Ibejis são divindades gêmeas infantis, é um Orixá duplo e tem seu próprio culto, obrigações  iniciação dentro do ritual. Divide-se em masculino e feminino. Por serem poucos cultuados, e quase não haver iniciados e iniciadores no Brasil, poucas nações conhecem os segredos de cultuação dos mesmos. Sendo que no batuque, respondem e possuem seus filhos, principalmente aqueles que ao nascer perderam algum irmão ( gêmeo) , ou tiveram problemas de parto. Em algumas casas de candomblé e batuque são referidos como erês ( crianças) que se manifestam após a  chegada do orixá, em outras são cultuados como xângo e ou oxum crianças. Porém na verdade são orixás independentes dos erês.

Por serem gêmeos, estão ligados ao princípio da dualidade e de tudo que vai nascer, brotar e criar. Seu arquétipo são de pessoas jovens, brincalhões, irreverentes e enérgicos, mesmos os adultos filhos deste orixá, possuem características infantis. Os Ibejis representam a solidariedade, a generalidade (qualidade das coisas gêmeas, compostas de dois inseparáveis, e assim do próprio processo de conhecimento humano, composto de pares inseparáveis de oposições). Representam ainda os irmãos, a infância, o inicio da vida, momento em que a dependência da solidariedade é maior.

Um dos mitos diz que os orixás crianças, os gêmeos Ibejis, eram companheiros de brincadeira de Logun-Edé e de Ewá, sendo filhos de Iemanjá. Um dia, enquanto brincavam numa cachoeira, um deles acabou se afogando. O Ibeji que ficou, começou então a se tornar a cada dia menos forte, mais melancólico e sem interesse pela vida. Foi então a Orunmilá e suplicou que este lhe trouxesse seu irmão de volta. Não podendo fazer tal coisa, Orunmilá transformou a ambos em imagens de madeira, e os deu de presente a Oxum, para q deles cuidasse e para que pudessem ficar juntos para sempre.

 
Cor: Rosa e Azul
Numero 2
Comida: caruru
Dia da Semana: Sábado
Saudação: Ere wa!
 
 
LENDA ERÊ
 
 
 Iansã e Xangô tiveram dois filhos gêmeos. Só que, quando eles ainda eram pequenos, houve uma epidemia que matou muitas crianças do povo, e um dos gêmeos morreu. Os pais ficaram desesperados e Iansã, como é amiga dos Éguns, resolveu pedir sua ajuda. Esculpiu um boneco de madeira igual ao filho que havia morrido, vestiu-o e enfeitou-o como se fosse para uma festa e colocou-o no lugar de honra da casa. Todos os dias ela colocava uma oferenda aos pés da imagem e conversava com ela como se fosse seu filho vivo. Comovidos com seu amor pela criança, os Orixás fizeram a estátua viver e Iansã voltou a ter seus dois filhos.
 
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