
Gosta de objetos de adornos, principalmente
as bijuterias e o cobre. Pessoa extrovertida, franca, amante
da natureza, engraçada,
revela ambição e temperamento forte. Seus filhos são
comunicativos extrovertidos.
Este orixá esta ligado ao
culto dos mortos, quando dançam parecem expulsar as almas errantes
com seus braços. Tem forte fundamento com omulu, ogum e exu.
Iansã é a força dos ventos, dos furacões, das brisas que acalmam, das coisas que passam como o vento, dos amores efêmeros, sensuais, das tempestades, que assolam a existência mas não duram para sempre.
Iansã ajudava Ogum na forja dos metais, soprando o fogo com o fole para aviva-lo mais e mais, e assim fabricarem mais ferramentas para trabalhar o mundo e armas para as guerras de que ambos tanto gostavam. Por seu temperamento livre e guerreiro, Iansã era uma companheira perfeita para Ogum. Diz o mito que Iansã não podia ter filhos, por isso adotou Logun-Edé, filho abandonado por Oxum, e o criou durante algum tempo.
Diz o mito, também , que Iansã era tão linda que, para fugir ao assédio masculino vestia-se com uma pele de búfalo, e saía para a guerra. Que era amiga tão leal que foi ela a primeira a realizar uma cerimonia de encaminhamento da alma de um amigo caçador ao orum (céu). Iansã não parava jamais.
Um dia em que Xangô foi visitar seu irmão Ogum e encomendar-lhe armas para a guerra, Iansã (também conhecida como Oyá) apaixonou-se por Xangô, e partiu para viver com ele, deixando Logun-Edé com Ogum, que terminaria de criá-lo.
A partir de então, tornou-se
uma das três esposas de Xangô e com ele reina e luta, enviando
seus ventos para limpar o mundo e anunciando a chegada dos raios e trovões
de seu amado.
Dia da semana: quarta-feira
Cor: vermelho, rosa, marrom
Símbolo: eruxin (rabo
de cavalo, signo de poder Iorubá) obé (espada)
Número: 9
Comida: acarajé
Saudação: Eparrei,
Oyá!
LENDA IANSÃ
Certa vez, Xangô foi visitar
o irmão Ogum e conheceu sua mulher Iansã. Os dois se apaixonaram
e Iansã largou Ogum, indo viver com Xangô. Tempos depois,
com saudades, Iansã voltou para Ogum; então Xangô chamou
seu exército e atacou o reino do irmão. Enquanto lutavam,
Ogum mandou Iansã para o reino de Oxóssi. Quando Xangô,
vencedor, foi buscá-la, ela se casara com Oxóssi. Atacou-o,
e Oxóssi mandou Iansã para o reino de Omulu. E a história
se repetiu, até que Iansã foi mulher de todos os Orixás.
Mas no final acabou voltando a viver com Xangô, e de sua união
nasceram os gêmeos Ibeji.
Iansã e Xangô sempre
foram muito companheiros, mas Xangô, como rei, queria sempre ser
o mais poderoso de todos. Iansã não se conformava com isso,
pois ela é muito independente e não admite ser mandada por
ninguém. Certa vez, disseram a Xangô que, num reino vizinho,
havia um sacerdote que conhecia uma poção que, quando ingerida,
dava o poder de lançar fogo pela boca. Como estava envolvido numa
luta, Xangô mandou Iansã buscar a poção para
ele. Ao voltar, ela começou a pensar que não era justo que
só Xangô tivesse esse poder; então, tomou um pouquinho
da poção, para que o marido não percebesse. Assim,
ela ficou com o poder mágico mas, como tomou pouca poção,
é dona apenas dos ventos e dos raios fracos.