
Ao contrário de outros arquétipos
de orixás, o tipo OGUM não especifica uma tendência
mais forte a uma profissão ou ramo específico do conhecimento
humano, já que a identificação histórica com
a metalurgia é restrita a uma sociedade (a africana) onde ela era
sinônimo de toda e qualquer tecnologia. Um filho de OGUM pode ser
encontrado tanto na polícia como na política, dando aula
de educação cívica ou escrevendo num jornal, na engenharia
aeroespacial, nos time de futebol ou nas artes plásticas. O que
existe de comum entre essas pessoas é: ( NÃO SOU O MELHOR
POREM PROCURO FAZER O MELHOR.) a busca incansável do aprimoramento,
das técnicas mais modernas em sua área, das tendências
mais revolucionárias e um certo fascínio pelas máquinas
em geral - o que nosso mundo ocidental pode manifestar-se como o amor por
automóveis ou vídeos. OGUM
Não se espere do filho
de OGUM, porém, um experimentalismo que se basta nele mesmo, uma
busca da vanguarda pura e simples; pelo contrário, o filho de OGUM
só admite a experimentação para alcance de algum resultada.
Não gostaria, como músico, de criar algo incompreensível:
prefere agregar o som tradicional a uma descoberta, para que sua música
não seja apenas consumida por diletantes ou eruditos, mas por toda
a massa. Não gosta muito de elites culturais nem do saber institucionalizado,
dando preferência ao que caia no gosto do público, que mobilize
grandes multidões.
Em termos físicos, o filho
de OGUM tende a ser esguio, musculoso e atlético, mas não
necessariamente volumoso. Tem grande energia nervosa, que precisa ser descarregada
em esportes ou qualquer outro tipo de atividade que implique desgaste físico.
Consequentemente, além dessa prática, costuma também
ser um fã dos esportes em geral, apreciando tanto o individualismo
de um combate numa quadra de tênis como os jogos coletivos, a versão
socialmente aceita da simulação de uma batalha. A competição
lhe faz bem, seja como atleta, seja como torcedor, mas deve-se tomar cuidado
ao escolhê-lo como companheiro de contenda: o filho de OGUM não
admite perder, se empolga às vezes mais do que o necessário
e é capaz de brigar por causa de uma falta apitada no jogo de futebol
amistoso, praticar falta violentas (raramente desleais) e fazer de tudo
pela vitória, perdendo a consciência de que não esta
num sério combate, mas apenas num divertimento lúdico. A
derrota o deixaria mal humorado e revoltado, podendo fazer com com que
brigasse com pessoas que lhe amam por um motivo que os outros julgam
fútil ou no mínimo sem importância.
O orixá OGUM é
um dos mais amados na cultura Iorubá. Em primeiro lugar porque ele
foi o primeiro ferreiro. Como foi ele, também, quem descobriu a
fundição e inventou todas as ferramentas que existem. Portanto
é o patrono da tecnologia e da própria cultura, pois sem
as ferramentas nada mais poderia ser inventado até mesmo plantar
em grandes extensões seria extremamente difícil. Tendo inventado
as ferramentas, com a foice ele abriu os primeiros caminhos para o resto
do mundo, o que dá a ele o poder de abri-los ou fecha-los. Com a
faca ele fez o primeiro sacrifício ritual, por isso sempre se louva
Ogum durante estes sacrifícios e sua invenção da faca.
Com o ancinho ele arou terras e plantou, com a tesoura cortou peles e inventou
os abrigos. Com o machado cortou árvores para construir abrigos,
com o martelo pode unir com pregos que inventou, os troncos. Com a cunha
pode levantar grandes pesos e assim aconteceu de Ogum, com a espada que
forjou, guerrear e conquistar territórios para seu povo. Ele, no
entanto, não quis ser rei, pois preferia os desafios ao poder. Continuou
lutando e inventando para sempre. Hoje em dia diz-se que os computadores
são de OGUM e de OGUM são também todos os analistas
de sistemas.
OGUM só cometeu um erro nos mitos, quando seu pai mandou que fizesse uma tarefa e ele pelo caminho embebedou-se com vinho de palmeira e acabou não realizando o que devia. A partir daí nunca bebeu, mas diz-se que os filhos de OGUM adoram vinho branco e devem tomar muito cuidado com bebidas.
A guerra é de OGUM, cujo nome significa exatamente guerra. Como OGUM nunca se cansa de lutar, costuma-se chamar por sua ajuda em situações em que é extremamente difícil continuar lutando ou quando o inimigo é extremamente forte. Não se deve invocar OGUM a toa, pois seu gênio é extremamente violento e diz um oriki que ele mata o injusto e o justo, o ladrão e o dono da casa roubada (porque permitiu que acontecesse) portanto não se deve brincar com este orixá, que não perdoa.
OGUM vive sozinho; é um solteirão convicto. Teve muitas mulheres mas não vive com nenhuma, e criou um filho adotivo abandonado nas mãos dele por Iansã, a deusa dos ventos e raios que por sua vez o havia adotado de Oxum, a deusa do amor e da riqueza Um dos mitos sobre ele diz que Ogum, é filho de Iemanjá com Odudua. Desde criança já era destemido, impetuoso, arrojado e viril, tendo se tornado sempre mais e mais um brilhante guerreiro e conquistado, para seu pai, muitos reinos, não havendo, por esta razão, um só caminho que Ogum não tenha percorrido. Nos intervalos entre as guerras e as conquistas, Ogum criou os metais, a forja e as ferramentas que facilitaram a vida dos homens no mundo. Ele forjou a primeira faca, a primeira ponta de lança, a primeira espada, a primeira tesoura. Um irmão dedicado, diz o mito que Ogum tinha por Oxóssi uma afeição muito especial, defendendo-o várias vezes de seus inimigos e passando mesmo a morar fora de casa com Oxóssi, quando este foi expulso de casa por Iemanjá.
Diz ainda o mito que foi Ogum quem ensinou Oxóssi a defender-se, a caçar e a abrir seus próprios caminhos nas matas onde reina. Ogum teve muitas mulheres, a principal delas Iansã, guerreira como ele. Tendo sido roubada por Xangô, que é seu irmão por parte de mãe, Ogum passou a viver sozinho, para a guerra e a metalurgia.
Quando Ogum conquistou o reino de
Irê, deu o trono para o filho e partiu em busca de novas batalhas.
Anos depois, ele voltou ; mas chegou no dia de uma festa religiosa em que
todos deviam guardar silêncio. Sentindo sede, quis beber, mas o vinho
havia sido todo usado no ritual religioso; pediu comida e ninguém
lhe respondeu, por causa da proibição religiosa. Pensando
que o desprezavam, Ogum puxou a espada e matou todo mundo. Quando terminou
a cerimônia religiosa, o filho veio ao encontro de Ogum, prestou-lhe
todas as homenagens e ofereceu-lhe um banquete. Quando lhe explicaram o
que ocorrera, Ogum ficou horrorizado com seu crime. Cravou a espada no
chão e fez com que se abrisse um grande buraco por onde se afundou,
tornando-se desde então um Orixá.
Depois que Exu foi expulso de casa
pelos pais, ficou decidido que Ogum, o segundo filho, seria o sucessor
do pai no governo. Entretanto, Ogum não gostava desse tipo de atividade.
Seu prazer estava nas aventuras. Quando substituiu o pai durante uma viagem
deste, Ogum deixou de lado as funções de governante, dedicando-se
a passeios e confusões com os amigos. Estava sempre se metendo com
as namoradas alheias e arrumando brigas. Para mantê-lo sossegado,
então, o pai lhe deu o comando do exército e a missão
de responder às agressões ao reino e de conquistar novos
territórios. Nessas atividades, ele foi muito bem sucedido.
"Ogum é filho de Iemanjá
com Odudua. Desde criança já era destemido, impetuoso, arrojado
e viril, tendo se tornado sempre mais e mais um brilhante guerreiro e conquistado,
para seu pai, muitos reinos, não havendo, por esta razão,
um só caminho que Ogum não tenha percorrido. Nos intervalos
entre as guerras e as conquistas, Ogum criou os metais, a forja e as ferramentas
que facilitaram a vida dos homens no mundo. Ele forjou a primeira faca,
a primeira ponta de lança, a primeira espada, a primeira tesoura.
Um irmão dedicado, diz o mito que Ogum tinha por Oxóssi uma
afeição muito especial, defendendo-o várias vezes
de seus inimigos e passando mesmo a morar fora de casa com Oxóssi,
quando este foi expulso de casa por Iemanjá. Diz ainda o mito que
foi Ogum quem ensinou Oxóssi a defender-se, a caçar e a abrir
seus próprios caminhos nas matas onde reina. Ogum teve muitas mulheres,
a principal delas Iansã, guerreira como ele. Tendo sido roubada
por Xangô, Ogum passou a viver sozinho, para a guerra e a metalurgia"
FILIAÇÃO Oranhiã (ou ODULUA) e Yemanjá
ELEMENTO FERRO
DOMÍNIO CAMINHOS/GUERRA
CORES AZUL-ESCURO
SAUDAÇÃO OGUNHÊ!
COMIDAS Inhame assado e feijão-preto
SACRIFÍCIO GALO (Brasil) CACHORRO (Africa)
DIA
TERÇA-FEIRA
Divindade
masculina iorubá, figura que se repete em todas as formas mais conhecidas
da mitologia universal , OGUM é o arquétipo do guerreiro.
Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado
à luta, a conquista, é a figura do astral que, depois de
Exu, esta mais próxima dos seres humano. O guerreiro sempre
foi a figura mística do deus mais evocada, já que
é sua função realizar no astral as guerras
que os seres humanos não conseguem travar ou vencer na sua luta
cotidiana.
Foi uma das primeiras figuras do
candomble encorporada por outros cultos, notadamente pela umbanda , onde
é muito popular. É sincretizado com São Jorge ou com
Santo Antonio, tradicionais guerreiros dos mitos católicos,
também lutadores, destemidos e cheios de iniciativas.
A relação
de OGUM como militares (é considerado o protetor de todos os guerreiros)
tanto vemdo sinceríssimo realizado com São Jorge, sempre
associados às forças armadas, como da sua figura de
comandante supremo iorubá. Dizem as lendas que se alguém,
em meio a uma batalha, repetir deterei nadas palavras (que são do
conhecimentos apenas dos iniciados), OGUM aparece imediatamente em
socorro daquele que o evocou. Porem, elas não podem ser usadas em
outras circunstancias, pois, tendo exilado a fúria por sangue
do ORIXÁ, detonaram violento inconsolável: se não
encontrarem inibidos diante de si após ter sido evocado, OGUM se
lançará contra quem o chamou.
Não se depreenda, porem, dessa identificação militar
que o caráter de OGUM se enquadre ao pena saimento militarista atual.
Se gosta da guerra, odeia hierarquia e receber ordens, não
gosta de controlar o comportamento de ninguém. Ao contrário,
é um libertário que pouco se prende às convenções.
Vamos encontrar um figura que se
enquadra a essa estrutura no personagem Montgomery Cila em A um Passo
da Eternidade, um soldado que ama o exercito mais odeia seus comandantes
e os códigos severo de comportamento.
Reforçando este aspecto, OGUM não era segundo as lendas,
figura que se preocupasse com a administração
do reino de seu pai, ODUDUA. Apesar de ter sido o eventual substituto
do pai em diversas ocasiões, ele não gostava
de ficar quieto no palácio: dava voltas sem conseguir ficar parado,
arruma romance com todas as moças da região e brigas
com seus namorados.
E criando assim uma imagem política
desmoralizaste, acabava sendo enviado para o que mais gostava de fazer:
lutar para conquistar outras terras. expandir o território.
Não se interessava pelo exercício do poder já conquistado
por maior que fosse a independência a ele garantida nessa função
pelo próprio pai, mais sim pela luta.