MELO FRANCO
Os Melo Franco merecem registro especial, não só pela sua contínua projeção política desde o Império, como também pelo típico caso de entrelaçamento familiar que representam. Em sua primeira geração brasileira, os Melo Franco ligam-se aos Caldeira Brant, em virtude do casamento do fundador da família, João de Melo Franco, com uma sobrinha de Felisberto Caldeira; a segunda geração aparenta-se com os Cunha Branco, família paracatuense tradicional; na terceira, entrelaçam-se com os Alves de Souza e Batista Franco, extensas famílias ligadas praticamente com todas as demais de Paracatu; com o casamento de Virgílio de Melo Franco com uma Pinto da Fonseca, a família liga-se com a parentela de Joaquina do Pompeu; finalmente, um filho de Virgílio, Afrânio de Melo Franco, vai casar-se com a filha de Cesário Alvim, que era um Martins da Costa, outra parentela extensa na vida e na política de Minas. Na eleição da 1ª Junta Governativa, os Melo Franco se representariam com Joaquim Melo Franco; na Câmara do Império, tiveram assento três filhos de Joaquim: Manuel ( chefe da Revolução de 42 ), Bernardo e Francisco Melo Franco. Na Assembléia Provincial e no senado estadual da 1ª República teremos, em seguida, Virgílio de Melo Franco, sobrinho daqueles; um filho de Virgílio, Afrânio de Melo Franco destaca-se no panorama político nacional neste século, secundado desde 1930 pelo seu filho, Virgílio Alvim, impressionante figura de lutador tragicamente desaparecido, e Afonso Arinos, figura de proeminência desta 3ª República. Desde os primeiros tempos republicanos, os Melo Franco, que foram liberais em todo o Império, lutam contra os Botelho e os Adjuto no cenário municipal de Paracatu.