentismo, organizado
pelos economistas João Sicsú, Luiz Fernando de Paula e Renaut
Michel, o vice-presidente critica juros, sistema financeiro, privatizações,
endividamento público e censura ao debate econômico.
Leituras cotidianas nº 126, 12 de janeiro de 2005.
Mariana Loiola
Alternativa
que merece mais importância – e crédito
Já há alguns anos o
microcrédito tem se mostrado uma bem-sucedida alternativa de geração de
empregos e desenvolvimento comunitário, capaz de formar um círculo de
solidariedade e prosperidade. Sua importância para combater a pobreza nos
países em desenvolvimento foi reconhecida na Assembléia Geral das Nações
Unidas de 1998. Como resultado, ficou decidido na ocasião que 2005 seria um
ano para difundir e consolidar esse importante instrumento de promoção do
desenvolvimento local.
Leituras cotidianas nº 127, 17 de janeiro de 2005.
Luiz Inácio Gaiger
A
economia solidária diante do modo de produção capitalista
A literatura atual sobre a
economia solidária converge em afirmar o caráter alternativo das novas
experiências populares de autogestão e cooperação econômica: dada a ruptura
que introduzem nas relações de produção capitalistas, elas representariam a
emergência de um novo modo de organização do trabalho e das atividades
econômicas em geral. O
trabalho discute o tema, retomando a teoria marxista da transição e
analisando, sob esse prisma, dados de pesquisas empíricas recentes sobre os
empreendimentos solidários. Delimitando a tese anterior, conclui estarmos
diante da germinação de uma nova “forma social de produção”, cuja tendência é
abrigar-se, contraditoriamente, sob o modo de produção capitalista. Extrai,
por fim, as conseqüências teóricas e políticas desse entendimento, posto que repõe,
em termos não antagônicos, a presença de relações sociais atípicas, no
interior do capitalismo.
Leituras cotidianas nº 128, 19 de janeiro de 2005.
Mário Maestri
Fazendas,
cercas e legalidade
A doação sesmeira foi a
responsável pela introdução da desconhecida apropriação privada da terra
nessas regiões do sul do Equador, onde por trazerem a civilização cristã às
populações locais, os lusitanos consideravam-se com o direito a tudo,
inclusive de não pecar ao transgredirem o sexto mandamento com as gentis
mulheres do lugar.
Leituras cotidianas nº 129, 20 de janeiro de 2005.
Enciclopédia Barsa
Cidadania
Em sentido etimológico,
cidadania refere-se à condição dos que residem na cidade. Ao mesmo tempo, diz
da condição de um indivíduo como membro de um Estado, como portador de
direitos e obrigações. A associação entre os dois significados deve-se a uma
transformação fundamental no mundo moderno: a formação dos Estados
centralizados, impondo jurisdição uniforme sobre um território não limitado
aos burgos medievais.
Leituras cotidianas nº 130, 23 de janeiro de 2005.
Paulo Lima
Cultura:
Bem ou riqueza?
Essa é a meta: Consagrar
juridicamente a diversidade cultural, seja em uma ação de vigilância e
monitoramento junto à OMC e à OMPI e, por outro lado, apostar no espaço que
se abre junto à Unesco, na estratégia de combater a concentração e atuar no
sentido de preservar e promover a diversidade cultural.
Leituras cotidianas nº 131, 26 de janeiro de 2005.
Flávio Lobo (CartaCapital) entrevista Varda Burstyn
O
poder se multiplica
Nanotecnologia, neuromarketing,
genética, realidades virtuais… Ao renovar seus arsenais, as grandes corporações
anunciam progressos ilimitados. Mas, se fugirem ao controle, podem
protagonizar sombrias profecias.
Leituras cotidianas nº 132, 31 de janeiro de 2005.
Marco Aurélio Weissheimer (Agência Carta Maior) entrevista Leonardo Boff
“Lula
não pode fazer o povo perder a esperança”, diz Boff
Teólogo, escritor e
militante Leonardo Boff, que participa do 1º Fórum Mundial de Teologia e
Libertação, entre os dias 21 e 25 [21-25/1/2005], em Porto Alegre,
analisa o governo do presidente Lula e o Fórum Social Mundial. E lança um
alerta: “Ou mudamos de prática ou vamos conhecer o destino dos dinossauros.”
Leituras cotidianas nº 133, 31 de janeiro de 2005.
www.educacional.com.br
Voto
proporcional e voto distrital
O sistema distrital
assegura identidade entre eleitores e deputados, dando a legitimidade
indispensável ao parlamentarismo. O deputado é diretamente fiscalizado por
seus eleitores, que moram no seu distrito. (…) Mas, por outro lado, o voto
distrital pode criar legisladores que estejam sempre voltados aos problemas
locais, relegando assuntos internacionais ou que não dizem respeito ao seu
distrito e criando uma continuidade de cargo, com as mesmas pessoas nos
mesmos cargos por várias eleições seguidas.
Leituras cotidianas nº 134, 31 de janeiro de 2005.
Emir
Sader
Por
que Porto Alegre e Davos são incompatíveis
Quem tiver a ilusão de
estabelecer uma ponte entre Porto Alegre e Davos, está condenado a cair em um
abismo, porque os dois Fóruns são contraditórios e incompatíveis.
Leituras cotidianas nº 135, 1º de fevereiro de
2005.
Ana
Paula Sousa
Estante
clandestina
Ninguém sabe como eles se
chamam e nem de onde vêm. Mas suas publicações já estão se tornando
conhecidas nos corredores das universidades e no setor editorial brasileiros.
Eles se auto-intitulam sabotadores. E sua editora é o site Sabotagem. No slogan,
disparam sua filosofia: “CONHECIMENTO NÃO SE COMPRA. SE TOMA.”
Leituras cotidianas nº 136, 1º de fevereiro de 2005.
Entrevista
concedida por Armand Mattelart ao
FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação)
Capatazes
culturais
Mais do que encarnarem o
papel de “Grande Irmão”, do clássico 1984,
de George Orwell, os conglomerados de mídia hoje são sérios candidatos a
donos de culturas. Nas nações onde eles entram, apoiados pelo capital
financeiro que alimenta aquisições estratégicas, instala-se um estado de
liberdade vigiada que ameaça a soberania e a autonomia dos povos.
Leituras cotidianas nº 137, 1º de fevereiro de
2005.
Fábio
Konder Comparato
Por
um novo estatuto dos meios de comunicação social
No nascimento dos Estados
Unidos da América, um dos seus “pais fundadores”, James Madison, dizia que
criar uma sociedade democrática sem uma imprensa democrática seria um
prelúdio à farsa, à tragédia, ou a ambas as coisas. Poderíamos dizer, hoje,
com mais de dois séculos de experiência depois que tais palavras foram ditas
e complementando de certa forma a visão crítica de Karl Marx, que um dos mais
eficazes instrumentos de defesa contra a dominação capitalista mundial é a
organização dos meios de comunicação de massa em função do bem comum de
todos, e não como instrumento de poder das minorias.
Leituras cotidianas nº 138, 2 de fevereiro de
2005.
Errico Malatesta
Definição
de anarquia
O homem, como todos os
seres vivos, se adapta às condições em que vive; e transmite, através de
herança cultural, seus hábitos adquiridos. Portanto, por nascer e viver na
escravidão, por ser descendente de escravos, quando começou a pensar, o homem
acreditava que a escravidão era uma condição essencial à vida. A liberdade
parecia impossível.
Leituras cotidianas nº 139, 4 de fevereiro de
2005.
Agência Carta Maior
FSM
2005: Manifesto de Porto Alegre
Por sua diversidade, assim
como pela solidariedade entre os atores e os movimentos sociais que o compõe,
o movimento altermundista se transformou em uma força que já é levada muito
em conta em todo o planeta.
Leituras cotidianas nº 140, 15 de fevereiro de
2005.
Cristiane
Segatto, Silvia Campolim,
Ugo Braga e Jorge Pontual
A
genética no divã
A cada dia, novas
descobertas sugerem que agressividade, atração pelo perigo, dependência
química, homossexualismo, entre outras características, são determinadas em
grande parte pela carga genética. Mas cuidado! Genética não é destino nem
tampouco justifica qualquer tipo de discriminação ou idéia preestabelecida.
Leituras cotidianas nº 141, 16 de fevereiro de
2005.
Antônio
Cruz
As
condições históricas do aparecimento da “economia solidária” no Brasil:
As tendências estruturais do mercado de trabalho
Sindicatos, instituições e
ONGs preocupadas com o bem-estar social e governos comprometidos de fato com
o combate ao desemprego, têm percebido na “economia solidária” uma
possibilidade concreta de ação que resgate milhões de pessoas que viveram ou
passaram a viver as últimas décadas sob o signo da pobreza ou da miséria. (…)
De onde se origina uma crença tão apegada, de tantos agentes sociais, a algo
tão novo?
Leituras cotidianas nº 142, 18 de fevereiro de
2005.
Francisco
Teixeira
Os
discursos de Bush
Nas duas mais relevantes
falas de Bush em 2005 – “Discurso da Liberdade” e “Estado da União” –,
destaca-se a ausência da ONU. Embora ele tenha se referido a coalizões
mundiais contra o terrorismo, não buscou respaldo na maior assembléia do
mundo.
Leituras cotidianas nº 143, 22 de fevereiro de
2005.
Mário
Maestri
Guerra
contra o Paraguai: Da instauração à restauração historiográfica
A análise estrutural das
condições de vida, objetivos e aspirações das classes populares e servis
brasileiras, associada ao estudo da realidade que conheceram sob a bandeira
do Império, contribuirá para que finalmente se revele segredos que a guerra
contra o Paraguai teima em esconder.
Leituras cotidianas nº 144, 23 de fevereiro de
2005.
José
Luís Fiori
Uma
comparação inevitável
Brasil e Estados Unidos
têm em comum o fato de serem dois países de dimensões continentais e de terem
se tornado independentes com uma diferença de apenas 46 anos (1776-1822).
Existe uma explicação para terem tido destinos tão diferentes?
Leituras cotidianas nº 145, 28 de fevereiro de
2005.
Ricardo
Antunes
O
governo Lula e a desertificação neoliberal no Brasil
Triste o país em que um
governo burguês, conduzido por Getúlio Vargas, criou, sob pressão operária, a
nossa legislação social; e um governo de origem operária, como o de Lula, sob
pressão burguesa, parece servilmente disposto a destruí-la. Será esse o papel
destinado à esquerda no século XXI?
Leituras cotidianas nº 146, 3 de março de 2005.
Marco
Aurélio Weissheimer
Entrevista
com José Pepe Mujica
Senador mais votado do
Uruguai, o ex-guerrilheiro do Movimento de Libertação Nacional – Tupamaros,
José Pepe Mujica, em entrevista exclusiva, fala sobre os desafios do novo
governo uruguaio, aponta vícios históricos da esquerda e defende a
importância estratégica, para a América Latina, do êxito do governo do
presidente Lula.
Leituras cotidianas nº 147, 5 de março de 2005.
Francisco
Teixeira
EUA
investirá US$ 127 bilhões na construção de soldados-robôs
Projeto “Sistema de
Combate do Futuro”, anunciado por Bush, gastará US$ 127 bilhões na construção
de soldados-robôs para missões de alto risco. Trata-se da retomada das idéias
do general William Sherman, que, na Guerra de
Secessão, defendia que tudo é válido numa batalha.
Leituras cotidianas nº 148, 7 de março de 2005.
Amália
Safatle
e Antonio Luiz M. C. Costa
Os
dilemas da energia
Nenhuma alternativa aos
combustíveis fósseis é perfeita, mas nada pode ser pior do que adiar
indefinidamente sua substituição.
Leituras cotidianas nº 149, 8 de março de 2005.
Inês
do Amaral Büschel
Desobediência
civil desarmada
A desobediência civil
significa atitude pública de repúdio, tomada por cidadãos frente a alguma lei
injusta, sem contudo utilizarem-se de violência física e armas. Não se trata
de campanha. É ato de resistência à opressão e expressão máxima da liberdade
civil, exercida por cidadãos atuantes e não súditos do Estado. É luta pelo
direito e instrumento da democracia.
Leituras cotidianas nº 150, 15 de março de 2005.
Igor
Ojeda
Uma
coleção de golpes baixos, em detalhes
Antes de a Dolly representar
alguma ameaça à Coca-Cola, o alvo era outro: a Pepsi. Mas a estratégia para
se livrar da incômoda concorrência era a mesma. Espionagem, sabotagem, abuso
do poder econômico. Tudo isso – e outros golpes sujos como, por exemplo,
planos para coação da imprensa, da Justiça e do governo e manutenção de
embalagens plásticas contaminadas no mercado – está
relatado em detalhes no livro Isso Sim,
É Real. Lançado em 2004, é de autoria de César Azambuja, ex-executivo da
transnacional, onde trabalhou por 18 anos. Em entrevista ao Brasil de Fato, ele fala, entre outras
coisas, sobre a enorme influência da Coca-Cola no Brasil e no mundo.
Leituras cotidianas nº 151, 15 de março de 2005.
Francisco
Teixeira
Bolívia:
Os Andes em chamas!
A crise boliviana traduz a
negativa das elites tradicionais, brancas e oligárquicas, em reconhecer o
avanço de movimentos sociais autônomos, à margem dos partidos tradicionais.
Presidente Carlos Mesa e a tradição política local exigem eleições
presidenciais apenas em 2007.
Leituras cotidianas nº 152, 16 de março de 2005.
Noëlle Marie Paule
Lechat
As
raízes históricas da economia solidária e seu aparecimento no Brasil
Ao contrário da economia
capitalista, centrada sobre o capital a ser acumulado e que funciona a partir
de relações competitivas cujo objetivo é o alcance de interesses individuais,
a economia solidária organiza-se a partir de fatores humanos, favorecendo as
relações onde o laço social é valorizado através da reciprocidade e adota
formas comunitárias de propriedade.
Leituras cotidianas nº 153, 18 de março de 2005.
Francisco
Teixeira
Venezuela
consolida sua guerra popular prolongada e de resistência
Modernização das forças
armadas venezuelanas e das Unidades de Defesa Popular, com a compra de novas
armas, desencadeou críticas dos EUA. Ação de Chávez indica adoção de uma nova
doutrina estratégica militar na América do Sul: a guerra popular prolongada e
de resistência.
Leituras cotidianas nº 154, 18 de março de 2005.
Carlos
Lessa, Darc Costa, Brigadeiro Ferola, Bautista Vidal e Roberto Requião
O
Brasil tem saída!
O pior legado do
neoliberalismo não é, sequer, a atual tragédia social. É o rebaixamento de
nossa auto-estima, fazendo com que muitos do povo acreditem não poder aspirar
a uma melhoria de vida. O maior crime do neoliberalismo é matar a esperança
dos brasileiros no Brasil como um todo. O massacre ideológico da auto-estima
só favorece a reprodução de privilégios injustos, para e pelas elites
dominantes. Esta situação é apresentada como uma fatalidade pétrea. É
cancelada a aspiração de uma melhoria de vida em conjunto com os demais. Esta
possibilidade é reduzida a uma selvagem competição com seu irmão e com a
rejeição da solidariedade.
Leituras cotidianas nº 155, 23 de março de 2005.
Dalberto Adulis
Em
busca do direito perdido: Internet e direitos humanos
A Internet pode ser um
meio para informar, possibilitar a comunicação e empoderar os cidadãos, para
ampliar as possibilidades de dissidência e dar voz a ativistas. Pode ainda
ser empregada para dar visibilidade a diferentes questões, rompendo canais de
controle e chamando a atenção da comunidade internacional. A Internet vem,
gradualmente, se tornando um meio alternativo para organizações da sociedade
civil e jornalistas, que utilizam websites, blogs e espaços de discussão on-line para dar visibilidade e discutir questões sociais e
políticas.
Leituras cotidianas nº 156, 29 de março de 2005.
Mário
Maestri
Os
italianos como realmente eram
De 1875 ao início da I
Guerra Mundial, em 1914, oitenta mil italianos instalarem-se no Sul, como
pequenos proprietários rurais, sobretudo. Essa multitudinária transferência
de força de trabalho e democratização da posse da terra modificariam
radicalmente a história do Rio Grande, livrando-o para sempre da maldição de
tornar-se um imenso latifúndio.
Leituras cotidianas nº 157, 4 de abril de 2005.
Cidadania na Internet
GTA
denuncia a falta de democracia e justiça social na Amazônia
O Grupo de Trabalho
Amazônico (GTA), rede formada por 430 entidades – entre organizações
não-governamentais e movimentos sociais –, divulgou esta semana [20/3/2005]
carta na qual denuncia os maiores problemas socioambientais enfrentados por
agricultores familiares e comunidades tradicionais da Amazônia, como
seringueiros, castanheiros, quebradeiras de coco, pescadores artesanais,
ribeirinhos e povos indígenas.
Leituras cotidianas nº 158, 4 de abril de 2005.
Marco
Aurélio Weissheimer
Estudo
afirma que planeta pode sofrer um colapso ambiental
O atual modelo
produtivista, baseado na lógica do lucro e do curto prazo, está esgotando o
capital natural do planeta, adverte estudo encomendado pela Organização das
Nações Unidas (ONU), que envolveu 1.360 cientistas de 95 países. Segundo
eles, a ameaça de colapso ambiental pode se concretizar ainda neste século.
Leituras cotidianas nº 159, 11 de abril de 2005.
Flávio
Aguiar
O código
Wojtyla
Se há algo que o
pontificado de Wojtyla cultivou, foi o medo. Menos pela personalidade do
papa, que demonstrou coragem e determinação pessoal, sobretudo diante da
morte; mais pela contínua conspiração vaticana, soturna e implacável, que sua
personalidade midiática continuamente recobria.
Leituras cotidianas nº 160, 12 de abril de 2005.
Francisco
Teixeira
Múltis
dos EUA buscam na América Latina mercenários para atuar no Iraque
O que há em comum entre o
chileno John Rivas, o salvadorenho Juan Nerio e o colombiano Augusto Iturbe?
Todos são ex-militares latino-americanos contratados por uma empresa
norte-americana para lutar no Iraque. Eis aí a globalização de uma nova
tendência na gestão da guerra moderna, que ameaça chegar ao Brasil: a
privatização dos exércitos.
Leituras cotidianas nº 161, 13 de abril de 2005.
Luís
Brasilino (Correio
da Cidadania) entrevista o economista João Sicsú
João
Sicsú: “‘FMI brasileiro’ é mais radical que ‘FMI americano’”
Nós já temos um corpo
interno, a equipe econômica, que pensa da mesma forma que o FMI. Mas eu diria
o seguinte: pensa com as mesmas idéias, mas executa de forma muito mais
intensa. O “FMI brasileiro” é mais radical que o “FMI americano”. Isso são os
índices que apontam.
Leituras cotidianas nº 162, 15 de abril de 2005.
Thomaz
Wood Jr.
A
volta da Teoria X
Quase meio século de
discursos progressistas e inovações gerenciais não foi suficiente para
superar formas anacrônicas na gestão de pessoas.
Leituras cotidianas nº 163, 21 de abril de 2005.
Serge
Mongeau
A
Simplicidade Voluntária
Não é fácil abandonarmos o
universo do consumismo. Hoje em dia, tudo nos empurra a encontrar, em alguma
forma de consumo, a solução dos nossos problemas e a satisfação dos nossos
desejos. (…) Mas isso não passa de uma ilusão: aquilo a que tão ardentemente
aspirávamos, acaba rapidamente por perder importância logo que o obtivermos,
não constituindo os bens materiais formas seguras de satisfazer as nossas
mais profundas necessidades.
Leituras cotidianas nº 164, 26 de abril de 2005.
Marisa
Nunes Galvão e Ricardo Cifuentes
Cooperação,
autogestão e educação nas novas configurações do trabalho
As mudanças que estão
ocorrendo no espaço da produção e do trabalho têm-se constituído em novas
possibilidades de organização social que buscam consolidar a democracia.
Surgem, então, estudos e propostas que retomam idéias e valores
imprescindíveis para este processo, como a cooperação, a educação e a
autogestão. A nova configuração que vem assumindo as relações de trabalho
demonstra a importância destes valores para o sucesso destas novas
experiências. Estão sintetizadas, aqui, algumas discussões e propostas
relativas a estas idéias, cujas contribuições para o debate são evidentes.
Leituras cotidianas nº 165, 27 de abril de 2005.
Hamilton
Octavio de Souza
A
violência da imprensa
A violência praticada pela
imprensa é o tipo de violência que não atinge apenas os alvos escolhidos e as
vítimas diretas, pois ela contamina e corrói o conjunto da sociedade, na
medida em que sonega a compreensão da realidade e alimenta uma visão
distorcida, dissemina a intriga, a calúnia e o preconceito, não respeita a
verdade dos fatos.
Leituras cotidianas nº 166, 29 de abril de 2005.
Henrique
Rattner
A
destruição do meio ambiente: Uma tendência irreversível?
Um breve retrospecto
revela parcos resultados concretos conseguidos à luz do imenso esforço
retórico e dos inúmeros documentos escritos e publicados sobre o tema. Essa
situação vem, indubitavelmente, criando um clima de pessimismo entre os
“tomadores de decisão” e a opinião pública quanto à eficácia do processo
internacional de seminários, conferências, projetos e políticas de meio
ambiente.
Leituras cotidianas nº 167, 3 de maio de 2005.
Frei
Betto
O
papa e a Teologia da Libertação
Se é verdade que o socialismo
ruiu no Leste europeu, é preciso não esquecer também que o capitalismo sofre
de insuficiência crônica por sua incapacidade de responder às demandas
sociais. Ele é, por natureza, desigual, concentrador e excludente. Porém, o
papa, que sempre criticou os abusos do capitalismo, não chegou a denunciar as
suas causas e natureza perversa.
Leituras cotidianas nº 168, 9 de maio de 2005.
Dick
Sutphen
A
batalha pela sua mente
Quando você começa a
combinar mensagens subliminares por trás da música, projetar cenas
subliminares na tela, produzir efeitos ópticos hipnóticos, ouvir batidas
musicais a um ritmo que induz ao transe… você tem uma extremamente eficaz
lavagem cerebral. Cada hora que você passa assistindo a TV deixa-o cada vez
mais condicionado. E, no caso de você pensar que exista uma lei contra tudo
isto, esqueça. Não há! Existem muitas pessoas poderosas que obviamente
preferem que as coisas permaneçam exatamente como estão. Será que elas
planejam algo?
Leituras cotidianas nº 169, 13 de maio de 2005.
José
Ricardo Tauile
Do
socialismo de mercado à economia solidária
A questão diante de nós é
saber se a produção através das formas de economia solidária, como a
autogestão e as cooperativas, pode ter espaço próprio de sobrevivência
sustentável no longo prazo nas economias capitalistas contemporâneas.
Leituras cotidianas nº 170, 16 de maio de 2005.
Grupo
de Permacultura da UFSC
O
que é a Permacultura?
Baseada na prática de
“cuidar da Terra, cuidar dos homens e compartilhar os excedentes” (quer sejam
dinheiro, tempo ou informações), a permacultura ousa acreditar na possibilidade
da abundância para toda a humanidade através do uso intensivo de todos os
espaços, através do aproveitamento e geração de energia, da reciclagem de
todos os produtos (acabando, assim, com a poluição) e através da cooperação
entre os homens para resolver os grandes e perigosos problemas que hoje
assolam o planeta.
Leituras cotidianas nº 171, 19 de maio de 2005.
Antonio
Ozaí da Silva
À
mestra e ao mestre com carinho e compreensão!
Será que paramos para
pensar o ridículo de certas questões que formulamos para nossos alunos?
Nestas situações, se o aluno “cola”, troca a prova com seu colega e inventa
outras artimanhas para “ir bem na prova”, ele só
prova a inutilidade da “nossa prova”, só prova o ridículo deste sistema. Ele
sabe que aquilo não lhe serve para nada – mas que tem que responder para
tirar a nota. Que assim seja…
Leituras cotidianas nº 172, 24 de maio de 2005.
Enciclopédia
Barsa
Mito e
mitologia
Mito é uma narrativa
tradicional de conteúdo religioso, que procura explicar os principais
acontecimentos da vida por meio do sobrenatural. O conjunto de narrativas
desse tipo e o estudo das concepções mitológicas encaradas como um dos
elementos integrantes da vida social são denominados mitologia.
Leituras cotidianas nº 173, 26 de maio de 2005.
Henrique
Rattner
Economia
solidária: Por quê?
A apologia irrestrita da
competição é ideológica e não encontra fundamento na História. Ao contrário,
é possível afirmar que a maior parte da evolução da espécie humana foi
caracterizada por associações de cooperação comunitárias, tais como
apresentam, ainda hoje, certas tribos indígenas do Brasil e de outros
continentes.
Leituras cotidianas nº 174, 30 de maio de 2005.
Sérgio
Gwercman
Cada
vez mais acelerado
Você tem a sensação de que
o tempo está voando? Não é o único. Pesquisadores estão tentando entender
como – e por que – tudo ficou tão rápido (boa parte da culpa pode ser daquele
monte de badulaques hipervelozes de última geração).
Leituras cotidianas nº 175, 1º de junho de 2005.
Luíza
de Andrade entrevista Rubem Alves
Rubem
Alves responde sobre o amor
A coisa mais terrível nos
namorados jovens é a tentativa de controlar, de engaiolar. E não há amor que
resista à perda da liberdade. Ela é mais importante que o amor. A liberdade é
o ar que o amor respira. Se não houver liberdade, não existe a possibilidade
de que o amor dure.
Leituras cotidianas nº 176, 6 de junho de 2005.
Iremar Bronzeado
O
mito da transposição
Incorrem numa crassa
estupidez, melhor dito, numa cavilosa traição aos excluídos e incluídos desta
inditosa nação, os políticos, dirigentes, intelectuais, jornalistas e outros
expertos da coisa pública que se esfalfam na defesa da transposição, sem
antes moverem uma só palha para que o Estado cumpra sua obrigação primeira de
oferecer oportunidades iguais a todos os seus cidadãos-contribuintes, através
da universalização de uma educação pública gratuita e de primeira qualidade.
Leituras cotidianas nº 177, 8 de junho de 2005.
Robi Jair Schmit
Marx
e o cooperativismo
O trabalho assalariado é
apenas uma forma transitória e inferior, destinada a desaparecer diante do
trabalho associado que cumpre a sua tarefa com gosto, entusiasmo e alegria.
Leituras cotidianas nº 178, 10 de junho de 2005.
Antonio
Ozaí da Silva
O
engodo do vestibular e os dilemas da classe média empobrecida
O vestibular predomina. Esse
mecanismo vicia e submete todo o sistema de ensino: do fundamental ao ensino
médio torna-se o centro das preocupações e tudo é feito em sua função. Até
mesmo o fato de o vestibular ter se transformado em fonte de receita para as
universidades públicas (algumas chegam a fazer dois vestibulares anuais),
também é encarado naturalmente. Quem ganha com o vestibular? A resposta
parece óbvia e a pergunta redundante. Mas, confessemos, não nos fazemos essa
pergunta nem questionamos a resposta. Em suma, há muitos interesses
econômicos e políticos em jogo, daí a necessidade de mantê-lo.
Leituras cotidianas nº 179, 15 de junho de 2005.
Anita
Leocádia Prestes
A
Coluna Prestes: Uma epopéia brasileira
Ao cabo de um duro
processo de revisão de suas concepções ideológicas e políticas, Prestes
chegou à conclusão de que apenas no marxismo seria possível achar respostas
racionais para os problemas que o preocupavam; e a resposta, em última
instância, se resumia na necessidade de encontrar o caminho para a revolução
socialista no Brasil.
Leituras cotidianas nº 180, 20 de junho de 2005.
Bertolt
Brecht
As
cinco dificuldades para escrever a verdade
Como se poderá dizer a
verdade sobre o fascismo que se recusa, se quem diz essa verdade se abstém de
falar contra o capitalismo que engendra o fascismo? Qual será o alcance
prático dessa verdade? Aqueles que estão contra o fascismo sem estar contra o
capitalismo, que choramingam sobre a barbárie causada pela barbárie,
assemelham-se a pessoas que querem receber a sua fatia de assado de vitela,
mas não querem que se mate a vitela. Querem comer vitela, mas não querem ver
sangue. Para ficarem contentes, basta que o magarefe lave as mãos antes de
servir a carne. Não são contra as relações de propriedade que produzem a
barbárie, mas são contra a barbárie.
Leituras cotidianas nº 181, 23 de junho de 2005.
Antônio
Cruz
O
mar e a terra da economia solidária
Ao contrário do
cooperativismo clássico dos socialistas europeus dos séculos passados, o
vento que sopra agora empurra à frente a nau da economia solidária, ao invés
de deixá-la à deriva, como nessas épocas pregressas.
Leituras cotidianas nº 182, 27 de junho de 2005.
Antonio
Ozaí da Silva
As
dimensões da relação aprender-ensinar
Pensar em termos de
quantificação do saber parece até mesmo um fator intrínseco à natureza
pedagógica. Proponha a extinção de qualquer mecanismo de definição de notas –
pois todos os instrumentos visam quantificar resultados – e todos
considerarão a proposta absurda. O sistema de notas – sobre o qual todo o
ensino se funda e submete a todos indistintamente – é um dos principais
fatores que propiciam os abusos relatados no livro Avaliação da aprendizagem no ensino superior.
Leituras cotidianas nº 183, 30 de junho de 2005.
Mário
Maestri
A
linguagem como registro do mundo
O estranhamento entre a
História, Literatura e Lingüística realiza-se plenamente nos cursos de
graduação, onde a visão do conhecimento atomizado materializa-se na tentativa
de apropriar-se do objeto em estudo através de categorias isoladas, à margem
da totalidade concreta que o circunscreve. Pretende-se que se aprenda
História sem conhecimento profundo da Literatura e da Linguagem e que se
conheça essas duas disciplinas sem apropriação substancial da primeira.
Leituras cotidianas nº 184, 5 de julho de 2005.
Armando
Boito
O
Governo Lula e a reforma do neoliberalismo
O Governo Lula está
construindo uma nova versão do modelo capitalista neoliberal. Ele promoveu
pequenas mudanças na política econômica e na política social que, embora não
cheguem a provocar mudanças na dependência econômica e financeira da economia
nacional e nas condições de vida da população trabalhadora, são mudanças que
poderão dar um novo fôlego político a esse modelo antinacional e antipopular
de capitalismo.
Leituras cotidianas nº 185, 7 de julho de 2005.
Francisco
Carlos Teixeira da Silva
A
Guerra do Iraque
Repetindo o erro histórico
do Vietnã, do Líbano e da Somália – além da imensa má vontade dos povos da
América Latina – os Estados Unidos não conseguiam entender as diferenças
culturais, a profunda alteridade do Islã e subestimavam a força do
nacionalismo. Embevecidos por seu próprio fundamentalismo liberal, cristão,
materialista e individualista, acharam que o povo iraquiano estava ansioso
por este maravilhoso american way of life.
Leituras cotidianas nº 186, 18 de julho de 2005.
Jacob
Carlos Lima
O
trabalho autogestionário em cooperativas de produção:
A retomada de um velho paradigma
A criação de uma cultura
associativa é um processo lento – o que indica que as cooperativas, por um
bom tempo, refletirão ainda mais a falta de alternativa dos trabalhadores do
que efetivamente uma opção pela autonomia e solidariedade.
Leituras cotidianas nº 187, 22 de julho de 2005.
Florêncio
Almeida Vaz
Brasil:
O Estado racista e os índios
Se considerarmos os
indígenas como uma “raça” (no mesmo sentido usado em relação à população
negra), estaremos diante de situações persistentes que podem ser
caracterizadas como casos de discriminação racial no Brasil.
Leituras cotidianas nº 188, 1º de agosto de 2005.
Antonio
Ozaí da Silva
“Estudo
Errado”: Qual é a capital de Kubanacan?
Uma conversa sincera com
uma criança ou um jovem indica que, em muitos casos, a sala de aula mais se
assemelha a uma prisão; e o aluno, como o preso em liberdade condicional,
vê-se obrigado a comparecer diariamente para bater o ponto, ouvir o que não
quer e fazer o que não gosta.
Leituras cotidianas nº 189, 18 de agosto de 2005.
Antonio
Ozaí da Silva
“O
Óleo de Lorenzo” e “Patch Adams”: A arrogância titulada
Há quem considere que a
posse da sabedoria livresca e do conhecimento titulado e legitimado pela
instituição concede status
superior. Não fosse o mal e o sofrimento que causa – para si e para os outros
–, a arrogância bem que poderia ser desconsiderada ou simplesmente debitada
às compreensíveis fraquezas humanas.
Leituras cotidianas nº 190, 22 de agosto de 2005.
Patrícia
Audi
Trabalho
escravo: Avanços e dificuldades
O envolvimento dos
parceiros e a resposta da sociedade às notícias sobre trabalho escravo mostram
que estamos no caminho certo e que muito daquilo que precisava ser feito tem
sido tratado com a responsabilidade e indignação que o assunto merece.
Leituras cotidianas nº 191, 26 de agosto de 2005.
Simone
de Loiola Ferreira
Os
“catadores do lixo” na construção de uma nova cultura
O sistema capitalista
criou e continua criando significações imaginárias sociais: a sociedade cria
um conjunto de “necessidades”, desejos individuais e padrões do modo de vida.
Faz, assim, com que os indivíduos fiquem presos aos padrões estabelecidos; e
tudo o que façam, mesmo que seja um meio alternativo de sobrevivência, fique
adequado aos moldes, às necessidades que fazem com que o sistema permaneça
vivo, explorando e aprisionando as pessoas.
Leituras cotidianas nº 192, 29 de agosto de 2005.
CeCAC
(Centro Cultural Antonio Carlos Carvalho)
O
verdadeiro “mensalão”
Os “pagamentos” (em
mesadas ou não) aos deputados foram realizados justamente para garantir as
aprovações de determinadas medidas no Congresso, para dar a sustentabilidade
política e a “governabilidade” (inclusive com vistas à reeleição) a Lula/PT a
fim de que ele continue a opção pelos mais ricos, a mesma de Collor e FHC:
favorecendo a continuidade do “mensalão” ao sistema
financeiro e grandes empresários. Este é o “pequeno detalhe” que os jornais e
os noticiários da televisão não divulgam.
Leituras cotidianas nº 193, 1º de setembro de
2005.
Enciclopédia
Barsa
Segunda
Guerra Mundial
A Segunda Guerra Mundial
foi um conflito armado que se estendeu praticamente por todo o mundo, de 1º
de setembro de 1939 até 7 de maio de 1945, quando a Alemanha capitulou, e 2
de setembro do mesmo ano, quando o Japão se rendeu. Os principais
beligerantes foram, de um lado, Alemanha, Itália e Japão, as chamadas
potências do Eixo; e do outro as potências aliadas: França, Reino Unido,
Estados Unidos, União Soviética e, em menor escala, China.
Leituras cotidianas nº 194, 7 de setembro de 2005.
Marco
Aurélio Weissheimer
A
academia abomina a condição intelectual?
Atílio Borón: “O mundo da
academia, hoje, é um mundo de carreiras, de projetos particulares, de
avaliações entre os pares, é um mundo separado do resto da vida social, que
não aceita o estilo de pensamento próprio do intelectual. (…) Intelectuais
têm seu público na sociedade e não somente entre seus pares. Sua missão mais
importante é ser a consciência crítica de seu tempo. Hoje, a ambição da
maioria dos acadêmicos é preparar sua aula, publicar seu artigo, ganhar
recursos para seu projeto.”
Leituras cotidianas nº 195, 9 de setembro de 2005.
Anita
Leocadia Prestes
70
anos da Aliança Nacional Libertadora (ANL)
Há 70 anos, em 30 de março
de 1935, tinha lugar, no teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, o lançamento
público da Aliança Nacional Libertadora (ANL). Era constituída uma ampla
frente formada por setores representativos da sociedade brasileira da época,
mobilizados em torno de quatro objetivos principais: luta contra o avanço do
integralismo no Brasil e do fascismo no cenário mundial, e luta contra a
dominação imperialista e o latifúndio em nosso país.
Leituras cotidianas nº 196, 27 de setembro de
2005.
Antonio
Ozaí da Silva
Os
intelectuais diante do mundo: Engajamento e responsabilidade
O especialista apolítico
se considera neutro e imparcial. Ele é capaz de dissertar sobre a miséria
humana com a sensibilidade de um autômato; é capaz de escrever sobre os
avanços tecnológicos sem se colocar uma simples questão: a quais interesses
servem a técnica e a ciência? O especialista desconsidera a dialética da
relação indivíduo e sociedade (isola um dos pólos ou toma-os de forma
dicotômica); não percebe que todo saber expressa interesses e relações de
poder.
Leituras cotidianas nº 197, 30 de setembro de
2005.
Anatoly Koshkin
Não
foi a bomba atômica lançada sobre o Japão
que fez terminar a Segunda Guerra Mundial
As explosões atômicas em
Hiroshima e Nagasaki não foram o acorde final da Segunda Guerra Mundial, mas
sim as primeiras salvas do começo da “Guerra Fria”.
Leituras cotidianas nº 198, 3 de outubro de 2005.
www.comp.ufla.br
Como
a Internet funciona?
Este artigo é destinado
aos que têm pouco ou nenhum conhecimento técnico sobre o funcionamento da
Internet. É esperado que ele forneça aos seus leitores um conhecimento
fundamental dos princípios e terminologias utilizadas na Internet, para que
eles possam se proteger contra a grande variedade de perigos que envolvem a
sua segurança e de seus dados na Internet.
Leituras cotidianas nº 199, 10 de outubro de 2005.
Francisco
Carlos Teixeira
A
geopolítica mundial do petróleo
A economia mundial está
sob impacto de uma nova crise de energia, largamente explicitada pelos preços
do barril do petróleo – além de US$ 50 desde setembro de 2004. Menos
espetacular do que as anteriores, a atual crise, mais silenciosa e duradoura,
parece atingir as próprias bases do modelo energético do Ocidente.
Leituras cotidianas nº 200, 10 de outubro de 2005.
Ruza Amon
Dia
da Criança: Um tributo à fantasia
Para os nossos filósofos
mirins, nada melhor do que adultos disponíveis e dispostos não apenas a
responder suas perguntas, mas também a abastecê-los de novas idéias e
experiências.
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