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— 7º
Capítulo
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O NOVO LÍDER
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odos agora encaravam Harry, que parecia querer desmaiar diante de
tamanhã surpresa... Draco Malfoy queria vê-lo para ajudá-lo?
– Mas, e quanto ao Lucio? — Perguntou o senhor Weasley. — O que ele
pensaria disso?
– Isso eu posso te dizer, Arthur. — Disse Hagrid ainda em pé se
esforçando para não tocar no teto. — Ontem mesmo estive em Azkaban para
conversar com Lúcio e ele estava bem desmazelado, vestia ainda os trapos
que chama de manta de comensal.
– Hagrid, conseguiram capturado Snape de volta? — Perguntou Harry
entusiasmado.
Todos a mesa olharam para Harry como se ele acabasse de dizer algo que
era proibido.
– Harry, como você sabe que Severus fugiu? — Perguntou McGonagall
olhando frustrada para os pais de Rony. — Não me digam que vocês andam
contando cois...
– E o Harry sabia que Snape tinha sido capturado? — Perguntou Moody
olhando em um, em um, com seu olho que não parava de girar.
– Não, nós não contamos nada ao Harry. — Disse Molly, também frustrada
com algo que não sabia o que fazer. — Harry, onde você, como você soube
disso?
– Senhora ele leio o Profeta... — Tentou Hermione encobri o garoto.
– Não é possível! — Exclamou Lupin levantando da mesa e indo até perto
de Harry, que estava plasmo com sua falta de atenção. — Garoto você não
pode ter visto isso no jornal, nós abafamos esse assunto para a
imprensa, onde conseguio essa informação? — Ele nuca falara tão
firmemente com Harry desde suas aulas de Defesa contra artes das trevas.
– Lupin o garoto não viu no Profeta, foi eu que lhe disse. — Engasgou
Tonks sabendo o que vinha pela frente. — Ele deveria saber, afinal Snape
matou o seu melhor amigo e companheiro, não poderíamos deixar Harry
assim sem informações, ainda mais agora, que o quadro de Dumbledore deu
o cargo de Líder da Orde...
– Tonks, por favor, já chega! — Falou Arthur batendo os talheres na
mesa.
– Líder de que? — Perguntou Harry já sabendo da resposta.
– É Harry, é isso mesmo, Dumbledore exigiu que você fosse o novo líder
da Ordem da Fênix.
Harry não sabia o que dizer, aquela notícia surpreendeu tanto ele quanto
os seus amigos. Ele ficou absorto em seus pensamentos. Até ser cortado
pelo Sr. Weasley:
– Você não devia ter falado isso agora, Tonks, você não devia. — Arthur
com a maioria dos outros aurores estavam completamente chateados com
Tonks, ou até mesmo com Harry.
– Por que não?? Ele já devia saber. — Falou Tonks já em pé do lado de
Gina, que não falara nada, estava congelada com tais informações.
– Mas não desse jeito, nos íamos contar amanhã com uma grande festa.
–Hagrid se mexeu e sorrio para Harry, então completou. — Mas ainda terá
a festa mesmo você já sabendo, Harry.
Hermione não entendia a alegria das pessoas com tão pouco, enquanto
devastações, mortes e destruição estava ocorrendo lá fora.
– Ah... — Harry começava a falar. Todos pararam com qualquer sussurro e
olharam para ele fixamente. — Por que Dumbledore passou para mim esse
cargo?
– Bom... — Respondeu Minerva. — Você e Dumbledore tinham segredos,
Harry, sabem de coisas que a maioria dos presentes aqui não sabem, e
também o Dumbledore tem uma admiração muito grande por você, Potter, ele
deve confiar em você para lhe passar um cargo de tão importância.
Harry não disse mais nada, ficou pensando o que faria agora sendo líder
da Ordem, que atitudes tomaria, o que faria, era realmente uma surpresa
que Dumbledore tivesse passado esse cargo para ele, porém, Harry em sua
profunda mente, gostava da exigência de Dumbledore, ele queria muito ser
da Ordem. Momentos depois, mais ciente do que estava acontecendo, ele
virou para Rony e Hermione, que pareciam continuar pensando na revelação
que fora feita.
– E agora, Harry, o que você pretende fazer? — Gina cortara o silêncio,
e saindo do seu estado petrificado.
Harry pensou antes de responder, mas com firmeza na voz logo excitou em
falar:
– Primeira coisa que tenho a fazer é incluir Ronald Weasley e Hermione
Granger como meus acompanhantes na Sede, meus leais amigos.
– Mas Harr... — Moody não acabara de falar ao ver a cara de alegria dos
dois que enchiam os olhos de lágrimas.
– Harry creio eu que seus colegas teriam que aceitar o cargo primeiro. —
Disse McGanagall sorrindo junto com Hagrid e todos os Weasleys.
– Aceitamos, aceitamos... — Falava Rony e Hermione juntos e ainda mais
sorridentes.
– Então, pessoal, hoje foi uma noite longa e excitante, já esta na hora
de ir dormir. — Falou a Sra. Weasley levando os pratos inacabados e os
talheres machucados com as batidas na mesa, para a pia.
– É, Molly, creio eu que todos aqui iram a Ordem amanhã. — Disse Lupin
mais calmo.
Todos subiram as escadas do quarto, menos Hagrid e Moody que conjuraram
uma cama de duplo tamanho na sala e se deitaram. Harry, Rony e Lupin
entraram no quarto do sótão.
– Lupin você era um dos Marotos, nera? — Harry perguntara ansioso.
– Era sim, Harry. — Lupin pesou um momento e completara. — Bons tempos o
dos Marotos, eu, Rabicho, Sirius e seu pai, Harry.
– Então Lupin você sabe do espelho duplo mágico, né? — Agora Rony já
entendera onde Harry queria chegar.
– Sim Harry, mas como você sabe da existência desse espelho? — Lupin
ficara impressionado com a quantidade de informação que um garoto de
dezessete anos tinha.
– Antes... de... morrer, Sirius me deu e disse que servia para nos
comunicar, mas eu não conseguia saber como, até que a Mione descobriu
para mim. — Disse Harry pegando o espelho no malão.
– Harry, você é um garoto com muita sorte, o espelho não é aceitável em
muitos lugares. — Disse Lupin pegando o espelho na mão de Harry. —
Garoto, você tem mais algum objeto mágico proibido?
– Uma capa de Invisibilidade... uh... um mapa dos Marotos, um canivete,
que o Sirius que me deu, e esse espelho, eu acho.... — Disse o garoto
espantado com as quebras de leis que ele já tinha cometido.
Lupin estava realmente impressionado com a quantidade de objetos mágicos
proibidos Harry possuía, mas, neste momento, ele fitava o espelho
demoradamente, enquanto boas recordações daquele objeto vinham em sua
mente. Da mesma maneira que os garotos já tinham visto Hermione fazendo,
Lupin murmurou:
– Bem feito, feito.
Um clarão saiu de dentro do espelho e se ergueu a silhueta de Sirius que
falava apresado e teso.
“Harry... eu sabia que você conseguiria usar o espelho, garoto,
preste atenção no que vou lhe dizer. Quando você estiver me ouvindo...”
— Sua imagem alterou e sua voz deixou de ser ouvida como antes. Em
seguida retornou: — “Harry, você tem que...” — Novamente a voz
parou e a silhueta desapareceu, voltando com informações cortadas:
“Eu sei que você conseguirá, Harry. Estarei sempre do seu lado, mesmo
você não esteja me vendo nem me sentindo.” — A figura de Sirius que
chiava, desapareceu completamente.
– Harry, podemos finalmente saber o que aconteceu com o Sirius... —
Lupin vendo a cara de alegria de Harry, logo completou. — Mas não se
iluda com as possibilidades, esse recado pode ter sido visto muito tempo
depois de feito... — informou Lupin colocando o objeto na cama em que
Rony estava sentado. — Podemos ver que este espelho foi danificado ou
alterado, precisaríamos encontrar o espelho que Sirius usava. Devemos
procurar, não lembro do Sirius ter levado nada no dia da batalha...
Provavelmente, está guardado na Sede da Ordem ou no ministério da
Magia... Mas... acho que todos aqui tiveram um dia cheio, melhor irmos
dormir agora.
Os garotos obedeceram instantaneamente e se deitaram cada um em uma cama
que ficava apertada no quartinho miúdo do sótão. Harry, antes de dormir,
concordara em seus pensamentos que a noite realmente tivera um excesso
de novas informações, e precisariam de energia no dia seguinte. Mesmo
sabendo disso, enquanto Lupin e Rony já pareciam dormir, ele rolava de
insônia.
Nessa noite, Harry teve um pesadelo, depois de muito tempo sem se
preocupar com a cicatriz. Sonhava que chegara em um lugar escuro, não
conseguia identificar, por um momento percebeu que estava em Hogwarts,
em um corredor que ele não nunca havia visto, mas logo reconheceu alguns
objetos e traços de riscos na parede, estava no sétimo andar, próximo a
sala precisa. Mas o lugar não estava como ele vira da última vez,
continha um clima e objetos diferentes. Tinha um quadro de um soldado ao
lado de uma estatua antiga. Foi quando Harry viu uma jovem, alta, loira,
estudante da Sonserina. Ela devia estar pensado em alguma coisa, pois a
porta da sala precisa logo apareceu. Harry sem saber direito o que
fazer, seguiu a menina, que segurava uma coisa com muito cuidado,
parecia não saber exatamente o que era aquela caixa preta. Ao entrar na
sala, Harry percebeu que era o mesmo quarto onde havia escondido o livro
de poções, lembrar do livro deixou ele meio irritado, mas logo afastou
esse pensamento ao ver a menina em uma certa preocupação. Harry notara
que ela queria esconder aquele objeto em algum lugar bastante secreto,
mas não achava nenhum muito bom para tão preciso objeto. Quando
finalmente ela pareceu encontrar o lugar perfeito, Harry via Snape
aparecer nitidamente em sua frente, não era o Snape velho que costumava
ver em suas aulas de poções, mas não dera tempo dele pensar muito no
antigo professora, que agora apontara a varinha para ele...
– Harry, Harry..... você esta bem? — Rony estava sacudindo o garoto com
uma cara muito preocupada, Harry acenou com a cabeça como se estivesse
tudo ok.
– Cara, que susto... estava se debatendo todo... teve um pesadelo de
novo?
– Hum... não sei bem o que foi... foi como se estivesse no passado...
mas ai...
– O que Harry??? O que aconteceu??
– O Snape apareceu... e apontou a varinha dele, como se fosse para
mim... na hora eu fiquei sem ação. — Harry deu um soco na cama ao ficar
sentado nos travesseiros. — Devia ter enfrentado ele!
– Harry.... foi só um sonho. — Disse Rony, um pouco preocupado.
– Será?? — Perguntou o garoto assustado.
– Claro Harry! — Disse Rony lhe fornecendo os óculos. — Vistas-se
rápido, pois já estão todos a sua espera na cozinha.
– Quê? Já é manhã?
– É sim, Harry, apresse-se.
Rony e Harry desceram as escadas lentamente, conversando sobre Quadribol,
pelo menos tentaram, até que Gina os interrompeu.
– Harry, meu amor... — Disse ela puxando o garoto para longe de Rony. —
Já estou indo para Hogwarts, e tenho que me despedir.
– Ah, Gina, até tinha esquecido. — Falou Harry lembrando da última
conversa com a garota. — Você ainda está disposta a me ajudar?
– Claro, Harry, o que tenho que fazer? — Perguntou ela alegremente.
– Você terá que ser muito cautelosa, pois é perigoso... — Harry pensara
profundamente dos detalhes de seu sonho então logo completou. — Gina
você lembra onde era as aulas da AD?
– Lembro sim, Harry.
– Preciso que vá perto dessa sala e pense em esconder algo muito
precioso, para que apareça uma porta velha... — Harry engolira um logo
suspiro e logo continuou. — Você entrará e procurará uma caixa preta que
provavelmente estará atrás de um armário cor de Marfim e com vários
livros velhos aos lados.
– Certo, Harry, e você acha que isso possa ser o quê, exatamente?
– Gina, você perderá a carona de Hagrid se não se apressar. — Gritou a
Sra. Weasley da cozinha.
– Não se esqueça. — Ele engoliu novamente um suspiro. — Não se arrisque
se não estiver certeza!
– Certo, Harry, não se preocupe. — A garota beijava o garoto pela última
vez antes do Natal.
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