é preciso estar dentro do tempo

soçobrar e delirar ao mesmo tempo

e no mesmo universo dos astros

que povoam nosso céu pop

& cosmológico de estrelas

sem fim     estar agora

saber que agora

todos os agoras

são atravessados de precário

pelos séculos dos séculos

antes e depois deste momento

não há nada que não seja

movimento     nada permanece

em si     tudo está

fora de si    não há

nada mais fora da hora

que pensar em versos

sobre a antietern

idade

do universo

este poema

se des

faz

em mi

l

ped

aços

arbitrá

rios

ao capricho de um cand

ido ep

ígono (po

p)d i     l        u           i

dor de tu

do

se des

faz em

let

r a s    com

o um balbu

cio de am

or ou brincade

ira de cria

nça        pue

ril

poe

ira

em

for

ma

de

po

esia

á r i a  á r i d a

com

o espaços vaz

ios de uma gal

áxia de um des

erto ou á

tomo ou alma de um roma

ntico senti

mental

em certos assuntos

(em est

éticas & práticas po

éticas)

pertencer à primeira metade do século XX

é estar mais próximo do século XIX ou mesmo do XV

ou de dante & ovído & homero

do que deste momento pop pós-meta

físico

em que nada res

ta resta

nos então la

mentar di

ante da per

versidade da vora

cidade  da eletri

cidade que nos

cerca nos suf

oca no ag

ora

mas por que lamentar querendo ex

tar estrela eterna num pass

ado que não vou

ta

mais

?

que tal

vez nunc

a h

ouve

na face da t

erra

?

é preciso estar errar so

rrir chorar esc

rever vi

ver

mer

gul

ha

do

no

d

e

n

t

r

o

m

a

i

s

d

e

n

t

r

o

d

o

m

o

m

e

n

t

o

nas margens do dentro

 

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