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Marco Aurélio Rodrigues Dias, de
família simples, nasceu no Rio de Janeiro, no dia 28 de junho de 1952. Desde pequeno foi
um menino quieto, calado e procurava sempre um local retirado para ficar ali pensando.
Cedo desenvolveu um gosto por igrejas. Foi quando começou a preferir igrejas vazias para
ficar sossegado. Sua igreja preferida era a de Nossa Senhora da Penna, na
Freguesia, jacarepaguá. Também passava dias inteiros em montanhas fazendo retiro,
jejum e oração. O Pico
da Pedra Branca era o seu local preferido. Procurava também os morros de Vargem Grande, no Rio de Janeiro, onde
passava dias orando, jejuando e tomando banho nas cachoeiras. Constantemente fazia
doações de roupas e alimentos a comunidades carentes, na Praça Seca, local onde nasceu, e a
vizinhança já tinha o costume de ir a sua porta levar mantimentos e roupas usadas para
ele doar aos pobres. Chegou mesmo a organizar uma equipe de várias pessoas que ajudavam
no trabalho de caridade. Quando tinha por volta dos 17 anos procurou um seminário, em
Guaratinguetá, onde desejava ingressar como seminarista para seguir a vida religiosa. Foi
aceito, mas desistiu porque tinha que estudar outras disciplinas como português,
matemática, geografia, etc. A ele só interessava mesmo estudar filosofia, teologia e levar vida separada. Antes
disso, frequentava diariamente a capela da Igreja de Santo Antônio, no Largo da Carioca,
Rio de Janeiro, onde, além de orar, ficava admirado com a beleza das obras de arte no
interior do templo. Visitava também, e muito, o Mosteiro de São Bento. Vieram então as viagens. Marco Aurélio quase
não parava mais no Rio de Janeiro. Aos 28 anos resolveu viver em São Lourenço, estância
hidromineral, por causa da vida calma que podia levar e construiu uma pequena capela
dedicada a Nhá Chica naquela cidade.
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