"Urge compreender os mecanismos das Leis Divinas, dispensando-se, ante os lances atormentados da existência terrestre, toda a atitude ilusória ou espetacular." - André Luiz.

O homem, não raro, na horas difíceis, lança mão de recursos extremos e, por vezes, ilógicos, para diminuir o sofrimento próprio ou alheio, qual acontece nas provas desesperadoras, no sentido de suprimir agonias morais ou curar doenças insidiosas. Daí nasce o contrasenso dos ofícios religiosos remunerados de que se alastram antigos e piedosos enganos, como sejam:

  a recitação mecânica de fórmulas cabalísticas;
   
  os sacrifícios inúteis visando prioridade e concessões;
   
  as promessas exdrúxulas;
   
  os votos inoportunos;
   
  as penitências estranhas;
   
 

os auto-castigos em que a vaidade leva o rótulo da fé; os jejuns e as mortificações a expressarem suicídios parciais;

   
  o uso de amuletos;
   
  o apego a talismãs;
   
 

o culto improdutivo do remorso sem qualquer esforço de corrigenda na restauração do caminho errado...

Contudo, ao espírita cristão compete despojar-se de semelhantes conceitos acerca do Criador e da Criação, cristalizados na mente humana agravés de numerosas reencarnações.
Para nós não mais existe a crença cega.
Em razão disso, não mais nos acomodamos à idéia do milagre como sendo prerrogativa em favor de alguém sem merecimento qualquer.
De igual modo, urge compreender os mecanismos das Leis Divinas, dispensando-se, ante os lances atormentados da existência terrestre, toda a atitude ilusória ou espetacular.
Omissão não resolve.
E em matéria de comportamento moral na renovação da vida, abstenção do serviço no bem de todos, é deserção vestida de alegações simplesmente acomodatícias, dentro da qual o crente não apenas foge das responsabilidades que lhe cabem, como também ainda exige presunçosamente que Deus se transforme em escravo de suas extravagâncias.
Situa-nos a Doutrina Espírita diante de nós mesmos.
Estamos espiritualmente hoje onde nos colocamos ontem.
Respiraremos amanhã no lugar para onde nos dirigimos.
Usemos a oração para compreender as nossas necessidades, solucionando-as à luz do trabalho sem o propósito de ilaquear os poderes divinos.
A Lei é equânime, justa, insubornável.
A criatura - gota igual às demais no oceano imenso da Humanidade Universal, - não é cliente de privilégios.
Eis porque, ao invés de procurar, espontaneamente, penitências improdutivas para nós, é imperioso buscar voluntariamente o auxílio eficiente aos semelhantes.
Espiritismo é sublime manancial de energia espiritual. Haurindo forças, acatemos sem revolta aquilo que a Vida nos oferece, trazendo paz na consciência e entendimento no coração.
O mundo atual prescinde de quantos se transformam em ascetas e eremitas de qualquer condição.
Até a penalogia moderna procura imprimir utilidade às horas dos presidiários, valorizando-lhes a reeducação em colônias agrículas e em outras organizações coletivas, à busca de regeneração moral e social.
E a própria psiquiatria, presentemente, institui a laborterapia para que os enfermos da alma se recuperem, pela atividade edificante.
Para o espírita, portanto, a Vida e o Universo surgem ajustados à lógica e esclarecidos na verdade.
Apelemos para os recursos da prece, a fim de que sejamos sustentados em nosso próprios deveres, reconhecendo, porém, que Deus não é vendedor de graças ou doador de obséquios, em regime de exceção, e sim o Criador Incriado, perfeito em todos os seus atributos de justiça e de amor.

ANDRÉ LUIZ
(Opinião Espírita, 51, edição CEC)

Que a sua semana seja valiosa, em todos os sentidos,
sempre com Jesus!

Um grande e fraterno abraço,
Instituto de Estudo e Divulgação Espírita André Luiz
IDEAL André Luiz
ideal_andreluiz@uol.com.br

ENVIE ESTA PÁGINA PARA ALGUÉM!
Seu nome:

Seu e-mail:

E-mail do destinatário:

Seu comentário:

Quero receber cópia: 


 

HOMEPAGE | MENSAGENS

Counter

1