Interessante a vida, muito interessante mesmo.
Os acontecimentos vem e vão de uma maneira inesperada.
Li teu e-mail, aliás, teus e-mails e eles só falam de amor eterno, paixão que não passa, saudade angustiante, desejo ardente.
Falam da minha voz como se ela fosse o doce som envolvente do universo.
Falam de meu toque como se meus dedos fossem a varinha mágica de “condon”.
Falam de meus lábios como se saíssem dele o beijo de Judas capaz de trair todos teus sentimentos de enganar  todas as tuas defesas contra mim e contra o mundo.
Falam de como te recebo sempre introspectivo e do prazer que guardo nesse semblante sombrio.
Falam de minha maneira de te possuir como se eu fosse o conquistador do mundo e você fosse esse mundo e ás vezes o é.
Mas não falam de minha vontade.
Não falam da tua entrega.
Teus e-mails te levam ao telefone onde ao me ouvir, a minha simples palavra desperta toda tua libido, tua loucura, teus delírios materiais e espirituais.
Teus suspiros, teus gemidos varam a madrugada e a minha vida.
Você goza comigo de corpo e alma.
Teu desejo incessante me fascina porque é assim o meu desejo.
Tua  respiração ofegante, ansiosa me impressiona, me alucina, mas hoje me preocupa.
Teu desejo louco que chamas de amor, apenas prova que pelo menos sexualmente eu te realizo, o que para mim é muito bom saber, mas que por outro lado provoca um imenso vazio em toda e qualquer aspiração de algo mais profundo, algo que possa ser chamado de amor, porque não falam da minha vontade e nem da tua entrega.
Há pouco tempo atrás eu achei que tinha lobotomizado tua lembrança de mim, mas estava errado.
Paixão não é um botão “on” e “off.”
Ouço você me dizer: Anderson jamais serei de alguém, nunca ninguém me tocará mais.
Está errada menina, está totalmente errada.
O que você me diz é que jamais outro homem te dará prazer como eu te dou ou que nenhum outro macho te levará para a cama e nem nisso eu acredito, mas te tocar todos  te tocaram.
Sim, todos  não sexualmente o que fisiologicamente seria explicável, mas tocaram tua vaidade idiota, tola.
Teus parentes, teus “amigos”, “teus colegas” e pessoas que tem solução e aconselhamento para tudo que concerne a vida alheia , mas que não tem nenhum competência para solucionar seus eternos problemas, sua eterna falta de amor, de paixão ou de algo bom.
Tocaram teu orgulho, teu impressionante desconhecimento da vida.
Tocaram algo que deveria ser imaculado, tocaram teu amor.
Pessoas muito mais falidas do que nós, abandonadas, eternamente solitárias, mal –amadas, infelizes.
Pessoas que são palhaços do circo que riem para esconder sua plena infelicidade seu total desencontro, tocaram em você.
Pessoas que ou estão sós ou nunca tem o que desejam.
Hoje te dirão: nossa, esqueça esse cara, ou isso passa, tudo passa, ou ainda: foi melhor assim, mas pelo menos você mostrou sua independência, e concluirão do alto de sua imbecilidade: é assim que tem que ser, é assim que eu faço, seja você mesma.
Mas continuam sós, solitárias, angustiadas e sem nenhuma perspectiva.
E você acha que é altiva, (que nome) insubmissa, quando em verdade é apenas uma tola que joga fora numa rara oportunidade o que sempre buscou. Amar e ser amada.
Qual a sensação de outro te falar e você não ouvir, pois não é a minha voz.
Onde foi parar o prazer que você achou que teria entre “amigos”?
Onde está a tua independência?
Onde ficou a satisfação das festas?
Hoje sou muito mais intolerante e exigente do que antes e quero muito, muito mais do que aceitava antes.
Hoje não quero simplesmente ter você porque isso eu já tenho mesmo não te tendo comigo.
Hoje além de te anular, quero derrubar todos os que ousam ser meus inimigos no que se relaciona com você e inimigos não são apenas os que me combatem porque nem para isso eles servem, inimigos são os que se omitem e permitem esse sofrimento que você chora nos e-mails e ao telefone nas nossas madrugadas e que eles mesmo não te dizendo, percebem em ti.
Não quero tua submissão simplesmente, porque isso todos tem, você é a maior lacaia de todos eles e sabe disso mesmo tentando negar.
Sempre carregou todos nas costas sem nada receber em troca salvo o consolo das perdas que eles mesmos motivaram.
Eu quero tudo, tudo que possa exigir de uma mulher para que eu a ame.
Quero a tua rendição incondicional.
Quero degolar meus inimigos e ver você rindo quando rolarem as cabeças deles pelo solo sujo que é o que merecem.
Quero a minha cavalaria pisoteando todos eles.
Quero a vitória  total, arrasadora, insofismável cujo exemplo sirva de mostra a futuros novos e prováveis inimigos.
Quero a negação de você a si própria.
Quero tua renúncia a tudo e a todos.
Quero que me respire.
Quero que fale pela minha voz.
Que pense com meu cérebro.
Que rezes a minha prece.
Quero teu suicídio por amor a mim
Quero que você morra de prazer, por mim.
Quero ser teu senhor, teu rei, teu santo e teu deus.
Isso vem com você, é o seu anexo.
Eu não quero muita coisa porque o que desejo hoje de você sem mim, vale muito pouco.
Eu quero a tua vida.
 

 

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