Harry Potter e o Mistério do Véu Negro
 
 
 

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— 13º Capítulo
a caixa negra

  

S

erá que os comensais estão brigando entre si? — Perguntou Molly saindo da cozinha.

– Acho que não Molly, eles estão atrás dos Malfoy por alguma razão, mas acho que não por brigas. — Falou Moody entrando na conversa.

– É pode ser!

Os aurores ficaram para o jantar daquela noite, e foram embora logo depois. Harry estava totalmente angustiado, “líder de uma Ordem”, “caçador de Horcruxes”, “teste com o Moody”,Gina sozinha”, “mala de Riddle”, ele não sabia em que pensar naquela noite, tinha muitas preocupações e desafios a enfrentar.

Muito distante dali, em um castelo de pedras e torres espalhadas em seus redores, com luzes faiscantes pelas janelas e “pius” de corujas suaves que rondavam campos e gramados,u ma linda menina andava com mais quatro amigos pelas escadarias do interior de Hogwarts, ruiva de pele clara, Gina Weasley com Nevile, Simas e Luna caminhavam sorrateiramente nos corredores em direção ao sétimo andar.

– Simas, cuidado com isso. — Disse uma garota loira de pele limpa e olhos claros.

– Sim, foi mal Luna. — Se pronunciou o menino rabugento de cabelos castanhos.

– Vocês não vão discutir agora, né? — Perguntou Gina agarrando o vidro de Felix Felices da mão de Simas. — Não foi fácil conseguir isso com o Slughorn.

Os garotos caminharam a um corredor cheio de pedregulhos, parecia que estava havendo uma reforma naquele local.

– Simas, fique naquele lado, Nevile vá para a entrada do saguão, e Luna por favor vigie a porta. — Disse uma autoritária Gina Weasley.

A garota pegou o vidrinho e despejou na boca, uma maré de sorte estava caindo encima dela. Depois de imaginar por alguns minutos uma sala igual a da discrição de Harry e pensar alto “me ajuda a encontra onde alguém esconderia algo, uma horcrux” , depois de pronunciar três vezes a mesma frase uma porta grande e velha apareceu do lado esquerdo onde se encontrava uma parede muito empoeirada...

Então Gina encostou a mão naquela maçaneta cheia de teias de aranha, que parecia estar fora de uso há muitos anos, e a virou...

Surgiu então na sua frente uma sala enorme, extremamente escura, “Lumus”, e que por sinal estava muito suja, parecia que ninguém entrara ali a muito tempo. Gina não demorou muito para perceber que achara o que procurava, havia muitas coisas que claramente pertenciam as Trevas. A menina acabara de encontrar muitos recortes de jornais sobre assassinatos encima de uma velha mesa. Então rapidamente ela foi em direção a uma mezinha torta e pontiaguda que ficava ao centro da sala, vasculhou todas as gavetas, mas só encontrava rabiscos e algumas anotações. Depois de meia hora, assim parecia para Gina, ela olhou um armário encardido ao longo do local, uma das portas laterais do armário já se encontrava no chão, Gina rapidamente direcionou-se ao móvel e o vasculhou por inteiro, e nada. De repente outra das postas do armário se despedaçou no chão, fazendo um pequeno barulho. Gina já havia desistido quando o móvel inteiro desabou em destroços no chão. A garota ficou apavorada, estava no escuro apenas com um risco de luz em sua varinha. Uma apagada caixa negra brilhava no meio do entulho. A agonia de Gina virava prazer e satisfação, estaria encontrando o que procurava. Ela foi andando cautelosamente ao encontro da caixa, Gina estava com uma das coisas em que nunca desejaria esta na mão. A garota apanhou a caixa pequena e enfiou dentro do bolso da sua capa de fardamento.

Ela nem relutou em abrir, saberia que Harry não ficaria satisfeito, ele dissera que era para ela encontrar, mas não poderia abri-la, seria muito perigoso.

– Vamos, vamos. — Disse Gina para Luna vendo a portar desaparecer do nada.

– Vamos!

Novamente os quatro garotos voltavam o mesmo caminha que fizeras para ir a sala precisa, Gina andava apresada, Nevile caminha em passos largos e amedrontado.

– Gina, nos podemos saber o que você estava fazendo durante esse tempo todo naquela porta? — Perguntou Luna resgatando a atenção de Simas e Nevile.

– Já falei, o Harry que pediu e falou para que eu não contasse nada para ninguém, ele confia em vocês e espera que vocês também confiem nele.

Nenhum dos outros colegas fez nenhuma pergunta a Gina até o salão comunal da Grifinória.

– Boa Noite gente, eu fico por aqui... — Disse Luna com um súbito desprezo do chapéu seletor em mandá-la para Corvinal.

– Obrigado, muito obrigado Luna... — Agradecia Gina entrando com os colegas pelo quadro da mulher-gorda, vendo Luna correr sozinha pelo corredor.

O salão comunal vinha recheado de cartazes de regras e baboseiras de Quadribol, os estofados estavam mais sujos que nunca, talvez fossem pela bagunça que os alunos faziam depois das seis hora, onde eles poderiam levar detenções se os visem fora do salão.

– Noite, Longbotton.. Simas. — Disse Gina subindo a parte feminina do salão comunal.

– Boa noite!

Na manhã que se seguia um dia chuvoso e frio, Gina acordara bem cedo para retornar a carta de Harry, ela sentou-se de frente para a janela onde mostrava a neve cobrindo todo o campo de quadribol, e pegou sua capa, tirou de dentro dela a caixa tão negra que lhe vinha a curiosidade de abri-la.

 

“Querido...

 

Harry, ontem à noite eu reuni alguns membros da A.D., para procurarmos a tal caixa negra que você me pediu. Trago boas notícias, estou com ela em minhas mãos, o que faço agora? Abro?

Por favor, amor, responda logo.

 

Gina Weasley”

 

Edwiges saltou pela neve e seguiu batendo suas enormes assa em direção de uma casa mais quente e aconchegante em Grimaldd. O pergaminho demorou pouco mais de duas horas para chegar às mãos de Harry, que lia hesitado no quarto, pela manhã. Ele ficou pensando em como seria esta caixa, se poderia deixar Gina abrir, poderia ser uma armadilha, ficou pensando o que poderia acontecer, ele também estava preocupado com a A.D., afinal graças a eles a profecia foi perdida e Voldemort nunca ficou sabendo o que ela falava “um não poderá viver, enquanto o outro estiver vivo”, precisava ver os membros da A.D., resolveu responder a Gina em uma carta.

 

“Gina, não abra a caixa de maneira nenhuma, a escondo muito bem, reúna o maior número possível dos membros da A.D. me mande a data de quando vai ser sua próxima visita a Hogsmeade... O mais rápido possível. Eu, Hermione e Rony estaremos lá. No cabeça de Javali. Leve a caixa para mim.

 

Harry Potter.”

 

– Edwiges, eu sei que você esta cansada, mas eu preciso que leve essa carta de volta a Gina, em Hogwarts.

– Harry o que você esta fazendo. — Perguntou Hermione e Rony entrando sujos no quarto e vendo a coruja levantar vôo.

– Estou mandando uma Carta para Gina, ela achou a tal caixa que eu pedi para ela procurar, eu falei que nós íamos lá na próxima visita deles em Hogsmeade, vocês vão né ?

– Claro, que vamos... — Disse Rony sorrindo. — Afinal você é nosso chefe.

– E você Mione? Os membros da A.D. estarão lá!

– Claro, não é, Harry!?

– Gina vai me mandar respostas o mais rápido possível de quando forem a Hogsmeade.

– Harry já que você, nem agente estamos fazendo nada, o que você acha de treinarmos mais um pouco? Afinal nestes tempos difíceis nunca é tarde para treinar. — Falou Rony limpando-se, nas pernas.

– É Harry, vamos lá para a sala de treinamento... eu e Rony estávamos lá, agora pouco.

– Mas vai ser sem o Olho-Tonto, não é? Eu não quero virar macaquinho hoje. — Disse Rony sorrindo para eles.
O trio treinara durante todo o restante da manhã, Rony e Harry já estavam dominando muito bem o Imperius, mas Hermione não estava dando conta de fazer uma maldição tal imperdoável.

– Harry, como é que você aprendeu o Crucios, ninguém até hoje te ensino fazer isso. — Pergunto Hermione encarando o colega com um pouco de inveja, depois de ver uma borboleta se retorcer na parede.

– Quando Sirius morreu, eu fui atrás de Belatrix, tentei jogar o Crucio nela, mas ela só deu um grito de dor, e me disse que era para praticar esses feitiços, a pessoa que conjurar tem que querer que a outra sofra e faça o que ela quiser, entendeu Mione?

– Ah, tipo assim... — Hermione lançou um Crucio em uma mosca que os atormentavam. Ela caiu no chão trepidando.

– Você aprendeu, Mione! — Disse Harry escutando a voz da senhora Weasley aras da porta.

– Garotos? Harry querido... vamos comer... depois vocês voltam a treinar...

– Ok, senhora, já estamos indo... — Disse o garoto colocando a varinha de volta ao casaco.

Os três desceram para a cozinha, onde Moody, Arthur e Tonks esperava-os.

– Harry, testemunhas viram Snape e Belatrix nas redondezas de Hogsmeade. — Vendo a cara de Harry, Tonks continuou. — Mas pode ficar tranqüilo, estamos com cinco aurores naquela área.

– O QUÊ? Snape e Belatrix... eles estão afim mesmo de confusão! — Disse Harry com os nervos exaltados.
– Vamos comer, depois falamos disso. — Disse a Sra. Weasley com uma feição de preocupação no rosto.

– Olha Harry, a coruja da Gina com sua resposta já chegara. — Disse Rony desamarrando a carta do pé da coruja.


“Querido Harry,

Nossa visita a Hogsmeade será no sábado, eu levarei a caixa para você.

Beijos.

P.S.: Não mandei de volta por Edwiges, pois ela estava quase congelando e também podem estar sendo vigiada por comensais.

Gina”

– Harry o que ela disse? — Perguntou Sra. Weasley querendo entra mais uma vez na vida dos garotos.

– Que a próxima visita a Hogsmeade será no sábado, senhora... eu, Rony e Hermione iremos lá, temos que resolver alguns assuntos sobre a A.D., e outros que ficaram pendentes. Não posso assumir a reunião da Ordem sábado, então a McGonagall vai me substituir.

– Harry, mas é muito perigoso. — Disse a Sra. Weasley.

– Eu sei, eu quero que você Moody e você Tonks, var comigo para lá, pois se Snape estiver realmente lá, ele não vai escapar assim facilmente... posso contar com vocês?

– Claro. — Disse Tonks. — É Bom, que eu visito o Remo.

– Claro. — Rosnou Moody. — Se aquele cão imundo estiver lá, eu pego ele de jeito.

– Você não. — Disse Harry. — Eu vou fazer questão, eu devo isso a Dumbledore.

– A reunião da Ordem da Fênix será sábado as cinco horas da tarde, não é?

– Sim, Harry. — Disse Arthur e Molly.

– Talvez chegaremos a tempo.

Hermione enfeitiçou duas moedas e entregou para Moody e Tonks.

– Quando estivermos em Hogsmeade se acontecer alguma coisa avisaremos através da moeda, certo? — Disse a garota.

– Ok, eu vou ver Lupin e se acontecer alguma coisa vocês chamam a gente. — Disse Tonks sorrindo para Hermione.

Os dias foram passando sem mais novidades e os garotos cada vez mais aprendiam feitiços e azarações. Harry ainda continuava tendo pesadelos, o que estava deixando a Sra. Weasley pouco preocupada. Sábado parecia a Harry uma eternidade a chegar, mas para Rony o dia chegou que ele nem havia sentido.

Pela manhã Harry estava apressado, acordou cedo com tanta ansiedade.

– Harry, me deixa dormir mais um pouco. — Disse Rony lutando para não sair da cama.

– Rony, se esqueceu que vamos para Hogsmeade?

– Ah... é verdade... mas ainda está cedo.

– Para de reclamar e levanta logo seu preguiçoso. — Disse Hermione colocando-se porta adentro.

Vinte minutos depois estavam todos trocados e tomados café. Quando o Sr. Weasley disse:

– Todos prontos?

– Sim. — Respondeu Harry, Rony e Hermione em coro.

– Ok! Molly está com maus pressentimentos, e me pediu para que eu fosse com vocês. Não se preocupem — disse o Sr. Weasley vendo a cara de espantados dos garotos. — Eu não irei ficar por perto para ouvir a conversa de vocês.

 


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