
Para os iorubás, a melhor representação do mundo é uma cabaça dividida ao meio, uma das metades constituindo o céu (orum, Obatalá), e a outra constituindo a terra (ayê, Odudua). No princípio de tudo , ainda não existia a terra, e os orixás viviam no orum, ao redor de Olorum, o senhor do Universo, auxiliado por Obatalá. Um dos mitos diz que a Terra era então um vasto oceano e os ORIXÁS desejavam conhece-lo. Obatalá encarregou Oxalá de descer ao ayê, a metade inferior da cabaça, e espalhar o pó preto que formaria a terra firme. Entregou a ele o saco com o pó preto e uma galinha. Oxalá então partiu em viagem, mas no meio do caminho sentiu sede. Exu, vendo que Oxalá sentia sede, ofereceu-lhe vinho de palma e Oxalá bebeu. E tanto vinho bebeu Oxalá que embriagou-se e caiu em sono profundo.
Exu tomou, então, de Oxalá
, o saco da criação e o levou a Obatalá, a quem denunciou
que Oxalá bebera e negligenciara sua tarefa.
Obatalá então entregou
o saco da criação a Odudua, que com ele desceu à terra,
jogou o pó preto sobre o oceano e tornando-se ela mesma uma galinha,
ciscou o pó preto até que se formaram os continentes e toda
a terra firme que há. Essa terra firme se chamou Aganju, filho de
Odudua e Iemanjá. Os orixás descem ao Ayê. Depois
disso, Obatalá criou um grande dendezeiro, pelo qual desceram
à terra todos os orixás, cada um escolhendo uma parte do
mundo que lhe agradava, que passou desde então a ser de seu domínio.
Assim.