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— 16º
Capítulo
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novo hóspede
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nsolarada e calma estava à manha seguinte, sem gritos de vizinhos nem
estresse de carros barulhentos. Era uma manhã de domingo esplêndida para
qualquer pessoa. Harry dormia no colchão macio, do Sr. e Sra. Weasley. O
cabelo sujo surrava a testa passando por sua cicatriz que não tinha nem
sinal de dor nem agonia, estava até mais apagada que nos últimos dias.
– Aí não!
– Aqui fica melhor!
– Desce ele mais um pouco!
– Calma com isso aí!
Harry não escutava a confusão na sala central, estava muito cansado e
dormia profundamente.
– Harry! — Exclamou Hermione sentada na ponta da cama com rony ao seu
lado.
Harry acabara de abrir os olhos chamejantes.
– Você esta bem cara? Deu-nos um belo susto ontem à noite!
– Estou, Rony, mas o que houve? — Perguntou Harry olhando ao redor do
quarto e procurando seus óculos costumeiros na cabeceira da cama.
– Esta aqui, tome. — Disse Hermione se inclinando para entregar lhe os
óculos.
– Obrigado. — Harry dera um suspiro. — O que houve no orfanato, ontem?
– Você desmaiou! E nós o trouxemos de volta. — Não precisou Harry
terminar de abrir a boca para Hermione completar. — Esta dentro da mala
de Tom Riddle!
– Destruído?
– Não! Nem tocamos nela. — Disse Hermione levantando-se. — Agora
vista-se, quer dizer, você já esta vestido, então vamos logo porque tem
uma pessoa querendo muito te ver.
– Vamos logo, Harry! — Rony falara ao ver Harry se espreguiçar.
O garoto saiu do quarto não muito ansioso, ele não saberia quem ia
encontra, com certeza seria mais um auror reclamando de algo ou dizendo
que capturara um Comensal, pensava ele.
Harry, Rony e Hermione viraram o corredor que direcionava-se para
escada, na qual desceram lentamente e deram de cara com a Sra. Black
provocando.
– QUE DIABOS, porque trouxeram essa coisa imunda para cá?
– Harry querido... — Hesitou-se Molly ao pé da escadaria. — ...olhe quem
esta aqui.
A Sra. Weasley levantara o dedo fino e pequeno em direção a uma moldura
dourada com desenhos de leões e símbolos da Grifinória, uma tela
chamuscada mostrava-se a silhueta de um velho barbudo de vestes pretas
acenando para Harry. Dumbledore estava mais jovem, sim estava mais
jovem, animado, mas continha um pouco de palidez em seu rosto e
continuava com a mão cicatrizada.
– Professor, professor Dumbledore. — Harry deu um belo sorriso e se
prendeu ao chão, estava nervoso, lembrava da última vez que Dumbledore
falara com ele, “Você jurou me obedecer”. Será que Dumbledore pensara
que ele foi uma besta em não ter feito nada? Porque não reagiu? Era
apenas um petrificus, ele poderia conjurar mentalmente um feitiço contra
Snape ou Draco, mas não, ficou ali vendo toda a sena, como poderia?
Harry continuava seu pensamento vendo os acenos do diretor.
– Não foi sua culpa Harry! Estou muito orgulhoso de você! — Disse
Dumbledore preso ao quadro, coçando a testa. — Você precisa treinar mais
Oclumência, Harry. — Dumbledore deu um belo sorriso, fazendo com que
Harry voltasse à realidade.
– Professor, mas eu podia ter...
– Não podia nada garoto, você fez o certo, eu estou orgulhoso de você,
Harry.
– Garotos, vamos deixar eles a sós. — Disse Molly chamando Rony e
Hermione para cozinha.
Então Harry subitamente teve uma pergunta que nunca ninguém poderia
dizer, apenas Snape e o próprio Dumbledore:
– Professor tem uma coisa que pensei agora...
– Não, Harry, não poderei lhe dizer o que aconteceu.
– Mas por quê?
– Porque não é a hora de você compreender os pensamentos de um pobre
velho.
– Mas...
– Por favor, Harry, não me faça mais perguntas como esta. — A face de
Dumbledore mudara. — Então Moody me falou que você o surpreendeu com as
aulas, mas precisa praticar mais, soube que você encontrou a taça. Mas o
que quero saber é porque você ficou daquele jeito, só se Voldemort
colocou uns simpáticos dementadores para guardarem o bem precioso dele,
mas creio que não foram eles.
– Bom... não foram os dementadores, mas quando a taça apareceu minha...
minha cicatriz começou a doer, então quando já tinha visto estava aqui
na sede... — Disse Harry com desprezo.
– Isto está me parecendo alguma magia... — Ouve uma rápida pausa na
conversa. — Oho! Como fui ser tão... tão estúpido? Claro, claro Harry,
você esta sendo atraído pelas almas de Voldemort, do mesmo jeito que
você ficava quando ele estava próximo, você fica quando esta perto de um
Horcrux também, isso nós deixa na vantagem Harry! — Disse Dumbledore
desta vez sorrindo.
– Como assim professor? — Perguntou Harry coçando a nuca.
– Quando você estiver perto de um Horcrux, sua cicatriz ira dar algum
sinal, doer ou arder, Harry!
Harry pensou um pouco e logo chegou a uma ótima conclusão, ele não
conseguira entra na casa dos pais, pois sua cicatriz doía muito.
– Professor eu já sei onde está outra Horcrux! — Disse Harry
hesitando-se.
– Onde, Harry?
– Em Godric’s Hollow, na casa dos meus pais!
– Porque chegou a essa conclusão? — Perguntou Dumbledore sem muito
movimento dentro de seu quadro.
– Quando cheguei perto da casa em Godric Hollow, minha cicatriz doeu
muito e até cheguei a cair no chão de tanta dor! — Disse Harry apertando
a mão que chegou a vermelhar.
– Não tenho certeza que seja um Horcrux, pois seus pais morreram lá...
Harry, Voldemort lhe transmitiu alguns poderes e creio que seja algo
sentimental. — Disse Dumbledore pensativo.
– Então o que você acha que devemos fazer por enquanto professor?
– Perguntou Harry ainda pensando na casa de seus pais e em Voldemort.
– Ah, nada em específico, apenas estude aquela Horcrux. E procure um
meio de agüentar a dor na cicatriz.
Foi então que Harry pensou e disse:
– Professor. Eu tive sonhos que me mostraram exatamente o dia em que
Voldemort atacou meus pais. Por que isso agora? — Perguntou Harry
esperando uma resposta que lhe dissesse o que fazer.
– Estava esperando você falar dos sonhos. Lupin falou-me sobre eles
antes de eu vir para cá. Harry, acho que apenas por estar nessa
frenética busca as coisas vão se juntando na sua cabeça e os sonhos vem
a tona. Não se preocupe com eles. Se preocupe em destruir mais uma
Horcrux. — Falou Dumbledore por cima dos seus oclinhos meia lua.
Harry apesar de estar acostumado com quadros falantes achava estranho
estar de frente para um quadro discutindo coisas tão sérias assim.
– Harry, escute, é fácil sentirmos medo do que desconhecemos. É como ter
medo do escuro. Na realidade você tem medo do que o escuro pode te
mostrar. Não tenha medo de falhar Harry. Porque se fizer o melhor que
puder pelo menos alguns, lembrarão de você como um grande homem que
lutou contra a maldade.
Lute com todas as forças. Treine, fortaleça-se, aprenda tudo o que
puder, entendeu Harry?
– Sim, professor.
– Então pode ir Harry e por favor chame Molly quando sair.
– Certo. — Harry se levantou e de repente se lembrou de uma coisa, ele
voltou novamente:
– Professor, o senhor não poderia voltar a comandar a Ordem?
– Não, Harry, desculpe, este é mais um fardo que tenho que lhe passar. —
Respondeu Dumbledore com os olhos cansados. — E vejo que esta fazendo um
belo trabalho.
– Então o que devo fazer com todos eles?
– No momento certo você próprio descobrira, Harry.
E Harry entendeu que agora deveria ir, mesmo tendo tantas outras
perguntas.
– Harry sei que o fardo é pesado, porém eu confio que você possa
sustentá-lo.
E com estas palavras Harry deu um passo olhando para o quadro e saiu da
sala. Pediu a Molly que entrasse, e junto com Rony e Hermione foi para o
quarto.
– Sim, Dumbledore, o Harry me falou que queria falar comigo!? — Molly
trazia uma toalha na mão, enxugando alguns pratos.
– Molly querida, eu pedi para ele lhe chamar, sim! — Dumbledore olhou
desconfiado para a mão de Molly. — Não esta fazendo mais feitiço
domésticos, Molly?
– Ah, não, é que não tenho muita coisa para fazer nessa casa, ai, eu me
sinto uma trouxa. — Disse ela levitando a loca para cozinha.
– Sim, Molly, eu pedi para que lhe chamasse para conversarmos um assunto
sério.
– Qual, Alvo?
– A respeito da herança de Harry, o garoto mal sabe que o pai era dono
do Gringotes, temos que contar toda a verdade a ele Molly... —
Dumbledore respirou e continuou. — Ele já alcançou a maior idade, não
precisamos esconder isso do Potter.
– Claro, você esta certo, eu sempre pensei eu contar-lhe, mas nunca tive
coragem suficiente.
– Molly, então amanhã ou hoje a noite mesmo, vamos tirar ou dar mais uma
preocupação ao Harry.
– Dumbledore, eu confio no Harry, mas não acho que ele vá conseguir
sozinho derrotar as almas e o próprio você-sabe-quem. — Molly suspirara
um pouco ao trocar repentinamente de assunto.
– Você não sabe do que esse garoto é capaz, Molly, ele talvez possa ser
o Bruxo mais famoso e experiente de todos os tempos, confio muito no
Harry!
– Eu também, eu também... — Disse Moody saindo do quartinho escuro. —
Harry é o menino que qualquer professor queria ter, ele é genial para
sua idade.
– Com certeza Moody! — Exclamou Molly tentando achar um lugar para parar
suas mãos.
– Harry esta sendo muito procurado em Hogwarts, toda a semana, mesmo com
os problemas que o ministério tem que enfrentar no mundo Trouxa, Rufo
vem ao meu quadro perguntar sobre o garoto e ainda tem os alunos, não
estão deixando a McGonagall um minuto quieta com perguntas do “eleito”.
— Disse Dumbledore com um sorriso sincero.
– Ah, Dumbledore... Eu estou tão preocupada com o Harry, desde que o
conheci, vi que ele era especial. Para mim ele é como mais um filho. —
Disse Molly com algumas lágrimas nos olhos e com o rosto cansado. — Temo
por ele, Dumbledore.
– Minha cara Molly, eu entendo você, tem sido difícil para muitos, mas
para você deve ser um pouco pior. Temos de suportar a dor Molly. E temos
de lutar.
– Sim, Dumbledore. — Moody aproximava-se ainda mais. — Temos de lutar a
favor do garoto.
O quadro estava pendurado na sala de reuniões. Harry agora passava
praticamente todo o tempo tentando se aproximar do Horcrux e se manter
acordado perante a dor que sentia diante dela. Passara agora a dedicar
todo o seu tempo ao combate as artes das trevas. Rony e Hermione
entendiam e passara a se dedicar tanto quanto Harry.
– Mione, eu estava pensando, será que tem mesmo problema segurar a
Horcrux? Eu segurei o diário não segurei? — Indagou Harry quando estava
treinando Oclumência.
– É uma possibilidade, Harry. Porém você tem que se lembrar, a magia que
predomina na taça é mais poderosa que a do diário.
– É... — Disse Rony que de repente começou a gritar: — MIONE quer parar
de trazer essa lembrança a tona? Quando mais uma vez Hermione penetrara
a mente de Rony e fizera ele se lembrar de Lilá Brown e dos seus amassos
com ela.
Hermione e Harry riram a vontade enquanto Rony ganhava a cor de uma
pitanga.
As tardes passavam, agora cada vez mais frias, todos pareciam mais
alegres, todos pareciam confiar mais em Harry. Haviam passado oito dias
desde a sua conversa com Dumbledore quando uma grande coruja de igreja
adentrou a casa e voou diretamente para Harry. Era uma carta de Gina e
lá estava escrito:
“Harry, Querido!
Amor estou muito ansiosa para as férias de Natal. para mim esse mês
será uma eternidade, mas não é isso que tenho urgência em te falar,
Minerva suspendeu todos os passeios em Hogmeasd depois do seu ato
heróico com Snape e Belatrix, minhas colegas estão enchendo o saco com
broches de “Harry salvara o mundo”, eu até gosto. Outra coisa, Lupin
mandou lhe dizer que a respeito daquela-voce-a-qual, não podemos ficar
falando via correio. As corujas todas estão sendo lidas pelo ministério
a parti desse mês. Então não mande corujas muito especificas.
Beijos da sua amada.
Gina Weasley”.
– A Gina está certa. — Hermione lia a carta pela segunda vez.
– Eu sei!
– Hermione e Rony, eu quero vocês comigo para irmos a casa de meus pais
novamente. — Os amigos plasmarão repentinamente. — Acho que existe uma
Horcrux lá, de acordo com Dumbledore, só restam três Horcrux e se minha
sensação estiver certa, nós encontraremos mais outra!
– Claro que vamos, Harry. — Não era de muita coragem que saiam essas
palavras dos amigo.
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