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— 40º
Capítulo
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luz e trevas
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antas pretas e pesadas, correntes brilhantes estavam sobre o corpo do
homem que revelava sua face, deixando muitos aurores aturdidos. Sem
nariz e um rosto incompleto, seguido por uma enorme cobra que chiava aos
seus pés e um velho com mão de metal e aparência de rato, Voldemort
ergueu uma varinha escurecida e ondulada, desviando todos os entulhos da
casa destruída que caiam pelo ar. Uma visão aterradora.
Dessa vez, até a natureza calou-se, e somente o chiar de Nagine e os
passos de Voldemort eram escutados.
– Avada Kedavra! — Gritou Moody saltando desesperado de trás de dois
comensais e mirando para Voldemort.
Com um simples gesto com as mãos, o feitiço de Olho-Tonto se evaporou no
ar.
– Poderia ter sido ao menos não-verbal, não é mesmo, Alastor? —
Voldemort caminhava em direção ao homem que estava de cabeça baixa e de
varinha estendida.
Ninguém se mexia, nem mesmo Moody, Snape ou Harry, que maquinava uma
maneira de liquidar Nagine.
– Ora, ora, ora... temos um mago aqui querendo nos surpreender,
Rabicho... — disse Voldemort sarcástico.
Hermione e Harry se entreolharam. No mesmo instante Hermione entendeu.
– Nagine, temos de destruí-la... — sussurrou Hermione, e Harry pode ler
seus lábios.
Os dois esperavam pela primeira oportunidade.
Rony, trêmulo, observava os dois e também se preparou.
– O que houve com você? Um segundo atrás foi capaz de me lançar uma
maldição, e agora não consegue sequer olhar em meus olhos? — sibilou
Voldemort.
– Expelliarmus! — Sirius vinha da casa com a varinha em punho. O
encantou acertou a mão de Voldemort, mas sua varinha manteve-se intacta.
Voldemort virou-se para ele:
– O que há com vocês? De repente adquiram coragem para me atacar...
Vamos inverter um pouco os papéis...
– Afaste-se dele — Harry disse com todo o ódio que seu coração podia
suportar.
– Harry Potter... Mas é claro que estaria aqui... — Voldemort avançou
para ele sofregamente, esquecendo-se de todos.
O alarme de Harry soou, mas ele estava disposto a enfrentá-lo. Era a
distração que Rony e Hermione necessitava.
“Morsmordre”, gritou um dos Comensais e um crânio esverdeado
flutuou na arena, cuspindo uma cobra ameaçadora.
Harry empunhou sua varinha, mas a atenção de Voldemort voltou-se para a
grande caveira. Ele parecia admirá-la. Apontou sua varinha para o céu e
a caveira deixou de ser verde, erguendo-se no céu.
Seu tamanho aumentou consideravelmente. Parecia fazer parte das nuvens,
enquanto expelia uma mancha negra que descia para a Terra.
– Aresto Momentum!
Uma onda de vento chocou-se com o negrume, execrando a marca negra quase
que instantaneamente.
Na ponta da rua pairava um ser de aura prateada, imponente, de aparência
quase divina.
Por um momento Harry sentiu seu coração bater mais rápido.
Alvo Dumbledore..., pensou sentindo seu peito pressionar.
– Aberforth Dumbledore... — sussurrou Snape aturdido.
– Maldito! — Rosnou Voldemort.
– Olá, Severo, como tem passado? — Perguntou Aberforth passando por ele.
— Tenho ouvido muito sobre seus últimos feitos...
– O que... como... Você estava morto! — Disse Snape incrédulo.
Voldemort fitou Aberforth caminhar entre todos, em sua direção.
– Oras, Severo, você é inteligente o bastante para saber que não existem
mais mamutes... eu nunca estive morto.
– Então você veio concretizar a suposição de todos. — Disse Voldemort
segurando sua varinha de uma maneira que só ele sabia fazer.
– Ah, não, não... claro que não. — Disse com um sorriso sereno.
– Veio me convidar para tomar um chá, então. Sei que era muito bom com
poções, Aberforth. — Desdenhou Voldemort.
– Para quê usar o verbo no passado quando eu estou bem aqui, à sua
frente, Voldemort?
– Por pouco tempo... Avada Kedavra!
Aberforth lançou um pequeno frasco no raio de luz verde, dispensando-o.
Sorriu em seguida.
– Uma de minhas últimas criações. Pegue alguns, Harry, Sirius... — Disse
jogando alguns frascos para outros aurores também. — Onde estão seus
feitiços Não-Verbais, Voldemort?
Voldemort figurou sua face num furor terrível.
Rufo aparatou trazendo uma centena de aurores, vindos de várias partes
o mundo. A guerra recomeçara.
– Chegou reforços, garotos.. — Gritou Sirius enquanto iniciava um duelo
com Belatrix. Estava disposto a se vingar, mas pena que não havia um véu
ali.
Os aurores logo identificaram seus inimigos: atacariam quem quer que
fosse que estivesse encapuzado.
Alguns conseguiram visualizar a rápida aparição da marca negra, e por
isso novos comensais chegavam também. A rua, em pouco tempo, ficou
apinhada.
Três comensais gritaram em uníssono, apontando para a mesma casa:
– BOMBARDIUM!
A casa estraçalhou-se em mil pedaços. Em seguida, outros comensais
fizeram a mesma coisa com as restantes.
Num certo ponto, a arena de duelo aumentou, estando agora à vista para
qualquer um que estivesse de passagem.
Alguns trouxas noturnos estagnaram ao avistar a cena, mesmo que de
longe.
Aberforth iniciara um duelo mortal com Voldemort.
Os gigantes enfrentavam os Dementadores corpo a corpo, e os lobisomens
pareciam querer acabar com Lupin.
– Este é o preço que você paga pela sua traição. — Disse Greyback
sedento por sangue.
– Sem a lua cheia você não é nada, Greyback. — Disse Lupin.
Greyback riu junto com outros bruxos-lobisomens.
– Anabilus! — Gritou todos os lobisomens juntos, hasteando suas varinhas
para cima.
Um jorro de energia transparente saiu de suas pontas, perpassando as
nuvens, que se dispersaram dando passagem aos raios lunares.
Greyback, assim como Lupin e os outros, iniciaram suas transformações.
Gui estava com unhas grandes e pêlos desnecessários, mas não era uma
transformação muito nítida.
Lupin e Gui estavam terrivelmente em desvantagem, até que alguns
animagos resolveram ajudá-lo, equilibrando a disputa.
Os Dementadores sugavam as energias dos Gigantes enquanto tentavam
deliberadamente lançar-lhes um beijo. Groope estava sendo dominado por
um, e quando estava preste a ser beijado, uma flecha acertou no peito do
Dementador, rumando-o para longe.
– Firenze!
Os centauros vieram ajudar e, unidos aos Gigantes, lutavam contra os
Dementadores.
– Expectro Patrono! — Um cervo apareceu, alto e ameaçador, derrubando
todos os Dementadores que via pela frente. Harry sentiu-se útil.
– Acho melhor voltar para a sua tumba, Aberforth, e unir-se ao seu
irmão. — Disse Voldemort ameaçadoramente.
– Se quiser encontrá-lo antes, esteja à disposição... — Disse Aberforth,
e lançou o Estuperfaça Não-Verbal.
Voldemort foi lançado alguns centímetros para trás, revidando com o
Sectusempra Não-Verbal.
Aberforth esquivou-se a tempo, e sentiu todo o seu corpo velho doer com
o esforço:
– Que tolice a minha... vocês nunca iriam para o mesmo lugar...
O patrono de Harry desapareceu como um vapor.
– O Lord está muito ocupado, talvez ele não se importe se eu matá-lo. —
Disse Snape atrás de Harry. — Avada Kedavra!
Num instinto assustador, Harry virou-se jogando uma das ampolas que
Aberforth lhe dera, esvaindo o ataque de Snape.
– Costuma sempre atacar por trás, ou é só quando acha que seu oponente é
mais forte? — Zombou Harry.
– Apenas quando ele merece uma morte degradante e humilhante.
Havia começado entre Harry e Snape um duelo psicológico.
Minerva havia feito parceria com Fleur, e derrubavam tantos Comensais
quanto podiam. Ficaram de costas uma para a outra, lançando todos os
feitiços e azarações das quais podiam se lembrar.
Minerva transfigurou um Comensal numa chinchila, fazendo Fleur rir.
A todo o momento chegavam mais bruxos, gigantes... todo o tipo de aliado
e inimigo.
Até que, perto de um muro onde Snape e Harry duelavam, aparataram Draco
e Narcisa.
– Meu caro Draco, que bom que veio. — Disse Snape suspirando aliviado. —
Eu teria o prazer de deixar Potter para você, mas isto é uma questão de
honra para mim.
Narcisa ignorou Snape, e correu para o meio da luta.
– Tome cuidado, filho. — Gritou ela.
– Vá ajudar Belatrix, Draco, deixe isto comigo. — Disse Snape com um
protego.
Draco emparelhou com Snape, encarando Harry. Harry continuou fitando os
dois, em posição de ataque.
– Falangus! — Berrou Draco, apontando a varinha para baixo.
– Maldito! — Disse Snape abaixando-se com a dor terrível que lhe surgiu
no tornozelo. — Então foi para isso que fez tanta questão de aprender
Oclumência? Para trair seus amigos?
Draco olhou-o com imenso desprezo.
– Você foi capaz de matar Dumbledore, que tanto confiava em você, o que
seria capaz de fazer comigo, então?
– Eu fiz aquilo para te proteger, idiota! — Disse Snape apertando o
tornozelo e uivando de dor.
– Eu não precisava de sua ajuda, muito obrigado! — Falou com desprezo.
Harry assistia a tudo alarmado.
– O Lord iria te matar, se não acabasse com Dumbledore, seu idiota!
– Você não deveria ter se metido em nada, eu daria um jeito de conseguir
as duas coisas! Nunca seria capaz de matá-lo...
– O Dumbledore... o Dumbledore me pediu!
– O que disse? — Perguntou Harry.
– Dumbledore, sempre idiota e pensando no bem dos outros, já sabia que
iria morrer depois de ter engolido toda aquela poção! E por isso me
pediu que eu aliviasse sua dor, segundos antes de eu matá-lo. Ele falou
que assim você estaria livre de ser punido pelo Lord e, ainda, eu
ficaria livre do Voto.
– Você não podia... não podia... — Disse Harry enfurecido. Malfoy estava
surpreso. Harry hasteou a varinha:
– Cruc...
Snape impediu o ataque.
– Não devo mentir dizendo que não gostei de ter matado Dumbledore. Se
estou onde estou hoje, é por que eu o matei. E o mataria novamente!
– Você irá pagar caro por isso, Snape. — Harry estava furioso. A cena de
Snape matando Dumbledore reviveu-se em sua mente. — Avad...
– Deixe de ser tolo, Potter. — Disse Snape pondo-se de pé lentamente,
afastando o cabelo oleoso dos olhos. — E então, Draco, o que me diz?
Draco olhou novamente para Snape com a mesma cara de desprezo.
– Quero ver se consegue duelar com nós dois ao mesmo tempo. — Disse
caminhando e emparelhando com Harry.
Harry olhou para Draco, surpreso.
– Se é assim que você quer... é realmente um grande desperdício.
– Não fique com essa cara de idiota, Potter, ataque logo! — disse Draco
mirando Snape. Harry acatou, mas Snape desviou. Precisariam de um bom
plano.
– Hermione, você está vendo a Nagine? — Perguntou Rony.
– Ali, Rony, perto de Voldemort — Falar o nome não mais lhe dava medo,
afinal, não poderia invocar um mal que já estava ali.
– Como vamos destruí-la? — Perguntou trêmulo.
– Não sei, mas temos de ser rápidos, só assim terão uma chance de
derrotar Voldemort, após ele enfraquecer.
– Lembra daquela vez que o Draco conjurou uma serpente na aula de duelos
do segundo ano? Qual foi o feitiço que Snape usou para matá-la?
– Não seja bobo, Rony. Nagine deve ser imune a esses tipos de feitiços.
É a alma de Voldemort que está lá dentro!
– Hermione... — o rosto de Rony se encheu de esperanças. — Ouviu o que
disse? A alma de Voldemort... Nagine... estamos tratando de uma horcruxe
viva...
– é isso, Rony!
– Veja o que ela está fazendo! — Apontou Rony desviando a atenção. —
Hermione, faça alguma coisa!
– Está foi a sua última poção contra a minha maldição, Aberforth. —
Disse Voldemort tenebroso. — Terá que ser muito bom em Legilimência da
próxima vez.
– Aberforth! — Gritou Hermione. — Maldição da morte, atrás de você!
Nagine dera um solavanco e estava em pleno ar, na direção do pescoço de
Aberforth.
Ele virou bem a tempo de revidar:
– Avada Kedavra! — Duas vozes em coro evocou a maldição.
Os olhos de Nagine ficaram verdes e todo o seu corpo flamejou. A chama
verde queimou-a e fê-la diminuir incrivelmente de tamanho. Com um pouco
mais de um metro de cumprimento, o cadáver de Nagine permaneceu imóvel
no chão, com os olhos vidrados.
A segunda voz que gritara em uníssono com a de Aberforth fora a de
Voldemort. A maldição acertou em cheio as costas do velho Mago,
fazendo-o cair no chão.
– Aberforth! — Gritou Minerva ainda encostada a Fleur.
Harry havia parado de duelar e estancou seus olhos no corpo caído ao
lado de Nagine.
– Ah, não, por favor, você também não! — Disse Harry abandonando o
duelo.
– Volte aqui, moleque. — Gritou Snape. — Não pense em fugir! IMPERI...
– Expelliarmus! — Berrou Malfoy.
A varinha de Snape voou para longe.
– Como ousa!?
– Petrificus Totalus! — Ordenou Malfoy hasteando sua varinha pela
segunda vez. Snape caiu no asfalto.
– Maldição! — Gritou Voldemort quase que num gemido. Uma névoa
enegrecida começava a emanar de seu corpo. Ele havia perdido sua última
horcrux. E estava pagando por isso.
– Aberforth, por favor, não... Aberforth... — Harry ajoelhou-se ao lado
do corpo inerte, virando-o para cima.
– Fique calmo, Harry... eu esqueci de pedir para que você bebesse a
poção que lhe dei. — Disse Aberforth fracamente.
Harry abraçou-o.
– C-certo... agora é tarde.. e-eu já a usei...
Aberforth sorriu.
– Que bom, tem um gosto horrível... — Murmurou perdendo a voz.
– Aberforth, fique acordado, por favor...
Minerva veio ao seu encalço.
– Por favor, professora, leve-o à Hogwarts, não o deixe morrer... por
favor! — Pediu Harry.
– Certo, Harry, tome cuidado aí, volto num instante. — Disse Minerva
segurando o braço do mago.
– É a sua vez agora, Harry, aproveite esta chance. — Disse ele, e em
seguida, aparatou com Minerva.
Sirius estava empenhado no duelo com Belatrix, e ela não lhe dera
brechas para ir ver Aberforth.
– Você vai pagar por tudo o que fez, Lestrange... — disse Sirius
enquanto escondia-se atrás de um protego. Os feitiços jorravam em sua
direção, Belatrix parecia possuída. — Você vai pagar por todo esse tempo
que eu estive amaldiçoado...
– Crucio! — Disse Belatrix, mas Sirius não conseguiu desviar dessa vez.
Seu corpo se contorceu no chão.
– Expelliarmus! — Gritou Hermione e, pela segunda vez, a varinha de
Belatrix voou de sua mão.
Sirius parou de gemer, mas continuou no chão. Rony ajudou-o a
levantar-se, enquanto Hermione transformava a varinha de Belatrix em
cinzas.
– Garota atrevida! Você irá se arrepender por isto!
– E o que você fará? Puxar os meus cabelos? — perguntou Hermione
irônica. Rony riu.
– Eu teria o prazer de te levar até o ministério para que minha vingança
fosse completa, Lestrange — Sirius falava com desprezo e furor. — Mas
como pode ver, eu voltei de lá, e não quero encontrar com você outra vez
nessa vida. Quem sabe em outra, talvez... — os olhos de Sirius
encheram-se de malícia.
Belatrix andou para trás, prestes a fugir. Estava atônita.
– Não fuja de seu destino, sua estúpida — Sirius gargalhou. — Avada
Kedavra!
O corpo de Belatrix tombou para trás. Seus olhos estavam estancados.
– Eu tenho medo de você, Sirius... é sério... — disse Rony.
Voldemort ainda gemia de dor:
– Saia daqui, deixe-me em paz! — Berrou Voldemort para Rabicho que
tentava ajudá-lo.
Snape estava estirado no chão, completamente imóvel e com a varinha de
Draco apontada para a sua testa.
– Filho, não faça isso... Não suje suas mãos. — Gritou Narcisa.
– Largue esta varinha, Malfoy, eu cuido dele — Sirius corria em sua
direção.
Malfoy se afastou, indo ajudar sua mãe no duelo. Ela estava duelando
contra os comensais enfurecidos. Rony e Hermione se juntaram a Harry.
– Ora, ora, Severo... a que devo este prazer? — Zombou Sirius.
Snape estava com a face congelada, mas ainda assim, olhando bem fundo
nos seus olhos, sua visão demonstrava um ódio indecifrável.
– Não quero ser covarde a ponto de te matar nesse estado, Severo. E não
pense que serei tolo o bastante para te libertar. — Sirius hasteou a
varinha: — Levicorpus.
Snape foi erguido pelos pés, ficando de cabeça para baixo.
– É bom que fique aí, até que tudo isto termine. Vai passar um bom tempo
em Azkaban. — Riu Sirius. — Ah, eu achei ótimo o seu feitiço... — E
soprou a varinha.
Não muito distante do duelo entre Snape e Sirius, Hagrid lutava contra
Macnair, o carrasco que iria matar Bicuço.
– Agora você verá o que acontece com quem tenta ferir aqueles que são
importantes para mim. — Disse Hagrid enquanto apontava o seu
guarda-chuva em direção a Macnair e gritava — Estupefaça!
Macnair desviou com facilidade e, sem ao menos abrir a boca, lançou um
Expelliarmus em Hagrid.
– Farei com você o que eu queria ter feito com aquele seu animal. Você
irá morrer, Hagrid... você morrerá como o animal que você é! Crucios! —
Berrou Macnair, e Hagrid, que havia perdido o seu gurada-chuva-varinha
por causa do feitiço do carrasco, não pode se defender e caiu no chão se
contorcendo. Sua pele de gigante ajudava a amenizar os efeitos, mas não
o suficiente.
– Sua mãe não pode te ajudar, a pele que ela te deu não o protege de
maldições? Eu lamento de verdade... pois chegou a sua hora, monstro
abominável...
Ao ouvir isso, e não estando mais sobre a maldição, Hagrid olhou para
Macnair. Era o fim.
– Avada Ked .. — Os olhos de Hagrid foram fechados por um jato de
sangue, foi tudo muito rápido. Quando conseguiu limpá-los, a primeira
imagem que viu foi a de Bicuço, à sua frente, segurando em seu bico
melado de sangue o seu guarda-chuva-varinha.
Hagrid se levantou com a varinha em mãos e Bicuço ao seu lado. Olhou
para Macnair ajoelhado e com um grande corte no pescoço, com a voz
engasgada.
– Se eu
fosse um monstro, te devoraria agora. Mas vou deixar o Bicuço aqui
terminar o trabalho. — Deu um tapinha nas costas do hipogrifo, que
esvoaçou para o comensal moribundo.
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