O Tratamento Cirúrgico
As  opções  de operações  propostas

 

Existem várias possibilidades.
Vamos dividi-las em três grupos:

1) Operações que apenas reduzem o estômago (  "gastro-restritivas" ).

Consistem em construir um pequeno reservatório gástrico, de 15 a  25 ml, que se comunica com o restante do estômago, e que tem seu esvaziamento dificultado por um anel ou fita, com a função de impedir que o paciente coma grandes volumes, ou coma rapidamente. Estas operações exigem um alto grau de cooperação por parte dos pacientes para que seus resultados sejam compensadores. Sem isto é elevado o número de pacientes que fracassam em atingir o peso desejado. Os pacientes eventualmente orientados  para esta operação deverão ser cuidadosamente selecionados e amplamente informados sobre as limitações do procedimentoo.  < ilustração1 >



2) Operações que
provocam sobretudo disabsorção ( "disabsortivas" ).

Deixam grandes segmentos intestinais excluídos do trânsito alimentar, com ressecção de parte do estômago, o que compromete acentuadamente o processo de digestão e a assimilação dos alimentos. São operações de grande porte, sujeitas a freqüentes e múltiplas carências de vitaminas, sais minerais, de mais difícil acompanhamento e tratamento. Acreditamos que devam ser reservadas para pacientes muito especiais, ou, em re-intervenções nos casos em que a operação anterior não teve a redução ponderal adequada, ou apresentou complicação que obrigou à sua revisâ.  < ilustração 2 >



3) Operações que
reduzem o estômago e promovem uma moderada disabsorção ( "gastro- restritivas e disabsortivas" )
.

Nestas é  construído um pequeno reservatório gástrico, de mais ou menos 15 ml, com seu esvaziamento dificultado por anel de silicone, ou fita de polipropileno. Este reservatório se esvazia diretamente numa alça de intestino. Esta operação além de gastro-restritiva, também compromete a absorção de alimentos. Nos parece ser, no momento, a de melhor relação custo / benefício.   < ilustração 3 >

Os pacientes perdem cerca de 40% a 60% do seu peso total do pré- operatório, nos primeiros dois anos. Deficiências de vitaminas e sais minerais devem ser evitadas pelo uso profilático desde os primeiros meses.   Os melhores resultados são obtidos com os indivíduos que acompanham os grupos de apoio  ( “Reunião de Obesos”), e que continuam sob permanente supervisão e incentivo da equipe especializada.

Como esta última operação mencionada   funciona ?

Quando o indivíduo se alimenta, o pequeno reservatório gástrico fica logo cheio, e manda ao cérebro uma mensagem que dá ao paciente a sensação de saciedade. Ele logo aprende que precisa mastigar muito bem a comida, e ingeri-la muito lentamente. Se insistir em comer mais do que deve, ou rapidamente, sente-se mal, e pode vomitar. A seguir, o alimento que sai do pequeno estômago cai diretamente no intestino, diminuindo sua exposição às secreções biliares e pancreáticas, com isto reduzindo seu aproveitamento. 
A ingestão de doces que freqüentemente participam do cardápio dos grandes obesos, usualmente causa mal estar, o que faz com que sejam evitados. 
É, entretanto, de fundamental importância você entender que a cirurgia é a oportunidade para rever sua relação com a comida e com um exercício físico. Emagrecer saudável passa por você tomar as vitaminas receitadas,  seguir a orientação da nutricionista, e, muito importante começar um programa de preservação muscular cardio-pulmonar, com exercícios diários. Quanto mais exercícios você fizer, mais rapidamente e mais efetivamente você  atingirá "seu peso ideal"..

Os raros casos em que a operação não funciona acontecem com pessoas que continuam tentando "enganar" a operação, comendo o máximo que aguentam, e descobrindo motivos para não fazer exercícios.

 É importante o paciente entender que a operação é apenas uma ferramenta que ele deve administrar para atingir o objetivo de controlar a obesidade. A participação dele no processo é fundamental.

 

página atualizada em 05/03/2004
http://br.geocities.com/obesidademorbida

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