| ÁRVORE GENEALÓGICA DA FAMÍLIA
Segundo as minhas pesquisas, baseadas em informações obtidas por meio de entrevistas com familiares e o depoimento do meu primo José Cícero Almeida de Siqueira, entre outros parentes vivos, nossos antepassados Francisco Vieira de Siqueira, José Vieira de Siqueira e João Vieira de Siqueira vieram da região de Jacaré dos Homens e Água Branca, região do Sertão de Alagoas, com destino à cidade de Capela, Microrregião da Mata alagoana. Em Capela, José Vieira de Siqueira comprou terras na Serra do Periperi, naquele município. João Vieira de Siqueira instalou-se na cidade de Branquinha e Francisco Vieira de Siqueira, conhecido como Francisco Rosa, na passagem pela cidade, casou-se com Maria Francisca Viera Correia, que era portadora de uma doença até então desconhecida e que, nos últimos anos, tem sido alvo de estudos científicos. Trata-se da Ataxia Spinocerebellar ou Mal de Machado-Joseph, doença que mais tarde veio acometer grande parte dos meus parentes, inclusive meu pai e todos os seus irmãos e muitos sobrinhos, por parte de pai e mãe. Depois de casados, Francisco Vieira de Siqueira e Maria Francisca Vieira Correia, instalaram-se no sítio Jitirana. Francisco e Maria Francisca tiveram dez filhos: Pedro (tio Pedrinho), Manoel (conhecido como Manezinho), Francisco, Tranquilino, Jonas, João, Silvina, Rosa, Olívia (minha avó materna) e Luzia. Esses meus tios-avós casaram-se, todos, com primos legítimos, quase irmãos: Manoel, conhecido como “Manezinho”, era proprietário de uma mercearia, na fazenda Jitirana de Baixo e morava vizinho a seu irmão Tranquilino, que não tinha posses. Manezinho casou com Paulina Vieira Correia, filha de Silvestre, sua prima legítima. Silvestre Correia é meu trisavô materno, pai do meu bisavô Tibúrcio Vieira Correia, que na certidão de casamento de meus avós maternos consta como Tibúrcio Correia de Araújo. Tonico Correia era meu tetravô, pai de Silvestre Correia, meu trisavô. Silvestre foi o pai de: Santina Vieira Correia, Paulina Vieira Correia, Maria Francisca Vieira Correia e Satili Vieira Correia. Tonico era senhor de engenho, dono do Engenho das Pedras, próximo à cidade de Capela, e possuía escravos. Silvestre Correia, filho de Tonico, também teria sido fazendeiro, herdeiro do Engenho das Pedras, igualmente senhor de engenho e dono de escravos. O Engenho das Pedras, em Capela, hoje é a fazenda Pedrinhas, de propriedade de Maurício Moreira, irmão de Sérgio Moreira. Este Silvestre, meu trisavô, conforme a minha pesquisa, não queria que as filhas Santina, Paulina e Maria Francisca aprendessem a ler, para que elas não escreverem cartas a seus namorados. As filhas de Silvestre ajudavam os negros cativos a fugirem do engenho, fosse devido aos maus-tratos, ou pelo desejo de liberdade que os negros alimentavam entre si. Silvestre Correia também era conhecido como “Pai Silva”. José Vieira, conhecido como Cazuza Vieira, primo dos meus ascendentes, também era proprietário da fazenda Cachoeira da Orelha, no município de Capela. Francisco Filho, irmão de vovó Olívia e de Pedro casou com Maria Correia de Araújo (Mariazinha), que era filha de Terto. Francisco e Mariazinha geraram: Josefa Correia (Zefinha), José, José, Pedro (conhecido como Doca), Zezito e Lourdes. Luzia, irmã mais nova de vovó Olívia, casou-se com José Correia Paes, seu primo legítimo, irmão do meu avô Manoel Paes, e gerou: Otávio Paes, Maria Paes, Jonas Paes, João Paes. Quando Luzia morreu, José Correia Paes casou com Raimunda e geraram: Lourival, José Paes, Marieta, Raimundo e Antônia. Dos irmãos da minha avó Olívia, filhos de Francisco Vieira de Siqueira, só quem possuía terras eram: Pedro, Manezinho e José Correia Paes. Pela informação que obtive, o meu tio-avô José Correia Paes teria casado quatro vezes. Sua última mulher, Mariquinha, foi natural de Branquinha, da família Fernandes. Dois filhos mais novos de José Correia Paes e Mariquinha, Neuza e Antônio, foram localizados em Niterói, no Rio de Janeiro, mas Neuza já teria morrido, vítima da ataxia e Antônio é médico da Santa Casa de Misericórdia, no Rio. Meu avô Manoel Paes também teve uma irmã chamada Luzia, assim como minha avó e meu pai. Essa Luzia, irmã do meu avô Manoel e do tio-avô José Correia Paes, morreu com 15 anos, quando já estava em cadeira de rodas, vítima da mesma doença. Pedro, irmão da minha avó Olívia, o tio Pedrinho, casou-se com Amélia, que era filha de Joaquim Vieira, sua prima. Mas Amélia foi criada pelo coronel Lúcio Lopes, do engenho Timbó, conhecido como “Timbó dos Cula”. Pedro e Amélia tiveram: Floriano Vieira de Siqueira e Júlio Vieira de Siqueira, sobrinhos dos meus avós. Eles também se casaram com duas irmãs. Floriano, um dos filhos de Pedro e Amélia, casou-se com Enaura Vergetti e geraram: Afrânio Vergetti de Siqueira, Floriano Vergetti de Siqueira, José Vergetti de Siqueira e Pedro Vergetti de Siqueira Neto (o Neto Vergetti). O outro irmão de Floriano, Júlio Vieira de Siqueira, casou-se com Luzinete Vergetti de Siqueira, irmã de Enaura e geraram: Jaime Vergetti de Siqueira, Geraldo Vergetti de Siqueira, George Vergetti de Siqueira, Lindolfo Vergetti de Siqueira, Paulo Vergetti de Siqueira, Júlio Vergetti de Siqueira, Telma Vergetti de Siqueira, Benedita Vergetti de Siqueira, Amélia Vergetti de Siqueira (Memé) e Vergetão (é assim que o conhecemos). Minha avó materna, que na certidão de casamento consta como sendo Olívia Maria de Cerqueira, confusão feita pelos cartórios da época, casou com meu avô, Manoel Correia Paes, filho de Tibúrcio Correia de Araújo (o sobrenome teria sido modificado pelo cartório) ou Tibúrcio Vieira Correia, e de Maria Paes de Oliveira, segundo consta na certidão que tenho em mãos. Jonas Vieira de Siqueira, pai do meu pai, que foi registrado como Jonas Correia de Cerqueira, casou com a sua prima legítima, Rosa Correia Paes, irmã do meu avô Manoel Paes, do tio José Correia Paes e da tia Luzia, e filha de Tibúrcio. Meu avô paterno e minha avó Rosa geraram: João Correia de Cerqueira, conhecido como João Jonas (meu pai), Graciliano, que foi registrado como Graciliano Correia de Siqueira, Antônio Jonas, Piciliano, Júlio (conhecido como Júlio Rosa), José Jonas, Manoel Jonas, Luzia e teria tido outra irmã por nome Olívia, que teria ido embora morar no Paraná, não se sabendo do paradeiro dela. Quando vovó Rosa morreu, meu avô Jonas casou com Maria (vó Nenen) e tiveram: Alfredo, Ester, Renalva, José. José Vieira, conhecido como Cazuza Vieira, primo dos nossos avós, era proprietário da fazenda Cachoeira da Orelha, também no município de Capela. Satili Vieira Correia, único filho homem de Silvestre Correia, meu trisavô, gerou: Ozório Vieira, Edmundo Vieira e Jonas Vieira, pai de Augusta, Grinaura e do primo Joninhas, que foi assassinado, misteriosamente, há alguns anos. Jonas Vieira Correia teve também outros filhos.... Maria Augusta, filha de Jonas Vieira, casou com Ernesto, também primo legítimo e tiveram quatro filhos, sendo que alguns deles também seriam portadores da doença. Uma das filhas de Grinaura, irmã de Maria Augusta, teria morrido da mesma doença. Grinaura também casou com um irmão de Ernesto, outro primo legítimo. Outro Jonas, irmão do meu pai, casou com Lourdes e geraram: Nita, José, Geraldo, Francisco (Chiquinho), Eva, Ana e Nana e todos são portadores da ataxia. Mas as informações sobre os irmãos do meu pai são muito desencontradas, pois todos se dispersaram e foram morar em São Paulo, Paraná e no Rio de Janeiro. De vez em quando chega um parente nosso em Alagoas, dizendo ser sobrinho de meu pai. João Vieira de Siqueira, conhecido como João Rosa, casou com Diolina Olímpia de Siqueira, que era filha de Santina Vieira Correia, filha de Silvestre Correia e que era sua prima legítima. Os seis membros da família Vieira de Siqueira casaram-se com os Vieira Correia, que pelas informações que temos hoje, foram portadores de ataxia, e os netos continuaram se casando com os primos, todos portadores desse problema genético degenerativo. Silvina Vieira de Siqueira, Rosa Vieira de Siqueira, Francisco Vieira de Siqueira e Tranquilino Vieira de Siqueira foram para São Paulo e para o Rio de Janeiro, para tentarem a vida lá fora e não se sabe o destino dos seus descendentes. Vovô Manoel e Vovó Olívia tiveram: Josefa, Sebastiana, Antônio, José, Noêmia, Antônia (minha mãe), Júlio e Ozória. Tia Josefa, irmã mais velha de mamãe, casou com José Antônio da Silva, de Paulo Jacinto, e geraram: Julião, Olival e Edleuza. Minha tia Josefa morreu e José Antônio casou com Josefa Correia de Siqueira (Zefinha), filha de Francisco Vieira de Siqueira Filho, irmão de vovó Olívia, prima legítima da mulher falecida. Josefa Correia de Siqueira passou a se chamar Josefa Correia da Silva e teve: Aluízio, Maria José Siqueira, Maria José Correia (que era dentista, morreu acometida de uma doença degenerativa que lhe atacou muito rapidamente, no espaço de um ano, deixando-a inválida e levando-a à morte), Silvia, José, Izabel e Rejane. Sebastiana casou com Anízio Rosa (sobrenome que os cartórios deram, mais tarde aos Vieira de Siqueira) e geraram: José (que era surdo e mudo), Juvenal, Maria, Dermeval, Antônio, Dinalva e Darci. Mas minha tia Sebastiana também teria tido um filho paralítico que morreu muito pequeno. Meu tio Antônio, irmão mais velho da minha mãe, casou-se com a prima Marieta, que era filha de José Correia Paes e Raimunda. Antônio e Marieta geram: Eugênio, Gedalva, José, Sônia, Fátima e Nena. Marieta morreu e Antônio casou com Hermínia e geraram: Mônica, Claudenice e Júlio. Meu tio José Paes de Siqueira, outro irmão da minha mãe, casou com Luzinete e tiveram: Maria José, Josete, Josival, Jandete, Carlos e Sérgio. Noêmia casou com Pedro, que descobri tem parentesco conosco, já que sua mãe, Natália, era prima da nossa prima Amelinha, que casou com o tio Pedrinho. Noêmia e Pedro geraram: Petrúcio e Rita. Petrúcio está acometido, segundo os médicos, de Mal de Parkinson. Antônia Paes de Siqueira, minha mãe, casou com o primo legítimo João Correia de Cerqueira (meu pai), e depois de casada passou a se chamar Antônia Correia de Cerqueira. Mamãe e papai geraram: Petrúcio, Petrônio, Paulo e eu, Olívia de Cássia. Meu irmão Petrônio, já está com a doença em estágio bem avançado. Meu tio Júlio, irmão de mamãe, viveu em regime de união livre, com Valdeci, que dele teve José Maria e Lúcia. Ozória teve um primeiro casamento com um irmão de tia Marieta, José Paes, mas não teve filhos. Em seguida casou com Fernando, teve seis filhos mas só uma filha ficou viva, Rita. Natália Máximo Mesquita, mãe de Pedro Peixoto, marido da minha tia Noêmia, era prima legítima de Amélia, filha de Joaquim Vieira. João Mesquita era tio de Natália e também seria portador da doença, conforme minhas pesquisas. De José Vieira de Siqueira e João Vieira de Siqueira, sabe-se que seus descendentes teriam migrado para os estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Outra particularidade dos meus ascendentes é que os nomes se repetiam e foram muitos os de: Luzia, José, Maria, Manoel, Júlio, João, Jonas, Olívia (teria havido pelo menos umas três ou quatro, além de mim). ****************** SOBRE A ATAXIA A Ataxia Spinocerebellar SCA3, ou doença de Machado-Joseph “é uma enfermidade neurodegenerativa do sistema nervoso, multi-sistêmica, descoberta inicialmente na Ilha dos Açores, em Portugal, e não apresenta, atualmente, tratamento definido”. “A doença acomete igualmente homens e mulheres, com idade de início clínico variável, entre a segunda e a sexta décadas de vida, segundo descreve o site http: www.neurologia.ufsc. Br/artigos/parkinsonismo/doença_machado.html. A ataxia é transmitida geneticamente, por herança autossômica dominante e não existe nenhum remédio ou tratamento conhecido pela ciência médica, ainda, para tratar especificamente os seus sintomas. Entretanto, estão sendo desenvolvidas pesquisas no mundo todo e em anos recentes foram localizados vários genes (não todos ainda) responsáveis por algumas dessas formas da doença”. Ainda segundo o mesmo site, “estudos recentes indicam que o gene mutante (MJD1) está localizado no braço longo do cromossomo 14, com expansões estáveis das repetições CAG. Apesar de ser entidade genética única, conforme a explicação médica, apresenta expressão fenotípica variável observando-se diferentes formas clínicas, com associação de quadros de ataxia cerebelar, piramidais, extrapiramidais, de acometimento do sistema nervoso periférico, oftalmoplegia externa progressiva, fasciculações na face e língua, entre outros sintomas”. Em síntese: “A ataxia pode afetar os dedos, as mãos, os braços, as pernas, o corpo, a fala ou o movimento dos olhos. Essa perda de coordenação pode ser causada por diversas condições médicas ou neurológicas” , segundo outro site, o http://geocities.yahoo.com.br/ataxianet/ataxua,html. São explicações científicas de estudiosos, que vêm desenvolvendo trabalhos no sentido de encontrar um vacina ou remédio que venha a deter os sintomas da doença. A pessoa que é acometida desse mal, perde a coordenação dos movimentos musculares voluntários, isto é: em primeiro lugar a fala começa a ficar comprometida, depois a pessoa anda como um bêbado, trôpego e quem observa de fora pensa que ela está embriagada. Foi assim que começou a se manifestar em meu pai e agora, em meu irmão, Petrônio, que já está num estágio avançado da doença, tem problemas na fala e se locomove com dificuldade. Ainda dirige, mas não tem muita coordenação nos movimentos, nem equilíbrio. Recentemente, foi publicado na Internet, no site www.natue.com, no dia 9 de junho de 2004, uma notícia que trouxe esperança para os portadores dessa doença. A informação diz que surge uma esperança de cura para quem sofre da doença de Huntington, doença semelhante à ataxia. Uma terapia genética obteve sucesso em ratos com doença cerebral e pode aliviar sintomas de algumas doenças devastadoras do cérebro, de acordo com evidências apresentadas em conferência nos EUA. Muitas doenças neurodegenerativas são provocadas quando o cérebro faz proteínas mutantes que se agregam ali, causando sintomas que vão piorando com o tempo. Essas doenças cerebrais são incuráveis. Afetam cerca de 2500 mil pessoas, só nos Estados Unidos. Beverley Davidson, a pesquisadora da Universidade de Iowa, em Iowa City, e colegas, esperam que a terapia genética possa tratar esses males. A abordagem envolve a tentativa de corrigir anormalidades genéticas injetando no animal ou na pessoa seqüências corretivas do DNA. Os pesquisadores testaram a terapia em ratos com uma doença semelhante à ataxia spinocerebellar tipo SCA1, que vai tirando dos portadores a capacidade de andar. A terapia eliminou trechos do tecido cerebral lesionado e corrigiu os sintomas físicos da doença. Essa é a primeira vez que a terapia genética conseguiu curar uma doença como a ataxia. Mas a descoberta foi importante porque também é a primeira vez que a técnica foi usada para curar enfermidades cerebrais progressiva denominada dominante, segundo o site. Essas doenças ocorrem quando o paciente herda uma cópia defeituosa de um gene de apenas um dos pais. A parte mais significativa da terapia genética envolve a substituição da seqüência de genes que falta. Mas nas doenças dominantes, é a própria seqüência mutante que causa o problema, assim qualquer terapia nesse sentido precisa bloquear ativamente o defeito, em vez de apenas substituí-lo. Para fazer isso nos ratos, a equipe da Dr. Davidson utilizou uma técnica chamada interferência de RNA Os pesquisadores isolaram pedaços do material genético que se ligam ao gene mutante, bloqueando-no. Eles encapsularam esse material em partículas de vírus sem efeito e injetaram nos ratos. O vírus usado não causa qualquer doença em ratos ou em seres humanos. Depois das injeções, as proteínas criadas pelo gene mutante desaparecem e os ratos aparentemente melhoraram, conforme anunciaram os pesquisadores na reunião anual da American Society of Gene Therapy, no dia 9 de junho, em Minneapolis, Minnesota, EUA. Davidson e seus colegas também relataram que a interferência do RNA fez com que células humanas em cultura parassem de produzir as proteínas mutantes da doença de Huntington. Para esse trabalho, usaram um outro vírus para implantar o RNA nas células. Semelhante ao causador da imunodeficiência (HIV), infeta os gatos. A equipe retirou toda a parte infecciosa do vírus e substituiu-a pelo RNA terapêutico. Davidson disse esperar que a técnica posse rapidamente para a fase dos testes clínicos. “Os dados são muito promissores. Esperamos usar a interferência do RNA como terapia para as doenças neurodegenerativas dominantes”. Essa informação me foi passada por meu primo Edvaldo Siqueira, portador da doença e estudioso no assunto. Mais informações sobre a doença de Machado-Joseph podem ser obtidas no site: http://br.groups.yahoo.com/group/ataxianet/. |