Harry Potter e o Mistério do Véu Negro
 
 
 

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— 30º Capítulo
níveis incrivelmente exaustivo de magia

  

Q

uando Harry chegou ao salão, viu as carteiras enfileiradas. Lembrou-se de quando estivera na penseira e vira seu pai, naquele mesmo salão, onde estavam os Marotos alguns anos atrás. Harry sentiu uma pontada de raiva de Rabicho, mas tentou se concentrar no exame. Sentou-se numa carteira logo atrás de Rony e Hermione que pareciam estar ali fazia séculos esperando a hora do teste.

Flitwick apareceu por uma porta detrás da mesa dos professores e anunciou:

– O exame dos NIEM’s de vocês irá começar! Vamos começar com o exame de Transfiguração e logo após será distribuído o de DCAT e Runas Antigas, a tarde farão os testes práticos dos mesmos.

Flitwick, com alguns outros professores e ajudantes, distribuíram os testes com apenas um tilintar de varinhas e quando todos tinham os testes em mãos o professor retornou a falar:

– Todos prontos? Podem começar!

Imediatamente o ranger de penas arranhando o papel tomou posse do salão. Harry já respondera até a quita pergunta nos primeiros vinte minutos, alguns dos supervisores distribuíram os testes de Defesa Contra as Artes das Trevas e Runas Antigas. Eles iam perguntando quem iria fazer o que, Harry é claro só pegou o de DCAT e balançou a cabeça ao olhar Hermione pegando o seu de Runas Antigas.

Que desperdício..., pensou.

Passado pouco mais de uma hora, Harry acabara seu teste de Transfiguração e, meio nervoso, mas muito confiante, começara a fazer o teste que achava sua melhor área de disciplinas, DCAT. Olhou para a primeira questão:

"Diferencie um lobo de um lobisomem. Citando pelo menos cinco características."

Harry riu consigo mesmo lembrando mais uma vez de seu pai e seus verdadeiros amigos. E respondeu a questão.

Passou-se mais ou menos três horas até Harry terminar de responder a prova que ele tanto sabia. Antes de entregar ele revisou as duas folhas de pergaminho. Entregou a prova para o supervisor fazendo com que Rony suasse, e esperou tocar o sinal. Todos saíram discutindo sobre os testes, Hermione não parava de perguntar a Harry o que ele tinha respondido na sexta, nona ou vigésima questão de DCAT. Harry passou o restinho do tempo no almoço (que estava montado agora ao ar livre) com Rony, Hermione (que não parava de ler o seu exemplar de curas nas ruas de Londres) e Gina.

– Nossa, já é amanhã o teste de poções e não tenho a mínima idéia sobre o que vai cair... — Harry olhou envergonhado para Hermione.

– A não ser como preparar O Trono ou se melar com Licor de Bambu! — Exclamou Rony.

– Não, Harry. Por favor não, você pode sem ele... você não vai se arriscar, não é? — Indagava Hermione percebendo a malicia no olhar de Harry.

– Vou, eu quero muito passar nesse NIEM’s e você sabe que preciso disso, Hermione... — Gina e Rony flutuavam na conversa. — ...Eu sei que ele não fez muita coisa boa todo esse tempo, mas é minha única chance.

– Mas...

– Lembra que foi ele que salvou o Rony e fez com que eu conseguisse a memória do Horace, ele pode me ajudar muito nesses testes.

– Harry, pensei que você não usaria mais...

– De que vocês estão falando? — Perguntou Gina satisfazendo a curiosidade de Rony pela mesma pergunta.

– Do livro do príncipe!

– Ah, é mesmo Harry, você vai me emprestar, não vai? — Disse Rony fazendo com que a cara de Hermione ficasse mais espantada que a de Gina que não entendia nada da conversa.

– HORA DOS TESTES PRÁTICOS DE TRANSFIGURAÇÃO! — Exclamou McGonagall com a varinha encostada no pescoço, levantando-se da cadeira antiga de Alvo Dumbledore posta no jardim. — Todos para o jardim. Perto da cabana de Rubio está localizado-se a plataforma de granizo, onde será realizado as transfigurações diante dos julgadores.

Um número não tão grande de pessoas, saíram das mesas e foram em direção ao jardim mais ao lado, deixando seus amigos de casas ainda comendo os deliciosos enrolados de galinha.

Um túnel fora montado, onde havia árvores e pedras que rodeava um enorme vagão de concreto, o cenário dava essência ao verde próprio da grama que cobria o comprimento do túnel. Uma imagem escura e sombria era o que Harry via na entrada.

– Entrarão um por vez, e o aluno devera transfigurar os objetos, animais, todas as coisas que forem pedidas pelos supervisores. — McGonagall engoliu um seco e continuou. — Vamos começar com Draco Malfoy!

Um grupinho de Sonserinos espantou-se junto a Hermione, Rony e Harry que agora se perguntava ter visto Malfoy nos testes teóricos.

Draco vestido com suas vestis antiga da Sonserina, ficava mais baixo que Rony na roupa minúscula dele da Grifinória. Draco adentrou a espécie de cabana e desapareceu de vista.

“Nevile, Comarco, Zabine, Belby, Liane...”

– Harry Potter, sua vez. — Disse a diretora afável.

Harry suava frio ao ver as velas que flutuavam à “cabana” e os cinco julgadores ali olhando atendo para ele atrás de um balcão que havia apenas um cálice, uma bota-couro de dragão dinamarquês e um sapo que pulava feliz em uma gaiola.

– Aproxime-se, Potter. — Falou uma mulher gorda e abatida de colares pelo pescoço. — É simples, apenas transfigure esse indefeso sapo, em um... um príncipe, talvez...

Harry olhou para mulher espantado e franziu a testa fazendo os companheiros mais obscuros ao balcão rirem.

– É só uma piada, Potter. — Falou rispidamente um magricelo na última cadeira.

– Agora é sério... — Continuou a mulher encolarada. — Preciso que esse rato vire uma taça de cristal francês.

Harry agora tinha certeza que não era brincadeira.       Concentrou-se, ergueu a varinha e com um sonoro “Raeur” a única coisa que restava na gaiola era uma miúda taça brilhante ao escuro.

– Bom, realmente muito bom. — A outra mulher mais jovem levantou-se. — Agora você precisara que esta bota vire uma borboleta Argentina de fícus azuis.

Novamente Harry concentrou-se e ali estava a belíssima borboleta sobrevoando a sala.

Harry acertou em cheio todos as transfigurações pedidas, e saiu feliz pela porta final que dava ao lado do campo de quadribol.

Hermione e Rony não demoraram para encontrá-lo vangloriando a estrutura mais pálida dos aros e arquibancadas.

– É lindo, não é? — Perguntou aos colegas que aproximavam-se esquecendo completamente dos teste.

– Muito lindo, mas agora você... quer dizer, nos temos um teste de Defesa contras artes das trevas para fazer, e depois que você acabar, poderá jogar nesse campo “lindo”! — Harry olhou espantado para Hermione que se comportava como uma dona do colégio. — Afinal eu ainda assumo o cargo de monitora.

– É Harry, mas como você se saiu nas Transfigurações? Fizeram uma piada de príncipe comigo... — Exclamou Rony virando-se para ver a cara de desentendida de Hermione. — Você caiu na piada, Harry?

– É, fiquei imaginando que feitiço usaria para transformar um sapo em príncipe. — Disse Harry fazendo Rony rir e deixando Hermione ainda mais vermelha a caminho das torres, onde seria os testes práticos de DCAT.

– Você não tentou, tentou Hermione? — Rony fazia uma cara de quem esperava um “não”.

– Tentei, não foi bem um príncipe no que aquele sapo se transformou, mas tentei.

Harry e Rony riram até chegar perto do dormitório da Grifinória e entrarem a um corredor que levava a sala do teste.

– Por aqui pessoal. — Dizia Remo Lupin aos alunos que entravam ansiosos na sala. — Harry, Hermione, ah Rony creio que precisara lavar o cabelo quando terminar os testes.

Rony olhou espantado para o professor e passou a mão pelo cabelo ruivo encontrando algo gelatinoso.

– Fezes de pombo. — Disse o garoto fazendo seu rosto mostrar uma face amedrontada. — Não consegui transfigurar uma borboleta de fícus azuis.

Nesse momento quem ria era Hermione, mas foi calada pela multidão que sentados a cadeiras enfileiradas faziam a maior zoada.

– Esperaremos apenas o julgador Renan Malquis chegar, para dar inicio as provas praticas de Defesa Contra as Artes das Trevas. — Harry, assim como outros alunos acabara de reparar um lugar vazio ao meio dos quatro julgadores que ansiavam por informação.

Poucos minutos depois um homem alto e roliço adentrou a porta e a sala foi calando-se pouco a pouco.

– Faremos da mesma forma que os teste de Transfiguração, um de cada vez, mas DCAT será feito exposto para todos os alunos, serão feitiços diferentes. — Continuou Lupin encostando-se ao canto da sala, onde Horace, Minerva, Sprout e Flitwick estavam. — Por favor começaremos com a senhorita Granger e assim sucessivamente por cadeiras.

Hermione levantou-se confiante e atenta, apresou-se a cumprimentar os julgadores.

– Como poderemos matar essa inocente arranha em apenas um golpe de feitiço?

Hermione não pensou muito e logo disparou um “Petrificus Totalis” na aranha que manteve ali nítida e intacta, Rony não agüentou olhar o erro de Hermione e logo fechou o olho junto a Minerva no fundo da sala.

– Avada Kedavra! — Agora sim, a aranha esta ali, mais morta como nunca.

O teste de Hermione poderia ter sido melhor, se não fosse o deslize do primeiro pedido, fora isso, se sairá perfeita.

– Harry Potter, por favor. — Disse Lupin fazendo Harry levantar-se e fazer o mesmo percurso de Hermione.

– Não quero ler sua mente Potter! — Harry, Hermione e Rony congelaram, como os julgadores poderiam saber que a Oclumência era a arma que Harry não sabia usar? — Potter, não quero ler sua mente. — O riso de desdém de Draco foi abafado ao fundo da sala por um “shi” de Minerva.

Era a hora de Harry mostra que poderia muito bem defender seus pensamentos, concentrou-se vasculhou a mente e por alguns minutos que pareciam ser uma eternidade, Harry conseguira evacuar todos seus pensamentos, recebendo um parabéns de Malquis e um sorriso contagioso de Hermione.

A “ufa” aliviada de Rony não durou muito ao escutar seu nome por Lupin.

O garoto passou entre as cadeiras e se dirigiu a frente dos julgadores.

– Weasley, não quero escutar nenhuma palavra ao ver você comandar esse lagarto.

O imperius não verbal de Rony não poderia ter saído melhor na terceira tentativa, realmente Rony estava se surpreendendo com os seus feitos.

O teste de Malfoy foi pouco melhor que o de Rony, mas não chegou aos pés do de Harry. Gina já esperava as noticias no jardim, Hermione havia ido aos campos junto a seis meninas para os testes de Runas antigas.

– Realmente só ela e essas... essas meninas podem fazer uma matéria tão desnecessária. — Disse Rony tentando interromper o beijo caloroso de Harry e da irmã no jardim.

A água do lago calma e tranqüila trazia uma paz de espírito para o trio que conversava alegremente debaixo de uma árvore a espera do fim do teste de Hermione.

– Será que ela vai se sair bem? — Perguntou Gina deitada ao colo de Harry admirando o horizonte que ficava negro.

– Você tem alguma duvida? — Exclamou Rony sorrindo encostado a uma pedra mais a direita do casal.

– Ultimamente notei que Hermione anda meio, meio sei lá, desatenta!? — Disse Harry sorrindo.

– Eu desatenta? — Perguntou a menina atrás dos colegas com uns dois livros na mão e com uma cara de satisfação.

– Não foi bem isso que quis dizer...

– Deixa para lá Harry, procurei vocês até no salão comunal, não poderiam se esconder em um lugar mais visível?!

– Vamos, já esta ficando tarde, estou farto de fome. — Rony agora levantara e abraçara Hermione. — E como se saiu Mione? — Perguntou o garoto lhe socando um beijo.

– Mais ou menos, mas acho que vou passar.

Os garotos caminharam pelos campos verdes de Hogwarts conversando sobre os teste até chegarem a entrada do salão principal, onde as cadeiras enfileiradas foram trocadas novamente por quatro gigantescas mesas.

Alunos de todas as casas quando viram Harry agarrado à menina de cabelos ruivos olhavam e sussurravam entre se, inclusive Romilda Vance e as gemias Parvati e Padma.

Harry, Gina, Hermione e Rony com orgulho estampado na cara entraram o salão principal e sentaram-se ao lado de Nevile e Simas na mesa da Grifinória.

– Harry Potter, quanto tempo meu garoto. — Algo saiu detrás das panelas brilhantes fazendo uma aluna que parecia ser do primeiro ano jogar-se contra o chão. — Magali, quantas vezes vou lhe dizer que sou inofensivo?

Harry como muitos alunos na mesa riam da situação da menina não acostumada com o fantasma de Nick quase– sem– cabeça.

Depois daquela cena nada de mais inovador aconteceu, nem mesmo os risinhos de Draco na outra mesa, fazia Harry se irritar, estava super feliz naquele dia. Gina, Hogwarts, Hagrid, Lupin todos estavam ali, para sua satisfação ser melhor só faltava Dumbledore e um bom jogo de quadribol.

O sinal para o recolhimento dos alunos pras salas comunais não demorou muito depois da sobremesa.

– Acho que irei dorme, esses testes me massacraram, estou morta! — Disse Hermione dando um “ate logo” aos amigos e esperando o beijo de despedida de Harry e Gina que subiu as escadas do dormitório feminino pouco depois.

– Vamos, também to acabado! — Exclamou Rony para Harry que falava com um grupinho de alunos que conversavam como se tivesse diante a um astro de quadribol.

Os dois foram aos antigos dormitórios onde Simas, Dino e Nevile já dormiam, seus malões estavam sobre a cama e a mala de Riddle encostava-se a mesa de cabeceira junto à gaiola de Edwiges, que ainda não havia chegado.

Rony e Harry colocaram os pijamas e deitaram felizes nas suas antigas camas, agora mais macias e cheirosas que nunca. Em questão de minutos os dois adormeceram. 



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