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— 16º
Capítulo
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orphanage cole’s
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assou-se alguns minutos quando Moody socou a porta do quarto chamando os
garotos para o treinamento. Harry, Hermione e Rony, porém, disseram que
nesta noite não iriam treinar, tinham outros assuntos pendentes.
– O que ele quer é me fazer de macaco de novo! — Exclamou Rony fazendo
um gesto com os dedos para a porta fechada, surpreendendo Hermione.
– Eu vi isso, meu macaquinho Weasley. — Respondeu Moody por detrás da
porta risonho.
– Meninos, o Moody... — Começou Hermione até ser interrompida por Rony.
– Ah, não começa você também Mione!
– Não, Rony, o Moody pode nos ajudar, ele vê através das portas... —
Rony deixara cair o queixo. — ... ele pode ver através da caixa. —
Concluiu a garota vendo a cara de arrependido de Rony.
– Ótima idéia Hermione. — Harry ficara rapidamente de pé com seu suéter
marfim.
Os garotos encontraram Moody descendo a escada alguns segundos depois.
– Resolveram treinar agora?
– Não... precisamos da sua ajuda. — Disse Harry ao indicar o bolso em
que se encontrava a caixa.
Moody apenas olhou para o casaco do garoto.
– Vamos ver o que você tem ai, Potter. — Disse ele quando todos já
estavam dentro do quarto de treinamento.
– È por isso que precisamos de você. — Começou Rony como um pedido de
desculpas.
– Precisamos que você descubra o que esta dentro da caixa e se há algum
perigo em abri-la. — Harry completara.
Olho-Tonto fitou por alguns segundos a caixa.
– Há uma taça ai dentro e... — Fitou por mais algum tempo. — Não há
perigo em abri-la, mas não posso dizer o mesmo em relação a taça.
Ao ouvir sobre o objeto, Harry lembrou de uma memória que não era sua,
seu coração bateu mais rápido ao lembra que a última vez que estivera
tão próximo de um possível horcruxe, seu mentor morrera. Então todos
aqueles sentimentos que passaram por ele na hora da morte de Dumbledore,
voltavam a se apoderar nele e sem ao menos pensar, ele abriu a pequena
caixa. Para sua sorte, Moody estava certo, não havia perigo em abri-la.
Harry fitou seu interior e a viu, idêntica aquela que Dumbledore havia
lhe mostrado, a taça. Seus dedos quase que instintivamente se
aproximaram do objeto brilhoso, ele não sabia o que iria acontecer se
ele a tocasse, mas não havia como se segurar, não podia controlar a si
mesmo, a poucos centímetros, Harry sentiu seu pulso ser segurado por uma
mão firme e objetiva, assim, ele despertou daquele transe.
– Melhor tomar cuidado com os seus dedos, Potter. — Disse Moody
segurando ainda o braço do garoto.
– Você já sabe se há algum perigo em tocá-la? -Perguntou Hermione
atenciosa ao objeto brilhoso.
– A magia deixa traços e eu aprendi a discerni-la com o melhor. —
Respondeu Moody convicto.
E um silêncio se abateu sobre a sala, até que o professor continuou.
– Isso claramente não é uma alma, isso é uma chave de portal...
Harry encarou os amigos em silêncio e se lembrou da conversa após o
enterro de Dumbledore, eles não permitiriam que ele fosse sozinho. Ao
aproximar a mão da taça, outras três mãos seguiram a sua. E Harry
percebeu que não estava só naquela jornada. Juntos, os quatro, incluindo
Moody tocaram a taca. Harry sentiu o chão sumir e depois ao cair nele,
sentiu um gosto de terra e poeira ao olhar para cima viu uma grande,
velha e precária placa, dizendo: "Orphanage Cole's".
Harry logo lembrou da sua terceira aula com Dumbledore no ano anterior
na qual entrou na memória do mentor e fora ao orfanato onde Tom Servolo
Ridlle passava seus dias antes de ir a Hogwarts.
– Onde estamos? — Perguntou Rony assustado ao ver uma pequena arranha
passando pelos portões enferrujados.
– Um orfanato, ao qual Tom ficava quando criança. — Disse Harry
hesitando-se em abri o quebradiço portão.
– Não há nada de perigoso e não há ninguém lá dentro, esta vazia. —
Moody revirando os olhos em todas as direções. — Depois do corredor,
dentro de um pilar em um quarto secreto!
– O quê? — Perguntou Hermione nervosa olhando para ele.
– A taça de Ruffepuffe, pelo menos é o que diz o símbolo. — Moody olhava
mais firme para o local. — Esta infestada de magia negra.
– Como eu queria um olho desses! — Rony incrédulo com a facilidade de
Moody.
– Vamos. — Pigarreou, Harry.
Todos entraram pelo portão, passando por um jardim mal cuidado e foram
em direção a uma porta grande e quebradiça. “Alorromora” a porta se
escancarou com o feitiço de Hermione, todos viram um salão empoeirado e
sem moveis algum, a não ser um tapete velho e furado no centro da sala.
Eles passaram por uma escada muito ruída e perigosa, estava preste a
desabar de tão castigada pelos ratos.
– É logo depois desse corredor.
Moody tomara à dianteira, deixando Harry atrás.
– É aqui, dêm distância. — Os meninos se afastaram um pouco. “Deletrius”.
Uma luz amarela saiu de dentro da parede, formando uma porta intacta.
– “Alorromora”... Esta porta, Harry, estava repleta de feitiço ante
invasão. Moody adentrou. — Vamos.
Os garotos se moveram até um lugar escuro e sem nenhum tipo de janelas
ou aberturas. “Lumus”. Nada tinha naquele quarto, a não ser um belo
pilar prateado mais ao centro.
– O que será isso? — Perguntou Rony se escoando em Hermione.
– Ele esta oco. — Moody analisava o pilar.
– Tem uma abertura logo em cima... — Mostrou Harry com os dedos rodeando
em torno. — ...e cabe certinho o globo negro. — Disse ele sorridente
retirando o objeto do casaco.
– É Harry, tem espaços como se fossem caminhos que levam a taça de
Ruffepuffe. — Disse Moody olhando mais de perto.
– Poe, Harry, vamos ver no que vai dá. — Falou Rony dando mais um passo
para trás.
Harry levantou a esfera e jogou dentro da abertura.
Luzes douradas iam seguido o globo por dentro do pilar e formavam cobras
minúsculas saltitando em direção da taça, assim podia ver Moody. Uma
explosão de luzes entrou nos olho de todos. E alguns milésimos de
segundos depois, no lugar onde era uma pilastra virou uma bela taça
chamejante e dourada, nada que eles virá até hoje era tão luminoso como
aquela taça.
A cicatriz de Harry acendeu e ardia cada vez mais, era algo inexplicável
o poder de um horcruxe.
– Harry, o que houve?
– CICATRIZ, Mione!
– Potter, como você destruirá esse Horcrux? — Perguntou Moody indo em
direção a Harry que deitava-se de dor no chão.
Rony correra até o amigo e tentava levantá-lo pelos braços, enquanto
Hermione soprava sua cicatriz. Harry agora gemia de dor.
– Harry, não podemos ficar aqui, com certeza o Lord sabe da nossa vinda
para cá. — Disse Moody ajudando Rony a segurar Harry.
– Verdade a única... maneira é levar a taça para Sede. — Gemia. — Afinal
Voldemort não pode entrar lá... — Harry se esforçava o máximo para ficar
de pé.
– Mais como? Será que podemos tocá-la? — Hermione agora lembrava da mão
ferida de Dumbledore.
– Não há outro meio, porque assim falarei com Dumbledore quando o quadro
dele chegar na Sede. — Disse Harry se acostumando com a presença tão
próxima da Horcrux.
– Sim, Harry, você tem razão, mas como levaremos a taça? — Insistiu
Hermione segurando ele enquanto se recuperava da tontura.
– Mas você não terá condições de conviver com isso lá, Harry.
– Terei, sim, não se... preocupem...
– Então, Moody você terá que escondê-la onde o Harry não possa se
aproximar — Hermione olhara para o amigo.
– Entendo perfeitamente. — Disse Moody voltando ao alcance da taça.
– Mas você tem certeza disso, Harry? — Perguntou Rony pasmo.
– Claro! Se Voldemort descobrir que sabemos onde está essa taça ele com
certeza vai tirá-la daqui. Então temos que agir rápido. — Harry deu um
passo, e sua visão rodopiou.
– Rápido, peguem a taça! — Gritou Hermione vendo o ardor de Harry.
– Mas como? Ela esta repleta de feitiço... — disse Rony, e imediatamente
lembrou do colar de Draco para Dumbledore do ano anterior.
Ele pegou o casaco e jogou encima da taça, enrolou-a enfiando debaixo
dos braços.
– Vamos.
Que garoto corajoso!, pensou Moody imóvel.
– Rápido, Moody, me ajude a levar o Harry até a chave de portal. —
Disse Hermione apoiando Harry.
Moody mancou um pouco até chegar ao portão velho e encardido na porta do
orfanato.
– Vamos! Todos de vez!
Todos encostaram na taça simultaneamente, uma espécie de aspirador puxou
os de volta ao quarto equipado para um combate.
– Rony acho melhor chamar sua mãe. — Disse Moody pondo o corpo desmaiado
de Harry sobre as plumas brancas do chão que acabara de conjurar.
– Acho melhor você esconder essa taça antes, Moody. — Falou Hermione
direcionando-se ao corpo do garoto demasiado no chão.
– Certo, garota!
Moody tomou o embrulho dos braços de Rony e levara em direção a mesa
pontiaguda, no canto do quarto.
– Moody acho melhor nós guardarmos isso. — Disse Rony olhando a cara de
espanto de Hermione. — Em uma mesa de centro não vai esta seguro, nós
temos lugares mais adequados.
– Mas, mas...
– Moody, tenho que concordar com o Rony. — Falou Hermione acariciando as
mãos de Harry.
– Então esta certo, mas cuidado com o Harry, com a cicatriz do Potter.
Rony retomou o casaco embrulhado e subiu correndo o corredor até seu
quarto. Lá estava uma caixa negra, jogada na cama entre aberta, Rony
desembrulhou com cuidado a taça para que o objeto não tocasse nele e o
jogou rapidamente na caixa, tapando fortemente. O garoto arrastou uma
mala transparente que estava debaixo da cama de Harry, abriu a, depois
tirou a capa de invisibilidade sobre ela, meteu a caixa negra dentro e a
embrulhou novamente, botando no mesmo lugar.
– Mamãe, mamãe! — Gritava Rony na porta do quarto dos pais.
– Que foi Rony? — Perguntou Molly com os cabelos avulsos e desesperada
ao abrir a porta.
– O Harry, ele esta muito mal. — Disse Rony impaciente. — Esta com a
Mione e o Moody na sala de treinamentos.
O Sr. e Sra. Weasleys com Rony saíram aos pulos pelos quadros de elfos e
passaram um pouco mais do quadro da Sra. Black que estava dormindo, até
chegar ao quarto de treinamento.
Ao entra a Sra.Weasley conteve seu grito, Harry estava muito pálido...
Molly, ao conseguir se controlar pediu que Moody e Arthur levassem Harry
para seu quarto em que ela e marido dormiam.
Ao chegar ao quarto, Moody e Arthur colocaram Harry cuidadosamente na
cama de casal. Harry, além de muito pálido, também estava suando frio.
Nenhum deles, porém, era especialista em cicatrizes geradas por
maldições fatais que doíam vários anos após ter sido feita. Molly
colocou um pano molhado com água morna na testa de Harry e ouviu ele
soltar uma exclamação de alivio no seu interior.
Passado algum tempo Harry já recuperara o calor corporal, porém ainda
estava muito pálido. No quarto encontravam-se apenas Molly, Rony e
Hermione, pois Arthur e Moody discutiam o que havia ocorrido no quarto
ao lado.
Hermione ao olhar mais uma vez para Harry, abraçou Rony e começou a
chorar, pois ela, a garota mais esperta do colégio, não sabia como
ajudar o amigo.
Rony se surpreenderá com a reação da amiga, mas ao olhar para Harry
sentiu um sentimento parecido. Como poderia ajudá-lo??? Rony que estava
prestando atenção nas cartas em cima no criado mudo de seus pais,
conseguiu ler um nome: "Remo Lupin". Ele lembrou-se da primeira vez que
viu o prof. no trem, após um encontro com dementadores, no qual Harry
ficara pálido e ... era isso... como ele não tinha percebido?!
ony saiu correndo escada a baixo, deixando tanto Hermione, quanto a Sra.
Weasley confusas.
Após poucos minutos, voltava ele segurando uma xícara com um liquido de
aroma ótimo e aparência nojenta.
Rony sentou-se ao lado de Harry e ignorando as perguntas da mãe e de
Hermione, abriu a boca do amigo e virou todo o conteúdo da xícara.
Rony viu Harry engolir, e após alguns segundo começar a recuperar as
cores no rosto, depois no peito, até que parecesse que ele estava apenas
dormindo.
Harry já não corria qualquer perigo, dormia num sono profundo.
Molly avisou o tal milagre a Arthur e Moody impacientes e foi se deitar
com o marido em um quartinho vazio no sótão, enquanto Hermione e Rony
ficara com o amigo.
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