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Por trás dos campos

Por Vinícius Garcia

Parece que o futebol está perdendo o foco quando o assunto no país sede da Copa do Mundo 2006, é a prostituição. A Alemanha vem sofrendo fortes pressões de grupos de direitos humanos que defendem a mulher e da Suécia, em função do tráfico de prostitutas.

Estima-se que mais de 60 mil mulheres vindas do mundo inteiro estão na Alemanha para trabalhar durante a copa. Mais de 400 mil prostitutas são legalizadas no país e vários bordéis foram criados para atender ao número de turistas que estão na Alemanha.

As propagandas são intensas e grandiosas, outdoors medindo 24 metros de altura anunciam os melhores bordéis da Alemanha. Outra propaganda exibe as bandeiras dos 32 países que estão participando da Copa do Mundo de Futebol, entre elas, a bandeira do Irã e da Arábia Saudita. Os comerciais incomodaram a comunidade muçulmana que reside na Alemanha, e a solução foi pintar de preto as respectivas bandeiras.

Segundo Joseph Blatter, presidente da Federação Internacional das Associações de Futebol (FIFA), não há nada a fazer quanto aos problemas da prostituição durante a Copa. Ele explica que as funções da FIFA não se estendem à resolução dos problemas éticos da sociedade alemã, mas aos que estão relacionados ao futebol.

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