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— 28º
Capítulo
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a bócina weasley
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entos fortes e frios batiam nas copas das árvores da Praça do Largo
Grimald quando Harry, Rony, Hermione e Tonks adentraram a casa de numero
12. Já era quase noite, mas Molly ainda não havia acabado de preparar o
jantar.
– Vocês... — Os garotos subiram a escada correndo deixando a Sra.
Weasley com meias palavras na boca.
– Eles devem ter muito o que conversar! — Disse Tonks indo até a cozinha
ajudar Molly.
Hermione e Rony já estavam alucinados de curiosidade pela conversa de
Malfoy com Harry.
– Anda Harry, o que o Malfoy queria? — Perguntou Rony preso a mão de
Hermione, ambos sentados na cama.
– Vejamos, o que Dumbledore falou a vocês naquele dia? — Perguntou Harry
num ar mesquinho.
– Ah Harry, não me diga que isso é chantagem? — Perguntou Hermione
plasma com o colega.
– Não é chantagem, só quero saber!
– Mas... mas isso não podemos te contar agora. — Disse Hermione
encarando o colega com cara de piedade.
– Foi o próprio Dumbledore quem pediu para não falarmos... assim, temos
que esperar a hora certa, cara!
– Mas vocês poderiam adiantar alguma coisa que seja...
– Não, não podemos, trairíamos a confiança de Dumbledore. — Com essas
palavras de Hermione, Harry ficou meio corado e se sentiu uma criança de
seis anos chorando por um doce.
– É, ta... — Harry agora havia se sentado a cama ao lado da dos colega.
— Nagine, como Dumbledore suspeitava, é mesmo a sexta Horcrux!
– Que? — Perguntaram Rony e Hermione juntos.
– Sim, Malfoy ouviu uma conversa de Snape e Voldemort, ele disse que
Voldemort estava desconfiado que Dumbledore sabia das Horcrux, que
poderia ser um risco. Ele falou que Nagine já mais seria destruída, que
ele não ia se extingui de novo...
– Então só resta destruir Nagine... e o próprio você-sabe-quem? —
Perguntou Hermione menos perplexa que Rony.
– Pode ser, mas não sabemos que o colar esta destruído mesmo.
– O tal do cara com... com aquele bicho imundo num disse que R.A.B.
havia destruído uma alma e que tinha enterrado com ele.
– Brieida não deu certeza que a Horcrux já estava destruída, temos que
ter certeza!
– Claro, não adiantaria matar Aquele-que-não-deve-ser-nomeado ainda
tendo uma Horcrux existente. — Disse Hermione apertando a mão do
namorado.
– Harry, porque Malfoy lhe contou isso sem mais nem menos? Você não acha
que possa ser uma armadilha dele ou sei lá o que? — Rony agora
acariciava os dedos de Hermione e encarava Harry.
– Acho que não, ele foi muito sincero, acho que Voldemort fez algo de
ruim a ele, ou ao pai, ele disse que Voldemort era um “capataz
demoníaco” e também teve a mordida de Nagine...
– Que mordida?
– Nagine mordeu Malfoy?
– É, ele falou que quando estava fulgindo com a mãe a cobra havia lhe
mordido na perna, ele deve der ficado com raiva...
– Mas o veneno de uma serpente como a Nagine mataria Malfoy
instantaneamente!
– É pode ser Hermione, mas ele foi amparado pelo Ministério da Magia e
Rufo já mas deixaria o filho de “Cisa” morrer assim!
– Com certeza! — Afirmou Rony lembrando da conversa antipática que
Narcisa e Rufo levavam.
Aquela noite se passou sem mais supressas a não ser o ensopado de amora
de Molly que havia torrado no forno restando apenas fumaça pela cozinha
que foi extinta por um feitiço rápido.
No café da manhã as amoras estavam cruas, boiadas a uma calda de limão
quando quatro belas corujas de igreja cruzou a janela.
– São para vocês garotos! — Exclamou Molly retirando o profeta diário de
uma coruja mais preta que estava no meio e lendo o remetente dos outros
pergaminhos presos ao bico das corujas esbranquiçadas.
Os garotos levantaram rapidamente da mesa deixando alguns pedaços de
torrada caírem no chão.
Harry retirou o pergaminho tão bruscamente do bico da coruja que a fez
derrapar do vão da janela.
Harry Potter
De acordo com o combinado, você precisará vir esta semana à Hogwarts
para as aulas complementares e para os testes dos NIEM’s que serão
realizados neste sábado, neste domingo e em parte da segunda. Nós
professores aguardamos sua visita.
Minerva McGonagall
– No meu não tem “Aguardamos ansiosos sua visita”?! — Disse Rony lendo
agora o pergaminho de Harry.
Todos na mesa riam até Molly pronunciar-se:
– O Hagrid ganhará um Unsauro extinto de herança. — Molly lia o Profeta
afetuosa.
– Que? Deixa eu ver isso. — Pediu Hermione para a Sra. Weasley.
“Hoje de madrugada faleceu no Hospital St. Mungus o velho Ritrius Aenton
Brieida, ainda não se sabe o motivo da morte do Bruxo muito conceituado
em magia, não suspeitam de assassinato. Mas quem ganhou uma boa herança
foi Rubio Hagrid, professor de Hogwarts, foi deixado o Unsauro extinto
de nome Resfine para Hagrid que foi recolhê-lo hoje pela manha”
Hermione quando acabou a leitura olhou imediatamente para Harry que se
segurava na prateleira para não desmaiar.
– O Hagrid vai adorar ter um Unsauro. — Hermione tentou soltar um
risinho sem êxito.
– É, com certeza ele vai achar que aquela criatura horrenda é um ótimo
animalzinho de estimação. — Disse Rony entregando o pergaminho de
Hogwarts para a mãe e Harry estava neutralizado.
– Harry? — Exclamou Hermione ao ver o amigo meio abalado.
– Brieida morreu, e agora? Como vamos saber se o medalhão foi destruído?
– Harry, sinto lhe dizer, mas nós três vamos ter que esquecer um pouco
os Horcruxes por um tempo, porque os NIEM'S estão em cima, temos que
estudar e ir para Hogwarts ter aulas complementares. — Disse Hermione
meio aborrecida.
– Pelo menos, vamos poder ir para Hogsmeade e tentar saber algo sobre o
medalhão. — Falou Rony. — Depois das provas, claro! — Disse ele ao olhar
para a cara de Hermione.
A semana foi passando silêncioso, exceto pelas aulas extras de DCAT e
Porções, que Moody e Molly auxiliaram os garotos. Fred e Jorge os
levaram para sua bócina, como chamavam uma espécie de laboratório e
estufa, andar a cima das gemialidades.
– Mas o quê vocês desenvolvem aqui?
– Tudo o que sua cabecinha ortodoxa for capaz de imaginar, Hermione. —
Disse Fred.
– E muito mais do que ela for incapaz de imaginar. — Acrescentou Jorge
com uma piscadela. — Mas, vocês estão aqui hoje...
– Para estudarem os requisitos de seus NIEM’s.
– Achei que vocês não tivessem chegado à exaustão em Poções...
– Ah, maninho, nós surpreenderia, igualmente as coisas que você acha...
— Disse Fred destampando um caldeirão fumaçado.
E apressadamente dirigiram-se à uma espécie de tanque, com um liquido
verde escuro, viscoso.
– Aqui, cheguem perto. — Com um bastão, fizeram um movimento em forma de
oito no líquido, vertical, depois horizontal. O líquido começou a
borbulhar e fazer espuma. — Aqui, peguem um, cada um de vocês.
Era uma espécie de cachimbo de vidro invertido, com a ponta em forma de
colher. — Façam como eu e Jorge, sem tocar a superfície. Isso mesmo,
Hermione!
Hermione tentou e ao passar pela espuma, foi subindo, como um sifão, um
líquido transparente e cristalino que enchia o bojo mais acima. Ela
depositou o líquido na bacia de cristal, como os gêmeos fizeram, e
perguntou:
– O que são esses fiapos verdes ai em cima da espuma?
– Ah Hermione, isso é licor de Bambu-Dinamarquês, você não queria que ai
estivesse bagaço de Mandrágora, não é?! — Exclamou Jorge meio hesitado
pro ser um professor e deixando Hermione avermelhada.
– E para que serve este licor? — Rony mexia em oitavos varias vezes
vendo cada vez mais a espuma nojenta aumentar.
– Para adicionar poderes às pessoas, deixar a mente de um bruxo mais
rápida... — disse displicente.
– Chama-se poção Trono! — Completou Fred. — Está quase pronta para ser
destilada!
– Por favor Harry, pegue esse estojo de prata ai ao seu lado... — Pediu
Jorge apontando para uma faca afiada de cabo preto e um vasilha meio
funda que brilhava claramente.
Harry apanhou o estojo e deu a Jorge.
– Temos que cortar a Galhienta em furos para sair mais liquido e não
podemos esquecer que a faca tem que ser de prata, deixa a planta mais
generosa sabe. — Agora Jorge furava a Galhienta e deixava todo o liquido
verde escorrer para dentro do caldeirão que Fred mexia.
– E isso? Para que serve? — Perguntou Harry olhando para o recipiente de
prata que estava ao lado do fogo.
– Para destilá-la, destilar a poção. — Agora os gêmeos agiam juntos para
tirar com uma colher de prata, as ervas que flutuavam na espuma
esbranquiçada. — Esse é o momento crucial, não podemos nos deixar levar
pela pressa...
– Estragaria tudo em segundos, o segredo é ser paciente, colocando
colher por colher dentro na vasinha de prata.
– Por que tudo tem que ser de prata?
– Não me pergunte Rony... — Disse Jorge. — Pergunte a quem inventou essa
poção.
– E quem inventou essa poção..?
– A Rony, não seja lerdo, não existe um criador próprio para uma poção,
elas vão surgindo com o tempo... com experiências... — informou
Hermione.
– Desculpa contrariá-la, minha cara Mione, mas essa porção foi inventada
por um dos bruxos mais sábios dos últimos tempos...
– Aberforth! — Fred acabara de completar o irmão.
– Aberforth? — Os três garotos perguntaram juntos.
– Sim, ele era irmão... irmão de Alvo Dumbledore, Aberforth Dumbledore!
Hermione ficou muito vermelha por ter errado algo. E Fred percebeu isso.
– Ora, ele é irmão de Dumbledore! Ninguém é obrigado saber o que o irmão
de Dumbledore inventa ou deixa de inventar. — Falou Jorge tentando
animar a garota.
Fred e Jorge continuaram ensinando aos garotos e continuaram assim por
algum tempo. Quando acabaram a poção do Trono Hermione sugeriu animada:
– Por que não aproveitamos e vamos em Hogwarts agora? Podemos falar com
os professores e tirar um pouco de nossas dúvidas.
– É, sim! Vamos! Vou aproveitar e falar com Gina... — Disse um Harry
carismático e sujo de licor.
Os três deixaram a bócina limpando-se em flanelas amareladas e
aparatando para Hogsmeade. Não demorou muito a caminhada de Rony, Harry
e Hermione para os portões de Hogwarts, aquela visão de um murro alto de
pedra repleto de janelas e portões, encantava Harry que sentia-se
extremamente feliz... Voltava ao lugar em que fora mais feliz em sua
vida!
Passaram pelas estatuas de javalis e encontraram Hagrid na sua cabana,
parecia-se maior e mais nova, a imagem da cabana se queimando não vinha
mais na mente de Harry como antes. O meio-gingante jogava uns ratos para
Resfine e Bicuço que se debatiam feito um loucos por um pequeno e
indefeso rato.
– Ah! Harry, Harry! Ron! Her-mione! Quanto
tempo! Achei que haviam esquecido o caminho para Hogwarts! — Veio como
sempre bambeando e sujo em direção as grades de ferro que rodeava o
colégio.
– Hagrid! Que saudade! — Gritou Hermione quando Hagrid já abria um dos
cadeados.
Hagrid abriu os portões para os garotos passarem e os fechou rapidamente
com seu guarda chuva rosa. Logo após envolveu os três ex-alunos num
abraço de quebrar as costelas.
Depois de muito conversar até a porta de mármore, Harry, Hermione e Rony
se despediram de Hagrid prometendo encontrá-lo antes de irem embora,
Rony não gostava muito da idéia, porque lembrou-se de seu último
encontro com Resfine.
– Acho que vou falar com a professora Minerva antes que a Luna ou a Gina
nos veja! — Disse Hermione subindo direto a escada que se movia a cada
passo.
– Espera, eu vou com você, Mione! — Acrescentou Rony afoito.
– Eu vou com vocês... — Disse Harry subindo alguns degraus para
acompanhar os colegas. — Tenho que pedir a professora Minerva para
chamar a Gina já que não sei a senha de lá!
– Não se preocupe! A senha é, Visgo do Diabo! — Falou Hermione
tranqüilamente.
Harry olhou para ela espantado e perguntou rapidamente:
– Como você sabe?
– Ah, Harry. É que mesmo não estando na escola a professora Minerva
disse que somos alunos e temos que saber qual a senha da nossa casa...
então na última vez que ela esteve lá na sede ela me disse a senha!
– Valeu, Mione. Bom... até mais!
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