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Queridos amigos, bom
estarmos juntos novamente!
Paz, luz e muito amor, em todos os corações!
É
Páscoa e o espírito humano se rejubila com a data,
mesmo que sem entender-lhe, de pronto, o divino
significado...
Após três dias de morte e temor, eis que Jesus retorna
vitorioso, mostrando-se e conversando, alimentando-se e
se deixando tocar, em inequívoco sinal de que o fim do
corpo nada representa ao espírito imortal....
Em seu olhar, o fulgor ignoto dos triunfadores, não obstante nas mãos, ainda, as chagas...
Mas ele não fala das dores do calvário, não enumera
padecimentos, não recorda detalhes, não se lamenta...
Chega-se apenas aos seus e lhes deseja paz; roga que o
toquem para crer, e bendiz àqueles que crêem mesmo sem
ver ou tocar...
O suplício e a morte são notas passadas que ele não
recorda por desnecessárias.
Importa o divino bem que semeou no coração humano, e
pelo qual se alegra.
Assim, o verdadeiro espírita se alegrará também com os
benefícios que espalhe, apesar do mal da estrada.
Fidelidade a Deus gera, não raro, ferida e lágrima que
importa não contabilizar.
Mais além, é a paz e o riso a confortar a alma...
Que a Páscoa seja no coração de todos festa e alegria,
sem que símbolos ou notas lúgubres nascidas da superstição
e do equívoco suscitem tristeza e angústia, impedindo
que a mensagem crística seja compreendida em sua
plenitude.
Jesus vive, muito embora a cruz.
E prossegue conosco, desejando paz e rogando que
creiamos, para que possa nos erguer com ele, mesmo que à
custa de dor e pranto, do chão das experiências primárias
aos píncaros da luz, em obediência à lei que preceitua
sejamos perfeitos como nosso Pai Celestial é
perfeito!... (Ditado por André Luiz em 17/04/2003)
Natural e nem podia ser
de outro modo.
Respirará na Terra por alvo de permanente observação
à guisa de ator supliciado na ribalta da vida...
Caminhando sob a ironia de muitos qual um peregrino sem
pouso certo.
Incompreendido nos melhores propósitos, figurando-se
pobre sentenciado a sistemático abandono sem apelação
de qualquer natureza...
Considerado na categoria de louco, muita vez, pelos entes
mais caros...
Dilapidado nos interesses imediatos, como se estivesse
automaticamente deserdado de todos os bens...
Preterido onde se encontre qual se fosse
irresponsável...
Experimentado por golpes e zombarias, sob a guante da
antipatia gratuita...
Sobrecarregado de obrigações à maneira de escravo,
submetido às exigências e caprichos de muita gente...
Espancado nos sentimentos qual se trouxesse no peito um
coração de mármore...
Perseguido nas realizações, cercado de desafetos que
ajuntou sem querer...
Mal interpretado nas palavras que profere qual forasteiro
a expressar-se por idioma desconhecido...
Desajustado onde mora, apontado por estrangeiro no
próprio rincão natal...
Injuriado nos pontos de vista, parecendo o indesejável
representante de detestada minoria...
Ferido nas próprias aspirações, como se nunca devesse
necessitar de carinho...
Contrariado em todos os desejos, qual criança que
vagueia, enjeitada de todos...
Sacrificado nas menores aquisições, lembrando um pária
sem apoio e sem rumo...
Tentando a quedas morais em cada momento, à maneira de
viajante numa estrada marginada de abismos...
Condenado sem culpa qual inocente no banco dos réus...
Humilhado sem razão à feição do homem reto
inconsideradamente relacionado por malfeitor...
Qual acontecia ao cristão simples
e verdadeira da era apostólica, assim viverá todo
espírita sincero que aspire à renovação de si mesmo,
realmente consagrado a servir com Jesus pela vitória do
Evangelho.
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| (Opinião Espírita, 53,
FCX, CEC) |
Abraços fraternos,
Site Espírita André
Luiz
A Ressurreição de
Jesus: SIMON DEWEY
Midi Voice: Exodus
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