Quatro é o número sagrado desse Orixá. Quatro são as qualidades, conhecidas de  OXÓSSI: Odé, Oxóssi, que se acabou tornando o nome principal dos quatro tipos: OTIM, o companheiro que vai pelas matas ao lado de OGUM, usa só a lança, e não arco e a flecha, e veste apenas roupa azuis, e INLÉ ou IBUALAMA, o único Oxóssi a vestir-se apenas com couro, que usa um chicote feito com tiras de couro, chamado  BITALÁ , INLÉ foi casado com OXUM PANDÁ e é pai do Orixá LOGUN-EDÉ.
 
Oxóssi é o Orixá masculino Iorubá responsável fundamental atividade da caça. Por isso, na África é também cultuado como Odé, que significa caçador. É tradicionalmente associado à lua e, por conseguinte, a noite, melhor momento para a caça. Tem em comum com Ogum a utilização da floresta, mais enquanto o senhor da guerra percorre as matas nas lutas militares, Oxóssi tem na floresta o próprio fim. Enquanto OGUM percorre a mata para abrir caminhos e ampliar o território através das guerras, OXÓSSI  nelas se esconde e para capturar os animais. Ao mesmo tempo, Oxóssi esta mitologicamente muito próximo de OGUM, como conciliando o novo e o velho, as novas atividades como as tradicionais.
 
Outro dado que identifica e aproxima Oxóssi de Ogum é o fato de ambos representarem atividades e possuírem temperamento próprios de uma mesma faixa etária, a juventude (mais não a adolescência, pois são mitos adultos e viris), onde a energia se expressa fisicamente.
 Oxóssi é o que basta a si mesmo.
 
 Oxóssi, é filho de Iemanjá com Orunmilá. É divinização da floresta, reinando sobre o verde sobre os animais selvagens, dos quais é considerado o dono e dos quais tem todas as virtudes. Oxóssi é sagaz como o leopardo, forte como o leão, leve como um pássaro, silencioso como um tigre, observador como a coruja, sabe se esconder como um tatu, é vaidoso como o pavão, corre como os coelhos, sobe em árvores como macaco, conhece os animais profundamente e com eles partilha o conhecimento da natureza.

Dizem os mitos que aprendeu a caçar com seu irmão Ogum, quando este lhe deu as pontas de flechas e, mais tarde, a espingarda. A essência de Oxóssi é "atingir um objetivo". Fixar um alvo e atingi-lo. Alimentar a família. Oxóssi sempre foi o responsável por alimentar a família. É considerado o orixá que dá de comer às pessoas, pois sob seus domínios estão os animais e os vegetais. Assim, invoca-se a energia de Oxóssi quando se quer encontrar algo ou atingir algum objetivo e para prover sustento (moral ou físico) durante as jornadas.

No limite, é Oxóssi o patrono da natureza, enquanto Ogum é a cultura. Como sempre foi muito observador aprendeu também os mistérios e poderes das plantas com Ossâim, orixá dono dos poderes de cura das folhas, que certa vez o enfeitiçou, levando-o para o fundo da floresta a fim de ter companhia. Iemanjá, sua ciumenta mãe, enfurecendo-se, mandou que Ogum fosse buscar seu irmão na floresta e o arrancasse dos feitiços de Ossâim.

Invoca-se Oxóssi, portanto, quando se quer encontrar remédios para certos males, embora seja necessário pedir a Ossâim que o remédio faça efeito. Ogum assim o fez, mas como Oxóssi relutasse em voltar ao lar, e ao voltar desfeiteasse sua mãe, esta o proibiu de viver dentro da casa, deixando-o ao relento. Como havia prometido ao irmão ser sempre seu companheiro, Ogum foi viver também do lado de fora de casa.

Oxóssi tornou-se o melhor dos caçadores e diz o mito que foi ele quem livrou Araketu, sua cidade, de um grande feitiço das perigosíssimas ajés (feiticeiras africanas) Iyami Oshorongá, que se transformam em pássaros e atacam as pessoas e cidades com doenças e miséria.

Tendo uma destas feiticeiras pousado sobre o palácio do rei de Ketu, e os demais caçadores do reino perdido todas as suas flechas tentando matá-la, Oxóssi, com apenas uma, deu cabo do perigoso pássaro, tendo sido conclamado o rei de Ketu. Pede-se a Oxóssi, portanto, que destrua feitiços ou energias maléficas.

Um dia, enquanto caçava elefantes para retirar-lhes as presas, Oxóssi encontrou e apaixonou-se por Oxum, a deusa das águas doces e do ouro que repousa em seus leitos e com ela teve um filho, Logun-Edé. Filho da floresta com as águas dos rios, Logun-Edé é considerado o orixá da fartura e da riqueza que ambos os domínios apresentam e dos quais compartilha. Mais adiante eu falo sobre Logun-Edé.

 
 
Dia da Semana: quinta-feira
Símbolo: ofá (arco e flecha)
Cor: azul e verde (azul pela relação com o ar - no lançamento das flechas - e verde pelas matas)>
Elemento: ar e terra
Número: 3
Comida: milho e coco.
Saudação: Okê Arô, Oxóssi!
 
LENDAS  de  OXÓSSI
     
Quando Oxum e Oxóssi se conheceram, ele logo se apaixonou e quis casar com ela. Oxum concordou, mas impôs a condição de que ele fosse com ela para a mansão de seu pai disfarçado de mulher, para não ter a entrada impedida. Oxóssi aceitou, sem perguntar se isso lhe traria problemas. Então Oxum o transformou em mulher e eles foram juntos para o palácio. Lá, Oxóssi foi muito bem recebido, pois foi apresentado como uma amiga de Oxum; e assim os dois puderam viver juntos por muito tempo. Meses depois, Oxum não pôde mais esconder a gravidez; Oxalá descobriu a verdade e expulsou Oxóssi do palácio. Por ter se transformado em mulher, Oxóssi se tornou bissexual; e seu filho, LOGUNEDÉ, também.
 

Oxóssi era ajudante do irmão Ogum e carregava suas flechas. Certo dia, numa das caçadas, encontrou o irmão Ossâim, que vivia na floresta e era um mago. Ossâim enfeitiçou-o e Oxóssi ficou servindo a ele por algum tempo. Quando o efeito do feitiço passou, Oxóssi quis voltar para casa, mas a mãe Iemanjá não o aceitou. Então, Oxóssi voltou para a mata e foi morar com Ossâim, que lhe ensinou todos os mistério da floresta e de seus habitantes. Desde então, Oxóssi se tornou um grande caçador, passando a garantir a alimentação da família e defendendo animais e plantas de pessoas que matam sem necessidade.
 

Odé era um grande caçador. Certo dia, ele saiu para caçar sem antes consultar o oráculo Ifá nem cumprir os ritos necessários. Depois de algum tempo andando na floresta, encontrou uma serpente: era Oxumaré em sua forma terrestre. A cobra falou que Odé não devia matá-la; mas ele não se importou, matou-a, cortou-a em pedaços e levou para casa, onde a cozinhou e comeu; depois foi dormir. No outro dia, sua esposa Oxum encontrou-o morto, com um rastro de cobra saindo de seu corpo e indo para a mata. Oxum tanto se lamentou e chorou, que Ifá o fez renascer como Orixá, com o nome de Oxóssi.
 

Certa vez, no reino de Ifá, surgiu um pássaro enorme que, voando bem no meio da cidade, não deixava que o povo fizesse as festas do tempo da colheita. O rei convocou todos os arqueiros do reino, que usaram todas as suas flechas sem conseguir espantar o animal; e por isso foram executados. O último a comparecer tinha somente uma flecha mas sua mãe, com medo de que ele fosse condenado à morte, consultou Ifá e soube que o filho devia fazer uma oferenda aos deuses antes de tentar a sorte. O rapaz obedeceu e, com sua única flecha, matou o monstro. O rapaz foi muito aclamado pelo povo e passou a se chamar Oxóssi, o grande caçador.
 

"Oxóssi, é filho de Iemanjá com Orunmilá. Aprendeu a caçar com Ogum e os mistérios e poderes das plantas com Ossâim, que certa vez o enfeitiçou, levando-o para o fundo da floresta a fim de ter companhia.

Iemanjá, sua mãe, enfurecendo-se, mandou que Ogum fosse buscar seu irmão na floresta e o arrancasse dos feitiços de Ossâim. Ogum assim o fez, mas como Oxóssi relutasse em voltar ao lar, e ao voltar desfeiteasse sua mãe, esta o proibiu de viver dentro da casa, deixando-o ao relento. Como havia prometido ao irmão ser sempre seu companheiro, Ogum foi viver também do lado de fora de casa, com ele. Oxóssi tornou-se o melhor dos caçadores e diz o mito que foi ele quem livrou Araketu, sua cidade, de um grande feitiço das perigosíssimas ajés (feiticeiras) Iyami Oshorongá, que se transformam em pássaros e atacam as pessoas e cidades com doenças e miséria. Tendo uma destas feiticeiras pousado sobre o palácio do rei de Ketu, e  os demais caçadores gasto todas as suas flechas tentando matá-la, Oxóssi, com apenas uma  deu cabo do perigoso pássaro, tendo sido conclamado o rei de Ketu. Oxóssi apaixonou-se depois por Oxum, a deusa das águas doces e com ela teve um filho, Logun-Edé".
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